xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 04/11/2012 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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04 novembro 2012

Histórias e Estórias do Crato de Antigamente - 04/11/2012 - Domingo



Calçadão do Crato nos anos 80
O INFARTO

Certo dia, o jogo de buraco corria solto na casa do Luís. De repente, ele começou a suar muito e com uma dor no peito, correndo para o braço esquerdo. Alguém, de pronto, ligou para o Dr. Raimundo Bezerra. Do outro lado da linha veio a ordem:
- Leva rápido para a Casa de Saúde que ele está tendo um infarto!
O João de Borba Maranhão, imediatamente se prontificou:
- Eu levo o Luís!
Mais do que de repente, os jogadores carregaram o Luís e o instalaram no banco traseiro do carro, onde ele ficou deitado.
Foi aí que ele pode comprovar a mania da família por carro velho. Era uma batedeira total. Parecia que não tinha amortecedor e nenhum parafuso. Apesar de toda a dor, só pensando em morrer, o Luís notou que o carro estava com o freio de mão puxado até o último ponto. O motor zunia e o carro não desenvolvia. O Luís com uma dor terrível, que não o deixava falar. Só conseguia pensar:
- Porra, vou morrer por causa de um freio de mão! Puta que pariu! Que sorte essa minha! Nessa velocidade, quando chegar ao Hospital, eu já estarei morto!
Quando conseguiu estacionar na emergência da Casa de Saúde do Dr.Raimundo, a fumaceira tomou conta de todo o carro. Então, o João de Borba, na maior calma do mundo, exclamou:
- Ih! É por isso que o carro não desenvolvia! Eu doido para chegar rápido e o carro não andava! Deixei o freio de mão ligado!

O TÉCNICO


Três clubes se destacavam no futebol do Crato. O Sport - o melhor - mais organizado e de maior torcida. Provavelmente devido às cores das camisas rubro-negras, como as do Flamengo. O Atlético, com as camisas mais para laranja do que vermelho. E o Cariri, de camisas brancas com duas listras separadas na diagonal, em preto e vermelho. Dos três, o mais modesto.
A Diretoria do Cariri decidiu convencer o Dr. Luís de Borba Maranhão de que ele era um excelente técnico de futebol. Na verdade, estavam de olho era no dinheiro dele. O certo é que ele pegou a corda e a sua estréia foi num clássico contra o Sport. O jogo foi no campo do adversário, no Bairro Barro Vermelho. O campo era de terra, o alambrado era um único arame que cercava as quatro linhas, e o fechamento do estádio era com palha. Joguei algumas vezes nesse campo, em torneio de times de garotos. A bola era oficial, de “pito”, como se chamava, e todos jogavam descalços.
Com o patrocínio do Dr. Maranhão, o Cariri lançou um atacante, Meinha, que tinha fama de goleador.
O Luís se colocou ao lado do novo técnico, para observar suas instruções. O jogo disputadíssimo, mas com maior pressão por parte do Sport. Quase ao final do jogo, córner contra o rubro negro. A bola é lançada para o tumulto da pequena área. E o Meinha, entra de peixinho e, com a cabeça, empurra a bola para o fundo das redes do Sport. O técnico virou-se para o Luís e disse:
- Essa jogada eu combinei para lançar na cabeça do Meinha!
Ao final da partida, com a vitória do Cariri, o novo técnico foi carregado nos ombros pelos jogadores e Diretoria. Afinal de contas, era o grande patrocinador da Equipe...

Clube Atlético Cratense. O primeiro, em pé, da esquerda para a direita, é o Alagoano, cunhado do Luís. Foi quem me levou para assistir ao meu primeiro jogo de futebol. O segundo, agachado, da esquerda para a direita, é o Ossian Alencar Araripe, que chegou a ser prefeito do Crato e Deputado Federal. Era o craque do time e da seleção cratense.

