05 dezembro 2014

Sudene e UFPE debatem utilização de energia solar no Nordeste

 

energiasolar

Evento promovido pela Sudente destacou capacidade da região para desenvolver modelo solar de geração de energia

 

É necessário dar atenção especial ao potencial do Brasil na geração de energia renovável, sobretudo a solar. O Nordeste, especialmente, apresenta condições favoráveis para dinamizar a oferta deste tipo de energia e torna-la estratégica para a economia da região.

Essas e outras constatações foram debatidas durante palestra sobre o tema ocorrida ontem (4) pela manhã no auditório Juscelino Kubitschek, na Sudene.

A exposição foi comandada pela Professora Dra. Elielza Moura, do Centro de Energias Renováveis da Universidade Federal de Pernambuco (CER – UFPE) e contou com a presença de técnicos e coordenadores das coordenações de Desenvolvimento Sustentável e Administração da autarquia. Um dos cases de sucesso apresentados foi a Usina Solar da Arena Pernambuco, visitada pela Sudene logo após o debate.

Durante sua palestra, a pesquisadora apresentou dados que ratificam a “riqueza solar”, destacando que o planejamento do Governo Federal é gerar, até 2018, cerca de 3,5 GW (gigawatt) deste tipo de energia na matriz nacional.

Moura também salientou que duas iniciativas colaboraram para fomentar ainda mais a pesquisa e o desenvolvimento de projetos na área: a chamada nº 13/2011 e a Resolução Normativa 482/2012, ambos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A primeira, intitulada “Arranjos Técnicos e comerciais para inserção da geração solar fotovoltaica na matriz energética brasileira” objetiva, entre outros pontos, viabilizar economicamente a produção, instalação e monitoramento da geração solar fotovoltaica para injeção de energia elétrica nos sistemas de distribuição e/ou transmissão.

A resolução normativa, por sua vez, estabeleceu as condições gerais para o acesso de microgeração e minigeração distribuídas aos sistemas de distribuição de energia elétrica e o sistema de compensação de energia elétrica.

Ao abordar o estabelecimento de parcerias que colaborem para a dinamização da malha energética nacional, a professora salientou a importância da Sudene para “criar, fomentar e capacitar pessoas em vários níveis e em áreas de abrangência diferenciada.”

Na opinião dela, um dos desafios a serem vencidos para aumentar a participação da energia solar na matriz brasileira é carência de mão de obra para atuar em fases estratégicas da implementação de unidades produtoras.

Arena Pernambuco

Após a palestra, uma comitiva da Sudene se deslocou à Arena Pernambuco para acompanhar de perto a operação da Usina Solar instalada naquela praça esportiva.

Orientados pelo pesquisador da UFPE Francisco Uribe, membro da equipe técnica do Projeto Central Solar Fotovoltaica Arena Itaipava/PE, os profissionais receberam orientações técnicas sobre o funcionamento da usina.

Ocupando uma área de 15 mil m², a central de energia tem potência nominal de 1 MW/p (megawatt pico), produzidos por meio de 3652 painéis solares compostos de módulos de silício monocristalino organizados em duas unidades geradoras.

“A Arena tem uma grande demanda de energia. A usina fotovoltaica colabora para minimizar o consumo de forma limpa e eficiente”, afirmou Uribe.

A unidade solar da Arena Pernambuco é responsável por até 30% da energia consumida pelo estádio. A produção não utilizada é redistribuída para a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe).

Fonte:
Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste

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