xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 03/05/2014 | Blog do Crato
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03 maio 2014

Pedaços da memória de Crato – por Armando Lopes Rafael


A  Casa-Mãe da Congregação das Filhas de Santa Teresa de Jesus fica localizada na Rua Dom Quintino, no centro de Crato. Na foto acima, o altar-mor da capela – esculpido em madeira de lei, em 1923, pelo famoso artesão cratense mestre José Lucas. O altar tem três nichos, onde pontifica o trio carmelitano: Nossa Senhora do Carmo, Santa Teresa d’Ávila (orago da capela) e São José. As imagens do altar foram adquiridas na Itália, por Dom Quintino (1º bispo de Crato), há 91 anos, durante a primeira e única viagem Ad Limina fita por ele. Esta capela, que conserva toda sua originalidade, é propriedade da Diocese de Crato e está há décadas sob custódia das Filhas de Santa Teresa. Na foto abaixo, a pracinha interna, existente na Casa-Mãe, onde existe um pequeno monumento a São Geraldo (obra do escultor italiano Agostino Balmes Odisio).

A falácia da "memória republicana do Crato" --por Armando Lopes Rafael

(Excertos de um artigo publicado na revista “A Província”, nº 18, ano 2000)

Alguns jornalistas locais usam, vez por outra, a expressão: “A tradição republicana de Crato". Não acredito nessa alardeada “tradição”. E porque não acredito? Começo relembrando: o aniversário do golpe militar que implantou a República no Brasil -- no dia 15 de novembro de 1889 -- nunca foi comemorado em Crato. Nesta Mui Nobre e Heráldica Cidade de Frei Carlos o povo comemora várias datas: 7 de setembro, 21 de Junho, 1º de setembro (dia de Nossa Senhora da Penha), 19 de março (São José), dentre outras.
Comemoração no dia 15 de Novembro – data da “Proclamação” da República” – nunca se viu. Razões sobejas para esse esquecimento existem! Durante 149 anos (de 1740 quando foi fundado a 1889, ano do golpe militar que introduziu a forma de governo republicana)Crato  viveu sob a Monarquia. Não se apaga facilmente um século e meio de história na vida de um povo. Principalmente um povo novo como é o brasileiro. No imaginário popular persiste a ideia de que a Monarquia é algo cerimonioso, solene, bonito e bom. O historiador cratense Denizard Macedo escreveu: “O povo tinha apego aos soberanos e aversão às manobras revolucionárias. Diferente do que alguns tentam demonstrar existia uma tradição moldada na fé católica e na monarquia absoluta, com seus princípios, escala de valores, hábitos, usos e costumes, não sendo fácil remover esta herança cultural profundamente enraizada no tempo”.
Tanto isso   é verdade, que ainda hoje (nestes tempos de decadência generalizada desta repúbica brasileira),  quando o povo reconhece numa pessoa certos méritos ou qualidades acima do comum, costuma dar-lhe o título de “Rei” ou “Rainha”. Por isso, foram rotulados “O Rei Pelé”, “O Rei Roberto Carlos”, “O Rei do Baião”, “O Príncipe dos Poetas Populares” (no caso o repentista Pedro Bandeira) etc. E o que dizer dos concursos que se realizam para escolha da “Rainha do Colégio”, “Rainha da Exposição”? e de nomes de lojas como “O Rei da Feijoada”, “O Império das Tintas”? Ou nomes como "Hotel Vila Real", "Rádio Princesa FM", "Colégio Pequeno Príncipe"?
Portanto, é um mito sem consistência essa alardeada “tradição republicana de Crato”. Precisamos ter coragem para proclamar isto, pois ela não reflete a realidade. Ainda não se conseguiu sensibilizar as camadas populares para comemorar, em Crato, o golpe militar que impôs no Brasil o regime republicano. Sempre foi assim. Vai ser sempre assim.
A palavra “República” para o povo continua sendo sinônimo de residência de estudantes, com a desorganização e improvisação comum aos jovens. República também serve para lembrar as notícias que vêm da Capital da República (Brasília) a capital da roubalheira e dos escândalos de corrupção... República continua a ser, no imaginário popular, a lembrança da falta de segurança, a falência da saúde pública, a precariedade da educação pública, as obras públicas inacabadas, a destruição das empresas estatais pelo aparelhamento político dos últimos onze anos  e tantas e tantas outras mazelas de domínio público, presentes no nosso cotidiano...