O FISCAL

A Prefeitura do Crato cobrava de comerciantes, profissionais liberais etc, o imposto da placa de identificação, exposta na fachada. Era uma taxa por metro quadrado de placa. Existia um fiscal pouco inteligente que, uma vez por ano fiscalizava se a placa era a mesma ou tinha sido mudada. Estava o Luís na sua Imobiliária Santa Marta, quando chegou o tal fiscal:
- “O senhor mudou a placa?”
- “Mudei sim. Era de madeira e agora é esta aí, de acrílico e iluminada”
- “Ela é maior do que a outra?”
- “Não sei. Pode medir.”
Feita a medida, o fiscal observou que a nova placa era maior. Então, saiu-se com esta:
- Esta placa é maior. O senhor tem o direito de pagar mais um tanto.”
- “Tenho o direito, é?”
- “Sim, senhor. Tem o direito”
- “Pois, se eu tenho este direito, eu prefiro não ter este direito!!!”

A BRIGA

O comentário na Praça era a surra que um soldado da polícia tinha dado num dos Teles. Por pura maldade, covardia mesmo. Quase que mata o pobre do rapaz. Acontece que o agredido tinha um irmão lutador de judô: Alberto Teles. Houve, casualmente, o encontro do Alberto com o tal soldado, na Santos Dumont, próximo ao Cine Moderno e do calçadão que passa ao lado da Imobiliária do Luís. O Alberto foi reclamar ao soldado pela arbitrariedade cometida. O soldado, ao ver aquela pessoa franzina, já se encheu de coragem e partiu para a agressão. De repente sofreu um golpe que o arremessou pelos ares, indo estatelar-se no calçamento. De imediato sacou da arma e, antes de empunhá-la, o Alberto deu-lhe uma pernada, jogando a arma para longe. O soldado, covarde como era, puxou uma peixeira enorme. Alberto, então, entrou na relojoaria do Geraldo Formiga, que só tinha uma porta.

Enquanto isso, alguém chegou na Imobiliária do Luís chamando:
- “Luis, Luís, vem cá depressa. Vem ver uma briga aqui na esquina, entre o Alberto Teles e um soldado!”
Quando o Luís chegou ao local, só ouviu um barulho dentro da relojoaria. Quando menos esperou, o soldado foi saindo, literalmente, voando pela porta e esparramando-se no calçamento. Foi se levantando e gritando:
- “Não deixem esse homem me matar!!!”

ZÉ ARROCHADINHO

Luís Sarmento foi outro dos freqüentadores da Praça Siqueira Campos. O seu expediente era pela manhã, horário no qual os aposentados ficavam apreciando as meninas irem para o colégio. Era um homem muito alto, que estava sempre transpirando muito. Por causa da sua altura, quebrou as duas pernas. Numa viagem a Recife, de ônibus, uma freada brusca e o aperto entre os bancos fez com que ele quebrasse as duas pernas de uma só vez. Devido a esse acidente, ficou com o caminhar irregular. Falava também com dificuldade, pois nunca se adaptou às duas dentaduras que usava. Era um contador de piadas, sempre inéditas. Certa vez contou a seguinte:
Existia um dançarino de samba famoso, que se chamava “Zé Arrochadinho”. Não era o samba dos morros cariocas, que se espalhou por todo o país. Mas era, como se chamavam, desde o século XIX, as festas rurais, animadas por sanfoneiros. Anos depois, passaram a se chamar forrós. O Zé Arrochadino tinha um desafeto gratuito. Certo dia, chegou e avisou para a mulher:
- “Mulher, vai haver um samba ali e eu quero ir. É dos bons, do jeito que eu gosto! Eu quero que você arrume a melhor roupa que eu tiver aí!. É muito bom. É aqui perto!”
- “Tu não larga essa mania de ir pra samba!”
- “Este eu não quero perder de jeito nenhum!. Tenho dois motivos para ir: primeiro porque o samba vai ser bom; segundo, porque estou com um palpite que o Zé Arrochadinho vai, e eu vou matá-lo.”
- “E por que você vai matar o Zé Arrochadinho? Este cristão algum dia lhe fez mal?”
- “Simplesmente porque não vou com os cornos dele! Eu não simpatizo mesmo com aquele caboclo. Uma vez ele disse que suor de negra não fede, o que fede é suor de negro! Desde este tempo que eu fiquei invocado com ele!”
- “Pois agora eu estou é gostando desse Arrochadinho! E pra que a melhor roupa?”
- “Porque eu quero chegar é bonito!”
Foi só chegar no samba e já avistou o Zé Arrochadinho, dançando com uma negra. Não houve nem discussão. Foi logo enfiando a peixeira no desafeto. Foi aquele alvoroço! Fugiu e desapareceu. A casa de samba fechou. Após três semanas resolveu reabrir, encerrando o luto. Quando menos se esperou, estava lá o assassino, dançando tranqüilamente. O policial, que estava de espreita, bateu no seu ombro e disse:
- “Teje preso!”
- “Espere, não vai me dizer que ainda é por causa daquela história antiiiiiiga do Zé Arrochadinho!”

