xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 02/06/2013 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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02 junho 2013

Palavras ditas, palavras engolidas - Por: Emerson Monteiro

A língua é a fronteira do dentro para fora bem aqui aos olhos e na boca da gente. Qual dispositivo genial de produzir espaços nas consciências, a boca satisfaz necessidades sociais, porém o que diz custa o tanto de engolir o que disser. Num procedimento mágico intuitivo, as palavras nascidas num gesto ganham poder de abrir as condições de multiplicar possibilidades, externas quanto internas. Daí o poder estonteante das palavras. Galvanizam multidões. Ampliam os deveres dos seus autores.

Enquanto de boas palavras nasce o alimento que invade a consciência isso produz bons frutos. Quais escadas aos céus, significariam, igualmente, descidas aos subsolos de si próprio rumo das transformações. Por isso, nada que germinam as palavras fica impune, ou sem recompensa que lhe corresponde.
A sabedoria popular resume que antes de dizer, somos senhores das palavras. Depois ditas, somos delas escravos.

Poucos detêm o real conhecimento desse poder infinito das palavras.

Elas habitam a intimidade das coisas e do tempo. Atos são palavras em movimento ao instante dos fenômenos. Os sentimentos sobrevivem cheios de palavras, ditas ou contidas. Tudo possui um nome, o nome é a palavra o que o identifica. As leis da Terra surgem das palavras nas ralações dos grupos sociais.
Moeda, o símbolo da riqueza material, representa o quanto de palavras contém, pois também antes existe nas palavras, presença original dos que a determinaram.

Há estudos de linguística que contam disso, da existência acontecer circundado de um mundo de palavras em movimento ou adormecidas, que guarda semelhança do conceito de Pitágoras de tudo serem números.
Destarte, nós, consciências responsáveis pelas horas presentes na imensa Natureza Mãe, reelaboramos os universos de acordo com o nível das nossas almas, criadores de palavras. Trabalhamos conceitos em nós quais os artífices de monótonas repetições ou das possibilidades criativas, espécies de senhores responsáveis das forjas divinas do Futuro.


Noutras palavras, nelas chegamos aos extremos de nossos sonhos.     

Na véspera da Festa de Santo Antônio, Barbalha realizou a Noite das Solteironas


PAU DA BANDEIRA

Na véspera da Festa de Santo Antônio, Barbalha realizou neste sábado a Noite das Solteironas

Ontem, sábado, 1/6, a Noite das Solteironas marcou a véspera da Festa de Santo Antônio de Barbalha, onde cerca de 300 mil pessoas eram aguardadas no Cortejo de Grupos Folclóricos e o Carregamento do Pau da Bandeira, neste domingo. Uma festa popular de tradição secular e repercussão nacional, atraindo turistas de diversos estados, amantes da cultura e de várias linguagens e expressões artísticas. Foi a primeira edição da festa após o reconhecimento de Barbalha, por lei estadual, como capital dos festejos de Santo Antônio

Em clima de entusiasmo reforçado pela beleza da decoração, pela hospitalidade dos moradores e pelo orgulho em manter a tradição, Barbalha já recebeu milhares de visitantes sábado em que a Noite das Solteironas foi o último grande evento antes do início oficial da Festa de Santo Antônio. Já a abertura da festa será realizada no domingo, 2/6, com o carregamento do Pau da Bandeira de Santo Antônio – um mastro de cerca de 23 metros e mais de duas toneladas, transportado ao longo de seis quilômetros nos ombros de 200 carregadores, como forma de penitência e tradição, até ser fincado no Patamar da Igreja Matriz.

Na Noite das Solteironas, uma multidão cai na paquera durante a quermesse animada por shows musicais, em busca de aproveitar as homenagens a Santo Antônio para, enfim, “sair do caritó”. Destaque para as simpatias realizadas por Dona Socorro Luna, personagem da cidade, a "grande solteirona", que prepara o chá da casca do Pau da Bandeira e os kits vendidos na Noite das Solteironas, para quem deseja reforçar ao Santo o pedido de um bom partido. “Já teve casamento do Oiapoque ao Chuí”, garante "Dona Corrinha", sempre requisitada para fotos na fachada de sua casa, com caracterização especial, e nas barraquinhas na quermesse.

