xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 24/12/2014 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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24 dezembro 2014

FELIZ NATAL E UM PRÓESPERO ANO NOVO A TODOS OS LEITORES DO BLOG DO CRATO




E finalmente chegou o natal e o fim de mais um ano...e como ele passou rápido!  À medida que envelhecemos, nos tornamos cada vez mais conscientes do papel do tempo em nossas vidas. A cada fim de ano desejamos que nossos sonhos possam se realizar no ano seguinte, mas será que estamos trabalhando também para que estes possam se tornar realidade, ou nosso desejo é apenas uma vaga esperança de que tudo nos caia do céu como que por mágica ? Será que merecemos aquilo que desejamos ? O que de bom fizemos a outras pessoas no ano que passou ? Em que contribuímos para o bem da humanidade ? Será que acrescentamos a nossa parte no todo, ou apenas consumimos recursos do planeta, como um fardo pesado difícil de carregar ? Ser Feliz ? Já diz um velho ditado que "A felicidade consiste em saber que a nossa vida não está se passando em vão", e é verdade que a maioria das pessoas só pensa no que significa ser feliz entre os dias 24 e 31 de dezembro...Mas que tal se no ano novo, ao invés de apenas desejarmos e esperarmos pela felicidade, possamos correr em direção a ela e dar-lhe um grande abraço, sem mais esperar que tudo aconteça sozinho ? 

Diz-se que o maior de todos os bens é a saúde. Na verdade, com saúde, tudo é possível, e sem a saúde, nenhum projeto pode se realizar. A saúde não depende apenas da nossa vontade, faz parte daquele conjunto de coisas que não podemos controlar. Mas além da saúde, talvez o nosso maior recurso seja o tempo. Afinal, se observarmos, o único bem de que o ser humano dispõe é o tempo. E este é finito e curto. Como você vive o seu tempo ? Aliás, você está realmente vivendo ou passando pela vida ? São as grandes questões para as quais cada um de nós deve fazer a sua própria reflexão e encontrar a resposta. Cada um possui uma resposta, uma história de vida, um propósito e uma meta. Procure rever a sua meta! Você está trabalhando no sentido de realizá-la ? Não ? ... Mas não se desespere ainda! Vale a lição maior ensinada pelo criador: O sol renasce a cada manhã, e todo dia é dia de se começar um novo tempo e de refazer bem todas as coisas. Que façamos tudo NOVO DE NOVO. Este é o grande propósito das comemorações; É que possamos refletir sobre aquilo que somos, aquilo que pensamos que somos, e aquilo que realmente somos. Enquanto houver vida, é sempre tempo para recomeçar e reconstruir o nosso caminho. 

Que neste ano que se inicia, possamos buscar alcançar ( não esperar ) todas as nossas metas, realizar os nossos sonhos mais profundos, e sobretudo, que possamos nunca perder as esperanças de que tudo isso é realmente possível, afinal, viver é lutar sempre por um mundo melhor. Viva intensamente, use o seu tempo da melhor forma possível, sem desperdiçá-lo. O sopro de vida é o bem mais precioso que temos. E qual o melhor caminho a seguir ? Cada um deve descobri-lo. Nesta vida, cada um de nós veio para cumprir uma missão e aprender uma lição. Procure descobrir qual é a sua grande missão, e acima de tudo, compartilhe a sua felicidade para com todos os outros. Semeie felicidade, plante alegria, seja você mesmo, o grande milagre da criação. Este é o verdadeiro espírito do natal: Que nos renovemos, e com isso, possamos renovar a vida e o mundo. Viva a vida e viva-a intensamente no ano que se inicia ! 

Um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo a todos os leitores, colaboradores, escritores e parceiros do Blog do Crato, que entra para o décimo ano de existência. 10 anos registrando todo dia a história do Crato para a posteridade.

Dihelson Mendonça ( 24/12/2014 )
www.blogdocrato.com






Como era o Natal em Crato no final do século 19 – por Paulo Elpídio de Menezes (*)




(...) Às quatro da tarde, ouvia-se o ronco da feira que, começando do Fundo da Maca, subia pela Rua Grande, morrendo no largo de São Vicente. Expandindo-se pela Travessa da Califórnia, invadia parte das ruas de Boa Vista, da Vala, do Fogo, Laranjeira, Formosa e Pedra Lavrada. Entrava noite adentro. Ao badalar do sino, chamando para a Missa do Galo, o movimento esmorecia. O barulho decrescia. O povo rumava em direção à Praça da Matriz. Deixavam de abandonar a feira apenas as pessoas que guardavam os montes de frutas de toda qualidade, as gamelas de massa de buriti, as rumas de rapadura, os tabuleiros, as mesas de jogo, as panelas de arroz de galinha, as bandejas de manuês e de doce seco, os potes de aluá, que se vendia por toda parte e era oferecido nas casas de família. Em diversos lares se erguiam lapinhas.

