xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 30/12/2013 | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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30 dezembro 2013

Calheiros devolve R$ 27 mil por uso de avião da FAB


O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recolheu R$ 27.390,25 aos cofres públicos nesta segunda-feira, 30. De acordo com a assessoria de imprensa da Presidência do Senado, "o valor se refere ao uso da aeronave em 18 de dezembro entre as cidades de Brasília e Recife e foi calculado pela Força Aérea Brasileira (FAB)". O pagamento foi realizado por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU).

Renan viajou para a capital de Pernambuco com o objetivo de fazer um implante de cabelo e não tinha compromissos oficiais naquela data. De acordo com dados do site da FAB, o presidente do Senado saiu de Brasília às 22h15 e chegou a seu destino às 23h30. A aeronave levou outros quatro passageiros, provavelmente convidados de Renan, uma vez que não há registros de que o voo tenha sido compartilhado. O senador informou à FAB que a viagem era "a serviço".

Diante do episódio, a Aeronáutica informou no último dia 23 que disponibilizou um avião para o transporte do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em voo de Brasília a Recife, atendendo regras firmadas e abstraindo questões de mérito relacionadas ao motivo da viagem. Nota divulgada pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica citou que fugia à alçada do Comando da Aeronáutica julgar os motivos da viagem.

Foi a segunda vez neste ano que o presidente do Senado utilizou um avião da FAB em compromissos particulares. Em junho, ele pegou carona para ir ao casamento da filha do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), em Trancoso, Bahia. Após o fato ser revelado pela imprensa, Renan decidiu devolver o dinheiro aos cofres públicos.


Bovespa recua 15,5% em 2013, pior desempenho entre principais bolsas


SÃO PAULO, 30 Dez (Reuters) - O principal índice da Bovespa fechou em alta nesta segunda-feira, mas encerrou 2013 com o pior desempenho entre os principais índices acionários globais e, em meio a um cenário repleto de incertezas, especialistas estão pouco otimistas em relação a 2014.
O Ibovespa subiu 0,47 por cento nesta sessão, a 51.507 pontos, guiado pelas ações preferenciais da Vale e da Petrobras. O giro financeiro somou 4,1 bilhões de reais. Em dezembro, o índice acumulou perda de 1,86 por cento. No ano, a perda do Ibovespa totalizou 15,5 por cento, ante alta de 7,4 por cento em 2012, enquanto o índice norte-americano Dow Jones caminha para ganho anual de cerca de 26 por cento e o europeu FTSE 300 para valorização de cerca de 16 por cento.

Em dólar, o Ibovespa acumulou queda de 26 por cento em 2013.

Enquanto mercados desenvolvidos como a Europa e os Estados Unidos se beneficiaram de sinais de recuperação econômica, a deterioração do cenário fiscal brasileiro, o crescimento econômico baixo e a pressão inflacionária mantiveram investidores distantes do mercado doméstico de ações.
"Foi outro ano perdido", disse Débora Morsch, sócia da Zenith Asset Management. "O governo mostrou que está mais interessado em políticas econômicas de curto prazo do que em reformas. Há outros mercados com menores riscos institucionais e regulatórios", acrescentou.

De acordo com a Economatica, em 2013 o valor total de mercado das empresas brasileiras teve recuo de cerca de 216 bilhões de dólares, perda acentuada pela alta do dólar ante o real. Além disso, o valor de mercado das companhias fechou o ano abaixo de 1 trilhão de dólares, nível que se mantinha constante desde 2009.

Fonte: Reuters


Um olhar sobre o "Porta dos Fundos". Por Sidney Silveira.


Aprendemos nas aulas de biologia que alguns bichos, como o escaravelho, se alimentam de merda. Há espécies deles, como o popular escaravelho vira-bosta, que parecem comprazer-se sumamente em suas atividades excrementícias, pois juntam considerável quantidade de cocô alheio — não raro muito superior ao peso do próprio corpo — e rolam essas volumosas bolas de fezes até as suas tocas, onde se empanzinam de esterco ao ponto de se sentirem repletos e regalados como os mais insaciáveis glutões de que se tem notícia. Por exemplo? O rico romano Trimalcião, personagem do Satyricon de Petrônio, que, para exibir-se perante comensais devoradores de chouriç
os e lingüiças, manda estripar um porco à frente de todos. Em resumo, degustar dejetos é a natural apetência desse escaravelho, êxtase merdoso no qual a sua vida alcança o ápice.