Sempre se destacando na Festa de Santo Antônio, são vários os rituais e simpatias capazes, segundo os participantes, de “remediar” até mesmo os mais longevos “encalhados”, pondo fim à solteirice. A vontade de casar leva milhares de moças a participar da festa, tocando o Pau da Bandeira, sentando-se sobre ele e mesmo bebendo o chá produzido com pedaços da casca da árvore. Também não falta quem assine a bandeira com a imagem de Santo Antônio, para reforçar o pedido.

Já neste domingo, 2/6, às 9h da manhã, acontece a Missa na Igreja Matriz, seguida pelo cortejo de nada menos que 58 grupos folclóricos, um dos mais belos momentos da festa, com toda a diversidade e a riqueza cultural de Barbalha demonstrada em um grande encontro de mestres. Às 11h terá início o cortejo do Pau da Bandeira, que será transportado desde o Sítio Flores, até a sede do Município.

Ao longo dos 6 quilômetros - geralmente completados apenas no início da noite, quando o mastro é erguido em frente à Igreja Matriz, simbolizando que a cidade está em festa -, o carregamento do Pau da Bandeira é acompanhado por uma procissão de centenas de milhares de pessoas, em uma tradição que une elementos sagrados e profanos.

Viva! Barbalha agora é a capital!

"Este ano temos grandes diferenciais na Festa do Pau da Bandeira. A começar pelo reconhecimento de Barbalha como capital cearenses dos festejos de Santo Antônio, por lei estadual", destaca o secretário de Cultura e Turismo do município, Antônio de Luna, citando a lei 96/2012, de autoria da deputada estadual Fernanda Pessoa.

"Esta é a primeira edição da festa, depois desse reconhecimento oficial, que ajuda a engrandecer ainda mais o evento e a atrair maior repercussão", ressalta. Daí o tema da edição 2013 da festa: "Viva! Barbalha agora é a capital".

Livro e Exposição

Outras novidades são a abertura do Museu da Festa de Santo Antônio, fruto de um trabalho do IPHAN  - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O museu abrigará a exposição "Pau do Santo, Festa de Fé", que será aberta ao público no dia 12 de junho, no Casarão que sedia a Secretaria de Cultura de Barbalha.

Na mesma data, será lançado o livro "Sentido da Devoção - Festa do Carregamento em Barbalha", também resultado de trabalho realizado pelo IPHAN.

A tradição do ritual profano que introduz as festividades em homenagem ao padroeiro de Barbalha se repete desde os anos 40 do século XVIII. Ação iniciada como ato de devoção e fé, em que os carregadores cumpriam promessas por graças alcançadas, o carregamento do pau da bandeira de Santo Antonio tornou-se um fenômeno cultural estudado por pesquisadores e intelectuais de várias partes do mundo, por ter se tornado uma “romaria” em que o simbolismo reunido em torno de um objeto de adorno a um Santo diminui as fronteiras entre sagrado e profano.

Por: Dalwton Moura
Assessoria de Imprensa
Foto: Indra Nunes


O que diz a grande imprensa neste domingo, 2 de junho



Agora fica (ainda mais) claro porque uma minoria mal-intencionada denomina a grande imprensa de “PiG”–Partido da Imprensa Golpista. Dê uma olhada nos jornais deste domingo e veja (nas súmulas abaixo) o que eles publicaram:

"Mais atrasada e mais cara

"Já custando quase o dobro do valor orçado, mas muito atrasada e ainda sem prazo confiável para sua conclusão, a construção da Ferrovia Transnordestina vai se transformando em mais um símbolo da exploração político-eleitoral das dificuldades do Nordeste pelo governo e pelos candidatos do PT e da incapacidade da administração petista de executar obras de acordo com o planejado. Tudo demora e tudo fica mais caro. A Transnordestina soma-se a projetos destinados a melhorar a vida da população nordestina, mas cuja conclusão vai sendo sempre adiada e os custos, sempre aumentados. Estão nesse caso a transposição do Rio São Francisco e a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco". (Estadão)

"Queda em popularidade por causa de inflação fez Dilma apoiar o BC

Pesquisas reservadas entregues ao Palácio do Planalto mostraram que a maior ameaça aos planos de reeleição da presidente Dilma Rousseff vem do risco de descontrole da inflação, informação que reforçou a decisão da petista de priorizar o combate à alta de preços neste ano. Segundo a Folha apurou, sondagens feitas em abril registraram uma queda de até dez pontos na popularidade de Dilma num momento em que o avanço dos preços caiu na boca da população, com a inflação elevada sendo simbolizada pelo tomate mais caro nos supermercados". (Folha de S.Paulo)

