xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 03/02/2012 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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03 fevereiro 2012

ARTISTAS DO CARIRI - Cleivan Paiva


Cleivan Paiva é de Simões, Piauí. Cearense por destino. Em sua primeira arribada pousou, de viola em punho, no Cariri cearense. Em Crato, início dos anos setenta, uniu-se a poetas do Grupo de Artes Por Exemplo-principalmente ao poeta Rosemberg Cariry. Nasceram as primeiras parcerias e vieram os tempos dos "Ases do Ritmo", grupo local de bailes, e as apresentações, como compositor, no movimento artístico da região. No violão e na guitarra, Cleivan tecia o fio de sua trajetória musical. Tudo lá, registrado no seu fraseado: do toque seresteiro-herança paterna- à batida de bossa nova; do ponteio da viola de feira àquela escala ao modo de um velho blue; beatlemania, bandas cabaçais, jovem-guarda, rodas de maneiro-pau e tropicália; balacubaco geral que o artista mais atento e inquieto incorpora sem copiar e devolve sob a forma de composições de extrema originalidade.

Tudo, enfim, sem render-se aos modismos das chamadas "indústrias de cultura". "Guerra e Paz" é isto aí: uma mostra da materialização dessa longa trajetória sonora, vivenciada na geografia de díspares regiões. Nos anos 70, Cleivan formou, ao lado de Bá Freire, Isânio Santos, Audizio (Tapioca) e Bill Soares (ex- Papa Poluição) - o Ave de Arribação. O grupo arribou mesmo e, fatalmente, atuou em São Paulo; shows no metrô, nas praças e nos teatros da periferia. Quando desfeito, seus integrantes buscaram outros rumos musicais. Cleivan fez (faz) de tudo no ramo; desde gravações, como acompanhante em estúdios, até apresentações em casas noturnas.

Também atuou em festivais: na Tupi classificou "Perímetro Urbano" (Nota: Na ocasião defendida por Marku Ribas) , incluída nesse disco (nele rende tributo a Victor Assis Brasil, tocando-a com arranjo do genial saxofonista). Antes disso, participou do Festival Universitário de SãoPaulo, com trabalhos de parceria com Rosemberg Cariry e Ivan Alencar. Conhecíamos Cleivan através de inúmeras fitas que caíam em nossas mãos, neste circuito ultramarginal, revelador das mais ricas reservas musicais que não estão no mercado. Mas, por aí a obra fica escondida e só os mais chegados tem o privilégio de ouvi-la.

É necessário, então, romper o cerco imposto pela indústria fonográfica multinacional, aliada a certos impérios da comunicação vendidos aos seus interesses. E pinta o inevitável disco independente ou alternativo. Guerra e Paz é mais um nesta desigual batalha contra os "gigantes" que anunciam um certo "marasmo cultural"no atual momento brasileiro e tiram do colete rendosos modismos musicais que vem "salvar"o país desta suposta indigência criativa .

Toda esta farsa se passa na terra de Vandré, Hermeto, Elomar, Cego Oliveira e Chico Maranhão; isto sem falar em tantos outros músicos e compositores de extraordinário talento que só tem suas canções registradas nos cassetes da vida. São os passageiros daquele trem que avança, conforme escreveu Marcus Venícius, "sem chegar a nenhuma estação/de rádio/sem fazer nenhuma parada/de sucesso!" Até quando permanecerá este boicote contra a mais legítima música popular brasileira ? Sabemos apenas que é preciso teimar na resistência, na lutra contra este imperialismo cultural."

Texto de Firmino Holanda escrito em 1984. Atualmente Cleivan Paiva mora no Crato, CE.
Postado por Janinha Brito no Blog Cultura no Cariri

Comentários dos Leitores - 03/02/2012


Assunto: O DESGOVERNO DO PT AGORA PRIVATIZA


"A coluna do Armando Rafael sintetizou toda a verdade sobre as privatizações, onde o PT outrora era contra, aliás eles inventaram de ser contra para arrumar uma maneira de engabelar milhões de brasileiros, infelizmente conseguiram mas, agora, estão a privatizar todo o Brasil. Aqui bem pertinho, no Juazeiro, o Prefeito que é do PT privatiza até banheiro véio, fedendo, e sem a minima condição de higiene. O dito mais que certo: QUEM TE VIU QUEM TE VE."

