xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 16/05/2014 | Blog do Crato
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16 maio 2014

A medicina da selva - Por; Emerson Monteiro

No mês de junho daquele ano, Manu e Galvão, um mateiro que com ele abria a estrada de seringa do Guaribal, no meio de muita mata virgem e longe das outras todas colocações; ali ainda não tinham colocação certa. Distante do lugar deslizava o rio Jurupari, questão de um dia, ou pouco mais, de viagem.

Eles passavam o tempo no eito. De madrugada, saíam do barraco e só de manhã chegariam no lugar do trabalho.

Naquele dia, deixaram de molho umas espigas de milho para quando, no fim da tarde, voltassem. Durante a noite, na véspera, haviam cozinhado jabuti caçado no caminho. Ficara, pois, mais ou menos encaminhado o comer de quando regressassem.

À tardinha, isto aconteceu. Manu ralou o milho e pôs em fogo brando na cuscuzeira.

Produziram muito o dia todo. Com tudo pronto, arrumaram os trens do rancho e comeram jabuti e pão de milho na largura da boca, no custo da fome. Depois do jantar, resolveram dormir dando pouco espaço na digestão do alimento. Pegaram no sono solto.

Lá pelas tantas da noite, Manu acordou ouvindo gemido forte e repetido. O colega emitia sons esquisitos dentro do mosquiteiro, na rede. Gemia de fazer dó.

Horas se passavam e nada de o homem respirar melhor, nem falava; mal gemer conseguia. Desaparecera o espaço de entrar ar nos pulmões. Empachado, se via, na luz escura do candeeiro, o bucho do homem que subia e descia, mais parecendo prestes a estourar.

Ele naquela aflição, enquanto Manu, que na época começara a fumar e carregava fumo brabo numa bolsa de seringa, o chame da moda, dispunha de pedaço enorme de fumo de rolo. Vendo a situação do parceiro, lembrou de certa história que seu pai lhe contara, e perguntou:

 - Galvão, se eu fizer um remédio, tu bebe? – acrescentando: - Só vou fazer se você beber. Se não, eu também não faço, não.

 - Faça – ouviu resposta sair das entranhas do homem quase moribundo, lá longe da civilização.

 - Vou fazer chá de fumo – disse. Foi ao interior do barraco e reativou o fogo. Era algo em torno de uma hora da madrugada. Desfiou algumas peias de fumo e botou na chaleira em boa quantidade d’água. A beberagem logo fervia. Ferveu bem. Pronta, com ela encheu até a risca um copo desses maiores e estendeu ao doente dizendo:
-
 Agora beba sem tomar fôlego ou querer saber o gosto. Daqui a dez minutos vem o resultado – porém já sabia que demorava menos.

Era sua única chance de sobreviver. O mateiro se achava nas últimas e engoliu o cozimento do jeito que pode. Nem procurou tomar fôlego.

Ao bateu no estômago, a reação viria rápido, que embriagou na hora; demorou nada além de dois minutos. Não deu dele sair da rede. Bateu dentro e desonerou o estômago. Tanto vomitava, quanto defecava a um só tempo. Poucos instantes do movimento, a barriga murchou qual houvesse passado três dias sem comer nada.

Na manhã seguinte, Manu iria longe buscar alimento mais fino, manteiga, queijo, coisa assim, no trato do paciente. Eis o recurso da cura que, na noite longínqua, dispunha a gente heróica nos seringais da Amazônia.

(Episódio ouvido de Manoel Ferreira da Silva - Manu).

Reunião com autoridades debate atos de racismo e direcionamentos para questões relacionadas a estudante da URCA



A Reitora da Universidade Regional do Cariri (URCA), Professora Otonite Cortez, e o Vice-Reitor, Patrício Melo, estiveram reunidos com membros da Comissão de Direitos Humanos da Universidade e o Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB Subsecção de Crato, além de representante do curso de História da URCA e Pró-Reitores, para tratar sobre questão de ato de racismo praticada contra aluno da Instituição. O aluno tratado no caso justificou sua ausência da reunião e esteve representado pela estudante Vanusa Ferreira.

Na ocasião foram debatidas as ações, algumas delas já sendo executadas pela Universidade, no intuito de combater atos de discriminação e preconceito dentro da URCA, assim como promover uma política de conscientização. Segundo o membro da OAB, Frederico Lemos, é importante que sejam efetivadas as ações educativas e de conscientização, mas não compete à URCA realizar assistência judicial ou mesmo psicológica.

