xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 28/03/2014 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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28 março 2014

Duro Castigo - Por Carlos Eduardo Esmeraldo

A história que abaixo narrarei me foi contada por uma amigo engenheiro paraibano, já falecido. Considero-o que era um cidadão acima de qualquer suspeita e portanto uma pessoa digna de crédito, embora o fato por ele contado é de fazer tremer qualquer defensor dos direitos humanos.

Na época da ditadura Vargas, existia um interventor na Paraíba, figura equivalente a de governador, pessoa de confiança do chefe supremo da nação, nomeado conforme os compromissos com o regime imposto no chamado Estado Novo. Tratava-se o interventor de homem bastante culto, pai de escritor de renome e ele também escritor e autor de vários livros, um dos quais muito usado pelos vestibulandos nos dias de hoje. Não obstante esses atributos, o interventor era intolerante com a violência, roubos e qualquer tipo de indisciplina. Além do mais era austero nas punições que mandava aplicar.

 Num período em que todos os direitos dos cidadãos estavam suspensos, as famílias do estado da Paraíba vinham sofrendo uma onda de assaltos e roubos em suas residências. As prisões do estado estavam todas superlotadas. Então o interventor resolveu encomendar um barco que comportasse no mínimo cem pessoas.

Recebido o barco, o interventor ordenou ao chefe de polícia que escolhesse cem presos para um passeio marítimo. Em alto mar, cada preso recebia um crachá com número variando de 01 a 100, colado ao pescoço por um grosso cordão, tal qual os funcionários das repartições públicas. Numa área bem distante do continente, onde só se via água e o azul do horizonte, o grupo era reunido e comunicado de que seria realizado um sorteio. Aquele que possuísse o número sorteado deveria se apresentar ao capitão para receber o premio do passeio.

Realizado o sorteio, dois ou três guardas pegavam o sorteado e o atiravam ao mar. Após isso, o barco retornava ao porto, onde os 99 restantes eram solenemente recepcionados pelo interventor.
-  "Vocês viram o que acontece com malfeitores e aqueles que desobedecem a lei? Pois vocês serão soltos. Voltem para seus estados e digam aos seus colegas como é que os marginais são tratados aqui na Paraíba. Os que forem daqui evitem um novo passeio marítimo para não correr o risco de serem sorteados". - Avisava o interventor.

O meu amigo acrescentou que após poucos meses, a tranqüilidade retornou às famílias paraibanas, e muitas delas dormiam com portas e janelas  abertas, pois nada era roubado. 

Pessoalmente não concordo com esses métodos dignos das ditaduras mais cruéis que não respeitam a vida como um dom de Deus.

Devemos refletir nos males que uma ditadura faz às pessoas, principalmente à nossa dignidade de pessoa humana. E procurar evitar que algum dia voltemos a um novo período ditatorial.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Os maus presságios do Banco Central

(Editorial de "O Estado de S.Paulo",desta 6ª feira)

Diante dos maus presságios do Banco Central (BC) sobre a economia brasileira, a presidente Dilma Rousseff poderá escolher entre duas soluções. A mais simples e mais de acordo com seu padrão de governo será chamar uma “benzedeira”. A outra, um pouco mais trabalhosa e bem mais ortodoxa, será mudar a política econômica. Em qualquer caso será conveniente rezar para os resultados aparecerem num prazo bem curto. Segundo as novas projeções do BC, a economia crescerá menos que no ano passado, a inflação será maior e as contas externas continuarão em mau estado. As novas estimativas aparecem no Relatório de Inflação, um estudo trimestral sobre as condições econômicas do País e sobre o cenário externo. Os cálculos agora apontam uma expansão de 2% para o Produto Interno Bruto (PIB), em 2014, e uma alta de preços de 6,1% neste ano, 5,5% em 2015 e 5,4% no primeiro trimestre de 2016. Se os números se confirmarem, dentro de dois anos a inflação oficial ainda estará bem longe da meta, de 4,5%.
A cada novo relatório a convergência para a meta é empurrada para mais tarde. Tudo se passa como se a taxa de 4,5%, já muito alta pelos padrões internacionais, fosse um objetivo meramente retórico, jamais levado a sério pelas autoridades. Esse adiamento poderia fazer sentido, se uma inflação nesse nível pudesse favorecer o crescimento econômico. A experiência, tanto brasileira quanto internacional, nem de longe sustenta essa hipótese. Se os fatos confirmarem a nova projeção do BC, a presidente Dilma Rousseff contabilizará em quatro anos de mandato um crescimento econômico médio de 2% ao ano, muito abaixo dos padrões dos países emergentes. Até há pouco, as previsões do BC indicavam para este ano uma expansão de 2,3%, igual à de 2013.
Mas os números ficam mais feios quando se examinam os detalhes da projeção. O melhor desempenho ainda será o da agropecuária (3,5%), embora muito menor que o do ano passado (7%). O crescimento da produção industrial passará de 1,3% em 2013 para 1,5%. Mas essa pequena melhora dependerá em boa parte da mera recuperação da indústria extrativa mineral - um avanço de 4% depois de um recuo de 2,8% no ano passado. O setor de transformação, em outros tempos o mais dinâmico e o líder da inovação no Brasil, deverá produzir apenas 0,5% mais que em 2013. Será um desempenho miserável, depois de uma contração em 2012 e de um crescimento de 1,9% no ano passado.
Na construção civil haverá uma desaceleração de 1,9% para 1,1%, apesar dos planos de infraestrutura e do programa de moradias, aparentemente levados pouco a sério pelo pessoal do BC. A indústria de produção e distribuição de eletricidade, gás e água deverá melhorar, com a expansão passando de 2,9% em 2013 para 3,7%. O terceiro grande setor, o de serviços, avançará 2,2%, pouco mais que no ano passado (2%). Mas essa ainda é, no Brasil, uma área muito menos moderna e menos produtiva que nas economias mais avançadas e já na chamada fase pós-industrial.
Do lado da demanda, o consumo das famílias deve ser um pouco menos dinâmico que no ano passado, com expansão de apenas 2%. O consumo do governo continuará prosperando e deverá avançar 2,1% (1,9% em 2013). O investimento em capital fixo, isto é, em máquinas, equipamentos, edificações e obras de infraestrutura, poderá aumentar 1%. No ano passado cresceu 6% e mesmo assim o País ainda investiu menos de 20% do PIB, uma taxa muito distante da meta oficial - ainda modesta - de 24%.
As novas projeções para as contas externas haviam sido publicadas no começo da semana. O BC elevou de US$ 78 bilhões para US$ 80 bilhões o déficit estimado para a conta corrente do balanço de pagamentos e cortou de US$ 10 bilhões para US$ 8 bilhões o superávit comercial. O mau estado das contas externas está ligado principalmente ao fraco desempenho da indústria no comércio exterior. A piora das previsões do BC é compatível com os números divulgados pelas várias fontes oficiais e privadas. Refletem a baixa qualidade da política econômica e a teimosia da presidente e de sua equipe. Até quando?
                                                                                                                                         

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