Por: Ivens Mourão
Todos os direitos reservados
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Ufólogos iniciam pesquisas no Sertão Central


Uma equipe está sendo formada para trabalhar no Projeto Gênesis, o primeiro estudo de campo sobre Ovnis. Boby Peças quer reunir sua equipe para pesquisar casos de ufologia FOTO: ALEX PIMENTEL

Quixadá. Especialistas em ufologia vão iniciar pesquisas em torno do gênero na Área Q, como ficou conhecida a região de Quixadá e Quixeramobim, onde são comuns relatos de aparecimentos de Ovnis. Um aficionado estudioso do tema no Estado, Robisson Alencar, mais conhecido como Boby Peças, é um dos idealizadores da proposta. De acordo com ele, trata-se do Projeto Gênesis, o primeiro estudo de campo do gênero no Ceará. Uma equipe está sendo formada para trabalhar em conjunto com a Associação Gênesis, uma organização não governamental cujo objetivo é desenvolver e executar projetos como simpósios, livros, vídeos, documentários e excursões de visita a lugares considerados importantes para as pesquisas. A rota terá início nas duas cidades do Sertão Central do Ceará.

Credibilidade

A ideia principal do projeto é dar mais credibilidade aos fenômenos de fato registrados na região, mas desprezados ou escondidos pelos órgãos oficiais como as Força Aéreas de muitos países e mais os institutos espaciais internacionais, como a Nasa, explica o ufólogo.

Na avaliação de Boby Peças, dos casos apontados como relacionados aos Ovnis ou UFOs, somente 2% têm alguma fundamentação para pesquisas mais específicas sobre esses fenômenos. A maioria deles, os outros 88%, geralmente não tem veracidade. O restante dos casos anunciados são de algum tipo de objeto do universo cósmico cruzando o espaço tais como meteoros e cometas, ou terráqueos, como satélites e até aeronaves de modelos não convencionais como os aviões, utilizadas pelas forças armadas dos países mais desenvolvidos como os Estados Unidos, Inglaterra e Rússia. Às vezes também são brincadeiras, peças pregadas por descrentes de vida além da Terra. Não bastasse esses problemas, quem foi submetido a algum tipo de experiência dificilmente quer se expor publicamente. As pessoas envolvidas nesses tipos de fenômeno geralmente não levam suas experiências ao conhecimento público com medo de se expor e serem consideradas malucas, segundo os estudiosos.

Por esses motivos, a equipe de ufólogos fará preliminarmente o estudo do caso e somente havendo confirmação e aceitação de quem presenciou ou foi submetido a contato será dado conhecimento do fato por meio do portal eletrônico a ser lançado, como também nos documentários e encontros promovidos pela Associação ou dos quais forem convidados a participar. Boby se refere ao exemplo do recente aparecimento de Ovnis, há cerca de duas semanas, no entorno do Açude do Cedro. Um casal de namorados relatou ter visto uma esfera luminosa de aproximadamente cinco metros de diâmetro mergulhar nas águas do reservatório público e após alguns minutos retornar ao espaço. Com receio de serem repreendidos pelos pais e motivo de chacota entre os vizinhos, os jovens pediram para não ter seus nomes revelados.

Casos dessa natureza não serão expostos pela equipe do Projeto Gênesis. Somente por meio das informações prestadas pelas testemunhas será possível certificar a autenticidade do episódio. Casos assim serão descartados até o surgimento de provas concretas, explicou o ufólogo.

