xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 19/06/2014 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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19 junho 2014

Espanha tem novo rei: Felipe VI

O Príncipe das Astúrias, Dom Felipe, foi proclamado Rei neste  19 de junho de 2014. A cerimônia ocorreu em Madri e foi acompanhada por milhares de pessoas.
O Rei Felipe VI, a Rainha e as duas filhas do casal no Parlamento
Acompanhe a programação, pela hora oficial de Madri:

19 DE JUNHO

9h30 – CAPITÃO GENERAL - O Rei Juan Carlos passará a faixa de Capitão-General das Forças Armadas espanholas  ao Rei Felipe VI no Palácio da Zarzuela.

10h – PARLAMENTO - O Rei Felipe VI e a Rainha Letizia, acompanhados da Família Real, com exceção de Dom Juan Carlos e Dona Sofia, seguirão para Parlamento.

10h30 – PROCLAMAÇÃO – O rei e a Família Real serão saudados pelos membros do Parlamento, das intuições nacionais e demais representantes do povo, sendo proclamado Rei Felipe IV da Espanha. Ainda no Parlamento o Rei fará um discurso e será homenageado com um desfile militar.

11h30 – ACLAMAÇÃO POPULAR - O Rei e a Rainha, acompanhados pelas filhas, seguirão para o Palácio da Zarzuela em carro aberto sendo saudados pela população.


13h – RECEPÇÃO – A Família Real da Espanha saudará a população do balcão central do Palácio Real e oferecerá um coquetel simples aos convidados.
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Uma rápida reflexão:

Numa monarquia, o rei é preparado, desde sua infância, para exercer o papel de chefe de Estado. Não se improvisa um rei, como acontece nas repúblicas,  quando um presidente pode ser improvisado. Este, às vezes, chega ao poder sem nunca ter administrado sequer uma carrocinha de venda de bombom. No Brasil temos exemplos recentes... 

O Rei  chega ao poder  contando com a unanimidade da nação, pois não foi “eleito” por uma facção partidária.Numa república, o presidente é escolhido por uma parte da população, ou seja, pelo percentual de votos que lhe foi dado. Quem votou noutro candidato que não foi eleito, não se sente representado pelo que teve mais votos. Geralmente o presidente da república  é um pai para os que são do seu partido e um padrasto para a oposição. No Brasil temos exemplos recentes.... 

Dilma Rousseff teve 56% dos votos no 2º turno das eleições de 2010! Certo? Errado!
O Brasil tinha, há 4 anos, 135.804.433 eleitores.
Na última eleição presidencial, em 2010, compareceram para votar 106.604.687 (78,5% do total de eleitores inscritos)
– Dos 78,5% que compareceram, 55.752.092 eleitores votaram em Dilma (41% do eleitorado total)
Ou seja, 59% dos eleitores brasileiros não votaram em Dilma Rousseff, como demonstraremos abaixo:
– 43.710.422 eleitores votaram em José Serra (32% do total de eleitores)
– 29.194.356 eleitores se abstiveram de votar (22% do total de eleitores)
– 4.689.310 eleitores anularam o voto e 2.452.591 eleitores votaram em branco ( nulos e brancos representaram 5,25% do total dos eleitores)
Em síntese dos 135.804.433 eleitores inscritos, 80.052.341 eleitores não votaram em Dilma Rousseff.

O presidente da República jamais governa com a unanimidade moral do povo, o que é habitual numa monarquia. Como bem escreveu José Maria Pemán, um brilhante intelectual espanhol, no livro “Cartas a um céptico sobre as formas de Governo”: “Em princípio, não há processo de designação mais contrário à essência da magistratura suprema do que o eleitoral: deve ser uma magistratura para todos – e é eleita por um partido; deve ser um poder imparcial e sereníssimo – e nasce das paixões da luta; deve ser um símbolo unanimemente respeitado – e expõem-no durante o período que precede a sua ascensão, que é o do combate eleitoral, a todos os embates da crítica, da discussão, da caricatura e do libelo” (Edições Gama, Lisboa, 1941, p.71).
As recentes agressões verbais mandando a presidente Dilma “tomar naquele lugar”, na abertura da Copa do Mundo, no último dia 12,   além de um fato  lamentável de desrespeito é a prova cabal do que se afirmou acima. Pense nisso!”
(por Armando Lopes Rafael)
                    
