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05 abril 2014

Morre o ator José Wilker Suspeita é que ele tenha sofrido um infarto.


O ator José Wilker morreu na manhã deste sábado (5) no Rio de Janeiro. Ainda não há informações oficiais sobre a causa da morte, mas suspeita-se que ele tenha sofrido um infarto. A última participação do ator em novelas foi em 2013, em "Amor à Vida", de Walcyr Carrasco, na qual interpretou o médico Herbert. Em 2012, ele foi o coronel Jesuíno no remake de "Gabriela", baseado no livro "Gabriela Cravo e Canela",  de Jorge Amado. Em 2008, na novela Duas Caras, o ator fez o papel do professor Fernando Macieira.

Começo

José Wilker de Almeida nasceu em Juazeiro do Norte no dia 20 de agosto de 1946 e se mudou com a família, ainda criança, para o Recife. A mãe, Raimunda, era dona de casa e o pai, Severino, caixeiro viajante. Sua carreira no teatro começou no Movimento Popular de Cultura (MPC) do Partido Comunista, onde ele dirigiu espetáculos pelo sertão e realizou documentários sobre cultura popular. Em 1967, Wilker se mudou para o Rio para estudar Sociologia na PUC, mas abandonou o curso para se dedicar exclusivamente ao teatro.

saiba mais

MEMÓRIA GLOBO: Página reúne trajetória, vídeos e fotos do ator

Em 1970, após ganhar o prêmio Molière de Melhor Ator pela peça "O Arquiteto e o Imperador da Assíria", foi convidado pelo escritor Dias Gomes o para o elenco de "Bandeira 2" (1971), sua primeira novela. Wilker interpretou o primeiro protagonista em 1975: foi Mundinho Falcão em "Gabriela", adaptação de Walter George Durst do romance de Jorge Amado, um marco na história da teledramaturgia brasileira.

Personagens conhecidos

Wilker tem em seu currículo personagens memoráveis, como o jovem Rodrigo, protagonista da novela "Anjo Mau" (1976), de Cassiano Gabus Mendes. Em 1985, viveu Roque Santeiro, personagem central da trama homônima escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Em 2004 interpretou o ex-bicheiro Giovanni Improtta, de "Senhora do Destino", de Aguinaldo Silva, um personagem com diversos bordões como “felomenal” e “o tempo ruge e a Sapucaí é grande”.
O artista dirigiu o humorístico "Sai de Baixo" (1996) e as novelas "Louco Amor" (1983), de Gilberto Braga, e "Transas e Caretas" (1984), de Lauro César Muniz. Durante uma rápida passagem pela extinta TV Manchete, acumulou direção e atuação em duas novelas: "Carmem" (1987), de Gloria Perez, e "Corpo Santo" (1987), de José Louzeiro.

Apaixonado pelo cinema, o ator participou de filmes como "Xica da Silva" (1976) e "Bye Bye, Brasil" (1979), ambos de Cacá Diegues, e foi o personagem Antônio Conselheiro em "Guerra de Canudos" (1997), de Sérgio Rezende. Wilker também se destacou em minisséries como "Anos Rebeldes" (1992), de Gilberto Braga; "Agosto" (1993), adaptada da obra de Rubem Fonseca; e "A Muralha" (2000), escrita por Maria Adelaide Amaral e João Emanuel Carneiro. Em 2006, interpretou o presidente Juscelino Kubitschek na minissérie "JK", de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira. O artista ainda escreveu textos para revistas e jornais e comentou a cerimônia do Oscar durante vários anos.

Fonte: Globo.com


VÍDEO - CAMELÓDROMO - Um Barril de Pólvora no Centro do Crato - Entrevista com o Promotor Pedro Luis Camelo




Reportagem: Ed Alencar
www.tvchapadadoararipe.com

Morreu o ator José Wilker

                                           
O ator José Wilker morreu na manhã deste sábado (5) em sua casa no Rio de Janeiro, vítima de um infarto fulminante. José Wilker de Almeida nasceu em Juazeiro do Norte no dia 20 de agosto de 1946 e se mudou com a família, ainda criança, para o Recife. A mãe, Raimunda, era dona de casa e o pai, Severino, caixeiro viajante. 

Sua carreira no teatro começou no Movimento Popular de Cultura (MPC) do Partido Comunista, onde ele dirigiu espetáculos pelo sertão e realizou documentários sobre cultura popular. Em 1967, Wilker se mudou para o Rio para estudar Sociologia na PUC, mas abandonou o curso para se dedicar exclusivamente ao teatro.

Em 1970, após ganhar o prêmio Molière de Melhor Ator pela peça "O Arquiteto e o Imperador da Assíria", foi convidado pelo escritor Dias Gomes o para o elenco de "Bandeira 2" (1971), sua primeira novela. A última participação do ator em novelas foi em 2013, em "Amor à Vida", de Walcyr Carrasco, na qual interpretou o médico Herbert. Em 2012, ele interpretou o coronel Jesuíno no remake de "Gabriela", baseado no livro "Gabriela Cravo e Canela",  de Jorge Amado. Em 2008, na novela Duas Caras, o ator fez o papel do professor Fernando Macieira.