"Ponto para o Banco Central

A decisão do Banco Central (BC) de elevar os juros de 7,5% para 8% ao ano foi uma boa surpresa numa semana de péssimas notícias econômicas. A pior de todas veio com a divulgação das contas nacionais: no primeiro trimestre o Produto Interno Bruto (PIB) foi apenas 0,6% maior que nos três meses finais de 2012. Poucos analistas haviam projetado um número tão ruim.Teria sido mais baixo, no entanto, sem a excelente contribuição da agropecuária. Diante do fraco desempenho da indústria e dos serviços, especialistas do mercado financeiro ampliaram, na quarta-feira, as apostas em uma alta de apenas 0,25 ponto, igual à da reunião anterior do Comitê de Política Monetária (Copom)". (Estadão)

Inflação




Cr$ =1,00 =                            R$ 0,09 
                                                    (novembro de 1981)               (valor atual)

Os valores em cruzeiro (Cr$) foram atualizados no portal da Fundação de Economia e Estatística (FEE) http://www.fee.rs.gov.br
(O POVO -  Fortaleza-CE)    


"Novo escândalo de dinheiro na cueca vai chacoalhar Brasília

"Reportagem de VEJA desta semana mostra por que a apreensão de meio milhão de reais pela PF em aeroporto é apenas o início de terremoto político. Um passageiro flagrado no portão de embarque de um aeroporto com muito dinheiro vivo em seu poder não chega a ser uma novidade no Brasil. Tampouco causa grande surpresa se o tal passageiro tiver escolhido, como local para acondicionar as notas, suas roupas íntimas. Tudo isso já se viu - e tudo isso se repetiu na manhã do último dia 16 no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília". (revista VEJA)
(...) “Segundo a revista “Veja”, o dono do dinheiro, que se apresentou como Eduardo Lemos, empresário, disse que os recursos seriam usados para pagar um apartamento no Rio e nada tinham a ver com cofres públicos, é Carlos Eduardo Carneiro Lemos, um operador de mercado que teve seu nome envolvido na CPI dos Correios, que investigou o mensalão. A revista lembra que Lemos foi gerente de investimentos da Prece, o fundo de pensão dos funcionários da empresa de saneamento do Rio, e afirma que foi indicado ao cargo pelo PT, por meio de Marcelo Sereno, ex-assessor de José Dirceu. No cargo, ele teria comandado operações que resultaram em prejuízo de mais de R$ 100 milhões ao fundo".(Jornal O Globo)

"Pouco tempo para salvar um governo

A presidente Dilma Rousseff está arriscada a completar o seu mandato com um balanço sinistro, um crescimento econômico próximo de 2,4% ao ano, em média. Será esse o resultado se o produto interno bruto (PIB) avançar 2,5% em 2013, por enquanto uma projeção otimista, e 3,5% em 2014. Será um desempenho bem inferior à média mundial - 3,6%, segundo estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI) - e muito distante dos 5,6% esperados para os países emergentes e em desenvolvimento. Mas a estagnação poderá ser, e quase certamente será, apenas um dos componentes mais feios do quadro brasileiro se o rumo da política for mantido. As contas públicas estarão mais desajustadas, o balanço de pagamentos, mais esburacado, a inflação, distante da meta, e a imagem do País, prejudicada no mercado internacional". (Estadão)

(Armando Rafael)
                                                                                                 

Histórias e Estórias do Crato de Antigamente – Por: Ivens Mourão



MAIS ÁGUA

A abundância de água no Crato era tão grande, que a Prefeitura, nas décadas antes de cinqüenta, não cobrava taxa. Era de graça. Nos chafarizes públicos, nos bairros afastados, como testemunha o Luís, as pessoas não tinham o hábito de fechar as torneiras. Ficavam derramando água direto. Uma vez ou outra havia uma deficiência no abastecimento, provocada por um problema qualquer no sistema. Mas essa nossa parenta mantinha sempre uma bacia d’água, que era utilizada para diversas finalidades.Ali a empregada dava banho em dois ou três meninos. Como a parte dos fundos da sua residência era em tijolo de chapa aparente, sem qualquer revestimento, precisava ser mantido sempre úmido, para não levantar poeira. Quando a empregada ia jogar fora aquela água já reutilizada ela gritava:
- “Não, não, não, aproveita para aguar o quintal…”

BRIGA DE GALO

O Luís sempre foi um apreciador de briga de galo. Num terreno ao lado da casa dele tinha uma rinha. Assisti a muitas brigas nessa rinha. O acesso era em frente à minha casa, na Rua Nelson de Alencar. Era tudo muito bem organizado, com juizes e apostas centralizadas numa mesa. O que mais animava os galistas era a aposta. Tanto podia ser feita oficialmente na mesa, como entre os vizinhos, na pequena arquibancada em volta da rinha. Quando o galista conhecia os galos procurava apostar naquele que tinha maior fama. Um galista de outra cidade, que não conhecia os galos, tinha que observá-los quando eram postos para um rápido entrevero, justamente para descobrirem as qualidades de cada ave.