                                                                        

Crato heroico, 250 anos

Em 21 de junho de 1764, há, portanto, 250 anos, assinava a criação da Vila Real do Crato o ouvidor Vitorino Pinto Soares Barbosa, segundo consta para homenagear ao lugarejo homônimo do Alentejo português.

E há 151 anos, no dia de 17 de outubro de 1853, era o Crato elevado à categoria de cidade, através da lei 623, num reconhecimento ao progresso conquistado em sua história de ocorrências indeléveis. Fora fundada pelos capuchinhos, dentre eles o frade italiano Carlos Maria de Ferrara, bem no início da colonização portuguesa desta parte de chão, tangidos no Ciclo do Couro pelos passos da Casa da Torre de Garcia D’Ávila, desde o norte da Bahia.

Seus antigos habitantes, os índios Cariús, viram-se submetidos aos cravos da civilização européia, naqueles tempos remotos da Missão do Miranda, sítio original localizado onde hoje se elevam o Estádio Virgílio Távora e os conjuntos habitacionais Miranda; isso por volta de 1660 a 1680, datas que correspondem à vinda dos primeiros colonos.

Adiante um pouco mais, no Ciclo do Açúcar, nos idos de 1750, chegava ao Cariri, conduzido de Pernambuco, o primeiro engenho, a ser somando às práticas da pecuária que imperavam na Região, com a produção de rapadura. A dominação dos sesmeiros instalados guardava ampla abrangência, indo até as áreas atuais dos municípios de Juazeiro do Norte, Barbalha, Missão Velha, Farias Brito, Milagres, Jardim, Santana do Cariri, Caririaçu, dentre outros.

Outros acontecimentos se sucederam no desenrolar da sua heroica história, quando, em 1817, repercutiam nestas bandas as primeiras manifestações libertárias contra a Coroa portuguesa, originárias do Estado de Pernambuco, das cidades de Olinda e Recife, no primeiro impulso republicano das idéias da Revolução Francesa, abafado em repressão vigorosa. Alguns nomes afloraram à época, com intensidade, dentre eles, o de Bárbara de Alencar e de seus filhos, Tristão Gonçalves e José Martiniano de Alencar, então jovem diácono, e do primo Leonel Pereira de Alencar.

Após a Independência de 1822, focos lusitanos permaneceram a contestar o novo regime estabelecido. Nesse tempo, tropas cearenses foram convocadas pelo Império no sentido de debelar tais resistências, no Piauí e no Maranhão, e consolidar a independência do jugo de Portugal. Seguiram juntos Tristão e Filgueiras, anteriores adversários de 1817, à frente do mesmo exército. Até que, em 23 de janeiro de 1823, Pereira Filgueiras entra em Fortaleza para assumir o comando de Governo Provisório, sob a égide da mais inteira independência brasileira em terras cearenses.

No entanto, logo no ano seguinte, perante o fracasso da Constituinte de 1824, outra vez se ergueram lideranças cratenses, pernambucanas, paraibanas, através do movimento denominado Confederação do Equador, pondo-se em armas, outra vez apoiadas, no Crato, pelas figuras de Bárbara, Tristão e Martiniano, agora somados a José Pereira Filgueiras.

O desdobramento das marchas confederadas criou a República do Equador, sob a Presidência de Tristão Gonçalves, que foi chacinado lutando em plagas sertanejas, no dia 31 de outubro daquele ano, em uma campina do atual município de Jaguaribara, cujo ponto geográfico ver-se-á inundado, em futuro próximo, pelas águas do açude Castanhão.
           


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