08 janeiro 2014

Mensagem do presidente da CNBB, Cardeal Dom Raymundo Damasceno


  
P. nº 0755/13

Ao estimado amigo e irmão, Dom Fernando Panico, digníssimo bispo diocesano do Crato; aos venerandos irmãos arcebispos e bispos; presbíteros, diáconos, religiosas e religiosos, consagradas e consagrados, aos fiéis leigos, irmanados pelo batismo e participantes da mesma graça, saúdo-lhes com meu afetuoso abraço e os mais sinceros votos de que este grandioso evento eclesial venha confirmar o compromisso da Igreja no Brasil e em nosso Continente com a Justiça e a Profecia, a Serviço da Vida, fazendo-nos Romeiros do Reino no Campo e na Cidade.
        Impossibilitado de me fazer presente ao 13º Intereclesial, por ter que cumprir, como metropolita, a missão de acolher o novo bispo da Diocese de Lorena, faço chegar-lhes minha saudação através da pessoa do vice-presidente da CNBB, Dom José Belisário e do Secretário-geral Dom Leonardo Steiner, presentes no 13º Intereclesial de CEBs.
   As Comunidades Eclesiais de Base são um novo e antigo modo de ser Igreja, que surge pela força e graça do Espírito de Deus em nosso Continente, impulsionado pela renovação da Igreja Conciliar. As CEBs, como fieis seguidoras de Jesus, encontram suas raízes nas primeiras comunidades cristãs e na cultura latino-americana e caribenha, profundamente marcada por laços de parentesco, vizinhança, pertencimento e solidariedade.
    A Igreja no Brasil e em nosso Continente sempre acolheram com alegria este modo de vivência eclesial.  O episcopado brasileiro, em 1982, na 7ª Reunião Ordinária do Conselho Permanente da CNBB, publicou o documento 25, no qual, nos bispos afirmamos:
    As Comunidades Eclesiais de Base constituem hoje, em nosso país, uma realidade que expressa um dos traços mais dinâmicos da vida da Igreja e, por motivos diversos, vai despertando o interesse de outros setores da sociedade. Podemos fazer nossas as palavras dos Bispos em Puebla: "As comunidades de base que, em 1968, eram apenas uma experiência incipiente, amadureceram e multiplicaram-se. Em comunhão com os seus Bispos, converteram-se em centros de evangelização e em motores de libertação e desenvolvimento" (DP 96). Fenômeno estritamente eclesial, as CEBs em nosso país nasceram no seio da Igreja e tornaram-se "um novo modo de ser Igreja". Pode-se afirmar que ao redor delas se desenvolve, e se desenvolverá cada vez mais, no futuro, a ação pastoral e evangelizadora da Igreja.
        Creio que estas proféticas palavras encontram pleno acolhimento nos gestos e atitudes de nosso querido papa Francisco que, em recente visita ao nosso país, nos alertou que para vencermos as tentações contra o discipulado missionário, tão desejado pela Conferência de Aparecida, a resposta deve ser a formação de grupos bíblicos, conselhos comunitários e comunidades eclesiais de base (discurso aos dirigentes do CELAM).
    A CNBB reafirma seu compromisso com as CEBs, como expressa no Documento 92 de 2010, Mensagem ao povo de Deus sobre as Comunidades Eclesiais de Base, no Documento 104, Comunidade de comunidades, uma nova paróquia, e na 52ª Assembleia Geral, a se realizar em maio próximo, em Aparecida – SP, cujos temas serão a continuidade na discussão do referido Documento 104 e os Leigos e Leigas na vida da Igreja e no mundo.
          Queiram receber meu abraço, minhas bênçãos, as estimuladoras palavras do papa Francisco que nos convida a uma doce e reconfortante alegria de evangelizar.
     Que Nossa Senhora Aparecida, mãe, rainha e padroeira do Brasil, cubra-nos com seu manto de paz e de luz nesta travessia.
Brasília – DF, 29 de novembro de 2013
Raymundo, Cardeal, Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida – SP
Presidente da CNBB

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