xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 07/09/2014 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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07 setembro 2014

Professores do Crato protestam com funeral da educação no município






Professores da rede municipal de ensino da cidade do Crato, no Ceará, organizaram manifestação no último sábado ( 6 ), onde circularam pelas ruas da cidade em cortejo fúnebre, vestidos de preto, e empurrando um caixão coberto em bandeira preta, simbolizando a morte da educação no município. O protesto segue as últimas manifestações realizadas pelos professores e outros servidores da educação que se encontram em greve há vários dias e reivindicam melhores salários e melhores condições de trabalho. Segundo o Pres. do Sindicato dos Servidores Municipais SINDSMCRATO, Júnior Matos, há intransigência e falta de diálogo por parte de alguns setores da educação do município em sentar-se à mesa de negociações com uma proposta firme, a fim de resolver o impasse e permitir o retorno dos professores às suas atividades. Ainda segundo Júnior Matos, a greve não trará prejuízos aos alunos, pois as aulas serão recuperadas posteriormente.

Por: Dihelson Mendonça
www.blogdocrato.com


O ferreiro de Barcelona - Por: Emerson Monteiro

As trevas da Inquisição lastravam a Europa de terror e mártires. A Idade Média anulara os anseios religiosos da grande população através de cruel intolerância, solapando liberdades civis qual peste sulfurosa. Durante o século XIII, se cometeram ignomínias e atrocidades, ações que iam do confisco de bens a execuções sumárias, torturas e castigos inimagináveis.

No auge disso tudo, na cidade espanhola de Barcelona existia ferreiro afamado que ganhava a preferência dos executores na confecção de instrumentos requintados adotados pela repressão impiedosa. Suas algemas mereceriam mais respeito face ao primoroso zelo com que as manufaturava, sem existir quem pudesse superar na qualidade. Atendia com sobras as encomendas que viessem. De suas produções jamais alguém escapara. Um profissional e tanto o ferreiro daquelas peças de trancar os perseguidos da oligarquia religiosa que avassalava esse período trágico, no combate a idéias renovadoras e no escarmento das vítimas.

Pois bem, esse homem até se orgulhava disso: Ninguém se livraria das suas tenazes; ninguém, quando preso, fugiria dos atrozes mecanismos. O Infinito, porém, justo e sobranceiro, guarda lá surpresas, na ronda dos aparentes ditames da monotonia do tempo.

Dias e noites passavam céleres, até que, durante festa de insistentes brindes, perante vasta multidão, o ferreiro, animado além do tanto nos assuntos do vinho, excedeu-se em palavras, deixando vazar segredos inconfessáveis aos quais chegara por via do prestígio adquirido junto à cúpula do Santo Ofício. Na carraspana, revelara notícias que determinariam seu próximo destino feito nas armadilhas da língua.

Coisa pior não poderia acontecer. Cairia desse jeito nas garras mortíferas do mesmo tribunal a quem servira com esmero. A equipe dos doentes espirituais, por meio de julgamento sumário, cuidou da sua condenação, ficando desfeita a velha aliança de ferreiro e cliente.

Após o pesadelo das primeiras horas, ele despertou desnudo em solo úmido de infecta masmorra, colado de frio a pedras ásperas. Sentiu preso nos pulsos pelos crivos de metal enegrecido. Entre dormido e acordado, buscou esperanças no manuseio profissional dos mecanismos que o retinham junto da tosca parede.

Recobrou lentamente os sentidos para perceber (qual surpresa desagradável!) que se via atravancado nos braços e pernas por dois pares das algemas que produzira na quase na véspera da infausta comemoração onde perdera a liberdade, sentenciado ao merecimento torpe que antes auxiliava outros a experimentar.

Em seguida e desencantado, se rendeu a esperar o improvável, como ocorre nas situações semelhantes, quando na medida com que medirmos medir-nos-á também a nós.

Petrolão – A lista de Paulo Roberto: esquema corrupto lotado na Petrobras distribuiu propina durante os governos Lula e Dilma


Paulo Roberto conta como funcionava o propinoduto que atuava na Petrobras e dá os nomes


Entre 2004 e 2012, Paulo Roberto Costa foi diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras. Ocupou, portanto, esse cargo, em sete dos oito anos do governo Lula e em quase dois do governo Dilma. Ao longo desse tempo, comandou o que pode ser chamado de “Petrolão” — ou o mensalão da Petrobras. As empreiteiras que faziam negócio com a estatal pagavam propina ao esquema e o dinheiro era repassado a políticos. A quais? Paulo Roberto já entregou à Polícia Federal e ao Ministério Público, num acordo de delação premiada, os nomes de três governadores, de um ministro de estado, de um ex-ministro, de seis senadores, de 25 deputados e de um secretário de finanças de um partido. Segundo o engenheiro, Lula sempre soube de tudo. E, até onde se pode perceber por seu depoimento, talvez a presidente Dilma — que era a chefona da área de energia do governo Lula e presidente do Conselho da Petrobras — não vivesse na ignorância. Paulo Roberto diz que a compra da refinaria de Pasadena foi, sim, fraudulenta e serviu para alimentar o esquema.