Postado Por: Armando Rafael


Crônica do fim-de-semana ( Armando Lopes Rafael)

Denizard Macedo, um cratense ilustre

  José Denizard Macedo de Alcântara (foto ao lado)  nasceu em Crato, na Praça da Sé, em 1° de setembro de 1921. Naquele dia a população cratense festejava a data consagrada a Nossa Senhora da Penha, Rainha e Padroeira da cidade e da Diocese. Talvez por isso seus pais fizeram-no afilhado de Nossa Senhora da Penha. Denizard fez seus primeiros estudos na sua cidade natal, no Externato Santa Inês e no Ginásio Diocesano do Crato. Depois estudou no Liceu do Ceará, em Fortaleza. Obteve graduação em Ciências Econômicas, tendo feito o doutorado nesta área.
   Mas ele se destacou, principalmente, como um intelectual, como professor em várias instituições de ensino de Fortaleza, bem como por ser um homem de ideias firmes e transparentes. Lecionou na Escola Preparatória de Cadetes, do Colégio Militar do Ceará, Instituto de Educação, Faculdade Católica de Filosofia, Escola de Serviço Social e vários educandários de segundo grau. Incursionando na política foi eleito vereador por Fortaleza. Foi também jornalista, ensaísta, historiador, conferencista e geógrafo. Pertenceu à Sociedade Cearense de Geografia e História, Instituto do Ceará e Academia Cearense de Letras, onde ocupou a cadeira de n° 34, substituindo outro cratense, J.de Figueiredo Filho.
(Na foto abaixo, Denizard e Eliana no dia do casamento)
   Denizard Macedo foi, ainda, Secretário da Cultura do Ceará e escreveu as seguintes obras: A Universidade na Defesa Nacional; Fundamentos da Administração Cearense; A Conjuntura Histórico-Geográfica da Industrialização Brasileira; Racionalização da Competência Administrativa do Município; Geografia da América; Cultura e Universidade; Vida do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro; Ascensão e Declínio do Magistério Brasileiro; Ensino de Filosofia no Ceará e Retrato da História da Independência.
         Católico sincero, possuidor de sólida formação religiosa, Denizard era monarquista convicto, apesar da proibição da República brasileira, a qual – durante cem anos, de 1889 a 1988 –, proibiu qualquer divulgação pública sobre as vantagens desta forma de governo. Para quem não sabe, os monarquistas foram os últimos anistiados políticos desta ineficiente república brasileira. Somente com o advento da sétima constituição republicana, a atual, promulgada em 1988, concedeu-se liberdade aos monarquistas de exporem à luz do sol, e de forma pública, suas pacíficas ideias.
     Denizard Macedo faleceu com 63 anos de idade, mas, já em 23 de setembro de 1979, quando tinha 58 anos, escreveu seu testamento, do qual extraio o texto abaixo:

     “Declaro que nasci e desejo morrer no seio da Santa Igreja Católica, Apostólica e Romana, cujo chefe visível é Sua Santidade o Papa que está em Roma, a cujas verdades eternas e imutáveis sempre aderi com toda a força da minha inteligência e do meu coração, na forma com que foram ensinadas nos séculos passados, apesar dos meus incontáveis defeitos, pecados e omissões, para os quais espero Misericórdia da Divina Justiça, quando comparecer perante meu Deus, meu Criador e meu Supremo Juiz, para o que rogo a intercessão de Seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, meu salvador, de Sua Mãe Santíssima e de todos os Santos Anjos da Corte Celeste, especialmente meu Anjo da Guarda e do Glorioso Arcanjo Miguel, padroeiro de todos os soldados cristãos.
Quero reafirmar solenemente o orgulho e a honra das posições políticas que assumi na vida, quer como integralista que envergou sua bela e dignificante "camisa verde", como miliciano inscrito na Ação Integralista Brasileira, o maior movimento cívico e patriótico da nossa Pátria, só igualado pela repulsa às invasões holandesas e à Guerra do Paraguai. Reitero por igual minha condição de monarquista fiel, única forma de governo inteligente e adequada para ser aceita por um bom brasileiro.
Protesto mais uma vez meu integral repúdio às errôneas e maléficas doutrinas liberais ou demoliberais, socialistas, comunistas e as chamadas "católico-progressistas", que ensandeceram o mundo a partir da Reforma Protestante e da Revolução Francesa, e que ora estão conduzindo o mundo, o homem e a humanidade ao caos, à escravidão, a abismos insondáveis, que só a Fé em Deus Todo-Poderoso podem evitar pela sua Infinita Bondade. Lamento não dispor de uma "camisa-verde" para me amortalhar, mas quero que, sendo possível, meu esquife seja coberto com a bandeira do Sigma e pela bandeira do Império, que se encontra em meu gabinete doméstico". (Datado de Fortaleza, Ceará, dia 23 de setembro de 1979).

