xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 17/12/2014 | Blog do Crato
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17 dezembro 2014

O Ceará, a Petrobras e o sonho da refinaria

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Do ponto de vista do ceará, as notícias envolvendo a petrobras não são nada boas

Está sendo devastador para os melhores interesses da Petrobras e do Brasil as avassaladoras denúncias de corrupção na maior estatal do País. Em apenas três meses, a empresa perdeu metade do seu valor no mercado. Os acontecimentos sugerem que não há chances de boas notícias no curto prazo. Afinal, a questão está apenas no seu início, na fase de depoimentos, de formulação das denúncias e na aceitação das denúncias por parte do Judiciário. Será longo o caminho a percorrer.

É sinal de que a Petrobras continuará em sua hemorragia em praça pública por ainda bastante tempo. Dure o quanto durar, o prejuízo é incalculável. Como se já não bastasse os desvios, financeiros, o superfaturamento, a paralisia administrativa da empresa e a queda dramática no valor das ações, surgiu ao longo dos últimos dias outro grande fantasma: há a perspectiva de que a Petrobras não vai conseguir honrar suas dívidas de curto prazo. Se for assim, o Governo (o povo brasileiro) terá que intervir financeiramente, o que levará a quedas na nota internacional de crédito do País.

Do ponto de vista do Ceará, as notícias envolvendo a Petrobras não são nada boas. A crise da estatal vai levar inexoravelmente aos cortes nos novos investimentos e a realinhamentos financeiros. Parece ser evidente que o sonhado projeto da refinaria do Pecém vai permanecer engavetado. Agora, não se sabe por quanto mais tempo.

O Estado já gastou mundos e fundos para fazer a sua parte. Para que os leitores tenham uma ideia, só a terraplanagem, uma contrapartida do povo cearense para ter a refinaria, custa impressionantes R$ 160 milhões. A desapropriação foi outra fortuna. A infraestrutura exigida pela Petrobras (vias, água, energia) também foi, em grande parte, preparada e regiamente paga. Isso sem contar as dezenas de reuniões, viagens de jatinhos, eventos e tudo o mais.

O fato é que o País precisa ir a fundo nesse caso da Petrobras. Que a empresa estatal estabeleça normas de “compliance”, o termo da língua inglesa que, numa tradução livre, significa gerir absolutamente dentro das normas e leis vigentes. É o que o País precisa.

 

O POVO

Ceará: 24,7 % dos jovens entre 15 e 29 anos nem trabalham nem estudam

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Na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), a porcentagem sobe para 21,8%, que não trabalhavam nem estudavam em 2013

No Ceará, 24,7% dos jovens entre 15 e 29 anos não trabalhavam nem estudavam em 2013, enquanto 4,5% só estudavam, 10,2% trabalhavam e estudavam e 40,6 só trabalhavam. A porcentagem é superior aos indicadores do Brasil, em que 20,3% não estudavam nem trabalhavam no ano passado. Os dados da Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), a porcentagem sobe para 21,8%, que não trabalhavam nem estudavam em 2013. Ao todo, 24,5 só estudavam, 10 % trabalhavam e estudavam e 42, 7 % só trabalhavam na região.
O número de jovem que só estudam no Ceará, no período analisado, é superior ao da Região Metropolitana de Recife (4,5%), mas inferior ao da taxa da Região Metropolitana de Salvador (5,4%). 3
Brasil
Em 2013, a proporção dos jovens de 15 a 29 anos que trabalhavam e estudavam foi de 13,0% e aqueles que só trabalhavam foi de 44,0%. Assim, praticamente um em cada cinco jovens nessa faixa etária não frequentava escola nem trabalhava.
No grupo de 15 a 17 anos, esta proporção foi de 10,2%, entre aqueles com 18 a 24 anos, chegou a 24,0%, e para aqueles com 25 a 29 anos, 21,8%. Entre os que não trabalhavam ou estudavam, 45,8% residiam no Nordeste ou no Norte. Além disso, 62,9% eram pretos e pardos, uma participação maior do que a desse grupo no total de jovens (56,1%).

