xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 09/07/2012 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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09 julho 2012

UM SOLDADO PERSISTENTE EM PROL DA NOSSA HISTÓRIA E TRADIÇÃO DO CRATO - Por Ed.Alencar


CAFÉ CRATO persiste, mesmo numa mesinha de café na praça... 




Muitos se lembram do tradicional e histórico CAFÉ CRATO na Praça Siqueira Campos. Foram sessenta anos de atividades prestadas à sociedade cratense, criado pelo saudoso Sr. ORESTES, com o primeiro nome de CAFÉ LÍDER, posteriormente substituído por CAFÉ CRATO, pois já existia uma outra empresa  registrada como “LÍDER”. O café teve por duas vezes suas portas fechadas, sendo a primeira reaberta em 1984, pelo Sr. JUCIÊ SOUZA FLORO, um ex-funcionário que atuou  por 27 anos  no local e com a  recente entrega do prédio, volta a lutar.
Vamos dizer, que está ressurgindo das cinzas, é assim a luta do veterano soldado Juciê, um dos últimos administradores do extinto café, que na mais bela expressão de humildade, ergue sua  “MESINHA DE PLÁSTICO”, com garrafas de café e chá, na calçada da praça, bem defronte aos portões fechados do café, como se dissesse: “ AMIGO, AQUI ESTOU DE REGRESSO ”  e de regresso estão também, os veteranos clientes, que em destaque, encontrei por lá nesta 2ª feira  09 de julho, o senhor  Joaquim Pinheiro, José de Paula Bantim, que apóiam a iniciativa de Juciê, e lembram que até o Cinelândia  já fechou  suas portas também.
O senhor Juciê já enviou  ao Prefeito Samuel  Araripe, uma petição com o apoio dos ilustres frequentadores daquele logradouro público, pedindo a concessão e construção de um pequeno Box, para perpetuar ali, a tradição do cafezinho tão famoso da praça. (Acredito num sim).

Por: Ed Alencar
Repórter/Colaborador do Blog do Crato e Portal Chapada do Araripe

ENCONTRO DOS MINISTROS DA BANCADA DO CRATO - Por: Ed Alencar





Deu “ Quórum “ total na sessão desta 2ª feira na bancada dos MINISTROS, na bancada farmácia gentil. A presença maciça  dos Ministros do Crato, careceu de mais cadeiras extras para todos discutirem os assuntos do final de semana, como as novidades da Expocrato e as últimas da política  local, que entrou em contagem regressiva.
Tendo à frente o grande orquestrador, o cerimonialista Huberto Cabral, efetivou no dia 27 de Junho de 2007 na parede da farmácia gentil, entre as ruas Senador Pompeu com Barbara de Alencar, uma bela PLACA alusiva aos encontros assim chamados de "Ministros do Crato". A placa homenageia dezesseis figuras importantes da nossa sociedade, destacando também os “IN MEMORIAM”. Alusiva também aos 243 anos de instalação do município, aos 191 anos de criação da comarca do Crato, aos 190 anos da revolução pernambucana de 1817 e aos 301 anos de nascimento de Frei Carlos Maria de Ferrara, fundador da cidade do Crato.  

Isto é coisa nossa! Valeu Cabral!
Fotos e Reportagem: Ed Alencar
Repórter/Colaborador do Blog do Crato e Portal Chapada do Araripe

30 mil católicos louvam o Divino Pai Eterno no Crato

(Matéria publicada no "Diário do Nordeste", de 09-07-2012)

A visita da imagem ao Cariri acontece em meio às comemorações dos 100 anos de Diocese de Crato que vão até 2014

Padre Robson exibe o ícone sagrado do Divino Pai Eterno que multidão foi reverenciar ontem no Estádio Mirandão, no Crato fotos: Elizângela Santos

Crato A primeira visita do ícone sagrado do Divino Pai Eterno ao Cariri levou ao Estádio Mirandão, neste Município, um público de 30 mil pessoas, segundo a organização do evento. O final da tarde de ontem foi de emoção e reverência da nação católica. As pessoas disputavam espaços nas arquibancadas do estádio e também no campo, que ficou lotado. A imagem veio à cidade guiada pelo missionário redentorista, padre Robson de Oliveira, reitor do Santuário da Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade, no Estado de Goiás.