              Quando faleceu, em 12 de novembro de 1983, seu irmão, o escritor Nertan Macedo, publicou um trabalho, posteriormente reproduzido no jornal “O Povo”, de Fortaleza, no qual revelou fatos esclarecedores sobre a vida de Denizard. Desse artigo retirei os textos abaixo: “Foi com ele (Denizard) que aprendi uma lição que me tem servido bastante pelo tempo afora: não acreditar em ideologias radicais como "molduras perfeitas, acabadas" de certos espíritos julgados, condenados ou exaltados, erradamente, como de Esquerda, Centro ou Direita. Pois o que não falta na vida pública brasileira são certas figurinhas torpes que se dizem liberais e não passam de tremendos farsantes, com esconsa vocação para a crueldade e a ditadura, adoradoras que são do mando incontrastável e do poder totalitário. Daí o sábio provérbio. "Se queres conhecer o vilão, entrega-lhe o bastão”.
         E continua Nertan Macedo: “Meu irmão era uma figura singular. Tinha soberano desprezo por todo indivíduo que não era carne nem peixe, não cheirava nem fedia. E vomitava-os à maneira paulina, ou de quantos outros lutadores deram testemunho nesta vida. Por isso mesmo sofreu, desde jovem, quando aderiu ao movimento integralista, por suas ideias "fascistas e reacionárias" que, simplesmente, ele não as possuía. Era, na verdade, um tipo que chamaríamos de raro entre os produtos da formação ou da consciência do seu tempo. Enfim, um homem apaixonadamente rendido aos encantos da História, da Tradição, do Sonho Cristão e de um vago Autoritarismo - assim mesmo, tudo isso com letra maiúscula. Entretanto, mais próximo do paternalismo alargado do "familiar" ao "nacional", do "ciânico" ao "pátrio", do "individual" ao "comunitário". Sua concepção política era a de lareira, a da enorme mesa familiar da refeição em comum, das redes no alpendre em deliciosos rangeres nos seus armadores e das infindáveis tagarelices, louvando o amor à Pátria e aos seus Maiores” (...)
“Todavia, (Denizard) era amigo do bom senso e, de cambulha, para tudo quanto dissesse respeito à sua terra e gente, fielmente representadas nas figuras idealistas, rudes e até mesmo boçais de caudilhos provincianos, mas que souberam adentrar à História. Do tipo de Filgueiras, Pinto Madeira ou do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, três gigantes do "reacionarismo" ligados ao Partido do Trono e do Altar. Isso sem esquecer as honestas figuras de venerados cronistas como o Barão de Studart, Paulino Nogueira, João Brígido, Théberge e outros do mesmo naipe” (Nertan Macedo no artigo “Um cavaleiro da Tradição”).
            A cidade de Fortaleza homenageou a memória de Denizard Macedo dando seu nome a uma rua da capital cearense e a uma escola municipal, localizada no bairro Quintino Cunha. Em Crato existe também uma rua com o nome dele. Por sua vez, o Instituto Cultural do Cariri denominou uma de suas cadeiras de José Denizard Macedo de Alcântara, cadeira esta que, mesmo sem mérito, para ela fui eleito pela generosidade dos meus pares e venho ocupando-a até os dias atuais.

(Texto e postagem: Armando Lopes Rafael)

A crise da Petrobras: veja as notícias deste sábado



A marca da ruína na Petrobras vai durar 

Transformada em braço do partido, instrumento de política econômica e foco de corrupção, a empresa resistirá à gestão petista, mas vai demorar para recuperar a excelência
Mais que um retrato a óleo do Brasil, a Petrobras sempre foi o orgulho de todos os brasileiros. Não apenas mais um daqueles símbolos ufanistas sonoros e coloridos, de aves que por aqui gorjeiam e verdes inigualáveis, mas como ponta de lança do progresso, exemplo de meritocracia, laboratório de alta tecnologia, carreira dos sonhos dos jovens mais brilhantes e indutora do crescimento econômico. Há onze anos essa complexa e bilionária estrutura funciona sob o comando do PT, partido no governo, que detém o controle executivo e gerencial da empresa. Nem o mais ardoroso militante petista pode, em sã consciência, afirmar que a Petrobras está em melhores condições agora do que antes de 2002. Não há lente ideológica capaz de produzir hoje uma imagem animadora da Petrobras.
O consenso dos analistas da indústria petrolífera é que a Petrobras está soçobrando sob a bateria de abusos de que vem sendo vítima. É consenso também que o potencial da Petrobras é tão grande que, deixada em paz pelo governo, em pouco tempo retomará a trajetória que fez dela, no auge, uma das empresas petroleiras mais valiosas do mundo. Mas abusaram do aparelhamento político da Petrobras, transformando-a em uma fonte de escândalos de corrupção.
•    O PLANO ERA ENRIQUECER
O vice-presidente da Câmara, o petista André Vargas, e o doleiro Alberto Youssef, operador da quadrilha que atuava na Petrobras, associaram-se para fraudar contratos no governo — e, juntos, ganhar uma fortuna
•    O CLUBE DOS CORRUPTOS
Para fazer negócios com a Petrobras, empresários precisavam pagar pedágio que variava de 300 000 a 500 000 reais
•    AÇÃO ENTRE AMIGOS
Em depoimento, o mensaleiro Marcos Valério revelou que a Petrobras foi usada para financiar negócios do PT
•    FEITO PARA DAR ERRADO
Documento do TCU mostra que o contrato de aquisição da refinaria de Pasadena tinha tantos furos que o rombo bilionário na Petrobras era o único desfecho possível
•    A COLÔMBIA DÁ LIÇÕES AO PT
Com foco nos resultados e livre do uso político pelo governo do momento, a Ecopetrol desbancou a Petrobras como modelo de gestão para as estatais petrolíferas da América Latina
(Revista “VEJA”)