Redação O POVO Online com dados do IBGE

Petróleo baixo já acende alerta para projetos como o pré-sal

 

refineria_624x351_thinkstockConsultorias já especulam sobre uma queda do petróleo para o patamar de US$ 40

Acostumadas à bonança de um tempo em que o petróleo custava mais de US$ 100, petrolíferas mundo afora - entre elas a Petrobras - estão vivendo um "choque de realidade" com a queda do preço do barril no mercado internacional.

A cotação do petróleo tipo Brent despencou para US$ 65 nas últimas semanas, depois de ter se mantido no patamar dos US$ 100 por quase três anos.

Algumas consultorias, como a Morgan Stanley e a Capital Economics, já começam a especular sobre a possibilidade de um petróleo estabilizado na casa dos US$ 40 - o que, segundo analistas, poderia mudar o mapa geopolítico da energia no mundo.

Para se ter uma ideia do potencial da mudança, US$ 45 é o valor mínimo que, nos cálculos da Petrobras, viabilizaria os investimentos no pré-sal.

"Mesmo antes do colapso dos preços, grandes petrolíferas e produtoras de gás natural já estavam preocupadas com a alta dos custos para desenvolver novas fontes de combustível", escreveu no jornal Washington Post Daniel Yergin, considerado uma das maiores autoridades no assunto.

"A queda do barril vai transformar essa preocupação em obsessão e o resultado será uma freada nos novos investmentos pelo globo."

Há dúvidas especialmente sobre a viabilidade de projetos para exploração de fontes de combustíveis fósseis não convencionais, em geral mais caras - como as reservas de petróleo arenoso (encontrado em Alberta, no Canadá) e as reservas em águas profundas (caso do pré-sal).

Para Thiago Biscuola, economista da RC Consultores, "com o barril perto disso (US$ 45), certamente já seria hora de rever a estratégia de investimento e financiamento da Petrobras".

Alívio e preocupação

No caso da petrolífera brasileira, o efeito da queda dos preços tende a ser diferente no curto e no médio prazo.

De imediato, como hoje o Brasil ainda é importador de petróleo e derivados, esse colapso dos preços pode ser considerado positivo, por reduzir o valor do combustível importado pela estatal - e, de quebra, aliviar a pressão sobre a balança comercial brasileira, como explicam Biscuola e Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

Além disso, no curto prazo esse barateamento alivia o subsídio implícito bancado pela Petrobras que garantia preços no mercado doméstico inferiores que no mercado externo.

Para analista, baixa do preço do petróleo pode ser gota d'água na crise da Petrobras

"Nos últimos quatro anos a estatal vinha vendendo gasolina com preços defasados no mercado interno para aliviar a pressão sobre a inflação. Hoje os preços internos estão 30% mais caros que os internacionais no caso da gasolina e 25% no caso do diesel", diz Pires.

No médio e longo prazo, porém, os efeitos sobre os negócios da estatal tendem a ser negativos. Isso complicaria a situação financeira de empresa, já bastante abalada pela Operação Lava a Jato.

Na segunda-feira, por exemplo, as ações da Petrobras caíram para seu menor patamar em mais de dez anos, depois que a empresa adiou pela segunda vez a divulgação de seu balanço do terceiro trimestre em função do escândalo.

Em Macaé, cidade do norte do Estado do Rio que se tornou capital nacional do petróleo, há notícias do fechamento de centenas de postos de trabalho em função da paralisação provocada pelo escândalo de corrupção na empresa - e a situação pode se agravar se os preços do petróleo se estabilizarem em um patamar considerado baixo.

"A queda do petróleo pode ser a gota d'água para a crise da Petrobras", diz Pires.

"É bem possível que a estatal tenha de rever seus planos de investimentos diante dessa queda de preços e de sua nova realidade financeira."

Mauricio Canêdo Pinheiro, da FGV, explica que como o Brasil caminha para se tornar um exportador de petróleo de peso, se os preços de fato se estabilizarem na faixa dos US$ 65, a receita da Petrobras vai crescer menos do que se estava prevendo.

Há dúvidas particularmente sobre os investimentos no pré-sal, pois a exploração dessas reservas é tecnicamente mais complicada e cara.

"A Petrobras está bastante endividada e contava com os recursos que começariam a ser gerados pelo pré-sal para garantir investimentos nos novos projetos", diz Biscuola.