A cidade passou a ter um novo Juiz de Direito. Nesta mesma época o Presidente Jânio Quadros, através de um Decreto, proibiu brigas de galos e canários. Mas o Juiz, que era um viciado no esporte, não deu a mínima para o tal Decreto. E foi assistir às brigas. Não conhecia ninguém. Quando sentou na mini arquibancada, já ia iniciar um combate entre um galo pintado e outro vermelho. Já tinha passado o tal entrevero rápido e, portanto, estava sem saber em quem apostar. Para o verdadeiro galista a briga só tem interesse se ele aposta. Então, perguntou para o seu vizinho do lado direito:

- “Qual é o que você faz mais fé?”
- “O que?”
E o Juiz, sendo mais claro:
- “Qual é o bom?”
- “O bom é o pintado!”.

O juiz foi à mesa e apostou no pintado. Mal começou a briga, o pintado ‘chocou’. Ou seja, o galo aceita a derrota, baixa a cabeça e fica dando voltas na rinha, encostado da proteção e o ganhador a persegui-lo. É o nocaute. A briga é encerrada. O Juiz virou-se para o vizinho e reclamou:
- “Mas rapaz, você disse que o bom era o pintado!”.
- “Mas ele é bom mesmo! Ele não gosta de brigar não! Agora se você tem me ‘preguntado’ qual era o ‘pelvelso’ aí eu tinha dito que o ‘vremeio’ era o ‘pelvelso’”.

AGULHA NO PALHEIRO

Quando o Luís morou no Rio de Janeiro e, posteriormente, em Niterói, a sua casa era uma extensão do Crato. Com a generosidade e hospitalidade que são suas marcas registradas, Luís e Margarida recebiam a todo cratense que fosse ao Rio de Janeiro. Sua casa funcionava como uma autêntica embaixada. Era ponto obrigatório de visita de todo cratense que fosse ao Rio. O Dr. José Ribeiro Dantas, promotor do Crato, e os seus filhos chegaram a se hospedar na casa do Luís, na época em que morava em Niterói. Foi levar os filhos, Alcebíades e Lincoln, para estudarem no Rio. Seu primo, Deoclécio Ribeiro Dantas, era Reitor da Universidade Federal Fluminense, em Niterói, que era separado da cidade do Rio, então capital da República. Também era médico, cirurgião famoso, e tinha consultório no Rio. Dr. José Ribeiro resolveu fazer uma visita ao primo. Preferiu ir ao consultório, pois na Universidade seria impossível falar com ele. Pediu orientação ao Luís de como chegar à Rua Alcino Guanabara 96, no Rio. O Luís explicou que era muito fácil. Era só pegar a barca Niterói/Rio e desembarcar na Praça XV. De lá, pegaria a rua Sete de Setembro ou Rua da Assembléia, que vai sair na Avenida Rio Branco. Ao atravessar a rua vai estar nos fundos do Teatro Municipal. Quando chegar na frente do Teatro, olhando para direita tem o Bar Amarelinho. Fácil identificar, porque tudo é amarelo, inclusive as mesas e cadeiras. Chegando ao Bar Amarelinho, se sentar numa mesa para tomar um chop, perceberá que a Rua Alcino Guanabara começa no Bar. Então, é só procurar o número. E assim ele fez. Tomou o chop tranqüilamente e subiu a rua à procura do número. Acontece que era tempo de campanha política, as paredes estavam cheias de cartazes, principalmente do Carlos Lacerda. E, por coincidência, tinha sempre um cartaz encobrindo o número. E como o Dr. José Ribeiro era muito míope, dificultava mais ainda a sua procura. Parou num prédio onde tinha um engraxate e resolveu perguntar onde era o número 96. O engraxate disse:

- “Pela voz e pela cabeça só pode ser cearense. O senhor está no número 96. Com quem o senhor quer falar?”
- “Com o Dr. Deoclécio Ribeiro Dantas”.
- “Ele está aí”.
- “Como é que você sabe?”.
E o engraxate, mostrando o par de sapatos que estava engraxando:
- “Por que esses sapatos aqui são dele”.