O medo é grande: Lula diz a Dilma que é preciso evitar a CPI da Petrobras

Durante encontro de três horas com a presidente Dilma Rousseff na sexta-feira, o ex-presidente Lula disse que é preciso fazer de tudo para segurar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, considerada uma "arma" perigosa na direção de Dilma. A reunião entre os dois ocorreu em um hotel da zona sul de São Paulo e foi a primeira depois que veio à tona a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobas. O negócio é investigado pelo Ministério Público Federal e pelo Tribunal de Contas da União por suspeitas de superfaturamento. Para Lula, Dilma está na defensiva e precisa reagir, intensificando viagens para mostrar que o governo está fazendo. Na opinião do petista, a campanha começa a esquentar agora, porque, além do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Dilma terá em seu encalço o presidente do PSB, Eduardo Campos, que deixou ontem o governo de Pernambuco. As informações foram publicadas no jornal O Estado de S. Paulo.
A estratégia do governo para inviabilizar a apuração do superfaturamento nos negócios da estatal consiste em apresentar sempre novos pedidos de CPI. Na prática, o governo conta com a proximidade da Copa e do calendário de campanha eleitoral para enterrar de vez a comissão. Lula avalia que Dilma acabou puxando a crise para o Planalto quando disse que só votou favoravelmente à compra de Pasadena porque recebeu laudos incompletos sobre o negócio, quando era ministra da Casa Civil e presidia o Conselho de Administração da estatal. O petista não gostou de ver sua sucessora praticamente apontando o dedo para José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobrás e indicado por ele para o cargo.

(Site Terra)

Fornecedores da Petrobras pagaram R$ 35 milhões a doleiro

Nove fornecedores da Petrobras depositaram R$ 34,7 milhões na conta de uma empresa de fachada controlada pelo doleiro Alberto Youssef, segundo laudo da Polícia Federal obtido pela Folha. A confissão de que a empresa não tem atividade de fato foi feita por um empregado do doleiro, Waldomiro de Oliveira, em nome de quem a MO Consultoria está registrada na Junta Comercial de São Paulo. A Folha teve acesso ao depoimento do funcionário, que decidiu colaborar com a PF na tentativa de receber uma pena menor.
A polícia suspeita que a MO Consultoria servia para repassar propina para funcionários públicos e políticos. Outro laudo aponta que passaram por essa empresa um total de R$ 90 milhões entre 2009 e 2013. Segundo relatório da PF, há "fortes indícios da utilização das contas da empresa para trânsito de valores ilícitos". A consultoria foi descoberta pela PF durante a investigação da Operação Lava Jato, que apura lavagem de dinheiro com uso simulado de importação e exportação. Grandes grupos que pagaram à MO atuam nas obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, suspeita de ter sido superfaturada.
(Folha de S.Paulo)

Do lobisomem à lenda urbana da gerentona

(por Rolf  Kuntz, em artigo n’O Estado de S.Paulo)
“Lobisomens, vampiros, assombrações e mulas sem cabeça podem ter apavorado muita gente durante séculos, mas a nenhuma dessas figuras foi atribuído um desastre econômico. Nem mesmo a personagem histórica de Vlad III, príncipe da Valáquia, também conhecido como conde Drácula, o Empalador, foi associada ao descalabro fiscal, à estagnação produtiva, a um surto inflacionário ou à demolição de alguma empresa estatal. Ao contrário: era respeitado pela devoção à sua terra, pela coragem e pela severidade na punição dos crimes cometidos por seus, digamos, companheiros. Muito natural, portanto, ver o mundo mais uma vez curvar-se diante do Brasil, primeira economia, e das grandes, submetida a demolição por uma personagem lendária, a administradora Dilma Rousseff, às vezes descrita como gerentona.
Incompetência é apenas parte da explicação do desastre das estatais, do estrago nas contas públicas, da persistência da inflação, da estagnação econômica e dos erros cometidos na política industrial. A gestão de baixa qualidade reflete igualmente uma certa forma de ocupação da máquina governamental. O PT ocupou, loteou e usou o governo, em seus vários níveis, como se, por direito de conquista, se houvesse apropriado legitimamente desse aparelho”.

