14 maio 2015

Princesa Isabel, a Redentora: a Mãe do Brasil – postado por Armando Lopes Rafael

“O que une as mulheres e as distingue de nós é que são mães. É algo tão singular que elas todas são mães mesmo as que o não são”. (Dom João Costa, ex-bispo de  Iguatu, atual Arcebispo Coadjutor de Aracaju)

O 13 de Maio continua sendo a maior data cívica de nossa História!
No dia 13 de maio de 1888, há 127 anos, A Princesa Regente, Dona  Isabel (a primeira mulher a governar o Brasil. Os que dizem que foi Dilma Rousseff,  não conhecem a nossa história), pois bem a Princesa Isabel tomou da pena de ouro que lhe oferecera a subscrição popular — uma das três que surgiram na ocasião — para assinar a Lei nº. 3.353, por meio da qual o instituto jurídico da escravidão estava para sempre abolido do Brasil.
Muito além de seus dois singelos artigos, a Lei Áurea trouxe equiparação legal a todos os brasileiros, cessando a distinção ignominiosa de cor e raça. No árido caminho que trilha a cidadania brasileira, como aponta o Prof. José Murilo de Carvalho, foi um dos passos mais flamejantes. O documento fazia nascer, simbolicamente, uma nação que, até então, inexistia. A nação em que pretos, brancos, índios, eram todos igualmente brasileiros. Como sempre lembra o Prof. Eduardo Silva, era o “mundo de ponta-cabeça”. A díade senhor-escravo havia sido extinta no Direito brasileiro.
 Por remir o Brasil de seus quase quatro séculos de cativeiro, de tráfico transatlântico e de barbárie escravista, a Princesa Imperial Regente D. Isabel, futura imperatriz, seria banida do Brasil no ano seguinte. Seu reinado foi abortado e, com ele, tudo o que significaria para o Brasil esvaeceu. No exílio, durante trinta e dois anos, a única mulher brasileira que nos governou no século XIX somente pôde reinar entre aqueles que a cercavam na França, ou no coração dos que amargavam o sofrimento pela distância dela, aqui no Brasil, mormente os antigos escravizados e seus descendentes — que na Primeira República encontravam desprezo e rechaço.

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