A visita da imagem ao Cariri acontece em meio ao triênio de comemoração dos 100 anos de Diocese de Crato, que em 2014 chega ao centenário. O missionário chegou por volta das 17 horas e foi aclamado pela multidão que estava no estádio. O prefeito da cidade, Samuel Araripe, e a primeira-dama, Mônica Araripe, recepcionaram o reitor com uma placa comemorativa pela sua visita ao Município. Desde cedo, peregrinos de cerca de 35 cidades, incluindo o Cariri e interior do Pernambuco e da Paraíba chegavam ao local para garantir o espaço. Uma mega estrutura foi montada pela Diocese, com centenas de voluntários, para garantir a organização, com apoio da segurança dos integrantes do Tiro de Guerra.

O padre Robson destacou a sua emoção em estar pela primeira vez no Cariri e da sua alegria por estar num lugar tão estratégico como o Cariri, num momento de concentração e fé em louvor ao Divino Pai Eterno. Pela segunda vez no Estado, ele destaca a grande devoção ao ícone, que tem se espalhado por todo o Brasil. "Muitos são os que amam o Divino Pai Eterno e têm essa devoção e a responsabilidade nossa é confirmar essa fé, ajudando as pessoas a fazerem uma entrega e um serviço total a Deus", afirma o padre.

O pároco disse da sua admiração pelo Padre Cícero e que não sairia do Cariri, sem antes visitar o monumento no Horto. "Existem muitos exemplos de graças alcançadas e o exemplo que ele foi para todo esse povo sofrido do Nordeste e dessa região do Cariri especialmente", afirma. Muitas pessoas choravam nos momentos de oração, pedindo graças do Divino Pai Eterno.

A agricultora Maria Aparecida de Melo chegou cedo ao estádio. Ela queria ver o padre e poder tocar na imagem. "Para mim é um momento de infinita alegria", diz. Ela veio com o seu marido, o aposentado Agapito Mateus da Silva, de Juazeiro do Norte. Os dois são devotos do Padre Cícero. Logo cedo eles chegaram ao estádio e conseguiram um lugar privilegiado, próximo ao camarim do padre Robson.

A missão era entregar uma carta e pedir uma graça pelo filho, que se afastou da crença e Deus. "A gente queria que o Divino Pai Eterno iluminasse a mente do nosso filho", disse seu Agapito, emocionado com a oportunidade de entregar a carta. O público, que lotou o estádio Mirandão, surpreendeu a organização do evento, que previa em média de 15 mil pessoas.

Esta foi a 112ª visita da imagem em cidades do Brasil, por meio de um trabalho evangelizador que vem sendo realizado desde 2008, pelo reitor. O padre Francisco Edimilson Neves Ferreira, pároco da Paróquia Nossa Senhora da Penha, a Sé Catedral do Crato, é o responsável pela acolhida da imagem. Ele ressalta que a devoção ao Divino Pai Eterno cresceu bastante nos últimos anos e se espalha por todo o Brasil. "É uma devoção muito paterna", diz ele. A devoção ao Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), é uma história de mais de 170 anos, que motivou esta e outras visitas em todo o Brasil.

A devoção nasceu por volta de 1840, com o casal Constantino e Ana Rosa Xavier, que encontrou, enquanto trabalhava na lavoura, um medalhão de barro de aproximadamente 8cm com a estampa da Santíssima Trindade - Pai, Filho e o Espírito Santo - coroando Nossa Senhora. Beijaram a imagem, levaram-na para casa e a notícia rapidamente se espalhou, juntamente com uma sucessão de milagres. "Uma devoção que começa simples, como são as coisas de Deus", diz o padre. Ele afirma que hoje é uma das maiores devoções do Brasil.

Centenário
Já foi iniciado o triênio, de preparação da festa do Jubileu da Diocese, que será no dia 19 de outubro de 2014, com a presença do embaixador do Papa do Brasil, o Núncio Apostólico, dom Giovanni D´Aniello. Acontece uma articulação para o encerramento ter a presença do embaixador. A programação é dos 100 anos da Diocese do Crato.

