12 julho 2014

Para você Refletir ! - Por Maria Otilia

A Copa do Mundo é um evento muito esperado por todos . E esta Copa realizada no Brasil , independente dos  protestos de alguns, trouxe  sentimentos comuns a todos: patriotismo, alegria, vibração, união,etc. Sentimentos estes transformados em tristeza, sensação de derrota, fracasso, choro, raiva,etc, a partir de um jogo onde o Brasil perdeu amargamente para outro país. Para todos nós este foi  um momento histórico.  E querendo ou não aceitar  esta parte da nossa  história, este fato  vai ficar registrado. Para muitos brasileiros vai ser difícil digerir, embora diz o ditado " que tudo passa". 
Façamos uma leitura do texto abaixo, e reflitamos sobre este acontecimento considerado uma tragédia no futebol, mas que pode nos trazer grandes ensinamentos. Boa leitura!

    Transformando tragédia em triunfo"
 
 O fator mais importante e decisivo na vida não é o que nos acontece, e sim a atitude que adotamos diante do ocorrido. A revelação mais certa do caráter da pessoa é a maneira como ela suporta o sofrimento. As circustâncias e as situações podem colorir a vida, mas Deus nos concedeu a graça do poder escolher a cor..." [Charles R. Woodson]

Foi a frustração que instigou Louis a buscar soluções inovadoras, frustração que começou quando ele tinha apenas quatro anos de idade. Enquanto brincava com um furador de couro na loja de selas e arreios de seu pai, Louis sofreu um acidente e feriu o olho esquerdo. A infecção produzida pelo acidente expandiu-se e atingiu o outro olho. O menino ficou completamente cego.

Desde o início, Louis estava determinado a encontrar seu caminho sem precisar de uma bengala ou de ajuda das pessoas. Lenta, mas persistentemente, desenvolveu as habilidades motoras necessária para se locomover pela casa, pelo quintal e pela cidade. Quando tinha idade suficiente, seu pai o matriculou em uma escola municipal, onde ouvia com atenção e tentava memorizar cada palavra dita pelos professores. Louis, porém, não podia escrever nem ler, e ficava frustrado por não conseguir acompanhar os colegas de classe.

Aos 10 anos, Louis foi enviado a uma escola para crianças cegas em Paris. Gradualmente, foi se acostumando ao novo ambiente e tornou-se um estudante aplicado de embossing –um sistema no qual grandes letras eram esculpidas em baixo relevo em largos blocos de madeira. Os blocos eram malfeitos, difíceis de ter seu conteúdo interpretado, e requeriam um tempo considerável para serem decifrados.

Louis sentia-se empolgado com a possibilidade de aprender a ler e escrever, mas ficava frustrado com a lentidão do processo. Encontrava maior satisfação recebendo aulas de órgão e piano e praticava durante horas.

Por essa época, Charles Babier de La Serre, um capitão de artilharia, aperfeiçoava um código através de pontos, que podia ser lido com os dedos e que era usado para velar os segredos das mensagens militares e diplomáticas, a que chamou de “escrita noturna”.

Fascinado pelo sistema, Louis começou a experimentá-lo a fim de improvisar algumas modificações. Dos 12 aos 15 anos, trabalhou longas horas –às vezes, durante noites inteiras, em detrimento da própria saúde– para adaptar o sistema de Barbier. O sistema que ele desenvolveu também se baseava em pontos, mas era simples e completo, podendo ser escrito e lido rapidamente; além disso, oferecia a promessa de poder ser usado de muitas formas, além dos livros. Seus colegas da escola e professores rapidamente dominaram o sistema, considerando-o uma grande melhoria. Seu sistema era aplicável a qualquer linguagem, à matemática, para a escrita à mão ou tipografia. Antes de completar 20 anos de idade, Louis já tinha aplicado seu sistema também às notas musicais.

O maior desafio enfrentado por Louis Braille foi político. Contratos importantes tinham sido firmados com os fabricantes do método embossing. Foram necessários mais vinte anos de esforço e frustrações até que o sistema de Braille fosse reconhecido publicamente como o novo padrão.

Louis Braille morreu aos 43 anos de idade, depois de anos de enfermidade, sem saber que seu sistema conquistaria aceitação mundial, mas sabendo em seu coração que dera o maior presente aos cegos. A placa na frente da casa onde passou a infância reconhece que ele “abriu as portas do conhecimento para todos aqueles que não podem ver”.

O que você acabou de ler é verdadeiro: não é o que acontece a você, mas como você lida com o que lhe acontece é que deve ser considerado. A atitude vai levar você mais longe do que os lamentos provocados por incidentes desafortunados em sua vida. Dê uma chance a ela: se a perspectiva não é boa, tente a visão geral. Essa é sempre boa.

Daniel de Carvalho Luz é professor de pós-graduação da Universidade Metodista, diretor de RH América do Sul da Johnson Controls e autor dos livros “Insight” e “Fênix”

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