xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 16/11/2013 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
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16 novembro 2013

Prefeitura demite 3 fichas-sujas, ( Improbidade Administrativa ), mas não revela os nomes - Por: Ed Alencar


NE - Atendendo à recomendação do Ministério Público

A prefeitura do Crato que havia recebido recomendação do Ministério Público da 2ª Promotoria de Justiça do Crato, para demitir dos seus quadros, todos os servidores do município, que estivessem condenados por improbidade administrativa pelo “TCM”  Tribunal de Contas dos Municípios,o governo do município, atendeu a recomendação e fez demissões.

Em entrevista a nossa reportagem, o procurador do município Dr. George Borges, disse que prontamente atendendo a recomendação do “MP”, à principio procurou inicialmente nos quadros do primeiro escalão, e não foi encontrado nenhum secretário que estivesse condenado pelo ‘TCM” por improbidade administrativa, ou ficha suja. 

Para se assegurar melhor, mandou fazer uma investigação entre os quadros do segundo e terceiro escalão e detectou a existência de três funcionários, que achou por bem, não declinar seus nomes, e mesmo sem função de chefia já foram exonerados de seus cargos, e na próxima semana fará ciente ao Ministério Público.

Por: Ed Alencar
Repórter/Membro do Blog do Crato


Um artigo magistral: "Onde está o Brasil nesses vários 'Brasis'? – por Oliveiros S. Ferreira (*)"


(excerto de artigo publicado no “Estadão” deste sábado)

Muitos terão esboçado um sorriso, poucos terão entendido o grito de dor de João Ubaldo Ribeiro em sua crônica de 3/11: "Não tem essa besteira de Brasil-Brasil-Brasil, isto é coisa para os iludidos de minha marca, que agora estão abrindo os olhos. Agora tem o Brasil das mulheres e o Brasil dos homens (...) o Brasil dos negros, o Brasil dos brancos (...) o Brasil dos evangélicos e o Brasil dos católicos (...) e nem sei quantas categorias, tudo é dividido direitinho e entremeado de animosidades, todo mundo agora dispõe de várias categorias para odiar. (...) esquece esse negócio de Brasil, não tem mais nada disso!".
João Ubaldo está nos dizendo que aquilo que chamávamos de sociedade brasileira deu lugar a tantas corporações quantos sejam os que, minimamente organizados, têm alguma influência sobre os que são tidos como formadores de opinião. Influência que se transforma em poder, para reclamar tratamento distinto do que recebem os milhões que compõem o corpo eleitoral - os cidadãos.

Se é possível esquecer, hoje, "esse negócio de Brasil", é porque o ovo da serpente foi posto nas florestas, nos sertões e nas cidades há muito tempo, antes mesmo que cedêssemos à sedução do mercado e aceitássemos que "grana não tem nacionalidade" - a partir do momento em que não se cuidou de superar as servidões da infraestrutura e se permitiu que houvesse vários Brasis: o do Norte, o do Nordeste, o do Centro-Oeste, o do Sudeste e o do Sul. Eram Brasis distintos, e tão distintos continuam hoje que ilustre autoridade militar declarou, em entrevista, que o Norte é colonizado!
Não se culpem, porém, apenas as infraestruturas pelo progressivo desaparecimento da ideia de Brasil. O descaso com as comunicações que permitiriam o contato frequente e duradouro entre as populações - umas influenciando outras, as mais adiantadas do ponto de vista da Civilization puxando as outras para a Kultur - tem raízes no isolamento, mas também no regionalismo. Boa parte dos que orgulhosamente pertencem ao escol culto tem sua cota de responsabilidades na destruição da ideia do Brasil, vale dizer do Estado brasileiro.
Nossa História passou a não ter grandeza - grandeza alguma! Os que fundaram o Império são vistos até hoje como indivíduos não só estúpidos, como sem etiqueta alguma no trato social. Não importa que dom Pedro I tenha dado ao País uma Constituição que durou mais de 40 anos com uma única emenda, revogada quando ficou claro que a unidade do Estado estava em jogo. A Guerra do Paraguai não decorreu de uma invasão do território nacional - foi feita pelo Brasil a mando da Inglaterra! Outras tantas atitudes foram tomadas por pressão dos norte-americanos. Seria de estranhar que um País sem História, sem brasileiros, portanto, sem consciência de Brasil, fosse hoje não um Estado, mas a reunião de corporações? É de estranhar que não saiamos da crise, se todos nossos males são sempre dados como efeito da índole da raça e dos interesses externos?
Consagrou-se a corporação como a reunião de indivíduos com interesses distintos dos demais e sem coisa alguma que os unisse uns aos outros, a não ser o mero interesse imediato. Quando se criou o PT, nada mais se fez que seguir o caminho corporativo - basta ver a distinção semântica e política entre "Partido Trabalhista" e "Partido dos Trabalhadores" para entender o processo. E atentar para a divisão das bancadas no Congresso Nacional: os ruralistas, os evangélicos, os verdes, os que não se dão nomes, mas votam corporativamente. Ao nos identificarmos como membros de uma categoria, deixamos de ser cidadãos e passamos a ser apenas indivíduos ligados por laços de interesse curto, ainda que vil. Não nos projetamos, nem no tempo nem no espaço.
As crises de junho mostraram a falência do Estado e que, não tendo os governos impedido a presença do crime organizado no território, a ideia do Brasil perece. Porque a ideia de Estado - que não é o mesmo que a ideia de corporação, a de algo relativo a uma "categoria" - morreu.

