xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 06/09/2013 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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06 setembro 2013

Balzac - Por: Emerson Monteiro


Nas suas memórias, conta o escritor Dino Segre Pitigrilli que, certo dia, numa das visitas do explorador Alexander von Humboldt a Paris, este revelou ao seu amigo Dr. Blanche, conhecido pelo tratamento revolucionário que desenvolvia junto aos doentes mentais, o propósito de almoçar com um dos pacientes medicados pelo célebre estudioso, reconhecido precursor na arte da cura nervosa.

- Coisa nada fácil, nesse momento, Humboldt – advertia o médico. – Mesmo assim, verei o que posso fazer para atender-lhe o pedido.

Dessa forma, logo no dia posterior, encontraram-se à mesa da refeição Humboldt, Blanche e mais dois outros senhores, um dos quais trajava longa casaca preta, abotoada de cima a baixo, fechada por gravata escura, larga, que repontava, no ambiente, longos olhares sombrios de homem taciturno e misterioso.

Durante todo o almoço, tal cavalheiro permaneceria fiel à impressão que de início despertara no visitante. Ao chegar, dirigiu-se a Humboldt cumprimentando-o com gestos eloquentes, indo aquietar-se formal numa das extremidades da mesa. Comeria moderado. Beberia algumas taças do vinho que serviram, sem, todavia, nada pronunciar que lhe identificasse mínimos sinais de personalidade.

O outro senhor, por sua vez, ao contrário do primeiro, parecia um vulcão ativo, flamejante; de cabelos desgrenhados, casaco azul e alguns botões fora da casa, depunha os cotovelos impacientes sobre a mesa, que, a cada instante sob o seu peso, sacolejava de causar medo.

Ansioso, comia em ritmo acelerado. Engolia quase sem mastigar. Falava, falava, e perguntava muitas e insistentes vezes. Impaciente, era ele quem se respondia, antes de aguardar as respostas solicitadas. Cortava pelo meio as falas dos interlocutores. Despejava palavras através de todos os poros. Emendava assunto em outro, uma história na outra, o presente no passado, e esse no futuro.

Tempos após, à hora da sobremesa, Humboldt chamou de lado o seu anfitrião para, juntos, tecerem alguns comentários a propósito dos pacientes convidados, segundo imaginou o visitante.

Nessa hora, indicando com os olhos o segundo personagem, aquele da casaca azul, de atitudes eufóricas, que multiplicava palavras, chistes, anedotas e extensas tiradas filosóficas, balbuciou-lhe ao ouvido:

- Muito interessante o doente que me trouxeste. Seu paciente bem que nos diverte bastante, nesta ocasião. Parabéns pela feliz escolha do que solicitei.

Nisso, ligeiro, o médico reagiu contrafeito diante da avaliação do amigo:

- O quê? Não, não, senhor!

E insistiu a objetar: - Mas o doido que eu lhe trouxe não é ele, não, o que está pensando. É, sim, o outro, o da casaca escura – acrescentou Dr. Blanche.

- O que nada falou e permaneceu calmo todo o tempo? – indagou admirado o célebre alemão.
- Sim, sim! É ele o meu paciente, em fase de bem sucedido tratamento. Vê-se no controle do comportamento apresentado.

– E esse que pensei que fosse ele, então, de quem se trata? – quis saber Humboldt.

- Esse é Balzac, meu amigo Honoré de Balzac, o inigualável gênio da literatura francesa – com isso, ambos, silenciosos, voltaram aos seus lugares a fim de concluir o repasto.


Afronta - Por: Emerson Monteiro


Seu Pedro atendia com zelo deveres do coração. A cada quinze dias, viajava de Crato à sede do município de Farias Brito, distância de 45 km, onde pernoitava, e cedo, no dia seguinte, viajava para ver a noiva na no topo da Serra do Quincuncá, isso tudo em lombo de animal.

Daquela vez, nada foi diferente. Completara a subida, chegando ao plano da chapada, quando resolveu esfriar s garganta e o burro na bodega de Jovino, bater a poeira, banhar o rosto, trocar de roupa, bem conforme das outras tantas vezes.

Desta, porém, algo imprevisto se daria. Encostado na ponta do balcão enegrecido pelo tempo, tipo esdrúxulo alterava a cena rotineira. Homenzarrão de tez escura e cabelos escorridos em cima dos ombros bebia cachaça de um copo de oito. Ao notar o recém chegado, se dirigiu a Jovino e ordenou abusado:

- Bota uma, que temos companhia.

- Não, senhor - de imediato reagiu o visitante. - Agradeço, pois não bebo.

- Bota assim mesmo – insistiu que oferecia. - E traga também uma barra de sabão.

O bodegueiro sentiu que clima tenso havia se estabelecido, mesmo assim cumpriu na risca a determinação. Aquilo que antes era só a bebida ligeiro virou lavagem de cachaça com sabão, apresentada ao noivo viajante para seu consumo imediato. Nenhuma qualquer chance de outra escolha, ele virou o copo goela abaixo, e em seguida, calado, olhos no chão, montou de novo o burro e marchou para o destino.