A imagem Peregrina percorre este ano cerca de 30 visitas no Brasil. O roteiro começou por Santos (SP), depois Aracaju (SE); Criciúma (SC), Taguatinga (DF), Aparecida de Goiânia (GO), Caçapava (SP), Estância Velha (RS), Ribeirão Preto (SP), São José (SC), Sacramento (MG), e Mossoró (RN). A primeira cidade que recebeu a visita neste ano, encerrando a agenda de 2011, foi Rio Branco (AC). No dia 22 de janeiro, cerca de 30 mil devotos estiveram presentes, marcando a centésima visita da Imagem desde 2008.
ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

São Paulo tem tradição democrática – por José D'Amico Bauab (*)

Há 80 anos – no dia 9 de julho de 1932 – os paulistas pegaram em armas para defender a democracia no Brasil


Com os olhos do presente devem ser observados os fatos do passado para melhor avaliar a importância de sua ocorrência. Assim, a par do sentimento nostálgico e da memória afetiva despertados pela guerra cívica deflagrada em 9 de julho de 1932, o Movimento Constitucionalista há de ser historiograficamente visto como marco decisivo do grau civilizatório da democracia brasileira.

Muitos membros da intelectualidade constitucionalista de 32, como Reynaldo Porchat, Mário Pinto Serva, Antônio de Sampaio Dória e Plínio Barreto, entre outros, fundaram em 1917 a Liga Nacionalista de São Paulo, cuja pregação infatigável inspirou a luta pelo sigilo do sufrágio, pelo direito de voto das mulheres e pela criação de uma Justiça Eleitoral, bandeiras que viriam a ser adotadas pelo Código Eleitoral de 24/2/1932.

A Justiça Eleitoral paulista nasceu três meses após o início de vigência do código: em 25/5 realizou-se no Palácio da Justiça a primeira sessão do então Tribunal Regional de Justiça Eleitoral, sob o impacto político dos tiros da ditadura getulista, que dois dias antes haviam ceifado a vida de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Incrédulos de que o déspota Vargas desejasse implantar a democracia que tanto almejavam, os paulistas pegaram em armas contra ele.

Embora militarmente derrotados, a sua vitória político-moral foi alcançada com as eleições para a Assembleia Nacional Constituinte em 1933 e a promulgação da Constituição federal de 1934. Os cidadãos brasileiros de hoje veem com naturalidade o pleno exercício do voto, garantido por uma instituição independente e isenta, mas a gigantesca maioria votante desconhece que 80 anos atrás centenas de vidas foram sacrificadas em defesa do Estado Democrático de Direito.


(*) JOSÉ D'AMICO BAUAB, pesquisador do Centro de Memória Eleitoral do TRE-SP, membro do IHGSP
cemel@tre-sp.jus.br

O que é um Líder? Por Pe. James V. Schall S.J.

