xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 03/05/2013 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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03 maio 2013

STF oficializa absolvição de 12 réus no processo do mensalão



Brasília – Doze réus da Ação Penal 470, o processo do mensalão, foram oficialmente absolvidos hoje (3). A informação foi divulgada no sistema de acompanhamento processual do Supremo Tribunal Federal (STF). O caso dos réus “está transitado em julgado”, já que o Ministério Público Federal (MPF) não recorreu da decisão até ontem (2), quando terminou o prazo para os embargos declaratórios na Suprema Corte.

A decisão garante a absolvição do ex-ministro dos Transportes, Anderson Adauto Pereira; do  ex-chefe de gabinete do Ministério dos Transportes, José Luiz Alves; do ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Luiz Gushiken; da gerente financeira da SMP&B, Geiza Dias dos Santos; da ex-assessora parlamentar, Anita Leocádia Pereira da Costa; do ex-assessor do PL, Antônio de Pádua de Souza Lamas; da ex-vice presidente do Banco Rural, Ayanna Tenório Tôrres de Jesus; do publicitário Duda Mendonça e sua sócia Zilmar Fernandes Silveira; e dos ex-deputados João Magno (PT-MG), Paulo Rocha (PT-PA) e Professor Luizinho (PT-SP).

Ontem, mesmo sem ter sido condenado pelo STF, o empresário Carlos Alberto Quaglia recorreu da decisão. Seu caso foi encaminhado para a Justiça Federal de primeira instância logo no início do julgamento porque houve problemas processuais na tramitação no Supremo. Para o defensor público geral Haman Tabosa e Córdova, a Corte deve extinguir a acusação de formação de quadrilha, pois os demais réus acusados do mesmo crime foram absolvidos.

Além de Quaglia, todos os 25 réus condenados no julgamento apresentaram recursos ao STF. Os embargos declaratórios agora serão encaminhados ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Ele terá dez dias para se pronunciar. Depois dessa etapa, o relator e presidente do STF, Joaquim Barbosa, reúne todas as informações e prepara os recursos para levar a plenário. Barbosa informou que deve começar a avaliar os recursos a partir da próxima semana.

Após o julgamento dos embargos declaratórios, os condenados podem apresentar outro tipo de recurso, os embargos infringentes. Segundo o Regimento Interno do STF, os recursos que permitem pedido de novo julgamento só podem ser usados quando existem ao menos quatro votos pela absolvição. Os ministros ainda não decidiram se esse recurso é admissível, pois alguns acreditam que a ferramenta foi suprimida pela legislação comum.

Dos 40 réus iniciais, três não chegaram a passar pelo julgamento. Dos 37 julgados, 25 foram condenados e 12 absolvidos. A Corte decidiu que 11 deles devem cumprir a pena em regime inicialmente fechado, 11 em regime semiaberto, um em regime aberto e dois tiveram a pena substituída por medidas restritivas de direito, como pagamento de multa e proibição de exercício de função pública. Ao todo, as condenações somaram 273 anos, três meses e quatro dias de prisão, e as multas superaram R$ 20 milhões em valores ainda não atualizados.

Agência Brasil

Professor Raul Sá - Por: Emerson Monteiro


Na primeira metade dos anos 70, em Salvador, estudava na Escola de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal da Bahia; cursava Comunicação, e me aproximara do Prof. Raul Sá, que nos ensinava Estilística da Língua Portuguesa. Um exemplo de mestre, tanto pelos profundos conhecimentos do Idioma, quanto pelo jeito característico de transmiti-los. Assistia a sua aula com imenso gosto e ainda gostava de acompanhá-lo nas aulas do curso de Biblioteconomia, logo depois, nos finais das tardes de dois dias da semana. Admirável a didática que utilizava. Preciso nas afirmações e nos modelos adotados. Antes ensinara no Colégio Dom Pedro II, no Rio de Janeiro, donde viera já aposentado. De recursos parcos, o patrimônio principal que detinha era a dignidade e o estilo refinado de pessoa educada e feliz. Terminadas as aulas, lhe oferecia transporte até sua residência, quando conversávamos pouco mais de literatura e assuntos outros daqueles momentos.

