22 novembro 2014

Supercoligação na Ucrânia vai ter poderes para rever Constituição

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O vice-presidente americano esteve em Kiev e denunciou como "inaceitável” a “agressão russa” no Leste separatista e ameaçou Moscovo com novas sanções e “um maior isolamento”.

Em Kiev foi dia de recordar os mortos da revolução SERGEI SUPINSKY/AFP

Cinco partidos pró-ocidentais que foram os mais votados nas legislativas de 26 de Outubro na Ucrânia anunciaram esta sexta-feira a criação de uma coligação que, pela primeira vez na história, contará com votos suficientes para fazer alterações à Constituição.

Pela primeira vez desde a independência da Ucrânia em 1991, “a nova maioria vai contar com 300 deputados” num total de 450 assentos parlamentares, ou seja, aquilo a que se chama "uma maioria constitucional", anunciou o primeiro-ministro, Arseni Iatseniuk, durante uma reunião no Parlamento que foi transmitida em directo na televisão.

O acordo de coligação, negociado depois das legislativas de 26 de Outubro, foi finalmente selado pelos cinco partidos já de madrugada e será oficialmente assinado durante a primeira sessão do novo Parlamento prevista para 27 de Novembro, indicou, por seu lado, o vice-primeiro-ministro, Volodimir Groissman.

Iatseniuk, que deverá ser reconduzido no posto de primeiro-ministro, insistiu também na necessidade de “formar urgentemente” um novo governo.

A coligação é composta pela força presidencial, o Bloco Petro Porochenko, pela Frente Popular de Iatseniuk, pelo partido Samopomitch, que engloba militantes da sociedade civil, bem como o Batkivchtchina, da ex-primeira-ministra Iulia Timochenko, e o Partido Radical do populista Oleg Liachko.

Um ano depois do início da revolução que ditou a queda do Presidente pró-russo Viktor Ianukovich, o vice-presidente norte-americano, Joe Biden, foi a Kiev denunciar como ”inaceitável” a “agressão russa” no Leste separatista da Ucrânia e ameaçar Moscovo com novas sanções e “um maior isolamento” da Rússia.

“É simplesmente inaceitável que no século XXI países tentem redesenhar pela força as fronteiras de Europa ou que intervenham militarmente porque não gostam das decisões tomadas pelos seus vizinhos”, disse Biden após um encontro com Petro Porochenko.

Antes da visita de Biden, o Governo ucraniano tinha dito esperar que a questão de uma ajuda militar americana fosse evocada, mas o vice-presidente americano não fez publicamente novas promessas. A Rússia tinha avisado, antecipadamente, que tal ajuda seria um factor de “agravamento do conflito”.

publico.pt

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