06 outubro 2013

Para você Refletir - Por Maria Otilia

Estamos vivendo a era  das manifestações. Algumas com objetivos e finalidades bem definidos, outros movimentos e inquietações sem  muitos propósitos. Questionamos os altos reajustes de impostos, baixos índices de reajustes salariais, a  falta de seriedades nos concursos públicos, a precariedade na prestação de serviços públicos essenciais, etc. Mas na maioria das vezes apenas nos inquietamos. Partir  para a luta, reivindicar, protestar e assumir uma postura de mudança, são poucos que o fazem. A maioria das pessoas ficam em cima do muro, aguardando o que lhe é mais cômodo.
Para você refletir, nesta semana que se inicia, posto esta fábula. Faça uma boa leitura.

       A FÁBULA DA GALINHA NA TERRA DA TRIBUTAÇÃO E DA SOLIDARIEDADE
                                                            
Era uma vez uma galinha que encontrou alguns grãos de trigo no quintal. Chamou a vaca, o porco, o pato e o cão, para ajudar a plantá-lo. 
“Eu não”, a vaca mugiu.
“Nem eu”, grunhiu o porco.
“Deixa para lá”, grasnou o pato.
“Tô fora!”, latiu o cão. 
A galinha, então, plantou o trigo, sozinha. Assim que estava próxima a colheita, voltou a convocar os amimais para colhê-lo. Teve as seguintes respostas: 
“Não recebi treino para fazer estas coisas!” (vaca)
“Quem, eu? Trabalho me cansa!” (porco)
“Estou de férias” (pato)
“Serviço pesado não é comigo!” (cão) 
Não houve jeito de convencer a bicharada a colaborar, de forma que a galinha teve que colher o trigo sozinha. 
Chegou a hora de assar o pão com o trigo colhido. “Quem vai me ajudar?”, foi a pergunta da galinha, diante da qual obteve as seguintes evasivas: 
“Estou no seguro desemprego, e por isso não preciso trabalhar” (vaca)
“Está muito quente, deixa isto para um dia mais frio!” (porco)
“Ei, você tem que me pagar hora extra, senão não faço!” (pato)
 “Se eu trabalhar e aumentar minha renda, perco a bolsa-ração, eu preciso dela!” (cão) 
Então a galinha assou o trigo e obteve 5 pães como resultado. Satisfeita, mostrou-as à bicharada. 
Todos exigiram uma parte, mas a galinha prontamente cacarejou: “Não! Fiz todo o trabalho sozinha! Eu é que devo consumir estes pães, e não vocês!”. Como resultado, recebeu vários impropérios, entre os quais: 
“Sua verme burguesa!” (vaca)
“Exijo direitos iguais!” (porco)
“Que falta de solidariedade, sua ...!” (pato)
“Gananciosa, capitalista, exploradora!” (cão) 
Houve alvoroço, protestos, discursos contra a atitude da galinha. Logo chega um funcionário do governo e exige da galinha os vários impostos sobre a produção do pão. 
Diante de tamanha pressão, a galinha alegou que trabalhara sozinha, e que ninguém a ajudara, nem o governo, nem a bicharada, portanto, tinha direito a dispor do pão como bem entendesse. 
O funcionário do governo chamou então a polícia e falou: “você se arriscou a produzir, pelas nossas leis, você deve pagar os impostos e os trabalhadores produtivos devem dividir os lucros com todos, para a paz e a justiça social”. 
Desta forma, 2 pães foram entregues ao governo, como pagamento de impostos, e os 3 pães que restaram foram divididos em fatias e distribuídos em partes entre a bicharada. 
Todos comeram e se fartaram, achando muito justas as leis do país da tributação e da solidariedade. Porém, a bicharada não entendeu porque, nunca mais, a galinha voltou a fazer pão...

Compilado e adaptado por Júlio César Zanluca 

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