Paulo Roberto começou a prestar seu depoimento no dia 29 de agosto. Já gravou 42 horas de conversa. E, tudo indica, está apenas no começo. O Ministério Público Federal e o STF acompanham a operação, já que a denúncia envolve uma penca de autoridades com direito a foro especial. O esquema que ele denuncia é gigantesco. Ainda voltaremos muitas vezes a esse tema. Mas notem como é ridícula toda aquela conversa sobre financiamento público de campanha. Ainda que isso existisse, o mecanismo não serviria para impedir que máquinas criminosas se instalassem em estatais. Se o Brasil quer acabar com boa parte da roubalheira, deve começar privatizando as empresas públicas. Quais? Todas!

VEJA teve acesso a parte do depoimento de Paulo Roberto e traz reportagens exclusivas na edição desta semana, com a lista dos nomes citados por Paulo Roberto. Entre eles, estão cabeças coroadas da política brasileira, como o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que morreu num acidente aéreo no dia 13 de agosto, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e Sérgio Cabral, ex-governador do Rio (PMDB). Paulo Roberto acusa ainda Edison Lobão, atual ministro das Minas e Energia, e atinge o coração do Congresso: estão em sua lista os presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

PT, PMDB e PP seriam os três beneficiários do esquema, que teria também como contemplados os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Romero Jucá (PMDB-RR), e os deputados João Pizzolatti (PP-SC) e Candido Vaccarezza (PT-SP), que já havia aparecido como um dos políticos envolvidos com o doleiro Alberto Youssef, que era quem viabilizava as operações de distribuição de dinheiro. Mas há muitos outros, como vocês poderão constatar nas reportagens de VEJA, como Mário Negromonte, ex-ministro das Cidades, do PP da Bahia.

"O esquema começou no governo dele, que, segundo Paulo Roberto, sabia de tudo…
...e continuou no governo dela. Será que não sabia? O engenheiro está magoado a presidente...

Lula e Dilma não quiseram se pronunciar a respeito. Os demais negam envolvimento com Paulo Roberto. Alves, o presidente da Câmara, chega a dizer ao repudiar a acusação: “A Petrobras é petista”. Que o PT estivesse no centro do esquema, isso parece inegável. Um dos nomes da lista feita pelo engenheiro é João Vaccari Neto, o homem que cuida do dinheiro do PT. É secretário de Finanças do partido. Ele é, vejam a ironia da coisa, o substituto de Delúbio Soares. Não é a primeira vez que seu nome frequenta o rol de envolvidos em escândalos.

Paulo Roberto tem noção da gravidade de suas acusações. Tanto é que, quando ainda hesitava em fazer a delação premiada, cravou a frase: “Se eu falar, não vai ter eleição”.

E por que falou? A interlocutores, ele diz que não quer acabar como Marcos Valério, que ficará por muitos anos na cadeia, enquanto os chefões políticos do mensalão já se preparam para viver dias felizes fora do xadrez. O homem também está muito magoado com a presidente Dilma. Até agora, ele não fez nenhuma acusação direta à candidata do PT à reeleição — Lula não escapou —, mas deixa claro que ela foi, sim, politicamente beneficiada pelo propinoduto, que mantinha feliz a base aliada.

Qual vai ser o desdobramento político disso? Vamos ver. Uma coisa é certa: as revelações de Paulo Roberto atingem em cheio as duas candidatas que lideram a disputa pela Presidência da República: Dilma, por razões óbvias, e Marina, por razões menos óbvias, mas ainda assim evidentes. Ela é a atual candidata do PSB à Presidência. Confirmadas as acusações de Paulo Roberto, é de se supor que o esquema ajudou a financiar as ambições políticas de Campos, de que ela se tornou a herdeira.

A situação de Dilma, obviamente, é mais grave: afinal, ela era a czarina do setor energético, ao qual pertence a Petrobras. Presidia também o seu conselho. Deu um empregão para Nestor Cerveró, o homem que ajudou a viabilizar a compra de Pasadena, que Paulo Roberto agora diz ter sido fraudulenta. O chefão das finanças de seu partido é um dos implicados no esquema.

Paulo Roberto ainda está preso. Ele se comprometeu a abrir mão dos bens que acumulou em razão do esquema fraudulento e a pagar uma multa. As pessoas que atuam na investigação têm agora de confrontar suas informações com outras provas colhidas, com o objetivo de verificar se suas informações são procedentes. Se forem e se ele realmente ajudar a desbaratar um esquema de falcatruas bilionárias, pode até ganhar a liberdade.

A República treme.
Por Reinaldo Azevedo



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