A LAGARTIXA

O Bantim, da sorveteria, tem muitos casos engraçados. Ele era amigo do ‘Dom Juan’, que tinha uma bodega próxima à sorveteria dele. O Luís não sabe atinar o porque desse apelido. Não era um tipo bonito e nem tão pouco conquistador. Tinha também o apelido de ‘cego’. A sua grande habilidade, na verdade, era ‘matar’ charada. Ele e o Dedé de Zeba eram famosos na cidade por essa habilidade. No dia do seu aniversário o Bantim foi gozá-lo:
- ” Ei velho, tá lascado, hein! Setenta anos! Pois eu tenho setenta e dois, mas não estou igual a você não! Eu ainda estou inteirinho. Estou tinindo, subindo pelas paredes!”.
- “Oxente, virou lagartixa!”

A LEI DE CHICO DE BRITO

O cratense Francisco de Brito ficou famoso em todo o Nordeste como Chico de Brito. É o pai do repórter da Globo, Francisco José, baseado em Recife. Por sinal a semelhança física é enorme. O Sr. Francisco era uma pessoa cheia de opiniões. Só prevalecia aquilo com que ele concordava. No seu território, era um verdadeiro rei. O Luís o conheceu sempre vestindo uma roupa caqui. A calça e a blusa, de mangas compridas, sempre da mesma cor e do mesmo tecido. Ai daquele que fosse contra uma opinião sua! O seu prestígio era tamanho que, se alguém perseguido pela polícia se segurasse em uma estaca da cerca das terras do Chico de Brito estava salvo! Nenhum policial se aventurava a prender alguém que se socorrera do velho, mesmo que fosse segurando numa simples estaca. As estórias são tantas, que hoje é impossível distinguir o que é verdade daquilo que é pura lenda. Surgiu, então, a expressão de “Lei de Chico de Brito”, quando alguém quer se referir a uma determinação fruto apenas da vontade própria.

A versão da história de como surgiu a expressão “Lei de Chico de Brito” está contada na Revista cratense A Província, em artigo assinado por Raimundo B. de Lima. Este ouviu o seu pai, José Barros Cavalcante, contar inúmeras vezes, por ter sido testemunha ocular. O meu cunhado, Edson Teixeira, também ouviu o testemunho de outro filho do Chico de Brito, Francisco Brito, a mesma explicação da expressão, que é a seguinte:

No Governo do Accioly, era intendente do Crato o Cel. Antonio Luís Alves Pequeno. A política virou, e assumiu o Governo do Estado o Cel. Franco Rabelo. Este nomeou para Intendente do Crato o Cel. Francisco José de Brito. O antigo Intendente não quis entregar o posto. O novo Intendente foi ao Lameiro e falou com outras figuras importantes da cidade: Francisco Calaça, Diógenes Frazão, Abdon da França Alencar, César Pereira. Com estes e mais outros homens de confiança, entre eles Augusto Pereira Amorim, foram até à Prefeitura, encontrando-a fechada. Colocaram a porta abaixo. O Cel. Francisco José de Brito sentou-se na cadeira do Intendente, como uma maneira de formalizar a posse. Nisto, surge o Dr. Irineu Pinheiro (veio a se tornar o maior historiador do Crato), sobrinho do Intendente deposto. Revoltado, perguntou:
- “Mas que Lei é esta, me diga?”

O novo Intendente sentenciou:
- “É a Lei de Chico de Brito! Esta Lei eu mesmo fiz”

Por: Ivens Mourão
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SOFTERIA - Um local feito para pessoas que gostam de Qualidade e Delícias ( Em Crato )


SOFTERIA - NO SHOPPING RESIDENCE, Loja 8B


Foi inaugurada no último sábado em Crato, no Shopping Residence a SOFTERIA, um local feito especialmente para as pessoas que gostam de qualidade e delícias. Lá, você poderá provar Sorvete expresso, petit gateau, torta de limão, cheesecake, Milk Shakes, Sundaes e muitas outras coisas maravilhosas.


Dê uma passadinha por lá e confira, um local aprazível, feito com carinho pra você que gosta do que é bom.




Softeria, o seu espaço de sabores e delícias

Rua Santos Dumont 138 – loja 8B – Shopping Residence - Crato


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