02 outubro 2013

Balança comercial tem pior resultado até setembro em 15 anos



Em setembro, saldo comercial melhorou com superávit de US$ 2,14 bilhões. Nos nove primeiros meses do ano, porém, houve déficit de US$ 1,62 bilhão.

A balança comercial brasileira registrou um déficit (importações maiores que vendas externas) de US$ 1,62 bilhão de janeiro a setembro deste ano, o pior valor para este período desde 1998 – quando foi apurado um resultado negativo de US$ 3,6 bilhões. Os números foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Nos nove primeiros meses do ano passado, a balança registrou um superávit de US$ 15,7 bilhões.

De janeiro a setembro de 2013, as exportações somaram US$ 177,65 bilhões, com média diária de US$ 939 milhões e queda de 1,6% frente a igual período do ano passado, ao mesmo tempo que as importações totalizaram US$ 179,27 bilhões – com média de US$ 948 milhões por dia útil e alta de 8,7% sobre igual período de 2012.

Melhora em setembro

Apesar de os números oficiais mostrarem um fraco resultado na parcial do ano, eles também mostraram uma recuperação em setembro, quando foi registrado um superávit (exportações menos importações) de US$ 2,14 bilhões na balança comercial brasileira.
Trata-se do segundo melhor resultado mensal deste ano, perdendo apenas para junho (+US$ 2,3 bilhões). Mesmo assim, foi o pior mês de setembro desde 2010 – quando foi registrado um superávit de US$ 1,07 bilhão. Em setembro de 2012, o superávit da balança somou US$ 2,55 bilhões. No mês passado, as exportações somaram US$ 20,99 bilhões, com queda de 5% frente a setembro de 2012, enquanto as compras do exterior totalizaram US$ 18,84 bilhões – com recuo de 2,2% sobre setembro do ano passado.

Razões para o fraco resultado

O fraco desempenho da balança comercial neste ano acontece em meio à crise financeira internacional, que tem gerado queda do comércio mundial, e, segundo o governo federal, também está relacionado com o atraso na contabilização da importação de combustíveis e derivados.
O atraso na contabilização das importações de combustíveis aconteceu porque, em julho de 2012, a Receita Federal editou a instrução normativa 1.282, que concedeu um prazo de até 50 dias para registro das importações de combustíveis e derivados feitas pela Petrobras.
Normalmente, as empresas têm 20 dias para fazer o registro. Cerca de US$ 4,5 bilhões em importações de petróleo e derivados que aconteceram, de fato, em 2012 foram contabilizadas somente neste ano.

Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
Foto: Site reconcavoonline



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