xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 30/03/2014 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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30 março 2014

Coronel Francisco Bento e a solução para a Bandidagem no Crato - Por: Valdemir Correia


Li neste domingo, um artigo escrito pelo Dr. Carlos Esmeraldo, em que no tempo do estado novo, ou seja no tempo da ditadura de Getúlio Vargas, tinha um interventor ali na Paraíba, que sem poder conter a criminalidade existente naquele estado, tomou uma atitude inesperada muito dura, que bem ligeirinho resolveu o problema; Mandou despejar no mar, depois de sorteio democrático, um perigoso bandido, que estava a bordo de um barco, com outros 99 comparsas. Ao voltar o barco, que foi devidamente recepcionado pelo interventor, que  avisou que eles seriam os próximos a tomar um belo banho de mar, porem sem volta, caso continuassem com a pratica de crimes, resolveu ligeirinho o problema. A turma tratou de se endireitar, e pararam com os roubos e crimes. 

Pois bem, aqui no Crato aconteceu do mesmo jeito. Lembro-me bem que durante uma seca braba aqui no Ceara, toda segunda feira, a feira era saqueada. Eu tinha uma pequena mercearia na rua Santos Dumont, e quando menos se esperava, la vinha o tsunami, ou seja uma leva  de desordeiros, saqueando tudo o que tinha pela frente; Das barracas da feira que vendiam roupas, calçados, frutas, eles saqueavam tudo. Depois entravam nas pequenas mercearias como a minha, e outros iguais, e o que não podiam carregar, destruíam tudo, somente pelo prazer de destruir.  a situação foi ficando insustentável, ao ponto de varios comerciantes, nao abrirem mais as portas nos dias de feira. O prefeito, se nao me engano o sr. Pedro Felicio, foi à Fortaleza tratar o caso ao Governador, que de imediato enviou para cá, um pelotão da polícia sob o comando do coronel Francisco Bento. Chegaram no trem de domingo a noite, e logo cedo na segunda, ele espalhou  a tropa na rua. Ficaram somente observando o saque e anotando os nomes dos insufladores. O saque foi total. Levaram tudo. Porem na terça-feira logo cedo, o coronel bateu na porta de cada um, e encontrou o fruto do saque estocado na residencia. Muitos dos bandidos, nem precisavam, pois era gente de posse. Então o coronel mandava o saqueador colocar o saco, de arroz, feijao, farinha, ou seja la o que fosse na cabeça e levasse para a delegacia, sendo  seguido por uma imensa multidao. Lá chegando, era obrigado a dançar o sapinho, que consistia o elemento passar meia ou uma hora, pulando com o saco na cabeça, acompanhado de umas  tantas chicotadas ( naquele tempo nao existia ainda os direitos humanos ). No outro dia ele era obrigado a devolver o produto do saque ao local . Bem, o resto aqui no Crato, as pessoas do meu tempo já sabem... o vendedor podia colocar o que quisesse na feira,  que ninguem metia mais a mão.

Valdemir Correia - Membro do Blog do Crato


Continuo escrevendo - Pedro Esmeraldo



Não sabemos dizer por qual razão há resistência de nossa composição literária em defesa do Crato. Parece que todos almejam que esses acontecimentos ocorram em silencio. Não é do nosso agrado que haja contestação pela parte ofendida e que tudo permaneça em estado silencioso. Por fim, tornamo-nos macambúzios, sem ânimos, dizendo amém.


Acontece que o silencio em mentes ultrapassadas torna as pessoas constrangidas, sem força de expressão para reagir. Para esse tipo de pessoas, fica inacessível e não acompanha o desenvolvimento, como queremos. Para nós, seria melhor entrarmos no desenvolvimento amigável e equilibrado como apreciamos. Não deixaremos mágoas entre as duas facções e permaneceremos unidos, sem vaidade exagerada. Ultimamente, temos recebidos críticas desvairadas de certas pessoas desumanas, com cheiro de perplexidade que nos capacitarão como cidadãos de mente obscurecida que nos levarão ao caminho das algas verde-escuras, conduzindo-nos aos campos da estagnação dos lugares úmidos (continuamos escrevendo porque é nosso dever defender nossa terra). Agora avisamos: não daremos ouvidos a insultos, porque o que vem de baixo não nos atinge. Queremos apenas que haja compreensão e o progresso seja equilibrado sobre toda a zona metropolitana do Cariri. Citaremos uma frase latina “sol omnibus lucet”. O sol ilumina todos Isto foi o compromisso assumido no tempo de nossa infância, quando ouvimos pessoas que tinham o hábito de atacar com palavras ruidosas, com o fim de dilacerar o Crato, deixando-o entregue ao Deus dará. Ficamos atônitos com vontade de pedir a Deus força compulsiva para enfrentar a luta com amor, coragem e sabedoria profunda. Crescemos nesse meio hostil, empurrando o barco, mas nunca esperávamos chegar a tanto descuido, com desespero, quando vimos os vereadores calados sem esboçar nenhuma resposta em defesa de sua terra. 

