29 maio 2014

Quadrilhas do CE que aplicaram golpes bancários de mais de R$ 10 milhões são denunciadas pelo MPF




O Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo denunciou nesta quarta-feira (28) dois grupos de estelionatários por fraude bancária envolvendo envolvendo a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander. Um dos denunciados, liderava uma quadrilha conhecida como Mel de Canindé.

A fraude, realizada principalmente no Estado do Ceará, consistia na clonagem de cheques roubados e comercialização de contas correntes em nomes de "laranjas" para que depósitos e saques pudessem ser feitos. Além do Ceará, as duas quadrilhas atuaram em São Paulo, Alagoas, Piauí, Maranhão, Paraíba e Distrito Federal. A denúncia partiu da operação Cártula, deflagrada na ultima terça-feira (27) pela Polícia Federal e que deve resultar na prisão de dez pessoas, que se dividiam em dois grupos.

No dia 27 de março deste ano, a Polícia Federal deflagrou a operação no estado que resultou na prisão de 10 pessoas. Um dos líderes da quadrilha, era ex-soldado e já pertenceu a um bando que assassinava policiais. Atualmente, comandava o tráfico de drogas em uma comunidade da Capital. No total, 10 pessoas foram presas no Estado.De acordo com a denúncia, os grupos obtinham senhas de contas correntes da Caixa cujo saldo fosse superior a R$ 20 mil. Então, cheques roubados de outros bancos eram adulterados com dados dessas contas e depositados em outras em posse de "laranjas". Depois, os valores eram transferidos para contas em posse dos denunciados.
O MPF estima que prejuízo tenha chegado a R$ 10 milhões às vítimas.

Segundo o MPF-SP, um dos grupos era comandado pelo ex-policial militar do Ceará, Antônio Ferreira Araújo, conhecido por Junior. O acusado teria sido expulso da corporação após ser acusado de porte ilegal de armas, coubo qualificado, receptação e até homicídio. Junior é suspeito de manter ligações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Ainda segundo o Ministério Público de São Paulo, José Damião de Souza Rodrigues e Márcio Jacome Lopes, comandavam o outro grupo da quadrilha. Damião estava preso após ser apontado como o suspeito de liderar uma quadrilha especializada em assassinar policiais do estado. Após ser solto, ele se juntou à quadrilha e coordenou as fraudes.

A procuradora Karen Louise Kahn, à frente da denúncia, pediu a prisão temporária dos envolvidos.
Além do crime de estelionato, os grupos são acusados de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e obtenção de vantagem ilícita.

Fonte: DN


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