Discussão

Com o Projeto Gênesis, a ufologia voltará a ganhar destaque na Área Q. A discussão sobre a existência de vida extraterrestre voltará à tona. Casos clássicos como o do crânio do ET, famoso a partir da investigação feita pela reportagem do Diário do Nordeste, voltarão às rodas de debate. Embora profissionais especializados em paleontologia tenham apontado a peça óssea como sendo de uma tartaruga marinha, os ufólogos de Quixadá ainda não se deram por convencidos. Boby ainda guarda o crânio, encontrado em novembro de 2005, à margem da CE-060, nas proximidades da Fazenda Pé de Serra, há pouco mais de 10Km do Centro de Quixadá.

Rejuvenescimento

Outro registro muito famoso sobre ETs em Quixadá foi o Caso Barroso, de 1976. Após ser atingido por um facho de luz disparado por uma espaçonave, o comerciante Luis Barroso Fernandes morreu anos depois, de forma misteriosa. Ele entrou em processo de rejuvenescimento mental deixando médicos impressionados. Mesmo após consultar 17 especialistas em várias áreas da Medicina, seu caso continua sendo um dos mais emblemáticos dessa área e objeto de estudo em vários países, destacou o ufólogo de Quixadá.

Mais informações:

Projeto Gênesis
Município de Quixadá
Região Sertão Central
Estado do Ceará
Telefone: (88) 9928.6476

Experiência se torna roteiro cinematográfico

O caso do comerciante Luis Barroso Fernandes é considerado um clássico da ufologia. Depois de ter "visto" um Ovni, ele se sentiu mal e, com o decorrer do tempo, foi voltando a ser criança, até falecer em 1993

Quixadá Com mais de 40 anos dedicados à ufologia, o professor Agobar Peixoto considera a proposta apresentada pelo amigo Robisson Alencar - prefere tratá-lo pelo nome - interessante e válida. Entende ser importante o acompanhamento de fatos reais. Ele reconhece o Caso Barroso como exemplo e um dos mais clássicos no gênero. A cena inclusive é reproduzida no longa-metragem Área Q, com exibição em circuito nacional há alguns meses. Conforme o ufólogo, quem iniciou as investigações foi o colega ufólogo Reginaldo de Athayde. Desde então, o fenômeno tem atraído o interesse de estudiosos mundo afora. Na opinião de Agobar, o comerciante Luis Barroso foi atingido por um facho de luz afetando seu cérebro. Nunca mais a vida dele foi a mesma. "Mas quem explica melhor esse fato é Athayde", pontua.

Em seu livro "ETs, santos e demônios na terra do Sol", o pesquisador Reginaldo de Athayde aborda o Caso Barroso. Era madrugada de 3 de abril de 1976.Luis Barroso seguia para o seu sítio, situado alguns quilômetros da cidade quando ouviu um zumbido semelhante ao de um enxame de abelhas. Olhou para trás, não viu nada e resolveu continuar. Repentinamente, um objeto voador, de aproximadamente três metros de diâmetro, posicionou-se acima dele. Assustado, puxou as rédeas e parou para observar o estranho aparelho descer lentamente à sua frente, a uns 30 metros de distância. O burro andou para trás, aparentemente assustado com a presença do objeto. Repentinamente, o aparelho emitiu um facho de luz atingindo Barroso e o animal. Ficam paralisados. Do aparelho abriu-se uma porta, por onde saíram dois pequenos seres. Um deles segurava um objeto semelhante a uma lanterna, com a qual apontou e disparou um facho de luz atingindo Luis Barroso no rosto. Com isso, imediatamente Barroso perdeu a consciência. Ao voltar a si percebeu que estava distante do local onde havia parado a charrete. Sentia-se tonto, trêmulo e um ardor no rosto. Sentia também dificuldades respiratórias e intensa dor de cabeça. O lado esquerdo de seu corpo encontrava-se avermelhado, além de sentir dificuldade em realizar movimentos para colocar a charrete em movimento.