Lembro que me contara certa vez a propósito de quando chegara ao Rio e viajava de bonde. Sempre que passava em determinado trecho da Capital Federal, notava um beco típico, de sobrados soturnos, pessoas maltrapilhas em volta, e o correlacionava com as aparências do lugar com as ambientações do que lera no romance O cortiço, de Aloísio Azevedo. Mais adiante, ao conhecer o autor, saberia que o trecho de rua que lhe causava a impressão do livro correspondia ao lugar exato que servira de inspiração ao escritor para trabalhar a história e os personagens da obra.

Nisso, o professor identificava a força que a arte possui de captar a realidade nos mínimos detalhes, transmitindo vida e pujança do que caracteriza emoção literária e os motivos da perpetuação das qualidades humanas através do tempo através da genialidade dos que trabalham os temas.

Bom, mas neste rápido comentário quis atualizar na memória quanto há em mim dos mestres que marcaram o pouco que aprendi nas salas de aula. Dr. Raul Sá habita hoje essas boas lembranças baianas, levando-me a procurar pelo seu nome através do Google. São poucas as referências a respeito dele, um vídeo do Youtube, de ex-aluna que agradece as influências, denominação de auditório em algum prédio público de Salvador e o que consta no currículo de graduado sob a competente cátedra que exerceu pelo Brasil afora.

OS CAETANOS - Eu vou, por que não?

https://www.facebook.com/events/155021341336470/155036004668337/?ref=notif&notif_t=plan_mall_activity

Na próxima semana a banda OS CAETANOS aportam pela primeira vez no nosso Cariri. Eles vem trazendo um repertório todo montado em cima da obra do grande Caetano Veloso, só que tocado, interpretado e representado às sua maneiras. O pernambucano Cláudio Brasil, lider e cantor da banda, encarna o bahiano de forma inusitada e carregado de performances tropicalistas. É realmente um evento que não se pode perder. Um trabalho que vem dando grande destaque aos Caetanos, pela maneira diferenciada, ousada e recheada de jeitos, trejeitos à la Caetano Veloso. 
O local desse evento não poderia deixar de ser o Crato Tênis Clube, um espaço que tem todo o glamour da tropicália, dos tempo em que a banda Ases do Ritmo balançava os nossos corações tocando sucessos de Caetano, Gil, Mutantes e outros ícones desse movimento que marcou uma geração no Brasil. O antigo salão do clube do Pimenta será o palco desta apresentação que será um marco na história cultural e musical no Cariri. Os Caetanos vem pra fazer a festa e, assim como eles, nós vamos fazer acontecer um dos eventos mais bacanas do Cariri. Porque nós nascemos para ser superbacanas. Venha com a sua alegria, o seu amor, a sua paz e sigamos juntos, afinal, eu vou, por que não?

No próximo dia 13 de maio: 125 anos da Abolição da Escravatura no Brasil


A cada ano, as comemorações pela assinatura da Lei Áurea -- que aboliu a escravatura da raça negra no Brasil  -- por iniciativa da Princesa Isabel (no lado esquerdo as armas da Princesa Imperial e herdeira do trono brasileiro) ganha mais destaque. As comemorações este ano, na cidade de Petrópolis começam já no dia 12, com a Missa Dominical na Catedral de São Pedro de Alcântara. Por especial autorização Bispo Diocesano de Petrópolis, Dom Gregório Paixão, a Prefeitura do Município e o Instituto Histórico de Petrópolis promoverão homenagem floral no túmulo da Redentora, no Mausoléu Imperial da Catedral petropolitana. Ocorrerá incensação dos jazigos e leitura da Carta Apostólica do Papa Leão XIII, concedendo a Rosa de Ouro à então Princesa Imperial Regente, em 1888. (Na foto abaixo, dona Isabel de Orleans e Bragança)

 Já no dia 13 de maio, na cidade do Rio de Janeiro, haverá a solenidade “Flores para uma Redentora”, junto à estátua da Princesa Isabel, na avenida que tem o seu nome, em Copacabana. Nesse dia, à tarde ocorrerá uma Sessão Solene da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sob a presidência e iniciativa do vereador Cesar Maia, em homenagem aos 125 anos da assinatura da Lei Áurea. Haverá logo em seguida, Missa de Ação de Graças da Imperial Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos do Rio de Janeiro, na igreja localizada na Rua Uruguaiana.

