10 abril 2015

Para você Refletir ! - Por Maria Otilia

A região do cariri, em especial o município do Crato, vem sendo alvo de muitas notícias nestes últimos dias. Infelizmente o que vem sendo veiculado na mídia nos entristece.E na opinião de cada um fica sempre aquele ponto de interrogação. O que realmente está acontecendo ? Quem tem razão ? Por que tantas denúncias ? Por que o  nosso Crato estagnou ? E o que diz nossos representes do legislativo e executivo ? São várias indagações.Por outro lado estamos vivendo o momento do que possamos chamar do " modismo" do protesto. Protestamos por muitas coisas, mesmo embora na maioria das vezes nem sabemos o porquê e de que estamos protestando.  Basta ir para a rua, fazer um "apitaço", e afirmamos que é tudo pela democracia.E na maioria das vezes nem compreendemos o  que significa  esta democracia que tanto almejamos. E assim tudo vai passando, como diz a música de Chico Buarque , Roda Viva. E nada se efetiva, porque simplesmente, o povo que é maioria, não sabe para onde ir, qual o caminho a seguir.Apenas acompanha aqueles que se dizem líderes, quase que como uma boiada que  vai para o abate.Com uma visão unilateral dos fatos   sem perceber que faz-se necessário e urgente um olhar holístico de tudo que estamos vivendo.
Posto abaixo uma fábula que fala da  nossa falta de objetividade. 
Boa leitura ! 
                            Fábula do Cavalo Marinho
Conhecem a fábula do Cavalo Marinho? Ela é mais ou menos assim:
Havia um pequeno cavalo marinho, ávido por mudanças, que nadava sofregamente entre as águas do oceano. Sempre que encontrava algum outro habitante das águas, perguntava: Como faço para chegar Lá? O interrogado ficava meio confuso, mas, igualmente atarefado, apontava para qualquer direção e desvencilhava-se do perguntador. Assim foi por muitas vezes. O pequeno cavalo marinho nadou, nadou, sempre recebendo de alguém uma informação diferente, fazendo com que rodasse muitas vezes pelos mesmos caminhos, pelos mesmos desvãos, pelos mesmos declives. Até que, ao final, já exausto, deixou-se cair inerte e morto.
Qual a mensagem desta fábula? A de que qualquer um de nós, quando não sabe para onde quer ir, onde quer chegar, como quer chegar, em quanto tempo precisa chegar, acaba não chegando a lugar nenhum!!!
Esforços despendidos, energias desperdiçadas, mas, resultado efetivo, não.
Onde fica o “Lá” de cada um? Das autoridades? Dos governos? Dos países? 
Como na fábula do Cavalo Marinho, onde, apesar de todos os seus esforços, ele não sabia ao certo onde queria chegar, também agora estamos chegando a uma conclusão que Krishnamurti, o sábio líder hindu, já destacava há muito tempo: “Não serão os governos, mas a sociedade civil, que irá implementar as grandes mudanças!” Concordo. Agora, a qual segmento da sociedade civil estaria se referindo o sábio? O das grandes corporações, viciadas em lucro fácil e imediato, ou aqueles[ainda] pequenos grupos emergentes, ávidos por desenvolvimento sustentável (aliado à diminuição do desperdício e melhores condições para todos)?. A solução para melhor, por certo, advém dos modos de viver e encarar a vida destes últimos, mas, onde as ações efetivas? os projetos relevantes para interferir positiva e eficazmente onde realmente é preciso? os subsídios necessários para a implementação eficaz?
Autor desconhecido.

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