Pouco depois, Barroso foi socorrido por um vaqueiro. Como não estava se sentindo bem pediu pata levá-lo até sua casa, onde narrou sua extraordinária experiência. Ainda sentindo mal, em decorrência do contato, ele pediu à esposa para levá-lo ao médico, Antônio Magalhães, um dos mais conceituados da cidade. Ele ouviu atentamente o relato do paciente e embora não acreditasse em discos voadores na época, considerou que algo muito sério havia ocorrido. Barroso tinha elevada credibilidade na cidade. Ele registrou todas as informações no prontuário de atendimento e receitou-lhe um antialérgico, um calmante e repouso absoluto. Ao voltar para casa, Barroso continuou sentindo-se mal, com dores constantes pelo corpo. Seus olhos ardiam muito e o lado esquerdo do seu corpo continuava avermelhado.

Divulgação

Os relatos de Barroso se espalharam pela cidade. Suas narrativas sobre a aparição chegaram a Fortaleza, onde emissoras de rádio e jornais locais divulgaram o episódio. O caso também chamou a atenção de Athayde. Foram então 17 anos de visitas contínuas, de duas a três vezes ao mês, até a morte dele. Luis Barroso faleceu em 1º de abril de 1993. "Ele tinha a pele suave como a de um bebê. Na melhor descrição possível, ele demonstrava uma regressão mental, aparentemente irreversível. Com o tempo passou a agir como uma criança. Ao fim da vida pronunciava apenas três palavras: mamãe, dá e medo. Ele sempre falava quando alguém batia uma fotografia com flash, evidenciando algum tipo de trauma com luz", disse. Reginaldo de Athayde, hoje com 76 anos, é uma das pessoas mais conhecidas e respeitadas na ufologia do Brasil. Além de presidente do Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU), ele é jornalista, escritor, administrador de empresas e contador. Foi presidente da Academia de Letras e Artes do Ceará, e também vice-presidente da Academia Municipalista de Letras do Estado do Ceará (Almece).

Mais informações:

Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU) - Fortaleza
Telefone:
(85) 3231.0805

ALEX PIMENTEL
Colaborador do DN

Reflexões para este domingo por Armando Rafael

O tamanho do PT em Crato


Quando o Dr. Marcos Cunha insistiu em sair candidato pelo PT à Prefeitura de Crato, um analista político disse esta frase: “Ótimo, assim saberemos o tamanho real do Partido dos Trabalhadores neste município”. Pois bem, Crato tem 85.800 eleitores e Dr. Marcos Cunha teve exatos 7.315 votos, o que representa 8,53% dos eleitores. Mas o tamanho do PT em Crato é ainda muito menor!  Muitos cratenses – que não são petistas –  votaram em Dr. Marcos Cunha pela boa campanha que ele fez. Campanha  com ética, transparência e um bom  programa de governo.

Sineval Roque, outra vítima

Já o deputado Sineval Roque, candidato do governador Cid Gomes à Prefeitura de Crato obteve míseros 4.386 votos, ou seja, 5,11% do eleitorado. Diga-se, de passagem, que Roque é um bom deputado para Crato. O seu fraco desempenho – nestas últimas eleições –  deveu-se às obras inacabadas do Governo do Ceará em Crato, e não uma resposta direta ao cidadão Roque, que, como competente industrial,  emprega muita gente nesta cidade. A propósito, o governo Cid Gomes ainda está para concluir, em Crato: O Centro de Convenções do Cariri (onde o mato começa a tomar conta); a Escola Profissionalizante, o Parque Ecológico do Fundão, o Ginásio Poliesportivo da Urca, o canal do Rio Grangeiro...

Bairro promissor

Construção do monumento a Nossa Senhora de Fátima, no bairro barro Branco, foto do site Chapada do Araripe

E por falar no Barro Branco, aquela localidade, em curtíssimo prazo,  será um dos maiores bairros de Crato. Ali serão erguidas – já em 2013 –   seiscentas (600) casas populares do Programa Minha Casa, Minha vida. Já está tudo acertado para o empreendimento que custará mais de 30 milhões de reais.