Ora, que besouros esquisitos comam dejetos até a repleção, vá; assim cumprem certa função na natureza e contribuem para o equilíbrio de alguns ecossistemas. Mas que homens se empanturrem de cocô mental, encontrando nesta infausta atividade alguma graça, por menor que seja, é um mistério absolutamente irresolvível para os maiores gênios que a filosofia já produziu, desde a Antiguidade mais remota aos tempos atuais.

Refiro-me ao grupo de “humoristas” chamado Porta dos Fundos, cujo sucesso é um dos vários signos distintivos do oceano de insanidade em que o Brasil se afoga. Trata-se de jovens flagrantemente estúpidos que se imaginam intelectuais a fazer humor “crítico”, em boa parte voltado contra a religião — particularmente a católica. Pelas entrevistas de algumas dessas criaturas em programas não menos lamentáveis que o tipo de “humor” que pensam praticar, de imediato se aquilata o quanto se irmanam nestas cabeças-de-bagre duas coisas que, juntas, são sempre nitroglicerina: soberba e ignorância. O rapazola chamado Gregório Duvivier a falar sobre ateísmo, por exemplo, deixaria os ateus teóricos de antanho vexados! Certamente lhe chutariam os fundilhos e o expulsariam pela porta dos fundos do seu clube.

Infelizmente, não estou à frente de um programa de entrevistas desses, pois reduziria a pó-de-mico o discurso desses pobres-diabos, com requintes de crueldade intelectual. Mas, como isto jamais acontecerá, limito-me a fazer referência a alguns dos últimos episódios desta camarilha de ignaros pretensiosos — sobretudo o blasfemo e sacrílego especial de Natal — para dizer o seguinte: todos os advogados, juízes, representantes do Ministério Público, procuradores e desembargadores católicos em geral, gente que conhece bem os trâmites do Judiciário, têm o DEVER de encher essas pessoas com tantos processos que elas passem o próximo ano tendo imenso trabalho para responder um a um. Os crimes que cometeram, sob o falso pretexto da “liberdade de expressão”, constam do Código Penal brasileiro.

Mas não basta isto: a idéia de implementar campanhas de boicote aos patrocinadores dessa turma é excelente, pois a dor no bolso é a melhor medida para pôr à prova as convicções de tais personagens. Um dos patrocinadores é a Cerveja Itaipava! Sugiro que entupam os e-mails da empresa (pelo link http://www.cervejaitaipava.com.br/, onde há uma área de contato), assim como o telefone de atendimento 08007279998, alertando para o fato de que, a continuar o patrocínio, o grupo que produz a cerveja pode ter reveses jurídicos e, o que é pior, problemas com a sua imagem institucional.

Quanto a Fábio Porchat, um dos mais conhecidos da trupe, não resistiria a cinco minutos de sabatina com um bom entrevistador que questionasse o ataque sistemático que, sob a falsa capa do humor, o grupo anda fazendo à religião por cujo intermédio foram lançadas todas as bases da civilização que, entre outras coisas, hoje rui tendo como símbolo da queda pessoinhas como ele, culturalmente patéticas porém de um esperto senso de oportunismo. Ele passará; ela não.

Pela portinha dos fundos desse pessoal sai uma bosta que nem o mais faminto escaravelho suportaria comer...

P.S. Perdoem os amigos pela referência chula, desta vez inescapável, no título deste breve texto.

Fonte: http://contraimpugnantes.blogspot.com.br/

Embuste ideológico – por Denis Lerrer Rosenfield (*)

Há uma mentalidade religiosa, teológico-política, que guia a esquerda tupiniquim. Vive de "preconceitos" contra a economia de mercado e o direito de propriedade, postulando, como se fosse uma coisa teoricamente séria, a "utopia" ou o "socialismo" enquanto ideias "superiores" ao capitalismo. Na ausência de conceitos, contenta-se com diatribes contra o "neoliberalismo" e outras patranhas do mesmo tipo, como se fazer política residisse só em enganar o próximo, em abusar da inteligência alheia.