Mas o presépio do Padre Félix primava sobre todos. Levantado no orfanato por ele instituído, ali se encontrava, deitado no berço, o Menino Jesus, vigiado por Maria e José. Os três Reis do Oriente, ajoelhados, e a estrela, pairando no alto, alumiava a manjedoura, com que satisfeita de haver ensinado aos possuidores de tanta riqueza o caminho do lugar onde acabava de nascer o futuro reformador da religião judaica...
Em torno, mais distante, e em atitude contemplativa, a tradicional vaca, o carneiro, o tigre, o leão e mais alguns animais ferozes. O galo conservava-se ainda de bico aberto, anunciando que Jesus tinha nascido. A divina criança estava colocada numa caixa de música que, depois da corda, tocava – ‘já nasceu o Menino Deus”... E, simultaneamente, descruzava as pequenas mãos, abria os olhos, voltando depois à mesma posição. Esses movimentos se repetiam, numa espécie de sístoles e diástoles. Doze pastorinhas, divididas em duas alas, cantavam os versos iniciados pela caixa-de-música, acompanhando com os seus maracás. À certa altura, abriam alas, para a entrada dos índios, que também vinham render homenagem ao Redentor da Humanidade... As ciganinhas, como que surpresas com a visita dos filhos da selva, enfeitados de penas, cocares e armados de arco e flecha, entoam cânticos de interrogação:
Quem são vocês?’
- ‘Caboclos da aldeia’,
Respondem, também cantando:
- ‘Para onde vão?’
- ‘Vamos a Belém’
- ‘Ver o que?’
- ‘A Jesus, nosso bem’.
Rompem, então, as Pastorinhas:
 – Oh, que noite tão alegre, que convida os Caboclos a visitarem o Deus Menino; oh que bela e feliz noite!’
A casa de minha mãe, viúva, ficava parede e meia com o Orfanato do Padre Félix. Eu tinha, talvez, uns oito anos de idade. Depois de ouvir a Missa do Galo, me levavam para a rede. Pegando no sono, quase abafada pela zoada do povo, a vozinha tremida e afinada da Pastorinha destinada a pedir em benefício da casa onde se amparavam as meninas que tinhas a mesma sorte que a Ciganinha:
Dá esmola, dá esmola
Nem que seja de um vintém,
Que no céu acharás
A lapinha de Belém.
Era assim o Crato de 1887 que, com tanta honestidade e fé, comemorava a noite do nascimento de um dos maiores filósofos idealistas da Humanidade.
(*)  Paulo Elpídio de Menezes, in “O Crato do meu tempo”, Fortaleza, 1960.

Como é o Natal dos dias atuais em Crato – por Armando Lopes Rafael



A comemoração do nascimento do Cristo Jesus deixou de ser uma festa cristã para transformar-se num acontecimento materialista, pagão e consumista. O personagem central da festa não é mais o Menino Jesus– o Redentor da humanidade, e sim a figura do Papai Noel, importado do hemisfério Norte e transformado em garoto de propaganda de milhares de produtos que vão da Coca-Cola aos motéis. O balanço é dado pela mídia ao final do feriado, percentualizando o crescimento das vendas.
O lado espiritual antes existente no Natal deu lugar à farra – totalmente secularizada – do comércio, com destaque à degustação de bebidas alcóolicas, compra dos presentes, venda de produtos para a ceia gastronômica – sem nenhuma participação da culinária regional – que inclui:  chester, panetone, Praliné de Amêndoas e nozes, chocotone, chantilly, bolo de tâmaras, pizza, galeto al primo canto e outras dezenas de estrangeirices...
O verdadeiro espírito natalino foi sumindo da decadente sociedade brasileira. Até o bonito e significativo costume de enviar cartões-de-Natal está gradativamente desaparecendo. Anos atrás  eu recebia uma média de 100 cartões. Neste 2014, contei minguados 11 cartões. Um deles de um senador do PT que sequer conheço (e tenho o orgulho de dizer que nunca votei nessa "petralha") chegado com uma mensagem demagógica, abaixo da estrela vermelha berrante do Partido dos Trabalhadores: Tempos melhores virão... Talvez para ele se conseguir se aboletar numa diretoria da Petrobras, no segundo mandato da "gerentona"...
O Natal é visto hoje apenas como um “feriadão”, já que muita gente aproveita a data para uma viagem ao litoral a fim de  curtir uma praia regada ao whisky escocês e vinhos finos importados.
Restou-nos a triste constatação: o tempo do Advento que culminava com a Noite do Natal deixou de ser o tempo de pensar em Deus; o tempo da Salvação; e o tempo de pensar no Amor.
Apenas uma minoria ínfima abre – hoje em dia - seu coração e deixa Cristo entrar, nascer e aí fazer sua morada de fraternidade e espírito cristão.
Ah! Ia esquecendo: Merry Christmas para todos vocês...