(Armando Lopes Rafael)


Segredos e Revelações da História do Crato: o episódio de 3 de maio de 1817 – por Armando Lopes Rafael (*)

Padre José Martiniano de Alencar, foi senador do Império, governador da Província do Ceará por duas vezes, e um dos líderes no movimento pela maioridade antecipada do Imperador Dom Pedro II, além de líder da Revolução Pernambucana no Cariri


A Câmara Municipal de Crato resolveu fazer hoje uma sessão para homenagear a participação de Crato na Revolução Pernambucana de 1817. Um amigo, com muita influência na cidade, possuidor de curso superior, perguntou-me: o que se comemora neste 3 de maio?  A quase totalidade dos cratenses desconhece esse episódio histórico. Aos fatos, pois.

O que foi a Revolução Pernambucana de 1817?

Foi uma revolta de cunho republicano, iniciada em Recife no dia 7 de março de 1817, inspirada na Revolução Francesa e na independência dos Estados Unidos da América, com o objetivo de destituir os portugueses do controle da administração daquela província. Os revolucionários pernambucanos eram unânimes em defender a extinção de privilégios e monopólios, bem como estabelecer comércio livre com o restante do mundo. Na busca dessas metas – assunto frequente nas reuniões das várias sociedades secretas de Recife – amadurecia a ideia de uma Constituição republicana para Pernambuco. Uma corrente pregava também uma reforma tributária. Entretanto não chegaram a um consenso, quanto à extinção da escravatura, como desejavam os ingleses. Outra corrente se opôs à proposta de liberdade de professar outra religião que não a católica.

E o que o Crato teve com isso?
O movimento revolucionário estendeu-se também pelos territórios das províncias do Rio Grande do Norte e Paraíba, recebendo a adesão de influentes lideranças. Para obter a adesão da Província do Ceará, foi enviado a Crato o seminarista José Martiniano de Alencar, nascido no Cariri, aluno do Seminário de Olinda. O seminarista José Martiniano, dotado de notável inteligência, culto e ambicioso, contava a seu favor, nessa empreitada, com o prestígio da sua família – a Alencar – um clã de destaque no Cariri e adjacências. Mas, sabia ele,  que a revolução só seria vitoriosa no Cariri, se contasse com o apoio do homem mais importante do Sul do Ceará: Leandro Bezerra Monteiro.

E Leandro apoiou?

Não. Sem disparar um tiro, ele derrotou o movimento revolucionário oito (8)dias depois,  em 11 de maio de 1817.

E por que não se fala nesse Leandro Bezerra Monteiro?

Porque a memória dele foi programaticamente “esquecida”, a partir de 15 de novembro de 1889, devido ao golpe militar que implantou a forma de governo republicana no Brasil.
   Costuma-se dizer que a história é sempre escrita pelos vencedores. Os revolucionários de 1817 – derrotados pela contrarrevolução do monarquista brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro – passaram a ser exaltados como heróis, após a Proclamação da República. Seus feitos recebem proporções maiores que as reais, tanto nos meios de comunicação, como por parte de alguns historiadores. Do brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro pouco se fala. Sequer lembram que foi ele o fundador da cidade de Juazeiro do Norte. E quando se escreve sobre o efêmero movimento que foi a Revolução Pernambucana de 1817, em terras do Cariri cearense, omite-se a decisiva participação do brigadeiro Leandro, ao debelar a revolta, como também a coragem pessoal e cívica deste, naquele episódio.
   A fidelidade à Monarquia, por parte de Leandro Bezerra Monteiro, motivou a concessão – partida de Dom Pedro I – da honraria ao ilustre cratense do primeiro generalato honorário do Exército brasileiro. Àquela época, embora em desuso, o posto de brigadeiro correspondia – na escala hierárquica do Exército Imperial – à patente de general.
   Outras também foram as virtudes e qualidades do brigadeiro Leandro, e como se fosse um acerto da história,  sabe-se hoje que grande foi o seu valor. Por isso sua fama vem sendo redescoberta e refulgirá sempre, cada vez mais, pelos séculos futuros!

(*) Armando Lopes Rafael é historiador. Sócio do Instituto Cultural do Cariri e membro da Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris, de Salvador(BA)

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