O grotesco assassinato político de Jang Song-thaek, tio e mentor político de Kim Jong-un, líder máximo da Coreia do Norte, não deixa de ser, digamos, "normal", dada a característica stalinista de seu regime político. Nada diferente do que a esquerda totalitária fez na extinta União Soviética, nos hoje amplamente conhecidos Processos de Moscou, que eliminaram a velha-guarda bolchevique.

Em outro célebre episódio, Trotski primeiro foi apagado de uma foto com Lenin numa comemoração revolucionária para depois ser "apagado" com uma machadada na cabeça, no México. Quem perpetrou o assassinato foi um agente de Stalin, Ramón Mercader, que acabou placidamente seus dias em Cuba, com todos os privilégios da Nomenklatura castrista. Nada distinto do que Mao fez na China. Os camaradas, amigos de ontem, viravam inimigos, tachados de contrarrevolucionários a serviço do capitalismo. No Brasil ainda há quem admire Marighella e a guerrilha do Araguaia, que compartilhavam as mesmas concepções marxistas. Em todos esses casos, uma patológica perversão das ideias.
O assassinato político tornou-se uma forma "corriqueira" de a esquerda resolver seus conflitos intestinos. Processos jurídicos de fachada, tortura, acusações infundadas e mortes eram características próprias da esquerda no poder. Não há sequer uma experiência histórica de compatibilização entre socialismo/comunismo e democracia. Lá onde o socialismo vingou, a democracia jamais germinou. Cuba e Coreia do Norte são rebentos desse período.

Se tomarmos a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, teremos uma oportunidade rara de comparação entre socialismo e capitalismo. O capitalismo sul-coreano produziu uma sociedade próspera, com alto grau de desenvolvimento industrial, científico e tecnológico. Empresas e universidades lá se retroalimentam. Sua educação tornou-se referência mundial. A democracia é o seu regime político. Já a Coreia do Norte é um regime tirânico, liberticida, que reduz sua população a uma vida miserável. A fome grassa e os servos desse país sucumbem à falta de alimentos. Nada funciona, a não ser o Exército, dotado de armamento nuclear, usado como ameaça constante à Coreia do Sul. Seus processos políticos são uma caricatura, tendo sido nesse país instaurada uma monarquia comunista, com direito de hereditariedade!
O século 20 apresentou outra experiência altamente significativa. Só os tolos hesitam em extrair dela seu ensinamento. 
Havia duas Alemanhas, a Ocidental, capitalista, e a Oriental, socialista. A primeira caracterizava-se pela pujança, pelo respeito às liberdades, por uma vida sindical forte, um crescimento econômico notável e condições sociais invejáveis. Sua indústria tornou-se um exemplo mundial. Veio a ser uma das maiores economias do planeta. A segunda tinha como característica central a dominação violenta de sua população, com uso do partido e de sua polícia política. Suas condições sociais eram precárias e a liberdade, sistematicamente pisoteada. Tais eram seus problemas que o socialismo sucumbiu às suas próprias contradições. Nem os prussianos resistiram ao socialismo. A queda do Muro de Berlim foi um símbolo da derrocada socialista/comunista. A ideia socialista esborrachou-se no chão.

A esquerda tupiniquim, porém, teima em nada aprender. Parafraseando Talleyrand, discorrendo sobre a aristocracia emigrada, que se obstinava em não reconhecer os eventos revolucionários, "eles nada aprenderam e nada esqueceram". Para essa esquerda, o socialismo continua plenamente vigente, sendo superior ao capitalismo, compreendido como fonte de todos os males. Trata-se de uma visão religiosa: o capitalismo é o pecado, o mal sobre a Terra, a origem do egoísmo e do lucro, enquanto o socialismo seria a redenção da humanidade, a solidariedade enfim conquistada entre os homens.

O embuste consiste no seguinte: o capitalismo não é comparado ao socialismo. Se isso fosse feito, a comparação, por exemplo, deveria ser entre a Alemanha capitalista e a socialista, ou, ainda, entre a Coreia capitalista e a socialista. Os termos da comparação teriam parâmetros que serviriam de critério para qualquer avaliação.

