08 janeiro 2014

As voltas que o mundo dá: destruída pelas tropas da república brasileira, a comunidade do Caldeirão recebe homenagem dos delegados das CEBs.



(Por Armando Rafael)
   Antes do Sítio Caldeirão, José Lourenço fundou uma comunidade religiosa no Sítio Baixa Dantas, localizado no município de Crato. O local prosperou. A amizade do Beato com o Padre Cícero levou bandos de famílias pobres e crianças órfãs para o referido sítio. Mas os proprietários do imóvel  retomaram o terreno do Beato, o qual, pacificamente, entregou a propriedade com todos os melhoramentos feitos.  Meses depois aparece a nova oportunidade de o Beato e seus seguidores explorarem o Sítio Caldeirão, também localizado no município de Crato, à época uma terra inóspita. Em poucos anos o Caldeirão vira um lugar verde que produz alimentos para todos. Na seca de 1932, muitos flagelados escaparam de morrer de fome porque foram acolhidos no Caldeirão do Beato Zé Lourenço.

    Em 11 de setembro de 1936, o beato José Lourenço e seus seguidores foram expulsos do Sítio Caldeirão, a 33 km do Crato, por tropas policiais. Eram acusados de subversivos. As cenas do massacre serão lembradas hoje – durante o 13º Encontro Nacional das Comunidades Eclesiais de Base-CEBS, ora em realização em Juazeiro do Norte – com uma visita, organizada pela Diocese de Crato, ao sítio Caldeirão.

     Cerca de 4 mil pessoas ficarão conhecendo a história do Beato Zé Lourenço. E repassarão essa epopeia, nos lugares onde residem: nas 27 unidades da federação brasileira, nos países da América Latina, na Europa, Ásia e África. É a Romaria do Caldeirão, feita pelos delegados das CEBS.

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