18 janeiro 2014

E o ano começou – Por José de Arimatéa dos Santos


Início do ano e a “ressaca” das festividades de fim de ano se sobressai e parece que todo o país entrou de férias. Só não dão um tempo os impostos a pagar que começam a pipocar nas nossas caixas de correspondência. Impressiona-me a volúpia de todos os governos em arrecadar mais e mais e quem sempre paga a conta é o simples contribuinte que sente no final do mês seu salário cada vez mais achatado. Preços majorados de muitos produtos e o fantasma da inflação que sempre ronda todos nós. 

Ah, tem aquela máxima que diz que no Brasil o ano só começa depois do carnaval. Então vai demorar começar esse novo ano, pois a folia momina só acontecerá em março. Sabemos que é apenas um mito bem brasileiro essa afirmativa, pois os brasileiros são trabalhadores. Pena que a valorização para quem leva nas costas esse país é bem pouca. O ano já começou, contudo em “marcha lenta” e este promete por que vão acontecer vários eventos importantíssimos, além do carnaval.

Este ano teremos mais uma Copa do Mundo de Futebol e aqui no nosso país em que o ufanismo de boa parte da mídia ultrapassa todos os parâmetros e contagia a grande maioria do povo brasileiro. Quando a seleção brasileira entrar em campo, a partir de junho, veremos uma verdadeira transformação da atmosfera e a torcida é por uma grande vitória na final desse torneio. O que vai certamente destoar um pouco e ao mesmo tempo se inserir na torcida por uma retumbante conquista serão os protestos, ao menos nas sedes da copa, pelos astronômicos gastos públicos com o evento, além da corrupção e pouco ou quase nunca punição aos corruptos e corruptores.

Teremos também as eleições em outubro em que decidiremos os destinos da nação. E de uma importância crucial e até mais do qualquer coisa, pois os eleitos terão a responsabilidade de melhorar mais ainda as condições de vida de todos os brasileiros. E é aí que o “bicho pega”, pois grande parte da população não lembra mais em quem votou na eleição passada. Acaba elegendo figuras "carimbadas", fichas sujas, obscuras, corruptas e que no parlamento e no governo vão beneficiar, em vez da maioria do povo, quem os financiou.

Vamos acreditar no Brasil pela sua grandeza em todos os seus aspectos positivos e principalmente por essa capacidade de todos nós sermos otimistas por natureza. Por que a alegria e o orgulho das vitórias no dia a dia tem que se complementar com o cuidado de escolher pessoas sérias e transparentes na política, cobrar mais trabalho, o fim da corrupção e do famigerado “jeitinho brasileiro”. E que além do hexacampeonato dentro das quatro linhas possamos entrar no verdadeiro caminho de outras conquistas e cobrar e comemorar efusivamente um país com uma educação de qualidade e paralelamente mais saúde, segurança e oportunidades para todos. O ano já começou.

José de Arimatéa dos Santos, professor


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