14 agosto 2014

MPF arquiva um dos processos que o prefeito do Crato responde na justiça


"Todos participaram, receberam dinheiro ou compraram votos" - Raimundo parente ( Promotor de Justiça )


Na foto: Os promotores de justiça que investigam o "mensalinho" do Crato, Dr. Lucas Azevedo e Dr. Raimundo Parente.

Acusado de ser o cabeça de um suposto "esquema de mensalinho" Cratense, o prefeito do Crato, Ronaldo Gomes de Matos responde na justiça a diversos processos depois da denúncia feita em meados de 2013, através de gravações divulgadas na imprensa, em que o vereador Dárcio Luiz de Sousa afirma que o prefeito teria pago 450 mil reais a 9 vereadores para votar pela desaprovação das contas de governo referentes ao exercício de 2009 do ex-prefeito Samuel Araripe. O pagamento da propina teria sido feita, segundo o vereador, em quarto na residência do prefeito. O ex-prefeito fez a denúncia, e desde então, vários têm sido os desdobramentos do caso, que está sendo investigado pelo Ministério Público, PROCAP ( Procuradoria dos Crimes contra o Patrimônio Público ) e PRE ( Procuradoria Regional Eleitoral ). 

Na última semana, conforme matéria publicada no Jornal do cariri, o Ministério Público Federal (MPF), através da Procuradoria Regional Eleitoral do Ceará, solicitou o arquivamento do processo em tramitação naquele órgão. O procurador Regional Eleitoral, Rômulo Moreira Conrado, avaliou que a análise dos autos não justificou a continuidade da tramitação do processo perante a justiça eleitoral. O prefeito era acusado de usar-se da força política para prejudicar uma possível candidatura a deputado, do ex-prefeito Samuel Araripe. 

A INVESTIGAÇÃO DO SUPOSTO "MENSALÃO" CONTINUA

O prefeito e 9 vereadores acusados da prática do "mensalinho do Crato" continuam a ser investigados, inclusive na PROCAP, para onde o material obtido nas diligências com a interceptação telefônica e a quebra de sigilo bancário foi encaminhado a juntar-se ao já obtido. Segundo os promotores que investigam o caso, Dr. Raimundo Parente e Dr. Lucas Azevedo, conforme entrevista coletiva à imprensa realizada em março deste ano, "estão convencidos de que de fato, o Mensalão do Crato existe, e o Ministério Público entrou com uma ação na justiça, de Improbidade Administrativa contra o prefeito Ronaldo Gomes de Matos, 9 vereadores que haviam sido denunciados, o Secretário de Governo Rafael Branco, e os dois empresários proprietários do Grupo GENTIL ( Da Farmácia Gentil )". Nas palavras do promotor Parente, "todos participaram, receberam dinheiro ou compraram votos...No entendimento do Ministério Público, há provas abundantes da compra de votos e o que se espera agora, é ter acesso aos dados bancários dos denunciados". 

PRAZO INDEFINIDO

Segundo os promotores Raimundo Parente e Lucas Azevedo, não há prazo para o término das investigações, que podem se arrastar ainda por meses ou anos. Em uma das últimas entrevistas à nossa reportagem, o Promotor Parente afirma que "muito depende também da opinião pública em cobrar dos órgãos competentes o completo esclarecimento do caso".

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Com informações adicionais do Jornal do Cariri


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