Cremos que os nobres vereadores andam amedrontados com medo de enfrentar a luta cotidiana desse desespero que causa a permanência dos abutres que venham com impulsões de provocar o ritmo apimentado que faz entrar em ebulição permanente com desgaste emocional entre as duas cidades.

Concordamos que haja compreensão mútua. Nunca desejamos mal a ninguém. Só queremos acelerar o espírito amigável para conseguir luta digna de trabalho útil e que, ao mesmo tempo, possamos abater com decisão todas as arestas que sangram e nos levam para mau caminho, às vezes espinhentos que trazem tristeza. Com isto, transformamo-nos em esmorecidos, permanecendo nos espaços de luz, sem brilho e o com pensamento obtuso. A constituição Brasileira nos dá o direito de manifestação de livre expressão de palavra e pensamento. Estamos aqui para manifestar com a liberdade desejada (sem atacar ninguém moralmente), mas queremos empurrar o barco em caminho da concórdia a fim de vivermos com processo mental e equilíbrio, concentrados na elaboração das ideias.

Não desejamos que esta cidade, que outrora permanecia animada e que através de artimanhas vem sendo purgada por causa de tratamento obscurecido em querer nos conduzir ao caminho da estagnação. Não podemos dar o braço a torcer. Termos medo de sermos trucidados pelo vento bravio ou por um tsunami, que conduzirá o cratense na amargura com a falta de respeito a esta cidade. Por isso pedimos aos vereadores que sejam cratenses, e venham lutar, gritar com brados bem altos. Não mexam com o Crato. Lutem pelo Crato e briguem pelo Crato. Sejam homens de coragem e não venham esmorecer em suas funções.

Crato – CE, 28 de março de 2014.
Autor: Pedro Esmeraldo


Impressões de viagem - Por: Emerson Monteiro

Passados trinta anos, eis que regressei a Salvador, cenário onde vivera nove anos. E durante alguns dias revi dentro de mim, através de lugares e paisagens, o eu adormecido daquilo que guardara fruto das vivências e memórias, numa oportunidade rara, experiência emocional das mais tocantes.

Outro mundo nascera ali nesse meio tempo. Qual tela própria dos séculos humanos desenharem locações de inigualável beleza, a Boa Terra se acostumou em receber as saudades da gente, desde momentos imemoriais da colonização portuguesa, primeira Capital e palco também das lutas holandesas. Nas ruas e logradouros, vagam fantasmas de dramas presenciados, as luas dos amores nascidos e desfeitos, porta da história nacional.

Pisei os séculos das pedras redondas cheio das impressões reservadas no carinho dos anos 70 que fora depositar no áureo período das esperanças juvenis, agora revividos na busca de feições ao menos conhecidas que fossem. Contava ansioso a certeza de identificar nos passantes velhos conhecidos, amigos muitos que adquirira e jamais achei nas esquinas de cantarias e conventos.

Entrei no banco em que trabalhara, no Terminal da França. Demorei algumas horas no Comércio, Mercado Modelo, Conceição da Praia, Elevador Lacerda, Terreiro de Jesus, Pelourinho, Praça da Sé. Rezei nas igrejas seculares, observei reverente o por do sol sobre Itaparica, pedaços de pensamentos e sentimentos espalhados no brilho intenso do mar da Bahia, tetos, paredes e chãos monumentos de luz acesa na alma, no entanto ninguém que houvesse dos pares de antigamente. Olhava as fisionomias dos habitantes na busca de traços próximos do que deixara, sem, contudo, apurar menores lucros de sucesso. Semelhante aos mineradores, trabalhei silencioso cada fisionomia debaixo dos cabelos tingidos na química das horas vagas, ouro entre cascalhos, porém só restaram terras de turistas e pessoas novas a preencher os pagos errantes da arcaica solidão que transportava dentro de mim.