A Reitora destacou ações que já vêm sendo efetivas, e ressaltou a criação de uma Comissão de Sindicância para apurar o caso, além da Comissão de Direitos Humanos da URCA, cuja presidente é a Professora do Curso de Direito, Francisca Edineusa Pamplona. Na ocasião, disse que serão encaminhados ofícios para a Secretaria de Desenvolvimento Social de Juazeiro do Norte, direcionado à Coordenação da Proteção Social Especial de Média e Alta Complexidade, com solicitações para suporte psicológico para o aluno. O ofício será encaminhado em nome de Kátia Lopes, coordenadora de Proteção Social. Além disso, a Reitora chegou a disponibilizar o acompanhamento da assessoria jurídica da Instituição ao aluno, para registrar um Boletim de Ocorrência junto à delegacia. Mas, até o momento, o próprio alunos ainda não se manifestou nesse sentido. Ele chegou a ser recebido pela Reitora, no Gabinete da Universidade.

“A história de vida dos que compõe a Administração Superior da URCA, dentro e fora de Instituição, desautoriza a acusação de omissão em qualquer situação de ofensa ou crime contra os direitos humanos”, disse a Reitora. Desde que foi comunicada de atos de racismo, e homofobia, no ano passado, conforme a Reitora, se instalou a problemática institucionalmente. Inclusive, a URCA chegou a criar e instituir o 6 de maio como o Dia Institucional de Combate ao Preconceito e à Discriminação, inserido no calendário acadêmico.

Ações de conscientização e combate ao preconceito e discriminação

A universidade publicou no site institucional nota de repúdio ao ato de preconceito praticado contra o aluno, no final de março, além de propor um programa interdisciplinar de combate ao preconceito. O ato chegou a ser comunicado pela administração da Universidade, à Secretaria Nacional da Igualdade Racial, além de solicitar material educativo para distribuição na URCA.

 No âmbito do enfrentamento, foram realizadas reuniões para debater ações nesse sentido, com representantes de departamentos, incluindo os coordenadores de cursos. Outro aspecto importante foi a instalação de uma comissão de sindicância, que teve o seu prazo de atuação ampliado. Formada por professores e alunos, cada um dos componentes poderia solicitar reunião do grupo. O aluno vítima de preconceito e ameaças chegou a ser chamado para auxiliar nos trabalhos, mas não compareceu. A Comissão de Direitos Humanos da URCA foi restabelecida durante reunião realizada na última terça-feira, 13.

Para a reunião com autoridades constituídas realizada na última terça-feira, ainda foram convidados delegado, defensor público, Ministério Público, além dos diretores de Centro de Humanidades e a chefia de Departamento do Curso de História. Segundo a Reitora, cada instituição deve atuar dentro dos marcos de sua competência. “Agiremos nesse caso, como estamos fazendo, com serenidade e a maturidade, no qual deve se pautar o gestor de um órgão público”, destaca.

Além das ações educativas realizadas por vários cursos, departamentos e grupos de pesquisa, a URCA está desencadeando ações educativas, importantes para a desconstrução do preconceito e pela afirmação dos direitos humanos. Nos dias 15 e 16 de maio, acontece o I Encontro de Estudos e Pesquisas em Direitos Humanos Fundamentais. O evento é promovido pela URCA, por meio do Grupo de Estudos e Pesquisas de Direitos Humanos Fundamentais e os cursos de pós-graduação em Direito Administrativo, Direito Processual Civil, Direito das Famílias, Direito Previdenciário e Trabalhista.

Fonte: URCA

Mais informações:
Telefones: (88) 3102-1212 - 8812.5525 ramal 2617
www.urca.br

VÍDEO - FATOS em FOCO - Ativista Social se sente Intimidada no Fórum do Crato pelo Prefeito



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Notícias da URCA - Universidade Regional do Cariri - 16 de Maio de 2014


Governo do Estado destina verba de R$ 30 milhões para Universidades estaduais

O governador Cid Gomes destinou R$ 30 milhões para assistência estudantil nas três universidades estaduais. Universidade Estadual do Ceará (Uece), Universidade Regional do Cariri (Urca) e Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) receberam R$ 10 milhões cada. As instituições já definiram onde os recursos serão aplicados.

