27 janeiro 2014

Paredões de som – Por Geraldo Menezes Barbosa (*)


É da sua intuição, o homem utilizar a garganta para cantar e instrumentos acessórios, como expressão de alegria íntima, em pé de igualdade com sua auto sensibilidade auditiva. A eletrônica abriu admiráveis caminhos para as demonstrações sonoras na velocidade de 300 mil km. por segundo e um alcance notável em estridência, nem sempre tolerável pela resistência dos tímpanos auditivos. 

Para garantir esse absurdo agressivo à saúde da sociedade organizada, foram criados os famigerados paredões de som, que podem representar os reflexos condicionados doentios de uma agressiva elite de amantes da música elevada a 500 decibéis e que se sente feliz em obrigar pessoas recolhidas nos seus lares a sofrerem a explosão de sons tronitoantes, constituindo-se uma violenta e generalizada invasão de domicílios, às casas de repouso, hospitais, residências habitadas por famílias com crianças ou idosos, enfermos, onde o silêncio e paz se fazem força de lei. 

Não satisfeitos, alguns responsáveis por departamentos de publicidade sonora, lançam pelas ruas veículos acoplados de estrondosas máquinas de comunicação que estremecem as vitrines e fazem transeuntes por a mão nos ouvidos buscando locais de proteção. Atualmente esses paredões de som invadem os aglomerados sociais, no seu potencial eletrônico abusivo a fim de serem mais escutados, aliados aos demais provocadores tóxicos, utilizados contra a vida humana. Poderíamos chamar a isso de deficiência universal mental ou irresponsabilidade funcional humana, contra o amor de Deus, que nos concedeu a paz e a rica natureza do paraíso terrestre.

(*) Jornalista, escritor e cirurgião dentista.

Obs.: Publicado originalmente no Site Juanorte


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