31 março 2015

Mulheres em protesto contra a violência

mulheresA marcha propõe a discussão das demandas ainda observadas, principalmente, pela mulher negra. A Caminhada terá concentração defronte à unidade do Serviço Social do Comércio (Sesc), em Crato

FOTO: FABIANE DE PAULA

Crato. Como forma de alertar a sociedade para a necessidade de combate ao racismo e a toda e qualquer forma de violência contra a mulher, acontece, a partir das 7h30 desta terça-feira (31), neste município, a 1ª Caminhada da Mulher desenvolvida pelo Grupo de Valorização Negra do Cariri, em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Cáritas Diocesana, Sesc, dentre outras entidades apoiadoras.

A marcha estabelece o fim das atividades desenvolvidas durante todo o mês de março, tido como o Mês da Mulher, e propõe a discussão das demandas ainda observadas, principalmente, pela mulher negra. A Caminhada terá concentração defronte à unidade do Serviço Social do Comércio (Sesc), em Crato, de onde os participantes seguirão com destino à Praça da Sé, onde será realizada uma "Ação Cidadania" oferecendo serviços de orientações monitoradas sobre a saúde da mulher, com distribuição de preservativos masculinos e femininos, kits de higiene bucal, jogos lúdicos, conferência de IMC, sorteio de brindes, dicas de beleza e maquiagem, além de apresentação de defesa pessoal para mulheres.

O evento é visto como histórico e, conforme os organizadores, pretende atrair, não apenas mulheres, mas, também, todos os cidadãos interessados em discutir a necessidade da construção de mecanismos que possam resultar na diminuição dos índices de violência praticados contra mulheres no município.

"Esse é um fato histórico que acontece no Crato e que traz todas as demandas das mulheres negras. É a primeira vez que o movimento enegrece e assume as demandas das mulheres negras como sua também. Há um grande otimismo em relação à participação da sociedade durante a caminhada", disse Verônica Carvalho, que integra a organização do evento.

Segundo ela, haverá três momentos distintos onde discussões de temas específicos serão apresentados aos participantes. "Teremos três grandes atos. Um que vai discutir a questão do genocídio da população jovem negra, um momento com as mulheres de terreiro e, depois, uma grande festa, uma grande quizomba", informou.

O evento também é visto como uma oportunidade para a quebra de tabu ainda existente quanto à questão da religiosidade negra, oriunda do continente Africano, como o candomblé, por exemplo.

Representação

Na avaliação da Mãe de Santo Maria de Oxum, é preciso que as participações aconteçam como forma de se fortalecer o direito a todo e qualquer culto religioso. "Nós estamos participando para representar a nossa religião, de matriz africana e, também, ajudar as mulheres negras de uma forma geral. Estaremos todos dando força para as mulheres negras", avaliou a mãe de santo em relação à presença da sociedade durante a realização da caminhada.

Mais informações
Grupo de Valorização Negra do Cariri
Crato-CE
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Roberto Crispim

Colaborador

Diario do Nordeste - Regional

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