10 julho 2013

Cientistas admitem que computadores quânticos já são realidade


Um estudo independente da Universidade do Sul da Califórnia concluiu que o processador da D-Wave realmente opera com base em fundamentos da mecânica quântica. Na prática, os computadores quânticos deixaram de ser uma promessa futurística e se tornaram realidade, já podendo ser comprados no mercado.

Assim que a empresa canadense lançou o D-Wave One, anunciando-o como o primeiro computador quântico do mercado, vários físicos afirmaram que um processador quântico usando qubits codificados magneticamente em loops supercondutores estava em algum ponto numa escala que ia de uma impossibilidade a um engodo. Quando a máquina começou a funcionar, alguns mais cautelosos disseram que a arquitetura do processador era interessante, mas não dependia de fenômenos quânticos. Ao contrário das experiências feitas em computação quântica pelos cientistas acadêmicos, o processador da D-Wave utiliza uma abordagem conhecida como adiabática, explorando um mecanismo chamado termalização quântica (ou recozimento quântico, do inglês quantum annealing).

Ele foi construído com as mesmas técnicas empregadas na fabricação dos processadores eletrônicos tradicionais, mas usa bobinas de nióbio supercondutoras, em vez de semicondutores. Agora, uma equipe da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, atestou que a mecânica quântica desempenha um papel essencial no funcionamento da parte quântica do chip. Em 2011, uma equipe da universidade canadense da Colúmbia Britânica também já havia concluído que o processador quântico da D-Wave é realmente quântico. “Usando um problema teste específico, envolvendo oito qubits, verificamos que o processador D-Wave realiza cálculos de otimização, isto é, encontra as soluções de menor energia, utilizando um procedimento que é consistente com o recozimento quântico e é inconsistente com as previsões do recozimento clássico,” disse Daniel Lidar, coordenador da equipe que realizou a avaliação.

O processador da D-Wave é híbrido, sendo capaz de executar cálculos seguindo algoritmos quânticos, mas também de realizar o processamento clássico dos computadores tradicionais.
O teste concentrou-se em um subconjunto do processador formado por 128 qubits, dos quais 108 são funcionais, ou seja, disponíveis para cálculos. A avaliação foi feita no modelo original do computador, que está instalado na própria universidade.

Vesuvius

A D-Wave já vende sistemas equipados com a versão 2.0 do seu processador quântico, chamado Vesuvius, que possui 512 qubits. A equipe planeja agora testar o novo chip.
A NASA e o Google já planejam usar o computador quântico D-Wave, que já resolveu problemas do enovelamento de proteínas e já enfrentou um PC cara a cara, vencendo fácil.

Com informações de Inovação Tecnológica - R7


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