(*) Oliveiros S. Ferreira, professor da USP e da PUC-SP.

Perguntar não ofende:que significa o punho levantado de José Dirceu, rumo à carceragem? – por Ricardo Setti


São Paulo, 15 de novembro de 2013 (aniversário do golpe militar que implantou a República no Brasil), edifício-sede da Superintendência da Polícia Federal, 20h27: José Dirceu se apresenta à carceragem e saúda meia dúzia de barulhentos partidários (Foto: Ivan Pacheco)

Acho que quase todos vocês, leitores do blog, viram pela TV, agora há pouco: o ex-todo-poderoso ministro-chefe da Casa Civil de Lula, José Dirceu, nome certo na disputa pela sucessão do chefe depois de seus dois mandatos se não fosse o mensalão, finalmente se apresentou à carceragem da Polícia Federal, em São Paulo, para, dali, ser resolvido seu destino como presidiário no regime semi-aberto. Mais de oito anos depois da denúncia do escândalo do mensalão pelo então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), mais de sete anos depois do oferecimento da denúncia ao Supremo pelo procurador-geral da República, mais de seis anos após a aceitação da denúncia pelo Supremo, chegava, enfim, o momento da eminência parda do lulalato enfrentar a cadeia.

Ainda resta a ser julgado um embargo infringente que pretende contestar um dos crimes pelos quais Dirceu foi condenado pelo Supremo, o de formação de quadrilha. Mesmo assim, por ordem do presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa, ele, como outros mensaleiros, começará a cumprir sua pena.

(Dirceu chegou à PF de camisa esporte, sorridente, e, à entrada do edifício, dirigiu a um pequeno grupo de barulhentos partidários — vários dos quais perturbaram o trabalho de profissionais da imprensa — com a velha saudação comunista do punho erguido. Punho esquerdo, aliás.
Perguntar não ofende: o que significou esse punho erguido?
Vitória?
Por mais maluco que seja, em caso afirmativo, que vitória, exatamente?
A de ter em seu prontuário, para sempre, o carimbo de criminoso condenado?
Júbilo?
Por querer se transformar em “preso político” numa democracia como a brasileira, que, por sinal, concede benefícios inimagináveis aos infratores das leis penais?
Sinal de que “a revolução” está em marcha? Qual “revolução” — uma de que fazem parte Renan Calheiros, Collor, Maluf, Jader Barbalho, Sarney, a bancada evangélica, os fisiológicos do PMDB?
Fica a pergunta no ar. Como se sabe, perguntar não ofende...

(*)Ricardo Setti, jornalista
   

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