xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 27/07/2014 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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27 julho 2014

Domínio de si mesmo - Por: Emerson Monteiro


Certa feita, indagado o que quis significar com a cena derradeira de seu filme Ran,  de dois clãs se defrontando em cruenta batalha campal numa bela colina de verde intenso, e o plano vai afastando a ação para distante, lá no alto, até o silêncio absoluto, o diretor japonês Akira Kurosawa respondeu que assim imaginava representar a visão de Deus em relação a mero acaso do Infinito das eras que quase nada representaria quanto aos valores eternos.

De comum, humanos se auto-valorizam a níveis extremos, esquecidos completamente do pouco que importam no Tudo universal. Plantam ilusões nos canteiros de manias e vícios, viajam de peito aberto nas aventuras que praticam, machucam as flores dos caminhos e destroem a natureza mãe quais touros enfezados em lojas de porcelana, feras da fantasia embriagadoras do egoísmo, abismados nas aparentes felicidades em noites de pura agonia.

Quiséssemos aceita de bom grado as transações equivocadas da espécie homo sapiens nos cotidianos da propalada civilização, e ordenaríamos quebra-cabeças do pouco ou nenhum juízo que maquina a raça de mamíferos que estabeleceu o comando da irrealidade.

Isto enquanto lustram o palco das mágoas que plantam no solo do porvir, vândalos do destino ingrato de pobres mortais isolados nas periferias insustentáveis, criadas a título de encher os dias que passam céleres rumo ao desconhecido. Vadeiam nos lugares santos da existência quais personagens inconsequentes de história ingênua.

Porém há meios de reverter os quadros desse filme estéril, conquanto ninguém jamais nem arranha os desígnios da Criação. No máximo, exigir de si próprio melhor desempenho nas próximas vindas a este chão. A semente da coerência e do sonho perfeito habitará os corações amantes da ordem e devotos da obediência dos valores plenos que também integram as almas teimosas e apressadas. A luz da Consciência, eis o foco da transformação por meio do domínio de si que precisa de sabedoria bem mais inteligente a ser desvendada no íntimo do Ser.  

A crônica do domingo -- por Armando Lopes Rafael (*)

 O milagoso Padre Ermelindo

Foto do anexo ao túmulo do padre Francisco Ermelindo Ribeiro
São vários os sacerdotes que, ao morrerem, deixaram no imaginário popular a fama de santidade. Aqui mesmo, no nosso Cariri, temos vários exemplos disso. Os mais conhecidos são o Padre Cícero e o Pe. Pedro Ribeiro, este último denominado “O Santo de Brejo Santo”. Uma curiosidade: ambos são originários de Crato. Padre Cícero nasceu nesta cidade e Pe. Pedro veio ao mundo em Missão Velha, mas foi criado,  desde pequeno, na Cidade de Frei Carlos.
Agora, interessante mesmo é uma devoção forte, preservada em São José do Goiabal, município de Minas Gerais, localizado a 180 quilometros de Belo Horizonte. Naquela cidade viveu, durante três anos, um sacerdote chamado padre Ermelindo, falecido em 1962, vítima de cirrose hepática. Padre Ermelindo teve uma vida tumultuada.  Aos 22 anos, formou-se em direito e exerceu a profissão de advogado em Jequeri, sua cidade natal. Depois, entrou no Seminário e foi ordenado sacerdote. Chegou a ser político, tendo sido prefeito da sua cidade natal. Passou por várias paróquias, e nem sempre exerceu um paroquiado tranquilo. Mas, em 1959, foi mandado para a cidade de São José do Goiabal, cuja população vivia em pé de guerra, por brigas políticas. Nessa cidade padre Ermelindo foi um pacificador. Conseguiu unir o povo e trouxe a paz de volta às famílias. Em setembro de 1962 ele morreu e foi enterrado no cemitério de São José do Goiabal.
Em maio passado, eu estava em Belo Horizonte, num consultório médico, aguardando a minha vez de ser atendido. Enquanto isso, folheava um exemplar da revista “Veja-BH”, edição de 16 de abril de 2014. Deparei-me, então, com uma matéria sobre o padre Ermelindo. Lá constava que a rotina da pacata São José do Goiabal “mudou radicalmente, em abril de 1970, quando do túmulo do padre Ermelindo começou a escorrer um fio de água que jamais secou. "Não há uma única mina de água em todo o cemitério", afirma o historiador Amélio Pascoal, que registrou a biografia do padre em um livro”.
A partir daí as pessoas com doenças as mais diversas começaram a beber dessa água e muitas juram que ficaram curadas dos seus males físicos. “Armazenada em garrafas de plástico, a água que goteja do túmulo, considerada milagrosa, é repartida entre os visitantes. "Durante a chuva ou a seca, a quantidade do líquido é sempre a mesma", afirma Pascoal. A devoção ao padre transformou o túmulo em um santuário. Romeiros de todo o país visitam o local para pedir ou agradecer. Ao lado da sepultura existe uma capela que funciona como sala de milagres. Nas paredes há mais de 5 000 fotografias de fiéis, que deixam por lá ex-votos como cadeira de rodas e muletas. Até o atual pároco da cidade, padre Geraldo Morini, garante ter recebido uma graça: sua irmã se livrou, de um dia para o outro, de uma hemorragia que já durava um ano. "O milagre acontece para quem tem o coração aberto", garante  padre Geraldo...
(*) Armando Lopes Rafael é historiador.

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