"Com a queda do barril será muito mais difícil conseguir novas fontes de financiamento ou atrair parceiros internacionais para suprir essa deficiência de recursos."

Reacomodação

Entre as razões para a queda dos preços do petróleo estão o aumento da produção de gás e petróleo de xisto nos EUA, no que ficou conhecido como "revolução do xisto".

Também contribui para achatar os preços a decisão tomada no mês passado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de não reduzir sua produção.

A decisão evidenciaria uma dupla estratégia, segundo analistas ouvidos pela BBC. Por um lado, seus membros visam a garantir sua fatia do mercado. Por outro, querem testar até onde vai a competitividade dos produtores de combustível não convencional - ou seja, até que faixa de preço eles conseguem continuar aumentando sua produção tendo em vista que seus custos são maiores.

O novo nível de preços do petróleo no mercado internacional já impulsiona mudanças no setor.

A gigante British Petroleum, por exemplo, recentemente anunciou que deve acelerar seu programa de demissão voluntária e centenas de prestadoras de serviço já estão repensando seus planos de negócios.

Analistas também preveem uma onda de fusões e aquisições entre empresas desta atividade.

Recentemente, as provedoras de serviços para campos de petróleo Halliburton e a Baker Hughes, por exemplo, confirmaram estar negociando uma fusão. E a petrolífera canadense Talisman Energy anunciou ter sido comprada pela espanhola Repsol por US$ 13 bilhões na última terça-feira.

"Há empresas que têm orçamentos menores e estão mais expostas (a uma queda dos preços)," diz Graham Sadler, diretor do Grupo de Serviços de Petróleo na consultoria Deloitte.

Espera-se que as petrolíferas tentem reduzir seus custos, dividindo plataformas de exploração e outras instalações. "Mas muitos projetos de fato terão de esperar", opina Sadler.

Uma estabilização dos preços em um patamar mais baixo também teria impacto sobre economias exportadoras do produto, como Rússia, Venezuela e México.

"A relação comercial do Brasil com alguns desses países também pode ser prejudicada", diz Biscuola.

"É de se esperar, por exemplo, que as exportações brasileiras de carne para a Rússia sejam prejudicadas pelo impacto que a baixa do petróleo vai provocar nesse país."

BBC

Farc declaram cessar-fogo por tempo indefinido

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Ação terá início no sábado, quando guerrilha e governo negociam fim do conflito, de cinco décadas, no país

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) declararam um cessar-fogo unilateral e indefinido "que deve virar um armistício", segundo um comunicado publicado ontem, em seu site. De acordo com o comunicado, o cessar-fogo terá início às 1h (horário local) do dia 20.

As Farc estão em meio a negociações de paz com o governo colombiano para acabar com o conflito armado que dura cinco décadas no país e deixou 220 mil mortos. As conversas são realizadas em Havana, Cuba.

Segundo a nota, o negociador e comandante Iván Márquez disse que o cessar-fogo será interrompido "só se for descoberto que as estruturas da nossa guerrilha forem destruídas pela força pública".

O comandante também falou sobre a necessidade de contabilizar as vítimas do conflito, inclusive aquelas cremadas, massacradas, vítimas de motoserras ou cujos corpos foram jogados em rios ou estão em tumbas anônimas.

O comunicado diz que as Farc consideram que os próximos meses são essenciais para a paz e reconciliação na Colômbia. A Delegação de Paz das Farc também pediu ao presidente colombiano Juan Manuel Santos que pare de expressar sua felicidade com mortes de guerrilheiros em sua conta no Twitter.

DO G1, EM SÃO PAULO

Picos de metano podem indicar existência de micróbios em Marte

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Incidência acentuada do gás no planeta, a intervalos irregulares, levanta questões instigantes para a missão da sonda Curiosity, da Nasa. Na Terra, metano está normalmente associado à presença de vida animal ou vegetal.

A sonda Curiosity, da Agência Espacial Americana (Nasa), detectou picos de metano na atmosfera de Marte. Na Terra, cerca de 95% desse gás provêm de formas de vida animal ou vegetal. Assim, sua presença levanta a hipótese da existência, passada ou presente, de micróbios no planeta.

