07 maio 2013

As duas princesas e as três fadas - Por: Emerson Monteiro


Certa vez, uma princesa saiu a passear nas proximidades do palácio e acabou perdida em meio às belezas da espessa floresta do lugar. Andou que andou até se sentir exausta, quando avistou choupana simples e bonita. Dali veio chegando e empurrou a porta da casa, que, com facilidade, se abriu. Chamou os moradores, contudo ninguém atenderia. Cuidadosa, a princesa entrou na residência e ficou observando cada detalhe. A poeira e o desalinho demonstravam que seus donos necessitavam de ajudam e logo resolveu trabalhar a fim de por ordem nos móveis e objetos daquele estranho ambiente.

Sem demora, varreu cada cômodo, dobrou lençóis dos três minúsculos leitos que havia, lavou louça, espanou e organizou tudo no lar pequeno e delicado. Durante bom tempo dedicou atenções às tarefas, restando melhor interior da residência, sentindo nisso alegre satisfação.

Quando terminou de arrumar a casa, ouviu ruídos do lado de fora. Em seguida, três fadas luminosas e saltitantes chegaram do que pareceu jornada longa, exaustiva. Escondida detrás da porta, a jovem acompanhava as reações das pequeninas fadas. Admiradas, elas comentavam:

- Quem lembrou a nossa casa decerto merece um par de sapatos todo de ouro. Outra disse: - Um vestido de ouro, também. Enquanto a terceira acrescentou: - E pulseira bela de ouro a lhe completar os presentes.
Assustada com aquilo, a princesa buscou fugir da residência misteriosa. Já ia andando pelos caminhos da floresta quando notou que os desejos que da fadas ouvira agora mostravam seus efeitos, pois levava consigo as riquezas oferecidas pelas fadas agradecidas.

Com pouco esforço, chegaria ao palácio e quem primeiro lhe observou os presentes ricos que recebera foi a rainha mãe, que depois contaria à irmã da princesa, de índole cimenta e ambiciosa. Ardendo de curiosidade, esta quis saber o jeito de a irmã receber tão ricos mimos.

No dia seguinte, ainda com escuro, a outra princesa saiu em procura da casa das fadas. Carregava consigo vontade enorme de receber caros presentes. Lá na mesma residência, empurrou a porta e entrou agoniada. Quando mais quis auxiliar nas tarefas de limpar e arrumar as peças do ambiente, obtinha piores resultados, desorganizando sem habilidade, destruindo o que avistava pela frente. No final, deixou tudo em completa desordem, trens, móveis e roupas revirados pelos cantos.

Procurou esconderijo e ficou à espera das fadas, que não demoraram.

Ao verem o desmantelo do lugar, uma considerou: - Quem fez isso merecerá escamas grosseiras no corpo inteiro. A segunda, abusada, falou: - Cascos de cabra em vez de pés nessa desatenta. Enquanto a terceira fada arrematou: - E uns chifres de bode no alto da testa.

Em fuga, a outra princesa sairia dali carregando no corpo os sinais do que acabara de receber de quem vivia na habitação esquisita.

Quando lembrar essa história, caro (a) leitor (a), se motive a ser mais cuidadoso (a) e deixar a preguiça de lado, e seja assim mais feliz.

Obs.: História ouvida de Maria Gisleide Martiniano.   

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