Perto dali, na casa do futuro sogro, contou os detalhes da ofensa de que fora vítima há poucos instantes. Os três irmãos da doce amada, caboclos fortes e dispostos, insistiram que o ocorrido merecesse pronta reparação e, reunidos em grupo, seguiram com dita finalidade.

Chegados à bodega, acharam as coisas conforme descritas pelo noivo da irmã. Eles três valentes ficaram guarnecendo a porta. O noivo entrou, pediu a bebida, o sabão, misturou-os quanto pode, e, se voltando ao desafiante, que ainda mantinha a pose arrogante no final do balcão, ordenou que este ingerisse a nauseante beberagem.

Nessa hora, atentou o ofertante de olhar no sentido da porta onde deixara os aliados na desforra. Era o lugar mais limpo desse mundo, nem vivalma. Correram os três. Conclusão: dessa vez, não teve nem direito a tira gosto; pois lamberia os beiços de sabão depois da segunda talagada de cachaça com sabão num dia único.

Pedro ainda hoje recorda com desgosto o noivado desfeito, que terminou sem chances, naquela oportunidade.         

Obs.: História ouvida de Antônio Nirson Monteiro II.

VÍDEO - Demissão dos servidores temporários em Crato ? - Entrevista com o Promotor de Justiça Dr. Lucas Azevedo.



Município do Crato na mira do Ministério Público por contratações ilegais de funcionários
A ação requer que sejam anulados todos os contratos de temporários desde 01/01/2013 em todas as secretarias municipais do Crato.
Em entrevista à WebTV Chapada do Araripe Internet, o promotor de Justiça do Crato, Dr. Lucas Felipe Azevedo de Brito declarou que o Ministério Público do Estado do Ceará propôs no último dia 27 de agosto uma ação civil pública contra o município do Crato. Segundo o promotor, "Está havendo violação a princípios constitucionais" e que "As contratações são ilegais em sua maioria". Declarou ainda que "essas contratações estão impedindo efetivamente que candidatos aprovados em concurso público possam lograr êxito ao ingressar no serviço público estadual, ou seja, em detrimento de candidatos aprovados em concurso, o município está contratando temporariamente servidores, de uma forma na nossa visão, à revelia da lei". ( A entrevista completa em vídeo, você confere logo mais aqui no Blog do Crato ).
Na ação, o promotor requer que sejam declarados nulos todos os contratos temporários levados a efeito desde 01/01/2013 em todas as secretarias municipais de Crato, celebrados sem o preenchimento dos requisitos legais e constitucionais autorizativos. 
Em caso de deferimento da ação, a Justiça determinará ao chefe do Executivo municipal que envie dentro do prazo de 30 dias um projeto de lei ao Legislativo contemplando a criação de vagas para os mesmos cargos e em igual número aos que são ocupados atualmente pelos servidores contratados temporariamente. O prefeito deverá, ainda, rescindir todos o contratos temporários até dezembro de 2013.
Na petição, o representante do Ministério Público também solicita que a Justiça ordene ao chefe do Executivo que nomeie e dê posse aos novos servidores da educação (substitutos dos temporários) até, no máximo, janeiro de 2014 ou e qualquer data anterior ao início do calendário escolar do município e quanto aos demais servidores que não sejam da educação, dentro de 30 dias após a publicação da lei.
Em outubro de 2011, a Prefeitura Municipal de Crato, depois de vários anos, lançou por meio do Edital nº 01/2011, de 20 de outubro de 2011 e seus aditivos, concurso público para preenchimento de 360 cargos na administração direta, todos criados por meio das Leis Municipais nº 2.667/2011 de 10/02/2011 e nº 2.701/2011, de 27/06/2011. O objetivo era diminuir drasticamente a quantidade de funcionários admitidos sob as condições de “servidor temporário”.
O certame se desenvolveu sem aparentes irregularidades, chegando a ser homologado em abril de 2012 e convocados vários candidatos conforme edital de convocação nº 01/2012, de 12/04/2012. Ao mesmo tempo em que o concurso se desenvolvia, a Promotoria de Justiça fiscalizava a administração municipal no sentido de que esta nomeasse os candidatos aprovados no concurso e dispensasse os contratados temporariamente, de tal sorte que foram feitas requisições de informações sobre as nomeações de aprovados e as contratações temporárias; oferta de vagas para candidatos portadores de deficiência e suas respectivas nomeações.
As requisições de informações foram devidamente respondidas, sendo que a administração do Crato enviou informações contendo lista dos candidatos aprovados dentro do número de vagas e os classificáveis, lista contendo candidatos convocados e uma lista com 888 pessoas admitidas na municipalidade sob a condição de temporário. Ainda que se chamasse à época todos os candidatos aprovados, ainda restaria no município de Crato, 528 pessoas contratadas temporariamente, quantitativo este que por si só já justificaria a nomeação do candidatos classificáveis.
Tendo em vista a enorme quantidade de temporários na administração municipal e também várias “denúncias” levadas à Promotoria de Justiça acerca da preterição dos aprovados por aqueles. O quadro de inconstitucionalidade (art. 37, CF/88) burla as vias ordinárias da entrada no serviço público em qualquer das esferas de poder deste país.
Com informações adicionais da Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Ceará.
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