O verbo “liderar” significa estar à frente. Mas isso encerra, também, a ideia de saber para onde se dirige o grupo liderado. Vem à mente a imagem de um guia de alpinismo a levar, erroneamente, um grupo para o cume de um despenhadeiro. Supostamente o líder conhece o caminho e sabe quando não o conhece. Procuramos por líderes políticos que conheçam o caminho – para o quê? Buscam limitar os males e promover uma razoável prosperidade dos cidadãos de modo que sejam suficientemente prósperos e humanamente bons.
E se, como muitas vezes é o caso, não conhecermos o caminho? Nesta hipótese, provavelmente, precisaremos mais ainda de um líder. Nada fazer é estagnar. Qualquer tentativa que tenha resultado no futuro é incerta, por isso muitos de nós buscamos antecipar as eventualidades. Toda ação política é sobre o futuro, cuja direção decidimos no tempo presente. Assim, buscamos por um líder que seja sensato e prudente na ponderação dos rumos. Não queremos como líder alguém que pense que não há jeito, ou aqueles cuja proposta nos conduz a um objetivo impossível ou irrealizável pelo tipo de seres que somos, nas circunstâncias que realmente vivemos.
Muitas vezes ouvimos conversas a respeito de “questões eleitorais”, não sobre pessoas. Nunca pensei que isso fosse uma ideia particularmente boa. Em geral, não temos noção do que os líderes políticos enfrentam em seus gabinetes. Eles também não têm. Buscamos líderes com caráter, com capacidade de compreensão e vontade de decidir entre as alternativas imediatas e de longo prazo. Os clássicos chamavam tal capacidade de prudência política. Confiamos em julgamentos incisivos.
Buscamos aqueles que compreendem o que são e o que devem ser os seres humanos. Ficamos desconfiados dos ideólogos, dos evasivos e dos libertinos. É necessária certa moderação que aprecie algo que ocorre dentro da política além do governo. Esta arena é o local em que todos os cidadãos, até os políticos, realizam seus destinos eternos, mesmo ao realizar aquilo que fazem no governo.
O filósofo francês Yves Simon (1903-1961) tinha uma frase perspicaz a respeito do porquê a política, mesmo ao ter de lidar com sérias desordens humanas, é nobre: “a alegria do criador adquire intensidade sem par quando a matéria com que a obra de arte é feita são a alma e a carne humanas”. Ele não quis insinuar, aqui, a noção maquiavélica de que a política é um ofício sob o controle do artista político, para ser usada como desejar, para obter qualquer coisa que tenha vontade.
Ao contrário, Simon quer dizer que o estadista ou o líder reconhece que aquilo com o que lida não é um aglomerado de matéria inerte. Ocupa-se das coisas humanas, que devem ser tratadas segundo os modos dos seres humanos, ou seja, pela razão e persuasão com força o bastante para garantir-lhe a possibilidade de agir com humanidade. As tiranias modernas são exatamente aquelas políticas em que a força não permite nem razão nem persuasão. A consciência de realidade do estadista abrange o conhecimento particular tanto da virtude quanto da corrupção como fatos de seu governo, mas também os reconhece como resultados de escolhas humanas feitas sob o pretexto de fazer o bem.
O pensador e estadista romano Marco Túlio Cícero (106-43 a.C.) tem uma observação provocadora: “Como instruem os filósofos, não devemos somente escolher o menor dos males, devemos também tirar deles algum bem que possam conter”. Ninguém pode escolher o “mal absoluto”. Não existe tal coisa; nem mesmo o demônio é o puro mal. Todo o mal é escolhido em nome de algum bem. Este bem continua no ato que também carece do bem que deveria conter, mas que não o possui porque escolhemos não colocá-lo lá. Eis como o “bem” pode ser produzido pelo mal. Este mal, contudo, tem de ser definido, confessado e confrontado. Nenhum político pode fugir deste fardo. Isto consumirá muito de sua carreira.
Todo líder político, além disso, apoia-se na máxima socrática: “Nunca é certo fazer o que é errado”. O filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.) apresenta o mesmo argumento. Não nos vangloriamos de algumas ações, embora possamos perdoá-las caso “a pessoa faça o que não deve sob pressão sobre-humana e que ninguém mais suportaria”. Aristóteles acrescenta, no entanto, que “alguns atos, talvez, não possam ser cometidos à força, mas devem, antes, enfrentar a morte após os sofrimentos mais temíveis”. Uma sociedade em que por nada vale a pena morrer, é uma sociedade em que tudo é lícito.
Um povo corrupto não reconhecerá um líder prudente. Exigirá leis que incitarão e possibilitarão os próprios vícios. Ainda, a marca de um estadista razoavelmente prudente é podermos confiar nos seus julgamentos e coragem. Mais elementar ainda, sabemos que ele pode tomar a decisão à luz de um bem comum que busca o que é bom.
Dentre os autores clássicos, a opinião corrente era a de que a democracia iria, por fim, escolher como governante um tirano que prometesse ao povo aquilo que quisessem. Então, o tirano os sujeitaria àquilo que o “ele” quisesse. Os pais da pátria norte-americanos compreenderam esse problema, e por isso fundaram uma república, e não uma democracia.
O filósofo grego Platão (427-347 a.C.) disse na Carta VII: “Quanto mais refletia a respeito do que acontecia, sobre o tipo de homens ativos na política, e sobre o estado de nossas leis e costumes, e quanto mais avançava em idade, mais percebia quão difícil é adminstrar, adequadamente, os assuntos de estado”. É, de fato, a mais difícil de todas as ocupações humanas deste mundo.
A Política é sobre quem governa e para qual propósito. Não é uma “ciência”. Depende do caráter e de sabedoria prática. “Tal sabedoria diz repeito não só aos universais mas aos particulares, que se tornam familiares por experiência; todavia, o jovem não possui experiência, pois é o decurso do tempo que a concede”. Eis as palavras de Aristóteles.
O que é um líder? É um homem prudente que pode, numa cidade real, tomar decisões para o bem comum dos cidadãos que, pelas próprias características, já estão escolhendo se tornarem membros de uma ou de outra das cidades derradeiras: da Cidade de Deus ou da Cidade dos homens.

Tradução de Márcia Xavier de Brito

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