A história do Padre João Sem Cuidado (conto popular)

Certa vez, quando visitava província distante do seu reino, o soberano percebeu que as armas do Padre João Sem Cuidado assinalavam a maioria dos bens daquela região. Notou também que esse senhor detinha tantas posses e não levantava sequer uma palha para dar conta de suas propriedades, fazendo-se, por isso, justo merecedor do nome de Sem Cuidado sob o qual todos lhe conheciam.

Após investigar a situação, achando-a deficiente irregular, chamou aquele religioso para prestar maiores esclarecimentos.

- O senhor possui esses troços e nada cuidar no seu merecimento. Isso que dizem de vossa senhoria corresponde mesmo à realidade? - quis o monarca saber.

- Alteza, meu senhor, essa é a mais pura verdade - respondeu o sacerdote. - Minhas propriedades cresceram e continuam a crescer independente dos meus cuidados. Entrego sempre a Deus as preocupações pelo trabalho, pois a Ele sirvo e nem confio.

Ao soberano pareceu que houvesse alguma coisa errada naquilo. Decidiu, portanto, impor ao súdito uma série de questões as quais não respondidas o levariam, sem apelação, à forca, dentro da autoridade rigorosa do reino.

- Quero saber de sua capacidade - impôs o soberano. - Dentro de um mês, o senhor deverá vir ao palácio me dizer: Quantos balaios medem a montanha mais alta do reino, qual o peso da Lua no céu, onde fica o centro da Terra e, por fim, o que estarei pensando na ocasião do interrogatório.      

O padre João ficou triste com as palavras que ouvi desconsolado. Recolheu-se em casa durante vários dias, examinando as charadas a resolver. Nisso, um dos seus irmãos, Felipe Doido, que perdera o juízo de pensar nas coisas da natureza, reagiu àquelas exigências reais enigmas e pediu a Sem Cuidado que mandasse ele no seu lugar, para responder aos enigmas propostos.

No dia em que vencia o prazo estabelecido, Felipe paramentou-se todo, indo à presença da solene corte. Cumpridas formalidades iniciais, o rei indagou: - Quanto mede a montanha mais alta do meu reino? Daí Felipe Doido respondeu: - Não chega a medir um balaio dos meus.

Sem poder prever o tamanho do balaio de que cogitava, nenhuma alternativa sobrou ao rei senão aceitar a resposta do súdito. - Qual o peso da Lua? - quis logo saber, no entanto.

- Sete arrobas e meia - respondeu Felipe. - Caso V. Alteza duvide, pague a despesa de trazer a Lua aqui e pesar. Eu pagarei o tanto de levá-la de volta. O rei abismado, também aceitou a correção da segunda resposta.

- Então, agora diga onde fica o centro da Terra.

Felipe tirou do bolso da batina um compasso, com ele traçando ele no chão círculo exato e apontou o centro da figura dizendo: Estar aqui o centro da Terra. O rei mais uma vez aceitou a resposta, demonstrando contrariedade pelo sucesso do interrogado.

- Por fim, quero que o senhor diga o que penso neste exato momento – argüiu ressabiado o monarca, acreditando impossível qualquer resposta.

- V. Alteza neste momento pensa que está falando com padre João Sem Cuidado, quando, devera, fala é com Felipe Doido, um irmão dele.

Vista a sagacidade com que o vassalo se manifestara, o rei baixou a cabeça, admitindo a derradeira resposta. Em seguida, felicitou o Padre João Sem Cuidado, que chegava solitário. Como justiça, a partir desse dia, ele e sua família se transformaram em fiéis e queridos servidores da casa real.      

Nota: História ouvida de Manoel Ferreira da Silva (Manu).

Eleições 2014: pesquisa Sensus aponta Dilma com 35% e Aécio 23,7%; decisão iria para 2º turno

(Agência Estado)

Pesquisa Sensus divulgada nesta sábado (3) indica que se as eleições fossem realizadas hoje, haveria votação em segundo turno. A presidente Dilma Rousseff (PT) teria 35% das intenções de votos, o senador tucano Aécio Neves (MG) teria 23,7% e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) teria 11%, votos brancos e nulos e não sabe ou não respondeu, 30,4%. Juntos, Aécio e Campos têm 34,7% dos votos, praticamente a mesma porcentagem de Dilma (diferença de 0,3%). A margem de erro é de 2,2%.
A pesquisa do Instituto Sensus, de Belo Horizonte, presidido por Ricardo Guedes, está registrada no TSE sob protocolo nº BR-00094/2014. A mostra foi realizada com dois mil entrevistados, no período de 22 a 25 de abril, em todo o Brasil.

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