xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 13/04/2014 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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13 abril 2014

O que nossos vizinhos pensam do Crato? - Por Carlos Eduardo Esmeraldo


Longe de mim o desejo de fomentar a rivalidade latente entre Crato e Juazeiro. Primeiro por que fui dirigente regional da Coelce em Juazeiro durante 15 anos. E ao retornar para Fortaleza, onde originalmente eu era lotado, sai de Juazeiro com muitos amigos e a maior das honrarias que um cratense poderá ter granjeado na vizinha cidade: o título de cidadão juazeirense. Segundo o coronel José Ronald de Brito, apenas cinco cratenses possuem tamanha distinção. Nesses 15 anos de convivência com os juazeirenses, somente ouvi deles palavras de admiração pelo Crato.

Vi em Juazeiro um povo dedicado ao trabalho, que luta para conseguir as benesses para sua terra. Para tanto, toda a comunidade unida se faz representar pelas suas lideranças políticas e de classes. Certa vez, eu testemunhei pessoalmente, uma caravana de juazeirenses composta de todos os seus representantes: deputados federais e estaduais, prefeito, vice-prefeito, vereadores, presidente de Associação Comercial, clubes de diretores lojistas e de serviços visitando o governador do Estado, a fim de solicitar para Juazeiro a sede regional de um órgão público. Jamais tomei conhecimento de movimentação semelhante dos nossos conterrâneos em benefício do nosso querido Crato. Convém lembrar que a pressão de um grupo é muito mais produtiva do que uma voz solitária.

Desejo deixar bem claro que particularmente eu concordo com parte das opiniões de um jornalista de Juazeiro, abaixo transcrita e que espero ser um palpite isoldado.

"---- assim como o povo do Juazeiro é responsável pelo progresso do Juazeiro, o responsável pela paralisia de Crato é o próprio povo de Crato - - - Cada cidade tem sua alma, seu espírito.  Desenvolvimento é resultado do espírito de um povo. O do Juazeiro é de trabalho e progresso, enquanto o de Crato é de diversão e lazer."

Finalizando, gostaria que o povo cratense tomasse conhecimento dessa declaração e se unisse para trabalhar pela nossa terra. Para tanto temos que formar novas lideranças, esquecendo que candidatos a cargos políticos de outras regiões não têm nenhum compromisso com o Crato. Tenho certeza que a coisa não está perdida.

Conforme recente análise realizada pelo competente médico e escritor cratense Dr. José Flávio Pinheiro Vieira, o  IDH do Crato, índice que mensura os indicadores de longevidade de um povo, sua qualidade de vida, de educação e renda, somente fica atrás do de Fortaleza e praticamente empatado com Sobral, que é o segundo colocado. E o Dr. José Flavio acrescenta: "Queiramos ou não, vivemos num éden".

Finalizando sua análise, o Dr. José Flávio conclui que devemos centrar nossas atenções em nossa vocação de centro irradiador de cultura e capital ecológico. O caminho é esse ai. Vamos à luta!

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

As águas do Castanhão - Por: Emerson Monteiro

Quando chove no Cariri, encharcando o solo e reverdecendo a vegetação, se considera o início do abastecimento do maior reservatório cearense, o Açude Castanhão, denominado em decreto do Senado Federal de açude Padre Cícero, aonde escorrem as águas que descem da Chapada do Araripe, dentre outras, bacia do rio Jaguaribe após receber o Salgado, no município de Icó.

Nas quadras de boas precipitações esse aspecto histórico lembra outra relação do Cariri com o mesmo reservatório. É que na área hoje de seu perímetro se verificou a execução de um valoroso caririense, Tristão Gonçalves de Alencar Araripe, herói emérito da Confederação do Equador.

No ano de 1824, a 02 de fevereiro, junto com Pereira Filgueiras, Tristão reabilitava em Fortaleza a junta governativa da qual Filgueiras era o presidente e ele o comandante de armas, que instalada mediante a deposição do presidente Costa Barros.

Emissários haviam sido despachados a outras províncias, na busca de adesões, o que não se concretizaria. A repressão dominava o movimento em Pernambuco, onde ocorreram fuzilamentos, prisões e debandada. Lord Cochrane redera José Félix de Azevedo e Sá, substituto de Tristão Araripe em Fortaleza, quando este viajara até Aracati para combater monarquistas resistentes. Nesse meio tempo, Pereira Filgueiras depusera as armas em Crato, e José Martiniano fora preso no interior pernambucano.

Sem alternativa de prosseguir a luta, Tristão Araripe fugia pelo vale do Jaguaribe, quando, dia 31 de outubro daquele ano de 1824, perseguido pelas tropas adversárias, seria baleado pelas costas no lugar Santa Rosa, agora município de Jaguaribara, vítima de um cerco feroz. Seu corpo, mutilado pela sanha do inimigo, permaneceu alguns dias exposto às intempéries, no mais completo abandono, nessa tórrida região, jogado sobre moitas de jurema e unha de gato, vegetação típica do lugar, para depois ser sepultado numa capela das proximidades.

Ao centenário dessa efeméride, por iniciativa do Instituto Histórico do Ceará, se erigiram monumento de tijolo e cal no lugar da execução do bravo caririense, acrescido este de cruzeiro e placa metálicos, alusivos à data fatídica.

Sabedores, pois, da inundação da área pelas águas do açude, membros do Instituto Cultural do Cariri, no ano de 2002, formaram caravana indo até o citado local e de lá trouxeram ao Crato a placa e o cruzeiro que compunham a homenagem. As autoridades do município de Jaguaribara, sabedoras da iniciativa, reclamaram a posse das tais relíquias históricas e buscaram-nas de volta dentre breve tempo, comprometidas, no entanto, de construir, sob a permissão do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS, órgão que administra o reservatório, um monumento flutuante na intenção de lembrar o revolucionário.

Antes da devolução, Manoel Patrício de Aquino, à época o presidente do ICC, providenciaria cópia da placa em tamanho idêntica à original, fundida em duro alumínio, a ser exposta na praça Filemon Teles, defronte ao Parque de Exposições, onde fica a sede do órgão, em Crato.


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