09 abril 2015

Crise de água doce - Por: Emerson Monteiro

Inquestionável a importância da água nas nossas vidas, onde e quando estivermos vivendo na Terra. Dela se depende em tudo e por tudo. O ser humano pode sobreviver por volta de dois meses sem comer, mas sem água só resiste menos de uma semana. 

Dependentes da água, ainda que a consideremos coisa de mera rotina, dia após dia, a utilizamos de infinitas maneiras, corretas e incorretas, desde o uso na higiene pessoal até nas mais sofisticadas indústrias, para o cultivo,  asseio de alimentos, cozinha, transporte, agricultura, pecuária, etc. Precisamos mesmo dela; desse modo, com toda a sua importância, nos responsabilizamos pouco pelos recursos hídricos em nossa acomodação de hábitos nocivos, uma vez que são cada vez mais a desrespeitamos, quando muito de carecemos. Abusamos. Desperdiçamos. Poluímos descuidados da sua imprescindibilidade. 

Quando isso ocorre, países e governos se manifestam em largos discursos, em publicações, festas comunitárias, passeatas, palestras, conclaves, salva de tiros, coisas assim, para retornar depois ao estado anterior, guardando tudo isso no fosso das enciclopédias e estantes de sombrios museus adormecidos.

Haverá mil maneiras de qualificar o trato que damos ao líquido fonte da vida; melhorar nossas maneiras, de preservar os mananciais; regular o uso das águas do subsolo, assunto por demais crucial nesse tempo de inchaço de cidades; assegurar fornecimento próprio às populações menos aquinhoadas pela riqueza material; e estabelecer regras claras e praticadas, dentro de prazos imediatos, na conservação da natureza como um todo, e também das águas salgadas, nos oceanos e mares.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, menos de 1% da água doce do mundo, ou seja, 0,007% de toda a água, no Planeta, estão disponíveis, lugar em que tudo se relaciona com a água.

Em resumo, sejamos conscienciosos; não desperdicemos, não poluamos ou façamos uso inconveniente da água, e agiremos dentro dos princípios da ordem e da coerência necessárias à humanidade, o que não é pedir muito a quem deseja tanto viver no meio do conforto face aos desafios de supérfluas vaidades, características do ser vulnerável que somos nós.

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