O estudo mais recente sobre o metano em Marte, publicado nesta terça-feira (16/12) pela revista Science, indica que sua concentração na atmosfera em torno da locação da Curiosity, na cratera Gale, é menos do que a metade do esperado. Entretanto, ao longo do ano marciano, o veículo espacial mediu ocorrências relativamente frequentes de uma decuplicação temporária do volume do gás.

Essa "elevação súbita seguida de declínio" indicaria que deve haver uma fonte de metano "mais ou menos localizada", nas proximidades da cratera, explica o integrante da equipe encarregada da sonda marciana Sushil Atreya, da Universidade de Michigan.

Outras explicações

Há 20 meses a sonda realiza medições no planeta vermelho, período em que registrou os picos de metano em 60 diferentes dias marcianos. Processos biológicos não são, contudo, a única explicação possível para a produção do gás, que na atmosfera terrestre tem uma duração de cerca de 300 anos.

Ele poderia estar armazenado em camadas subterrâneas de gelo, e sua súbita eclosão em grande quantidade, ser provocada por distúrbios mecânicos ou térmicos do solo. Nesse caso, permanece a questão de como o metano teria chegado a esses estratos mais profundos.

Para identificar sua real origem, os pesquisadores precisariam saber de que isótopo do metano se trata. Entretanto, sua baixa concentração na atmosfera marciana (em média, 4 mil vezes inferior à terrestre) é ainda insuficiente para permitir exames nesse sentido, apesar dos picos acentuados.

Ao perfurar uma rocha, a Curiosity também detectou outras moléculas orgânicas, que os pesquisadores acreditam ser a primeira confirmação de carbono orgânico no solo do planeta vermelho. A identidade desse material é desconhecida.

Deutsche Welle

Paquistão anuncia volta da pena de morte para casos de terrorismo

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Terroristas do grupo talibã mataram 132 alunos e nove professores em uma escola militar de Peshawar.

No dia seguinte ao massacre de 140 pessoas em uma escola militar de Peshawar, no Paquistão, o primeiro-ministro prometeu acabar com os talibãs.

Nawaz Sharif anunciou a volta da pena de morte para casos de terrorismo. O país está em choque. Nesta quarta-feira (17), as homenagens às vítimas se multiplicaram, enquanto os mortos eram enterrados. Os terroristas do grupo talibã mataram 132 alunos e nove professores. Sete assassinos morreram.

G1

Câmara aprova aumento de salário para STF, parlamentares e Presidência

dinheiroOs deputados também chancelaram os novos vencimentos da presidente Dilma Rousseff, do vice-presidente Michel Temer e de ministros de Estado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 17, o aumento salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do Procurador-Geral da República e dos deputados e senadores. Caso o texto receba o aval do Senado Federal, esses cargos passarão a ganhar R$ 33.763 por mês.

Os deputados também chancelaram os novos vencimentos da presidente Dilma Rousseff, do vice-presidente Michel Temer e de ministros de Estado, que a partir de 2015 receberão R$ 30.934,7 mensais, ou 15,76% a mais do que o valor atual (R$ 26.723,13). A matéria também precisa passar pelo Senado. O último reajuste para o comando do Executivo foi dado no final de 2010.

Os deputados e senadores recebiam mensalmente, também desde 2011, os mesmos R$ 26.723,13. Eles decidiram, no entanto, igualar seus salários aos da cúpula do Judiciário e do Ministério Público Federal, cujos subsídios, que são o teto do funcionalismo público, estão hoje em R$ 29.462,25. A equiparação salarial é uma bandeira dos deputados, que atuam inclusive para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria um “gatilho” para reajustar automaticamente os vencimentos dos congressistas sempre que os ministros do Supremo receberem um aumento.

Os deputados, no entanto, atenderam apenas parcialmente o pleito dos ministros do Supremo, que pediram inicial uma atualização maior, para R$ 35.919,05. De acordo com dados da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados, o impacto dos novos valores para 2015 é de, no mínimo, R$ 553,2 milhões no Orçamento da União. Esse cálculo, no entanto, não leva em conta o “efeito cascata” que a correção dos subsídios dos integrantes do Supremo Tribunal Federal causa nas carreiras nos Estados, uma vez que o salário dos ministros da Corte é o teto do funcionalismo público.