Nova Agência da Caixa em Crato

Até que enfim, em 2013, a cidade de Crato ganhará sua segunda Agência da Caixa Econômica Federal. Com uma única, pequena e superada agência – no centro citadino – já era tempo de uma nova filial da CEF em Crato, a qual poderá ficar localizada no bairro São Miguel ou adjacências.




Ainda sobre os “postes”

Genial o artigo de José Roberto Guzzo (“O resto é resto”) sobre as declarações de alguns políticos do governo,  para quem, com  a eleição do novo prefeito de São Paulo, “o povo” apagou as acusações contra Lula no episódio do mensalão. Diz o jornalista: “Está na cara que o resultado não apagou nem acendeu nada, pois eleição não é feita para separar o certo do errado, nem para decidir se houve ou não um crime – serve unicamente para escolher quem vai governar”.

Justitia quae sera tamem

E continua José Roberto Guzzo: “Dizer o que está certo ou errado é tarefa exclusiva da  Justiça: no caso, o STF já decidiu que foi cometida no governo Lula uma catarata de crimes, sobretudo de corrupção. Não há, simplesmente,  como mudar isso. A Justiça pode funcionar muito mal no Brasil, mas é o único meio que se conhece para resolver quem tem razão – assim como eleição é o único meio que se conhece para escolher governos”.

Fim da CPI

É atribuída a um  presidente francês, general  Charles de Gaulle,  a frase: “O Brasil não é um país sério”. De Gaulle tinha razão. O editorial do jornal “Estado de S.Paulo”, deste domingo, dia 4, comprova sua assertiva. A conferir: “Acabou em farsa, como se esperava, a CPI do Cachoeira, criada "oficialmente" para apurar os negócios do bicheiro Carlos Augusto Ramos com políticos, autoridades e empresários. A maioria governista de deputados e senadores bloqueou a tentativa da oposição de prorrogar a investigação por seis meses para dar tempo à eventual aprovação de pelo menos 500 pedidos de convocação de depoentes e de quebras de sigilos bancário, telefônico e fiscal”.

Pura verdade

Diz mais o editorial do Estadão: “Para os petistas que insistiram na abertura do inquérito, só interessava levar ao pelourinho o governador goiano Marconi Perillo, do PSDB. O ex-presidente Lula nunca o perdoou por ter revelado que certa vez o advertira dos rumores sobre o suborno de deputados federais que entraria para a história como mensalão. E, de fato, o tucano e membros do seu governo mantinham relações promíscuas com o contraventor – a quem Perillo, numa operação até agora mal contada, chegou a vender uma casa”.

PGR quer deportar brasileira que leiloou a virgindade na Austrália


João Pedro de Saboia Bandeira de Mello, subprocurador-geral da República, mandou um email ao ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, pedindo a revogação do visto da brasileira Ingrid Migliorin na Austrália. O Itamaraty respondeu que isso não é da alçada do MRE. A brasileira ficou famosa por leiloar a sua virgindade.

O leilão faz parte de um documentário sobre sexualidade chamado "Virgins Wanted". Ela se entregará a um japonês de 53 anos. O homem pagou cerca de US$ 780 mil (R$ 1,5 milhão) para ser o primeiro homem da vida dela.

Segundo o email envido pelo subprocurador, "o leilão da virgindade de Catarina "parece que se trata de crime de tráfico de pessoas" e pede a "revogação do visto (por exercício de prostituição) e a deportação [de Catarina da Austrália] com urgência".

Em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da TV Record, no dia 28/10, o subprocurador afirmou que as autoridades brasileiras podem, inclusive, declarar a prisão do idealizador do leilão, se ele vier com a brasileira para o país.

O Itamaraty afirmou que não considerou o caso como tráfico de pessoas, uma vez que a brasileira concordou em participar do leilão e em deixar o país para a consumação do ato. O passaporte de Ingrid não foi cassado e ela não deve ser deportada da Austrália. Você acha que o que Ingrid fez é crime? 

