28 janeiro 2015

Exército industrial de reserva - Por: Emerson Monteiro

Em países enormes e superpopulosos quais China e Índia o momento atual deixa margem a graves avaliações quanto a desejar dias melhores neste chão. A partir desta afirmação, há um raciocínio a desenvolver no que diz respeito à quantidade dos habitantes desempregados, o nível de jovens acima de 20 anos que não estudam e não trabalham, ausência de postos de trabalho, grau de violência, economia em declínio, esgotamento dos recursos naturais, poluição, etc.

Nessas fases da história, sujeita a aparecer conflitos armados, o crime organizado demonstrar maior agressividade e a corrupção se tornar endêmica no Estado, vistas situações semelhantes a momentos outros, quando aumenta a luta pelo poder ao ponto do declínio dos valores morais e da instabilidade social passar a refletir antigos padrões bárbaros de civilização.

O que bem poderia significar o exército humano de reserva no crescimento das nações denota, assim, ausência de lideranças autênticas, num salve-se quem puder de comprometer as bases do equilíbrio político-social. Perante os conceitos marxistas de economia, os desempregados representam esse exército de cidadãos à mercê das circunstâncias do sistema capitalista.

Nas palavras do próprio Karl Marx: O desemprego em massa constitui o exército industrial de reserva, quanto maior ele é melhor para o capitalista que poderá assim afirmar ao proletário no caso deste fazer greve, que pode contratar outra pessoa a um custo menor fazendo o mesmo trabalho. Daí que o exército industrial de reserva seja tão importante para o capitalismo.

Nesta época histórica quando as práticas dos regimes somam interpretações científicas da economia política de todas as épocas, numa única dominação do famigerado neoliberalismo, o abandono dessas massas humanas à sorte esclarece o motivo de muitos dos desmandos verificados no mundo inteiro, sejam as guerras localizadas, o tráfico de drogas, a hegemonia da indústria armamentista, jogos, vícios vários, prostituição e caos urbano, todos eles fatores em progressão que representam o produto das ações coletivas desencontradas tanto hoje quanto em épocas remotas a carecer de consciência crítica e solidariedade humana no sentido amplo destas palavras.

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