Digite o Seu Nome Completo JOAO LEITE NETO
Endereço Completo: carolino sucupira - 560
Cidade: Crato

Assunto: Concurso público

"Deverá sair nas próximas horas, o resultado do concurso para contratação e 360 servidores municipais do Crato. O Concurso foi realizado nos últimos dias 8 e 15 de janeiro, com a participação de mais de 10 mil pessoas. Vários setores serão beneficiados com os novos funcionários, inclusive saúde e educação. O Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) e o setor de segurança contarão com novos agentes. Essa nota foi publicada ontem ao meio dia e até agora nada... Gostaríamos de saber o que está acontecendo?!"

Rose holanda
Endereço Completo: rua professora adalgisa gomes de almeida - vila alta
Cidade: crato

HOJE - Show do Baixista Marcelo Randemarck no CCBNB Juazeiro


Uma excelente opção para esta sexta-feira dia 03 de fevereiro é o show do baixista Marcelo Randemarck no Centro Cultural Banco do Nordeste, em Juazeiro no Norte. O músico, que é bastante conhecido nas noites paulistas voltou a residir aqui no cariri, para nosso deleite. Marcelo randemarck é considerado pela crítica um dos maiores contrabaixistas do país. Vale a pena conferir!

Por: Dihelson Mendonça

Quem te viu e quem te vê -- por Armando Lopes Rafael

1    Nas duas administrações de Fernando Henrique Cardoso–FHC, (1995-2002), teve continuidade o processo de privatização de empresas estatais iniciadas pelos presidentes anteriores, Fernando Collor e Itamar Franco. Tais privatizações eram combatidas nas ruas pelos militantes do Partido dos Trabalhadores–PT. Os encarregados dos leilões eram agredidos com violência física – de forma canina –  pelas centrais sindicais, comandadas pelo braço do PT. Pois bem, agora no governo de dona Dilma, três aeroportos serão privatizados, sendo disputados por 13 consórcios habilitados para os leilões. Agora, no poder, os militantes dos partidos de esquerda não fazem o mínimo protesto... Sequer cochicham, entre si,  contra as privatizações dos três importantes aeroportos...

2    As empresas privatizadas (nos governos Collor, Itamar Franco e FHC) estão aí mostrando eficiência. Vejamos o caso da Vale. Na gestão de FHC, o Governo Federal “privatizou”, ou seja,  vendeu a parte acionária pertencente ao governo (aproximadamente 27%) e seu controle. Hoje, a Vale gera mais empregos e recolhe  mais impostos ao Governo Federal do que na época em que ainda era uma estagnada estatal e servia de cabide de empregos para os partidos da “base de sustentação” do governo. A Vale tem mais de 60 000 pessoas empregadas; recolhe 3 bilhões de dólares em impostos ao ano. Em 2008, faturou 38,5 bilhões de dólares e foi responsável por metade do superávit primário do Brasil.

3    Lembro-me de um artigo escrito pelo ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco, onde ele afirmou: “As empresas estatais eram, e continuam sendo uma influência perniciosa sobre as finanças públicas por quatro bons motivos: 1) em média, dão prejuízo e pagam poucos impostos; 2) exigem aportes do Tesouro para fazerem investimentos, os quais, quase sempre, fazem pela metade; 3) quando dão lucro, a taxa de retorno é pífia especialmente se comparada ao custo dos recursos, ou seja, ao custo da dívida pública; e 4) invariavelmente são focos de geração de obrigações previdenciárias e trabalhistas muito além do que conseguem custear a partir dos beneficiários, ou seja, estão repletas de passivos ocultos e "direitos" adquiridos pelas corporações.

4   E para finalizar: alguém ainda lembra da telefonia brasileira, ao tempo que as companhias telefônicas eram estatais?
Não custa refrescar a memória. As linhas eram adquiridas dentro dos “Planos de Expansão” e só eram instaladas anos depois de pagos. (Hoje, adquire-se uma linha na hora, em lojas de diversas operadoras em qualquer esquina. São mais de 200 milhões de celulares no Brasil).
Quando era estatal, custavam caro as ligações e manutenção dos telefones. As linhas telefônicas – compradas a peso de ouro – constavam até como “patrimônio”, nas Declarações do Imposto de Renda. Hoje qualquer vendedor de bombons, empregada doméstica, trabalhador rural e até o lavador de carro possui o seu celular...


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