23 julho 2013

Fundação Araripe e instituições parceiras levam experiência à feira regional, em Crato




A Fundação para o Desenvolvimento Sustentável do Araripe (FAraripe), esteve participando da ExpoCrato 2013, com um stand levando aos visitantes os projetos e experiência vividas na área do semiárido. São trabalhos desenvolvidos em prol das comunidades de áreas dos Estado do Ceará, Pernambuco e Piauí, para promoção da sustentabilidade ambiental e melhor convivência do homem com a seca.

Além das experiências, foram levados ao público diversos trabalhos artísticos desenvolvidos pelos integrantes das organizações não governamentais, associações, que atuam em parceria com os projetos da Fundação. Um deles está voltado para o extrativismo vegetal na região, inserindo as comunidades de áreas como o sítio Macaúba, No município de Barbalha, de mulheres que atuam na extração do óleo do côco Babaçu e experiência também do Município cratense.

Esse trabalho faz parte das ações do projeto ‘Produção do Arranjo Produtivo do Babaçu e Pequi’, que vem sendo desenvolvido na região do Cariri. Mais de mil famílias da região sobrevivem do setor extrativista no Cariri. Segundo o coordenador, Cristiano Cardoso, o projeto envolve comunidades dos municípios de Barbalha, Jardim, Santana do Cariri, Missão Velha, Crato, dentre outras cidades onde há a produção extrativista. Com duração de um ano, já reuniu as comunidades em oficinas de planejamento, para a realização de mapeamento e levantamento das áreas.

A finalidade é diagnosticar a cadeia e compreender os entraves que existem e quem está atuando nesse processo, o quanto se produz e deixa de aproveitar. O projeto tem apoio de órgãos federais e Programa das Nações Unidades para o Desenvolvimento (Pnud). Cristiano Cardoso destaca a importância econômica para a região desses produtos, principalmente no período de safra, promovendo o aquecimento da economia local. “Em torno de 15% a 20% no campo da agricultura podem ser estimulados por esses produtos”, estima.

Fogão Geoagroecológico apresentado na ExpoCrato

Além das experiências das comunidades extrativistas, foi apresentado pela Fundação Araripe, durante a ExpoCrato, que reúne visitantes de todo o Nordeste, a nova tecnologia social que vem sendo adotada, como forma de possibilitar o uso equipamento nas comunidades rurais, com menor impacto ao meio ambiente e à vida dos trabalhadores e trabalhadoras das comunidades da caatinga e do serrado.

Segundo o secretário executivo da Fundação Araripe, Francisco das Chagas Vieira Sales, o stand também contou com a participação de instituições que atuam com projetos para o melhor aproveitamento dos recursos naturais, na área da caatinga, como ferramenta de subsistência das comunidades.

Ele cita o exemplo do fogão geoagroecológico, que teve um exemplar construído no stand, na própria ExpoCrato. A ideia é possibilitar o equipamento, de forma simples e de baixo custo (cerca de R$ 300,00), feito com tijolos comuns e barro, seja aproveitado pelas comunidades. Oficinas com os técnicos da FAraripa já foram realizados em Santana don Cariri, e Exu, no Pernambuco, para promover a capacitação aos multiplicadores da tecnologia social. Em breve, comunidades de área rural do Crato, além de Exu, passarão por capacitação. O projeto foi idealizado na Bahia, por Marcelo Aroucha.


Para o secretário, esse projeto se torna extremamente acessível para as comunidades, por ter material de fácil acesso para construção e ser usada qualquer lenha de catação, para produzir fogo. Ainda este ano, segundo ele, será realizada capacitação, na serra do Ingá, em Crato. Esse projeto vem sendo desenvolvido por meio de importante parceria da Fundação com o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima), do Ministério do Meio Ambiente.

Fonte: Fundação Araripe


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