Porto da Barra, Rio Vermelho, Piatã, Itapuã, Pituba, Amaralina, Boca do Rio, Baixa do Sapateiro, Vasco da Gama, Ladeira da Praça, Nazaré, Ribeira, Monte Serrat, Mares, imagens nítidas gravadas nos nomes poéticos dos bairros da retina, marcas fixas que persistirão, sei disso, entretanto utilizadas por lances comparados do que apenas testemunhara, agora na peleja de achar a essência que sumiu, longe das personagens visíveis noutras praias.

A receber tamanhas dádivas de dois tempos tão preciosos, lembrei de poema de Manuel Bandeira, Profundamente, a dizer dessas minhas lembranças baianas tão queridas: - Estão todos dormindo / Estão todos deitados / Dormindo / Profundamente.

Tática de ganhar tempo entra em zona de perigo

Pesquisa que mostra perda de popularidade do governo Dilma, com aumento das críticas à inflação, pode indicar que o relógio da política se acelerou

O desgaste da política econômica de Dilma pode ser mensurado de várias maneiras. As anêmicas taxas de investimento, aquém de 20% do PIB, em parte refletem, por exemplo, a insegurança do empresariado diante de vários riscos, como os regulatórios — os quais o Planalto passou a enfrentar a partir do ano passado —, tributários, e mesmo diante de perspectivas negativas para fundamentos da economia. A atmosfera tensa ficou mais visível quando rumores de que pesquisa eleitoral teria captado uma perda de terreno da candidata à reeleição provocaram alta na Bolsa. Animou os mercados a perspectiva de que poderá não continuar no Planalto quem eles identificam como responsável por várias problemas: abalo financeiro da Petrobras, hoje avaliada em bolsa pela metade do valor de poucos anos atrás, devido ao equivocado congelamento de preços de combustíveis; e desmontagem do setor elétrico, também por uma política voluntariosa, esta para cortar tarifas de energia, mas cujo resultado tem sido a montagem de uma bomba fiscal de alto poder destrutivo, pois o Tesouro passou a subsidiar parte da conta de luz.
A relação de desacertos é longa.
Mas não havia a tal pesquisa de intenção de votos negativa para Dilma. Ao contrário, a que foi divulgada a manteve favorita nas urnas de outubro. Os rumores devem ter surgido de outra sondagem de opinião, do Ibope, sobre a avaliação do governo. Nela, a parcela dos que aprovam a administração, considerando-a “ótima ou boa", caiu sete pontos, de 43% para 36%, índice empatado com o dos que acham o governo “regular” — tudo em relação a novembro do ano passado.
Um aspecto a considerar é que as entrevistas foram feitas entre os dias 14 e 17. Portanto, não influenciadas pelo noticiário sobre os bilhões gastos pela Petrobras em negócios mal explicados, um deles a compra da refinaria em Pasadena, Texas, quando a ministra Dilma era presidente do conselho de administração da estatal. Há dias, Dilma revelou que considera o relatório enviado, à época, a ela e conselheiros, sobre a operação, “técnica e juridicamente falho". Isso não impediu o fechamento do negócio.
A pesquisa de popularidade do governo indica que a tática de empurrar o enfrentamento de problemas para 2015 pode não funcionar. Chama a atenção que o contingente de insatisfeitos com a inflação haja subido oito pontos, de 63% para 71%.
É um indício de que a leniência com a inflação pode cobrar um preço em outubro. Pois a questão não é apenas que o IPCA esteja, com persistência, mais próximo de 6% do que da meta de 4,5%. O problema para a candidata Dilma é que a inflação de serviços, dos “preços livres", os que se refletem bastante no bolso da população, há algum tempo rodam na faixa dos 7%, 8%. Há sinais de que o aperto causado por essa inflação possa estar sendo sentido agora. Neste caso, o relógio da política teria se acelerado e, com isso, colocado em xeque a tática eleitoral de ganhar tempo. Ele pode se esgotar antes de outubro.
(Editorial do jornal "O Globo" deste domingo)

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