Diagnóstico precoce - Por: Emerson Monteiro

Meios existem. Aonde se virar, ali esperam notícia, reportagens, as falas, os retratos, os filmes, depoimentos, etc. Conquanto impossíveis de comprovação, ou contestação, institutos oficiais despejam estatísticas de resultados fictícios, pagos a peso de ouro. São números, afirmações e competências que convencem cidadãos manietados no isolamento, independente de eles aceitarem, ou duvidarem, pois andam hipnotizados, olhos no passar das telas e vídeos, à procura dos propalados dias melhores que andam escassos. Bom, mas o quadro é esse, da propaganda gato por lebre, fregueses do poder montados na carne seca sucessória, quando sumiram as revoluções heroicas dos tempos passados. Isso no mundo inteiro, pois entra ano sai ano submissos à indústria que desenvolve equipamentos de caça aos patos encolhidos desse chão, eleitores que parecem gostar do papel amarelecido das civilizações que se repetem.

Quem sabe disso, sabe, porquanto tonéis andam cheios de lixo moral industrial repassado a preços módicos. Cidades abarrotadas de idolatria ao deus Carro, em que muitos sorriem felizes no centro das fogueiras lentas que queimam gás rumo das casas, quando rumam aos negócios; rumam às casas; rumam às praias; rumam de volta aos negócios, círculos viciosos de ausência, ruas e rodovias. Enquanto isso, as bolsas oferecem fáceis festas vencidas de estádios inúteis. Se ninguém acha isso, ou não interessa achar, esqueçam o quando custaram em termos de virtudes e valores, mercadorias agora retalhadas no mercado da ganância de poder em substituição aos velhos nomes oferecidos.

Fase esquisita da raça mal dormida, febril de ansiedade na luta da sobrevivência.

Quero crer haver razões em tudo por tudo, face ao fim de que seremos, um dia lá adiante, criaturas inteligentes e fiéis aos princípios de Paz e Prosperidade. Ainda assim, se reservam atitudes a quem nesse todo universal pretenda chegar, fruto das consciências, celeiros das renovações girando ordem do inevitável.

Sesc exibe obras do cineasta alemão Max Ophüls, em Juazeiro do Norte


Em abril, a Unidade Juazeiro do Norte do Sesc* traz uma seleção de filmes do consagrado cineasta alemão, Max Ophüls (1902-1957). As sessões, realizadas através do projeto Cinematógrapho, acontecem sempre às quartas-feiras, a partir das 19h, na Unidade, com entrada gratuita.

A programação tem início na quarta-feira (9), com o filme “Carta de uma desconhecida” (1948). Inspirado no romance do austríaco Stefan Zweig, o filme narra a história de Lisa, uma jovem que sonha em ser atriz e do seu amor por um pianista mais velho que nem percebe a sua existência. Classificação indicativa: 14 anos.

No dia 16, a programação segue com a exibição do filme “Na teia do destino” (1949). Após encontrar o corpo do namorado da filha, Lucia o esconde por pensar que isto irá prejudicar sua família. Mas o comparsa do morto, Martin, logo se aproxima dela para chantageá-la, e a segurança que Lucia sentia logo começa a desmoronar. Em sua última obra nos Estados Unidos, Ophüls mescla o suspense e o melodrama. Classificação indicativa: 14 anos.

Já na quarta-feira (23), o público confere a exibição do filme “Desejos proibidos” (1953). Clássico do cinema francês e considerado um dos maiores filmes de todos os tempos, o filme retrata a França do final do século XIX. Na história, a condessa Louise, esposa de um rico general, vende os brincos que seu marido lhe presenteara no dia do casamento para pagar dívidas de jogo. Assim tem início uma ciranda de trágicos mal entendidos envolvendo os brincos, o general, a condessa e seu novo amante. A classificação indicativa é de 14 anos.

Para encerrar a programação, o projeto exibe no dia 30 o filme “Lola Montes”. O longa conta a história da dançarina que ficou célebre pelos seus romances escandalosos com o compositor Franz Liszt e com o Rei Ludwig I da Baviera. O melodrama conquistou fãs ardorosos entre críticos e cineastas de todo mundo, como Roberto Rossellini, Stanley Kubrick e François Truffaut. Classificação indicativa: 14 anos.

Sobre o cineasta

Autor de uma obra numerosa, que soma diversos clássicos, Ophüls despertou o interesse de críticos e influenciou cineastas de todo o mundo, como Roberto Rossellini, Stanley Kubrick, François Truffaut, Vincent Minelli, Federico Fellini. Com formação teatral, o cineasta utilizou as câmeras para delinear o perfil feminino, o luxo e as contradições da vida contemporânea.


