xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> Amor e destino - Por: Emerson Monteiro | Blog do Crato
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17 junho 2015

Amor e destino - Por: Emerson Monteiro

Desde o início entre os dois que ele notou a importância da presença, em tudo por tudo. Ela crescera na paisagem qual sol resplandecente em manhã primaveril, tonalizando cores e realçando a beleza espraiada na mãe natureza. Quisesse imaginar diferente, haveria multidões de argumentos desfazendo as chances de mudar de opinião. Nisso Hipólito rendeu-se nos braços de Alzira, fiel companheira de inverno e estio, consequência insuspeita de carinho e paz. Contudo jamais haveria de considerar o objetivo daquela mulher na sua vida.

Uma vida passada e se envolvera delituoso com pessoa de outro casamento. Perante as leis da reencarnação, a fim de resolver o impasse evolutivo, condicionara-se a passar situação assemelhada, respondendo o véu da justiça ao que impusera aos outros no tribunal da Eternidade. Sofreria não a título de vingança ou castigo, porquanto ditos fatores inexistem no código perfeito do Céu, mas submeter-se-ia ao crivo da Lei do Retorno, em que mereceria aquilo que plantara.

A companheira viera ao sabor das circunstâncias dos acontecimentos da colheita. Sem propósito preestabelecido, encontrar-se-iam certa noite, nos giros de um parque de diversão das festas de padroeiro, e se engraçariam um do outro.

Amor maior talvez existisse noutro lugar (quem sabe?), hipótese no entanto negada de pés juntos pelos amantes fiéis incondicionais.

Anos e anos de felicidade a toda prova, que transcorreram céleres, somada à chegada de filhos diletos. Doces enlevos e amplas satisfações impuseram àquelas vidas padrão incomum de exemplo de tantos, nos tempos críticos da indiferença dagora, cercados pela tecnologia indiferente dos meios frios da comunicação.

Hipólito e Alzira voaram tantas vezes nas asas da ternura que nada de especial percebiam nas oportunidades inocentes, seres das mágicas horas do amor.

Jamais avaliaram que no dizer do povo não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe. Trabalhassem essa perspectiva e guardar-se-iam melhor dos ataques da fortuna inesperada.

Correram dias ainda mais rápidos até o lodaçal da dúvida, desafinando as notas do bolero triste que os dois cantavam inocentemente sem saber que profetizavam um abrir e fechar de olhos. As folhas do outono levaram bem longe o pranto convulso, inundando vales e montanhas, misturando com preces magoadas, recitadas de prosa e verso, nas encruzilhadas do destino. Sofreram ambos, porquanto amar se amavam a não caber no peito.

O cavaleiro negro da sentença chegara em outra paixão para cumprir a sentença. Pena significava a destruição de Hipólito, o descaminho de Alzira e o desajuste dos filhos naquela geração. A cada um o quinhão, mediante a soberana fidelidade.

Antes de ministrar justiça, coube dosar os desdobramentos. No peso do amor desfeito de Hipólito e Alzira tornou-se valor raro o que reduzira a culpa do delito da história dos dois, relevando as dores a que o destino da responsabilidade viesse transformar em perdão o reconhecimento do crime. Como resultado, o sofrimento amaciado nos corações reverteu na consciência o amargo do erro. Na história, a família seguiu vivendo e cumprindo seu papel. 

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