Depois de aprovarem os novos salários, os deputados também tentaram passar uma atualização salarial para os membros da Defensoria Pública da União. Mas, preocupado com o aumento de despesas diante da necessidade de ajuste nas contas públicas, o governo barrou a votação. Foi feito um acordo para voltar a debater a matéria no ano que vem.

Estadão Conteúdo

EUA/ Cuba: reações da comunidade internacional

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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também saudou «calorosamente» a decisão de Washington e de Havana de normalizarem as relações dos dois países, oferecendo a ajuda das Nações Unidas.

«As Nações Unidas estão prontas para ajudar estes dois países a desenvolverem as suas relações de boa vizinhança», disse Ban Ki-moon, numa conferência de imprensa.

O representante agradeceu aos líderes cubano e norte-americano «por terem tomado este importante passo no sentido da normalização das relações», sublinhando que os acontecimentos de hoje são «uma notícia muito positiva».

O papa Francisco manifestou hoje «grande satisfação» pela «decisão histórica» do restabelecimento das relações diplomáticas entre os Estados Unidos e Cuba, anunciou o Vaticano, confirmando a mediação pessoal do pontífice do processo.

Num comunicado, o Vaticano confirmou o envio de duas cartas do papa aos Presidentes cubano e norte-americano.

Em Paraná, no norte da Argentina, onde hoje começou a reunião do Mercosul (Mercado Comum do Sul), Presidentes latino-americanos saudaram o restabelecimento das relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos.

m.tsf.pt

90 dias para travar saída do Hamas da lista de terroristas

 

abumarzukAbu Marzuk, líder adjunto do Hamas afirma que a UE corrigiu um erroFotografia © REUTERS/Mohammed Salem

Grupo palestiniano aplaude tribunal da UE por tê-lo retirado da lista negra do terrorismo. Israel e países europeus contestam

Retirar o Hamas da lista das organizações terroristas foi a decisão do Tribunal Geral da União Europeia (UE), ontem anunciada no Luxemburgo, que não deixou ninguém indiferente.Para o movimento integrista trata-se de "uma vitória legal para os direitos dos palestinianos". Para Israel há que inverter a decisão do tribunal. A Autoridade Palestiniana (AP) de Mahmoud Abbas manteve um silêncio gritante.

"A decisão é a correção de um erro histórico da União Europeia", disse Moussa Abu Marzuk. Para este vice-líder do Hamas, o grupo é "um movimento de resistência e tem um direito natural de resistir à ocupação de acordo com todas as leis e todos os padrões internacionais".

dn.pt

Sony cancela estreia de "A Entrevista" nos EUA após ameaça de hackers

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A Sony Pictures Entertainment anunciou nesta quarta-feira o cancelamento da estreia nos EUA do filme "A Entrevista", previsto para 25 de dezembro, depois de as principais salas de cinema do país se recusassem a exibir o filme com medo de um ato terrorista.

Ontem um grupo denominado Guardians of Peace, que reivindicaram o ciberataque à Sony em 24 de novembro, emitiu um comunicado advertindo que semeará o terror nos cinemas que exibirem o filme e comparou seu plano com os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

Pouco antes do anúncio da Sony, as empresas que administram as cinco cadeias de salas de cinema mais importantes do país optaram por não correr riscos e retirar "A Entrevista" de sua grade.

O estúdio tinha dado aos cinemas liberdade para se posicionarem relação à estreia do longa-metragem.

"Em vista da maioria de nossos exibidores terem decidido não projetar o filme, não seguiremos adiante com a estreia planejada para 25 de dezembro. Respeitamos e entendemos nossos parceiros e compartilhamos completamente seu interesse máximo na segurança dos funcionários e dos espectadores", afirmou Sony em comunicado.

"A Entrevista" se transformou em protagonista do ataque dos hackers à Sony, no qual foram roubados dados privados, desde números de identificação fiscal até fichas médicas dos mais de três mil funcionários da companhia, e de ex-empregados que do estúdio nos últimos anos.

O filme é uma comédia de Seth Rogen e James Franco sobre um complô americano para acabar com a vida do ditador norte-coreano Kim Jong-un.