Programação
Cinematógrapho com obras do cineasta Max Ophüls

9/4 - Carta de uma desconhecida
16/4 - Na teia do destino
23/4 - Desejos proibidos
30/4 - Lola Montes

SERVIÇO


Local: Unidade Juazeiro do Norte do Sesc (Rua da Matriz, 227)
Data: 9, 16, 23 e 30/3
Horário: 19h
Informações: (88) 3523.4444



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Cid Gomes passa mal em evento após dia de tensão política


Veja o vídeo:


Encontro de governador com pré-candidatos do PROS para definir sucessão teve de ser cancelado

Naquele que pode ter sido seu último ato como governador no Interior do Ceará, caso decida renunciar hoje, Cid Gomes (Pros) passou mal em cima do palanque em Limoeiro do Norte, a 194 km da Capital. Após receber o primeiro atendimento no local, ele seguiu de helicóptero para o Hospital Geral de Fortaleza. O primeiro diagnóstico indicava que ele estava desidratado e com pressão alta. Sobre o palanque, ele estava bastante suado.

O episódio ocorreu em momento de tensão e expectativa em torno da possibilidade de Cid renunciar para permitir a candidatura de seu irmão Ciro Gomes (Pros), ao Senado. O dia foi repleto de reuniões, conversas de bastidores, especulações e muita pressão. O encontro que haveria na noite de ontem entre o governador, Ciro, o vice-governador Domingos Filho, os deputados Zezinho Albuquerque, Mauro Filho e o ex-ministro Leônidas Cristino foi cancelado. Todas as definições ficaram para hoje.

Protesto e tontura

Cid passou mal enquanto discursava na inauguração da Policlínica Regional em Limoeiro. Antes de começar a falar, professores e estudantes da Universidade Estadual do Ceará (Uece) faziam manifestação e gritavam palavras de ordem. O governador, então, perguntou se algum deles desejava fazer uso da palavra. Subiu ao palco a professora Bernadete Freitas, do Curso de Geografia. Ela reclamou dos salários e do alegado não cumprimento de acordos firmados ao fim da greve da categoria. Quando terminou de falar, Cid começou seu discurso tratando de saúde. Em seguida, respondeu aos ativistas. “Não se faz um país sem educação. Educação no trato, no respeito a opiniões diferentes”.

Em determinado momento, o governador ficou tonto. Tomou água, tentou continuar o discurso e se abaixou. Foi cercado por correligionários e tentou continuar novamente. Logo desistiu. Deu boa noite e seguiu direto para uma ambulância do Samu, onde recebeu os primeiros socorros. De lá, seguiu de helicóptero para Fortaleza.

Fonte: O Povo


Previsão do Tempo para hoje, 05 de Abril de 2014


Bom dia, Crato!


A previsão é de mais chuvas para o fim-de-semana, segundo os principais serviços de meteorologia do país, e com mais trovões e relâmpagos. Mas por hoje, o que se mostra é dia de Sol e aumento de nuvens de manhã. Pancadas de chuva à tarde e à noite.

Outras informações:

Nascer do sol: 05h40  Pôr do sol:17h40
Temperaturas: Max 34º e Min 21º
Ventos a ENE a 10km/h
Umidade Relativa do Ar: 89% e mínima de 49%
Índice UV: Extremo 

Fontes: INPE e GOES 13

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Começa em abril mutirão de artroscopia no Hospital do Cariri


O Hospital Regional do Cariri (HRC), em Juazeiro do Norte, iniciará na segunda semana de abril um regime especial de mutirão para zerar a fila de espera por cirurgias ortopédicas por meio de artroscopia, procedimento minimamente invasivo que examina e realiza o tratamento dos danos de uma articulação. O objetivo é triplicar o número de procedimentos realizados atualmente, de dez artroscopias por mês, e aumentar em quatro vezes o número de exames. Os pacientes que estão aguardando passarão por avaliações e exames para indicação e marcação da data da cirurgia. As equipes cirúrgicas são formadas de acordo com as especificidades dos procedimentos.

Unidade de referência de trauma na região, o HRC é o primeiro hospital público do interior do Estado a realizar artroscopia. O procedimento é realizado desde o ano passado, depois da aquisição do sistema de artroscopia. O investimento do Governo do Estado na aquisição e instalação do equipamento foi de cerca de R$ 500 mil. De julho de 2013 a 20 de março deste ano, o HRC realizou 1.737 consultas ambulatoriais de ortopedia e 1.134 procedimentos cirúrgicos ortopédicos, incluindo artroscopias. O hospital dispõe de ortopedista 24 horas.

Inaugurado em abril de 2011, o HRC foi o primeiro hospital público da rede estadual construído no interior do Ceará. Além de cirurgia geral e traumato-ortopédica, entre as especialidades médicas do hospital estão cirurgia vascular, neurologia, proctologia, gastroenterologia, urologia, oftalmologia, mastologia, cirurgia plástica. O HRC tem 294 leitos em seus 27.126,47 metros quadrados, sendo 174 leitos nas enfermarias, 49 leitos na emergência, 28 no hospital-dia, 20 leitos na unidade de terapia intensiva adulto, 15 leitos na unidade de cuidados semi-intensivos, distribuídos em seis pavimentos.

