28 novembro 2014

Carta ao irmão meu Carlos Eduardo Esmeraldo, professor e engenheiro aposentado – por Pedro Esmeraldo

Carlito:
    Fiquei alegre quando recebi sua carta. Para min, você é um dos irmãos que quero bem. Mostrei aos outros irmãos e todos apreciaram o seu contentamento.
    Lutaria por uma economia igualitária. A meu ver, não deveria dar peixe ao homem, pois vicia o cidadão e encaminha-o para o lado da preguiça.
    Sou favorável que criem se trabalhos dignos, e uma economia participativa longe de mais esmola, pois além de esmorecer o homem, deixa-o inibido, e sem prumo.
    Quisera ser autêntico na defesa do cidadão. Considero um progressista convicto com coragem de levar o barco em direção das águas profundas a fim de encontrar peixes suficientes e saciar o desejo da humanidade dando mais condições de exercer com dignidade o seu trabalho.
    Não sou cidadão desgarrado. Tenho coragem de enfrentar a luta para que marche no desenvolvimento equilibrado, porque só vejo hoje em dia, exploração descontrolada de mafiosos da politica. Fujo desse tipo de coisa! Queria que houvesse trabalho e que todos tivessem lugar à mesa. Assim evitaria encontros de políticos ardilosos com único desejo de enganar o povo.
    Acho que os homens de bem devem fugir da política mafiosa. Infelizmente não há pessoas dignas para enfrentar a luta de um Brasil melhor. Por isso, não desejo igualar a esses homens de comportamentos duvidosos, apesar de lutar muito pelo meu Crato. Na maioria das vezes, fico temeroso, já que os políticos desta cidade permanecem desinteressados e não lutam para que o Crato siga no rumo certo com comportamento progressista, na época moderna. Contudo, esses políticos são ingratos, arredios, vez que permanecem quietos, impassivos, não movem sequer uma palha para tirar o Crato do anonimato. Não quero que o Crato seja cerceado do seu desenvolvimento. Fico perplexo com esses políticos apáticos e indiferentes, aos anseios do povo, já que prometem tudo no período eleitoral para depois deixar a terrinha cair na bancarrota.
    Fui injustiçado pelos governos Fernando Collor e FHC (Fernando Henrique). Depois disto, fiquei indignado e não voto mais em ninguém. Só compareço às urnas para cumprir com o dever de cidadão. A maioria dos políticos só pensa em si mesmo. Com toda certeza, espero que haja uma mudança. Caso contrario, o Brasil tem que esperar muito. Não sei se vou comparecer às urnas dia 29, para não ter mais desgosto e contrariedade.
    Lembro de uma frase de Luiz Gonzaga o rei do baião: Cadê as industrias? Cadê a açudagem? Paulo Afonso que era a redenção do Nordeste só serviu para iluminar as cidades grandes. Reverta esse pensamento para área política: Cadê os políticos? Cadê os homens de bem? Esses homens que se dizem progressistas só falam bravatas e nada mais. Considero os políticos iguais entre si, falam a mesma língua e todos calçam 40. Não tenho esperança no momento que possa reverter o quadro. Fico aguardando melhores dias no futuro.
Pedro Esmeraldo


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