Os "hackers" tinham manifestado sua oposição à estreia de "A Entrevista", e acredita-se que a origem do ataque tenha relação com a Coreia do Norte, embora o regime do país asiático tenha negado envolvimento, e só qualificado o longa de "um ato de guerra".

As autoridades americanas não acharam evidências que exista um plano para atentar contra "A Entrevista", cuja pré-estreia aconteceu dia 11 sem incidentes em Los Angeles.

"A Sony Pictures foi vítima de um ataque criminoso sem precedentes contra nossos funcionários, nossos consumidores e nosso negócio. Quem nos atacou buscaram destruir nosso espírito e nossa moral, tudo para aparentemente frustrar a estreia de um filme que não os agradou", comentou a Sony.

EFE

Auditoria da CGU aponta prejuízo de US$ 659,4 milhões na compra de Pasadena

CGU

 

Relatório da Controladoria registra que aquisição de Pasadena foi realizada por um valor superior àquele considerado justo, se levado em conta o estado em que a refinaria se encontrava

A Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu, na última terça-feira (16), o relatório de auditoria relativo à compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), pela Petrobras. O trabalho da Controladoria registra que a aquisição da refinaria foi realizada por um valor superior àquele considerado justo, se levado em conta o estado em que Pasadena se encontrava à época (a chamada “condição As Is”). A auditoria da CGU aponta que o valor pago a mais foi de US$ 659,4 milhões.

A compra da refinaria foi feita em duas fases: os primeiros 50%, em 2006, e os 50% remanescentes, em 2008. Em relação à primeira metade, o relatório da Controladoria concluiu que a aquisição foi amparada em Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE), feito pela estatal, que não considerou todas as premissas aplicáveis ao negócio; essas, se consideradas, resultariam na redução do valor máximo aceitável para a compra.

Ainda em relação aos 50% iniciais, a CGU identificou que a argumentação usada para a aceitação de um valor superestimado foi fundamentada na potencial rentabilidade do empreendimento e não no valor dos ativos no estado em que se encontravam. Outro ponto observado pela equipe da Controladoria foi que a Petrobras, na condição de compradora, deveria e poderia ter buscado, nas negociações, entre os diversos cenários montados pela consultoria (Muse Stancil), o que mais a favorecesse e não o pior deles, como ocorreu. Desse modo, favoreceu-se a empresa belga Astra Oil – então proprietária de Pasadena – em detrimento da Petrobras.

O Relatório da CGU registra que a avaliação feita pela Muse Stancil sequer foi informada no documento que deu suporte à decisão dos órgãos colegiados – Diretoria  e Conselho de Administração (DIP INTER-DN 20/2006). Pelo contrário, o referido documento informou que a avaliação dos ativos fora feita pelo Citigroup, em sua Fairness Opinion, o que não foi confirmado pelas evidências apuradas pela equipe de auditoria.

O trabalho da CGU registra, também, que os instrumentos que formalizaram a aquisição da refinaria de Pasadena continham cláusulas contratuais, que, quando conjugadas ao direito de venda conferido à Astra (put option), tornavam a relação negocial desvantajosa para a estatal brasileira. O relatório aponta a existência de cláusulas contratuais favoráveis à Astra, sem compensar de forma justa a Petrobras, e sem dividir os riscos do negócio de forma equânime. Essas cláusulas permitiram a utilização de um dispositivo contratual que forçou a compra dos 50% remanescentes das ações pela Petrobras, mesmo sem ter havido a necessária  autorização do Conselho de Administração para essa segunda etapa da aquisição. Nesse particular, a equipe da CGU aponta o que pode ser forte indício de manobra para forçar a aquisição dos restantes 50%: o exercício do direito de impor sua decisão (right to override), exatamente no dia anterior (19/06/2008) àquele em que estava prevista reunião do Conselho (20/06/2008). Isso proporcionou à Astra exercer, em contrapartida, sua faculdade de obrigar a Petrobras a consumar aquela aquisição (put option).

Encaminhamentos

O relatório de auditoria foi encaminhado ontem (16) à Petrobras para que a estatal possa adotar as providências necessárias no sentido de buscar, judicial ou extrajudicialmente, o ressarcimento do dano de US$ 659,4 milhões apontado pela CGU. O relatório foi também enviado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, aberta no Congresso para apurar o caso.