O HRC, como unidade regional, dá cobertura à população 1,5 milhão de habitantes dos 44 municípios da macrorregião do Cariri, que contempla as regiões de saúde de Juazeiro do Norte, Crato, Brejo Santo, Iguatu e Icó.

Assessoria de Comunicação da Sesa


Dieese: preço da cesta básica sobe em 16 das 18 capitais


Os preços dos alimentos essenciais subiram, em março, em 16 das 18 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores elevações apuradas na Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos foram registradas em Campo Grande (MS), 12,85%; Goiânia (GO), 12,61%; Porto Alegre (RS), 12,52%; e Curitiba (PR), 12,29%. Já Manaus (AM) e Belo Horizonte (MG) apresentaram retrações de -1,25% e -0,41%, respectivamente.

Porto Alegre foi a capital onde se apurou o maior valor para a cesta básica – R$ 356,17 -, seguido de São Paulo (SP), R$ 351,46; Florianópolis (SC), R$ 345,63; e Rio de Janeiro (RJ), R$ 345,11. Os menores valores médios foram encontrados em Aracaju (SE), R$ 225,82; em João Pessoa (PB), R$ 263,17; e Natal (RN), R$ 271,31.

Segundo o Dieese, com base no custo apurado para a cesta de Porto Alegre e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o valor necessário para uma família de quatro pessoas deveria ser R$ 2.992,19, em março, ou seja, 4,13 vezes o mínimo em vigor (R$ 724). Em fevereiro, o mínimo necessário era menor, equivalendo a R$ 2.778,63 ou 3,84 vezes o piso vigente.
No primeiro trimestre deste ano, 16 das 18 capitais apresentaram alta nos preços da cesta básica. As maiores elevações ocorreram em Goiânia (12,88%), em Brasília (11,49%), em Campo Grande (9,43%) e no Rio de Janeiro (9,38%). Já Belo Horizonte (-4,94%) e Natal (-0,75%) apresentaram retrações.

Em doze meses – de abril de 2013 a março deste ano -, houve um aumento em 12 cidades e
as maiores altas foram constatadas em Florianópolis (12,45%), Curitiba (11,8%), Porto Alegre (10,63%) e Rio de Janeiro (9,56%). As retrações foram observadas em Belo Horizonte (-8,38%), Aracaju (-8,18%), Manaus (-6,18%), João Pessoa (-4,18%), Salvador (-3,02%) e Natal (-2,84%).

Editor Marcos Chagas
Da Agência Brasil|Agência Brasil


URCA inicia inscrições de Processo Seletivo para Contratação de Professor Temporário na próxima segunda, 8 de abril



Serão inciadas no próximo dia 08, as inscrições do Processo Seletivo para Contratação de Professor Temporário da Universidade Regional do Cariri (URCA), nas Unidades de Iguatu, Campos Sales e Missão Velha. Serão destinadas 103 vagas para várias áreas dos cursos de Ciências Econômicas, Direito, Educação Física, Enfermagem, Ciências Biológicas, Letras e Matemática. As inscrições estarão abertas até o próximo dia 23 de abril. Os interessados poderão se inscrever, através do site da URCA, e no campus do Pimenta.

Locais de inscrição:

Os requerimentos de inscrição serão recebidos pela Comissão de Seleção na PROGRAD, Campus do Pimenta, à Rua Cel. Antônio Luiz, no. 1161 – CEP: 63.105- 000, Crato/CE, telefone (88) 3102-1244, bem como na Unidade da URCA localizada na Cidade de Iguatu, sito à Rua Evaldo Gouveia, no. 21, Bairro São Sebastião, Iguatu-CE, CEP: 63500-000, telefone: (88) 3581-3552, no horário das 9h00min às 12h00min e das 14h00min às 18h00min, de segunda à sexta feira.
Os requerimentos de inscrição também poderão ser feitos através do endereço eletrônico: http://prograd.urca.br/concursos/ProfTemporario/, devendo a documentação exigida ser postada à Comissão de Seleção até o último dia de inscrição, através de SEDEX com Aviso de Recebimento (AR), no endereço Rua Cel. Antônio Luiz, no. 1161, Bairro Pimenta, Crato/CE, CEP.: 63.105 – 000.

A taxa de inscrição será no valor de R$100,00 (cem reais), a ser paga em qualquer agência da Caixa Econômica Federal, mediante depósito em favor da Universidade Regional do Cariri -URCA, Agência nº 0919-9, Operação nº 006, Conta Corrente nº 369-2, devendo o comprovante original do depósito ser afixado na ficha de inscrição.