A "comparação" é de outro tipo. Compara-se o capitalismo real, existente, com a ideia do socialismo, forjada pelos que lhe atribuem todas as perfeições. Ou seja, atribuem-se ao socialismo todas as perfeições e se passa, então, a verificar se elas "existem" no capitalismo. Isso é equivalente a comparar uma sociedade perfeita a uma imperfeita, ou a comparar o homem a Deus. É claro que o homem, com suas imperfeições, sairá sempre perdendo quando comparado a Deus. O mesmo destino teria a comparação entre uma sociedade perfeita (ideal) e uma imperfeita (real).

Mais curiosa ainda é a afirmação de alguns segundo os quais haveria plena compatibilidade entre socialismo e democracia, quando isso não se verificou historicamente em nenhum lugar. O socialismo no poder caracterizou-se pela tirania totalitária. O "pensamento" esquerdista, se é que se pode utilizar essa palavra, é totalmente capturado pelo dogma, esse repouso dos que se recusam a pensar. É o mundo das ideias descontroladas, que não podem ser verificadas empiricamente. Ora, só onde o capitalismo prosperou é que a democracia representativa foi consolidada e os cidadãos puderam usufruir a liberdade.
José Dirceu, ao ser preso por corrupção, ergue o punho esquerdo
externando suas convicções de "revolucionário"e mensaleiro...
Pense num socialista!

 (*) Denis Lerrer Rosenfield é professor de filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul--UFRGS.
e-mail: denisrosenfield@terra.com.br
   
   

Uma demissão por justa causa. - Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Em 1978, o motorista do Superintendente da Coelce para a região do Cariri, veio até minha residência, para informar que estava ali a fim de me conduzir ao distrito de Quincuncá, no município de Farias Brito. E eu deveria representar a Coelce na inauguração da energia elétrica daquela localidade. A solenidade contaria com a presença do governador do Estado e outras autoridades. Eu não havia participado nem do projeto, nem da construção da obra e portanto não possuía nenhum dado sobre aquela rede elétrica prestes a ser inaugurada.

O distrito do Quincuncá fica no topo de uma serra cujo acesso a partir da cidade de Farias Brito era muito difícil. Uma ladeira tão íngreme, que ao terminá-la de subir, tivemos de parar o carro por cerca de uma hora, pois a água do radiador estava fervendo, como se ele fosse uma chaleira, tendo derramado quase toda água. Por esse motivo chegamos um pouco atrasado ao inicio da festa.

Quando chegamos, o governador já havia acionado a chave que simbolizava a inauguração tão ansiosamente aguardada pelos moradores da vila. As autoridades já estavam sobre um improvisado palanque para os discursos e, eu como representante da Coelce fui convidado a subir. No palanque, o senador Virgílio Távora se aproximou de mim e perguntou:
- "Dotorzinho, quantos postes tem essa rede?"
- Setenta postes! - Respondi chutando.
- E o transformador? Qual a potencia? - Insistia ele.
- 112,5 kVA - Dei mais outro palpite.
- E quantas casas foram ligadas? - Sua última pergunta.
- 130 residências. - Meu último chute.

Preocupado, desci do palanque e fui ouvir o discurso no meio dos eletricistas da Coelce que tinham trabalhado até aquele dia na conclusão da rede elétrica. Quando ele terminou sua fala, então eu comentei com o chefe de turma que aquelas informações eu havia chutado ao senador Virgílio Távora. Foi com grande surpresa que eu o ouvi dizer:
- O senhor somente errou no número de ligações: foram 128 casas e não 130. O restante estava tudo certo. Mal poderia imaginar àquela altura, que o meu "achismo" seria tema de futuros ensinamentos na universidade.

Três anos depois, encontrava-me em Recife participando de um curso de pós-graduação "lato sensu", o CEDIS - Curso de Especialização em Distribuição de Energia Elétrica, numa promoção da Eletrobrás através da Universidade Federal de Pernambuco. Era uma espécie de revisão do programa do curso de Engenharia Elétrica, especificamente voltado para distribuição de energia, com participação de engenheiros das empresas distribuidoras de energia do nordeste e convidados de países sul-americanos.