A liberação do valor foi feita durante a segunda reunião do Monitoramento de Ações e Programas Prioritários (MAPP), no dia 9 de maio. O governador havia se comprometido a liberar o recurso após o encerramento da greve nas instituições de ensino, em 2013. “Com a liberação dos R$ 30 milhões, o compromisso assumido pelo Governo do Estado acaba de ser totalmente cumprido em relação às políticas estudantis”, enfatiza o secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), René Barreira. É importante salientar que a plena utilização dos recursos é de inteira e exclusiva responsabilidade das três universidades.

I Encontro de Estudos e Pesquisas em Direitos Humanos Fundamentais será aberto na noite de hoje na URCA

Será aberto nesta quinta-feira, na Universidade Regional do Cariri (URCA), o I Encontro de Estudos e Pesquisas em Direitos Humanos Fundamentais, promovido pelo Departamento de Direito da Universidade. O evento terá abertura às 18h30, com conferência de abertura do Professor Mestre, João Adolfo Ribeiro Bandeira, que falará sobre o tema “Estágio atual das pesquisas em Direitos Humanos no Brasil”. Durante os dois dias serão apresentados trabalhos científicos e painéis, como o sobre “Violação e Proteção dos Direitos Humanos”. Outro tema será “Educação, Cultura, Minorias e Direitos Humanos”. Durante o encerramento, às 19 horas desta sexta-feira, acontece a entrega da premiação aos vencedores do concurso de fotografia “Olhar Humano’, com votação do público. As imagens estão expostas no hall de entrada da sede administrativa do Geopark Araripe, no campus do Pimenta, em Crato. A exposição recebeu a visita da Reitora da URCA, Professor Otonite Cortez, o Vice-Reitor, Patrício Melo, além da Pró-Reitora da Extensão, Sandra Nancy, e a Professora Edineusa Pamplona, presidente da Comissão de Direitos Humanos da URCA.

Reunião com autoridades debate atos de racismo e direcionamentos para questões relacionadas a estudante da URCA

A Reitora da Universidade Regional do Cariri (URCA), Professora Otonite Cortez, e o Vice-Reitor, Patrício Melo, estiveram reunidos com membros da Comissão de Direitos Humanos da Universidade e o Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB Subsecção de Crato, além de representante do curso de História da URCA e Pró-Reitores, para tratar sobre questão de ato de racismo praticada contra aluno da Instituição. O aluno tratado no caso justificou sua ausência da reunião e esteve representado pela estudante Vanusa Ferreira. Na ocasião foram debatidas as ações, algumas delas já sendo executadas pela Universidade, no intuito de combater atos de discriminação e preconceito dentro da URCA, assim como promover uma política de conscientização. Segundo o membro da OAB, Frederico Lemos, é importante que sejam efetivadas as ações educativas e de conscientização, mas não compete à URCA realizar assistência judicial ou mesmo psicológica. A Reitora destacou ações que já vêm sendo efetivas, e ressaltou a criação de uma Comissão de Sindicância para apurar o caso, além da Comissão de Direitos Humanos da URCA, cuja presidente é a Professora do Curso de Direito, Francisca Edineusa Pamplona. Na ocasião, disse que serão encaminhados ofícios para a Secretaria de Desenvolvimento Social de Juazeiro do Norte, direcionado à Coordenação da Proteção Social Especial de Média e Alta Complexidade, com solicitações para suporte psicológico para o aluno. O ofício será encaminhado em nome de Kátia Lopes, coordenadora de Proteção Social. Além disso, a Reitora chegou a disponibilizar o acompanhamento da assessoria jurídica da Instituição ao aluno, para registrar um Boletim de Ocorrência junto à delegacia. Mas, até o momento, o próprio alunos ainda não se manifestou nesse sentido. Ele chegou a ser recebido pela Reitora, no Gabinete da Universidade.

“A história de vida dos que compõe a Administração Superior da URCA, dentro e fora de Instituição, desautoriza a acusação de omissão em qualquer situação de ofensa ou crime contra os direitos humanos”, disse a Reitora. Desde que foi comunicada de atos de racismo, e homofobia, no ano passado, conforme a Reitora, se instalou a problemática institucionalmente. Inclusive, a URCA chegou a criar e instituir o 6 de maio como o Dia Institucional de Combate ao Preconceito e à Discriminação, inserido no calendário acadêmico.

Fonte: URCA



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