Mais informações:
Universidade Regional do Cariri (URCA)
Telefones: (88) 3102-1212 – 8812.5525 ramal 2617
www.urca.br – Crato, 30 de janeiro de 2014


USP quer usar DNA de verme em planta para torná-la resistente à seca


Desenvolver plantas capazes de resistir a longos e críticos períodos de seca, ou mesmo com baixo volume de irrigação. Esse é o objetivo de uma pesquisa do Departamento de Biologia da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto (SP), que estuda o DNA de vermes anidrobióticos – capacidade de sobreviver sem água. A proposta dos pesquisadores é identificar os genes responsáveis por desencadear a anidrobiose e, por meio de engenharia genética, criar plantas transgênicas super resistentes ao calor e ao tempo seco.

O projeto é desenvolvido há quatro anos em parceria com a Universidade Nacional da Irlanda e a Universidade de Cambridge, na Inglaterra. A pesquisadora Cláudia Carolina Evangelista, de 24 anos, explica que cada verme possui cerca de 20 mil genes e, pelo menos, uma centena deles é responsável pela sobrevivência sem água. Até agora, 35 já foram identificados pelo grupo brasileiro.
“Se expostos a ambientes muito secos, esses organismos iniciam uma resposta molecular e ficam como se fossem cristalizados, ou seja, eles perdem a água do corpo e começam a acumular açucares, proteínas que formam uma espécie de vidro e que servem de proteção. Parece que está morto, mas não está, sobrevivem por muito tempo na seca”, afirma Cláudia.

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que, em 2013, o Brasil enfrentou a pior seca registrada nos últimos 50 anos, superando até 2012, que também já havia batido seu recorde. O primeiro trimestre de 2014 sinaliza que a falta de chuvas deve continuar em boa parte do país: o último verão em São Paulo foi o mais quente desde 1943, quando começaram as medições.
Além disso, ainda segundo a ONU, 72% de toda a água disponível no país é utilizada na irrigação de lavouras – a área irrigável é de aproximadamente 29,6 milhões de hectares. Neste aspecto, Cláudia explica que seria possível, por meio da anidrobiose, redirecionar os recursos hídricos destinados às lavouras comerciais, para o uso humano ou para a geração de energia. “As plantas ficariam estáveis por tempo indeterminado.”

Aplicação prática

O orientador da pesquisa no Brasil, o biólogo Tiago Campos Pereira, afirma que, uma vez descobertos todos os genes responsáveis pela anidrobiose, o método pode ser transferido para plantas por meio de engenharia genética, aplicando em culturas como milho, feijão, café e cana-de-açúcar, por exemplo. As plantas transgênicas sobreviveriam por longos períodos, até mesmo décadas, sem chuvas ou irrigação. “Só não funcionaria em plantas que têm muita água, como a melancia. Nesse caso, é inviável.”

Outra possibilidade de criação das plantas transgênicas, fora dos laboratórios, é a criação de um composto mineral, uma solução que seria pulverizada nas plantações e, penetrando nas plantas, permitiria a cristalização. “Mas essa opção é mais especulativa, porque exige uma pesquisa mais avançada”, afirma o pesquisador, destacando que o estudo deve ser finalizado em cinco anos.

Segundo Pereira, já existem empresas europeias aplicando esse princípio em vacinas. O medicamento é desidratado em uma matriz cristalizada, semelhante a um papel, sem necessidade de refrigeração. Quando chega ao destino, essas membranas são acopladas a uma seringa, recebem soro fisiológico e podem ser utilizadas normalmente.

“É possível ir além: identificados todos os genes conseguiremos, através da engenharia anidrobiótica, preservar órgãos humanos, cristalizá-los e mantê-los em estado de suspensão, possibilitando mais tempo para encontrar doadores, em caso de transplantes. Seria um avanço na medicina”, afirma Pereira.

Solução no campo
Apesar de a aplicação prática da tecnologia anidrobiótica ainda parecer tema de literatura de ficção científica, o cafeicultor José Ricardo Cunha, de 41 anos, não descarta que a técnica possa ajudar a “salvar” a lavoura. Terceira geração da família na cafeicultura, Cunha afirma nunca ter vivido um período de escassez de chuva tão prolongado nos primeiros meses do ano, como em 2014. As altas temperaturas e o clima seco prejudicaram os 200 mil hectares da propriedade, em Ribeirão Corrente (SP), fazendo com que a expectativa de colheita fosse reduzida em até 60%. “Afetou até a próxima safra, porque os pés de café não cresceram. Agora, não tem o que ser feito”, afirma Cunha, dizendo-se surpreso com a técnica proposta pelos pesquisadores da USP.

“Os produtores tem medo de apostar. A gente diz que a melhor variedade é aquela que se constrói dentro da fazenda. Eu tenho a mente mais aberta, mas confesso que nunca pensei nessa possibilidade. É interessante.” Vermes têm cerca de 20 mil genes e cada um é testado individualmente, diz Cláudia (Foto: Analídia Ferri/G1)



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