Um dos professores era o engenheiro Solon Medeiros Filho, uma das maiores autoridades em medição de energia elétrica. Paraibano de Patos, o professor Solon era autor de vários livros técnicos adotados na maioria dos cursos de engenharia elétrica do pais e um convidado para ministrar palestras e cursos em Congressos e Seminários de Distribuição de Energia Elétrica por toda a  América Latina. Apesar de todo conhecimento de que era possuidor, o professor Solon não perdia a postura de sertanejo. Ministrava suas aulas com muita competência, entremeando os complicados assuntos técnicos com histórias interessantes, sempre que notava o cansaço se abater sobre a turma de alunos. Ele contava, que certa vez num congresso realizado na Argentina, seus companheiros brasileiros participantes daquele evento compravam sapatos de cromo alemão por apenas dez dólares, uma pechincha, o equivalente a cerca de trinta cruzeiros naquela época, ou nossos atuais vinte reais.
- Solon, você não vai comprar sapatos? Estão baratíssimos! -  Diziam seus companheiros. E ele respondia com outra pergunta para em seguida dar seu próprio veredicto:
- Tem vulcabrás? Porque eu só uso vulcabrás!

Certo dia, já no final do curso, ele nos contou uma história de um ex-aluno, recém formado em engenharia elétrica. Este aluno procurou o professor Solon para, segundo ele interpretava, relatar uma grande injustiça de que fora vítima e pedir ajuda a ele para interferir junto ao governador.

Eis o relato desse aluno. Após a formatura, foi contratado pela CELPE, a Companhia de Distribuição de Energia Elétrica de Pernambuco e lotado em Garanhuns. Naquela agradável cidade, o escritório da CELPE era defronte a casa do prefeito. Rapidamente estabeleceu-se uma amizade entre o prefeito e seu jovem vizinho. Certo dia, o prefeito foi convidar o engenheiro para almoçar com ele e o governador do estado na casa dele. Na hora do almoço foi apresentado ao governador, e o prefeito numa distinção ao seu amigo, fez com que ele se sentasse ao lado do governador. Então começou um interessante diálogo semelhante àquele ocorrido comigo e o Senador Virgílio Távora, acima mencionado.
- Quantos consumidores a Celpe tem aqui em Garanhuns? -  Quis saber o governador.
- Governador, me dê um minutinho que eu vou pegar o relatório no escritório ali do outro lado da rua. De pressa eu volto.
- Não. Não precisa. - Disse-lhe o governador! E continuaram o almoço. Alguns minutinhos depois, outra pergunta do governador:
-  Quantos quilômetros de linha de distribuição tem a cidade de Garanhuns? - Quis saber o governador!
-  Governador, deixe-me pegar o relatório, que darei todas as respostas que o senhor desejar.
- Não, não precisa. - E encerrou aquele assunto. E o engenheiro, após relatar tudo ao professor Solon, disse:
- Professor, quando o governador chegou a Recife mandou me demitir. Será que o senhor poderá falar com ele para tornar sem efeito essa demissão? - Então o jovem engenheiro recebeu do professor Solon a seguinte resposta:
 -  O governador fez muito bem em lhe demitir. Quando ele lhe perguntou quantos consumidores tem a cidade, você deveria ter respondido: cinqüenta mil. E olhasse para o homem. Se ele dissesse, só isso? Você deveria emendar: Estou contando somente a cidade, não inclui os distritos e nem a zona rural. Por outro lado se ele exclamasse: tudo isso? Você deveria dizer, estou contando com os consumidores da cidade, das vilas e da zona rural. 

Depois de ouvir essa história, vi como tivera sorte por haver chutado minhas respostas ao senador Virgílio Távora, pois três anos depois daquela inauguração em Quincuncá, ele foi conduzido à chefia do governo do Estado do Ceará e eu não fui demitido como aquele engenheiro pernambucano, nem mesmo transferido, mas nomeado chefe do Departamento Regional da Coelce no Cariri.  Prova de que qualquer chute na direção do gol, mesmo que a bola bata na trave, é melhor do que a bola passar longe da trave. 

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

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