Por Charles Nisz
Via Correio Braziliense

Artesão transforma flandre em peças diferenciadas


Maurício Flandeiro, mestre da cultura, hoje se destaca como artista que possui peças em vários países

Cada peça criada é uma alegria. Os grandes e detalhados navios, oratórios, castelos, lampiões, aviões, estrelas, luas em suas fases mais belas, o sol em sua magnitude são belos e originais fotos: Elizângela Santos. Maurício dos Santos ficou conhecido, desde o final dos anos 70 quando começou a desenvolver as peças

Juazeiro do Norte Transformar flandre em arte passou a ser a principal atividade de José Maurício dos Santos. Era a forma de aliviar a dor do conflito psíquico para não retornar à loucura que viveu por algum tempo num hospital do Rio de Janeiro. Maurício Flandeiro ficou conhecido desde o final dos anos 70, quando começou a desenvolver peças diferentes e inspiradas. Investiu nos cortes especiais das folhas de zinco, para chegar a uma lamparina inédita, tendo como combustível a água. Os astros inspiravam o artista, que passava noites em claro para chegar às novas invenções. As peças do artista hoje estão presentes em museus do Estado e em vários países do mundo.

Em 1978, a conselhos médicos, quando saía do hospital psiquiátrico, Maurício decidiu vir para Juazeiro do Norte, sua terra natal. O lugar, para ele mesmo, não valorizou muito o seu trabalho. Hoje, numa humilde casa, no Bairro Frei Damião, na periferia da cidade, o mestre da cultura popular inspira cuidados médicos. Aguarda há meses uma oportunidade do posto de seu bairro, para tratar de um braço dormente, que não permite muito esforço, pelos efeitos dolorosos causados pelo desconhecido sintoma de provável doença.

Extinção

A arte dos flandeiros do Cariri está quase extinta. São homens, que por meio do lúdico transformam sonhos de criança numa grande arte do brincar adulto. Cada peça criada, uma alegria sem par para Maurício. Os grandes e detalhados navios, oratórios, castelos, lampiões, aviões, estrelas, luas em suas fases mais belas, o sol em sua magnitude. Todos esses cuidados especiais vinham de visões, pedidos feitos ao Padre Cícero Romão Batista e à mãe das Dores para que a criatividade chegasse.

Inspiração


Mas, ao criador sem limites de peças únicas, pela sua simplicidade, Maurício Flandeiro leva para o trabalho a vida de brincante. E lá estão as coroas de reis e rainhas. A figura do Mateus, personagem que faz no reisado, é fonte de inspiração para as suas peças de zinco. Chegou a ser mestre também na dança de reis. Os ouvidos apurados para as músicas românticas do passado inspiram o seu coração nas quentes tardes de novembro. Na calçada de casa escuta Altemar Dutra, paginando uma pasta com fotos antigas dos seus trabalhos, que nem sabe mesmo onde se encontra. "Está tudo por aí, no mundo", diz ele. Muitas de suas peças se encontram hoje na Europa e nos Estados Unidos.

Exposição

Em 2009, alguns trabalhos de Maurício Flandeiro foram disponibilizados no Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBN), na exposição organizada pelo historiador Titus Riedl, sociólogo, pesquisador e nascido na Alemanha, denominada Arte Bruta do Cariri. O artista ainda guarda várias fotografias de navios e barcos. Os meninos da rua ficam impressionados com a habilidade de Flandeiro e desafiam o artista a fazer as peças, que são os modelos de navios. "Para mim não tem a menor dificuldade, não fosse esse problema de saúde", diz. Impaciente com o seu estado, e quase desesperançado da saúde que o poder público oferece. Há mais de um ano sem poder trabalhar, Maurício já passou por Acidente Vascular Cerebral (AVC), e mesmo assim, depois dos exames e do tratamento, quando chegar, reiniciará suas atividade de criador de coisas novas. Ele apresenta com alegria as fotos da sala feita em sua homenagem no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, além das peças em outro museu de São Paulo. "Foi uma grande surpresa que me proporcionaram", lembra.

