01 agosto 2014

Professores da rede municipal do Crato ameaçam paralisar atividades



Professores fizeram manifestação pelas ruas da cidade para reivindicar, dentre outros pontos, aumento salarial. Caso a greve aconteça, cerca de 20 mil alunos deverão ficar sem aulas.

Crato. Cerca de 1.200 professores da rede pública municipal de Crato ameaçam paralisar as atividades em sala de aula, a partir da próxima semana, caso a secretaria de Educação local não atenda as reivindicações apresentadas pela categoria, após assembleia realizada na última quarta-feira.

As reivindicações do professorado surgiram durante encontro no auditório da Associação Comercial do município de onde os docentes, tão logo as demandas foram definidas, saíram em passeata pelas principais ruas da cidade. A categoria reivindica o repasse da diferença salarial do piso para todos os profissionais do magistério, no percentual de 14,18%; majoração do percentual de regência de classe atualmente de 8% sobre o salário base para 20%; reformulação do Plano de Cargos e Carreiras do Magistério (PCCS) e, ainda, a progressão dos Auxiliares de Serviço Gerais, Merendeiras, Técnicos Administrativos e Secretários Escolares.

Encontros

Conforme o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Crato, Junior Matos, a entidade manteve diversos encontros com o secretário de Educação do município, Cacá Queiroz, onde uma pauta de reivindicações havia sido anteriormente apresentada. Os encontros, avalia, resultaram no atendimento de alguns pontos. Porém, nas questões onde são discutidos aumentos no percebimento mensal dos professores, as negociações não evoluíram.

"Os pontos mais polêmicos não foram resolvidos. O sindicato entende que se houve majoração estabelecida pelo Ministério da Educação esse percentual de aumento precisa ser repassado ao salário base do professorado", defende Junior Matos. Ele afirma que caso não seja resolvida a situação da majoração até a próxima quarta-feira, os professores deverão paralisar as atividades por tempo indeterminado. "O município encaminhou representante durante a assembleia realizada na quarta-feira passada. No entanto, só houve relato das ações já desenvolvidas pela secretaria de Educação. Os professores aguardavam que houvesse uma manifestação positiva do governo local em torno das reivindicações salariais, o que acabou não acontecendo. Isso fez com que a maioria absoluta dos professores se manifestasse favoravelmente ao indicativo de greve", explicou.

O secretário de Educação do município, Cacá Rodrigues, classificou as reivindicações apresentadas pelos docentes como indevidas. Na avaliação do secretário, o município não apenas obedece o que é estabelecido pela lei do Piso Nacional do Magistério, como garante a ampliação dos benefícios alcançados a partir da criação da legislação. "O salário pago pelo município é maior do que o estabelecido pelo Piso Nacional. Além disso, já efetivamos, na totalidade, a redução de 1/3 da carga horária dos professores. Quanto à questão da majoração do percentual de regência de classe sobre o salário base, isso só pode ser efetivado a partir de uma reformulação no PCCS", disse.

Roberto Crispim - Colaborador - DN


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