INSCRIÇÕES IV FESTIVAL CORDAS ÁGIO



INSCRIÇÕES IV FESTIVAL CORDAS ÁGIO
http://festivalcordasagio1.blogspot.com.br/p/inscricoes.html
Período de Inscrições:

15 de Dezembro a 05 de Janeiro de 2015
Contamos com a participação de todos!!!

OFICINAS:
• Eliot Lawson (Bélgica)
VIOLINO
• Joselho Rocha (CE)
VIOLINO POPULAR
• Marco Maciel (BA)
VIOLA
• Djalma Do Nascimento (BA),
• José Rocha (AL),
• Riclébio Souza( Monitor) (PB)
VIOLONCELLO
• Rodolfo Lima (RN)
CONTRABAIXO
• Heriberto Porto (CE)
FLAUTA TRANSVERSAL
• Elizaubo Wandembergue (AL)
CLARINETA, SAXOFONE
• Italo Rômulo (CE)
TROMPETE
• Gilvando Silva (RN)
TROMBONE
• Erik Jonh (PB)
TECLADO
• Ranier Oliveira (CE)
ACORDEON
• Cleivan Paiva (CE)
VIOLÃO POPULAR
• Izaira Silvino (CE)
CANTO CORAL e REGÊNCIA CORAL
• Valérie Lawson (BÉLGICA)
CANTO LÍRICO (Para cantores com experiências e principiantes)
• Rogério Fernandes
PRÁTICA DE ORQUESTRA
• Bonifácio Salvador (CE)
PRÁTICA DE BANDA DE MÚSICA
• Diego Sousa (CE)
PRÁTICA DE CONJUNTO
• Marcelo Bugi (CE)
CASULO DAS CORDAS

Mais informações no endereço:
http://festivalcordasagio1.blogspot.com.br/p/regulamento.html


A festa dos animais - Por: Emerson Monteiro

O entusiasmo daquela festa disfarçava-lhe a acentuada timidez. Por mais que pretendesse, ainda esquisitava dali os padrões, o movimento da cidade grande e seus ambientes abarrotados de constantes surpresas.

Moço do interior, ainda que vivendo há vários anos entre carros e prédios nunca perdera o cheiro de mato, sem, todavia, considerar nisso qualquer demérito. Amizade que é bom, embora revirasse os ambientes urbanos a procurar, tinha facilidade para as outras coisas, contudo nesse particular quase nunca funcionava do tanto certo. Assim o tempo passava levando boas chances de novos relacionamentos, preço alto que pagava, porém justificado nos modos beradeiros do rapaz.

Naquela noite até admitia deslizar com mais facilidade e desenvoltura no meio dos inúmeros convidados, talvez por conta da empolgação de música e luzes, animada nas conversas e variadas cores do lugar sofisticado.

No auge da intensa movimentação, eis que, sem a menor das intenções, pisou firme nalguma coisa móvel que interrompia o seu caminho. A barra crescida do vestido de uma senhora retardatária lhe viera à frente da botina e os pés cuidaram de superar o tempo que ficara faltando ao especo percorrido. Dependesse apenas da vontade, pelos modos cautelosos do rapaz, noutras circunstâncias aquilo jamais se daria. Aconteceu, no entanto. O pisão no vestido da moça causou nela um mal estar e alguma contrariedade.

Com o incidente, a dona do vestido retornou perto do rapaz. De pronto, indignada, se vira na direção do involuntário responsável pelo acontecimento desagradável e, em altos brados, para chamar a atenção das pessoas próximas, carrega nas tintas da grosseria:

- Eita, como nessa festa tem animal – a título de admoestação. Afirmara olhando o rapaz, que, sem ação, buscava compreender os motivos daquele gesto.

A princípio, quis pedir desculpas. Compreendeu, no entanto, por instinto de melhor conveniência, que talvez a moça houvesse topado com outros bichos, animais de verdade, soltos entre os convivas no meio do salão. Então, quase sem raciocinar direito, na mesma moeda, devolveu o gesto indelicado de que fora vítima:

- É verdade, sim, dona. Pois acabo de pisar no rabo de um desses animais que a senhora avistou na festa.


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