Com base no relatório, o ministro-chefe da CGU, Jorge, Hage, determinou ainda a instauração imediata de processos administrativos sancionadores em desfavor de 22 pessoas, dentre os quais ex-dirigentes, empregados e ex-empregados da Petrobras, incluindo os já identificados pela Comissão Interna da Apuração (CIA) da estatal. Entre os que podem, ao final dos processo, vir a ser responsabilizados, estão o ex-presidente José Sérgio Gabrielli e os ex-diretores Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Jorge Zelada. A constituição das Comissões Processantes, na Corregedoria da CGU, e as notificações dos responsáveis para acompanhar os processos devem ocorrer nos próximos dias.

justicaemfoco.com.br

Dilma elogia retomada das relações por EUA e Cuba após 53 anos

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Presidente participou nesta tarde da Cúpula do Mercosul, na Argentina.
Obama e Castro anunciaram restabelecimento das relações diplomáticas.

 

A presidente Dilma Rousseff elogiou nesta quarta-feira (17) o anúncio dos presidentes dos EUA, Barack Obama, e de Cuba, Raúl Castro, de retomada das relações diplomáticas entre os dois países após 53 anos. O embargo comercial, porém, permanecerá.

"Acredito que isso é um marco nas relações aqui da nossa região, mas, sobretudo, do mundo, porque eu acredito que a possibilidade de relacionamento, o fim do bloqueio, o fato de que Cuba tem, hoje, condições plenas de conviver na comunidade internacional é algo extremamente relevante para o povo cubano e, acredito, para toda a América Latina", disse a presidente, após participar da Cúpula do Mercosul, em Paraná (Argentina).

Barack Obama confirmou que Cuba libertou nesta quarta o prisioneiro americano Alan Gross e, em troca, três agentes de inteligência cubanos que estavam presos nos Estados Unidos voltaram à ilha. A transferência de Gross e dos cubanos Luis Medina, Gerardo Hernandez e Antonio Guerrero foram concluídas.
Obama também disse que espera um debate sério do Congresso norte-americano para que levante o embargo que o país mantém a Cuba, que proíbe a maioria das trocas comerciais. Os dois países não se relacionavam desde 1962 - mantendo apenas seções de interesse de nível menor desde 1977 em suas respectivas capitais.
Na Cúpula do Mercosul, Dilma defendeu "ações concretas" para garantir a integração de Cuba aos demais países da região. Na avaliação da presidente, o governo brasileiro tem enfatizado que essas ações sejam adotadas em favor da ilha.

Em declaração à imprensa, Dilma citou críticas à construção do Porto de Mariel, em Cuba, e que contou com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES).
"Algo que foi tão criticado durante a campanha [eleitoral], que foi o Porto de Mariel, mostra, hoje, a sua importância para toda a região e para o Brasil, na medida em que hoje o Porto de Mariel é estratégico pela sua proximidade com os Estados Unidos", disse a presidente.
Política 'antiquada'
Barack Obama disse que a normalização das relações com Cuba encerram uma "abordagem antiquada" da política externa americana. Ao justificar a decisão, o presidente disse que a política "rígida" dos EUA em relação a Cuba nas últimas décadas teve pequeno impacto. O presidente americano afirmou acreditar que os EUA poderão ajudar o povo cubano.
"A mudança é difícil nas nossas vidas e na vida das nações. E a mudança é ainda mais difícil quando nós carregamos a carga pesada da história nos nossos ombros. Mas hoje nós estamos fazendo essas mudanças porque é a coisa certa a fazer", disse
Em Havana, Raúl Castro comentou o restabelecimento de relações diplomáticas e disse querer restabelecer os vínculos especialmente no que se refere a viagens, correio postal direto e telecomunicações.
'Profundas diferenças'
Castro disse ainda que reconhece que há "profundas diferenças" entre os dois países, "fundamentalmente em matéria de soberania nacional, democracia, direitos humanos e política exterio".
O presidente cubano ainda disse que a ilha vai libertar e mandar para os EUA um homem de origem cubana que espionou para os americanos.

Filipe MatosoDo G1, em Brasília


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