Sonhos

Aos 61 anos, a enfermidade física e a preocupação constante, aos cuidados constantes à base dos medicamentos, Maurício Flandeiro está com a mente cheia de sonhos de continuar suas atividades. A principal inspiração vem de Deus. A maioria das pessoas que batem na sua porta para conhecer o trabalho vem de fora. De outros países até. Aqui, Flandeiro se considera um ser anônimo. Na oficina de frente a sua casa tem apenas uma fruteira de peça de zinco. Lembra que há outra especialidade sua que são os jarros de flores, os beija-flores, pássaros que dão asas à sua imaginação. Essa não tem freio. Cria a todo instante em busca da liberdade do fazer.

Mais informações:

Rua Geraldo Galdino, Frei Damião
Cidade de Juazeiro do Norte
Região do Cariri
Telefone: (88) 8819.6491

Reportagem: Elizângela Santos
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaboradora oficial do Blog do Crato

Com lanças e sangue falso, ativistas pedem fim das touradas no Perú



Ativistas dos direitos animais se reuniram neste sábado (3) na praça San Martin, em Lima, no Perú, para pedir o fim das touradas. Vestidos apenas de shorts, homens e muheres colocaram lanças falsas nas costas e se mancharam de sangue falso para tentar "mostrar a dor dos animais".
Manifestantes protestam com sangue falso pelo fim das touradas no centro de Lima, no Perú (Foto: Enrique Castro-Mendivil/Reuters)Manifestantes protestam com sangue falso pelo fim das touradas no centro de Lima, no Perú (Foto: Enrique Castro-Mendivil/Reuters)

A temporada de touradas começa neste mês de novembro no país, mas os manifestantes se disseram otimistas de que vão conseguir abolir a prática "mais cedo do que as pessoas imaginam".
Vestidos apenas de shorts, manifestantes contra tourada fazem protesto em praça no centro de Lima (Foto: Enrique Castro-Mendivil/Reuters)Vestidos apenas de shorts, manifestantes contra tourada fazem protesto em praça no centro de Lima (Foto: Enrique Castro-Mendivil/Reuters)

Mauricio Rosas, porta-voz da organização anti-touradas Antitaurinos Peru (Peru Contra Touradas) disse que os protestos vão durar as próximas quatro semanas. De acordo com a CAS, entidade internacional anti-touradas, cerca de 377 touradas ocorrem todos os anos no Peru.

G1

Acidente com bondinho mata dois e fere 43 no Vale do Paraíba (SP)


Duas pessoas morreram e ao menos 43 ficaram feridas após o descarrilamento de um bonde turístico, que faz o percurso entre Pindamonhangaba e Campos do Jordão (SP), na região do Vale do Paraíba, por volta das 18h30 de ontem (3).

O acidente ocorreu em um trecho de serra que fica no município de Santo Antônio do Pinhal (161 km de São Paulo), próximo ao km 32 da rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123). Os bombeiros informaram que havia 45 pessoas no bondinho, entre passageiros e tripulantes. O bondinho descia a serra, no sentido Pindamonhangaba, quando descarrilou e se arrastou pelo barranco. Um helicóptero Águia da PM localizou o bondinho e orientou as equipes dos bombeiros a chegarem ao local por terra.

Dezoito do Corpo de Bombeiros em Campos do Jordão, Pindamonhangaba e outras cidades vizinhas ajudaram no trabalho de resgate das vítimas, que terminou por volta das 20h. Segundo os bombeiros, também ajudaram no resgate sete equipes da PM e 11 ambulâncias das prefeituras de Campos do Jordão, Pindamonhangaba e Taubaté. Ao menos 31 pessoas foram levadas a hospitais em Campos do Jordão, Taubaté e Pindamonhangaba. Segundo os bombeiros, o restante dos feridos buscou atendimento por conta própria. A estrada de ferro pertence à EFCJ (Estrada de Ferro Campos do Jordão), ligada à Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos, e é uma das mais antigas do Estado.
Em nota, a EFCJ afirmou que instaurou uma sindicância para apurar as causas e responsabilidades do acidente.

"A empresa lamenta o ocorrido e está prestando toda a assistência às vítimas e a seus familiares. O diretor-presidente da Estrada de Ferro de Campos do Jordão, Ayrton Camargo, está coordenando as ações de atendimento às vítimas", diz o texto. O caso foi registrado 1º Distrito Policial de Pindamonhangaba.

Folha.com


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