04 novembro 2012

Reflexões para este domingo por Armando Rafael

O tamanho do PT em Crato


Quando o Dr. Marcos Cunha insistiu em sair candidato pelo PT à Prefeitura de Crato, um analista político disse esta frase: “Ótimo, assim saberemos o tamanho real do Partido dos Trabalhadores neste município”. Pois bem, Crato tem 85.800 eleitores e Dr. Marcos Cunha teve exatos 7.315 votos, o que representa 8,53% dos eleitores. Mas o tamanho do PT em Crato é ainda muito menor!  Muitos cratenses – que não são petistas –  votaram em Dr. Marcos Cunha pela boa campanha que ele fez. Campanha  com ética, transparência e um bom  programa de governo.

Sineval Roque, outra vítima

Já o deputado Sineval Roque, candidato do governador Cid Gomes à Prefeitura de Crato obteve míseros 4.386 votos, ou seja, 5,11% do eleitorado. Diga-se, de passagem, que Roque é um bom deputado para Crato. O seu fraco desempenho – nestas últimas eleições –  deveu-se às obras inacabadas do Governo do Ceará em Crato, e não uma resposta direta ao cidadão Roque, que, como competente industrial,  emprega muita gente nesta cidade. A propósito, o governo Cid Gomes ainda está para concluir, em Crato: O Centro de Convenções do Cariri (onde o mato começa a tomar conta); a Escola Profissionalizante, o Parque Ecológico do Fundão, o Ginásio Poliesportivo da Urca, o canal do Rio Grangeiro...

Bairro promissor

Construção do monumento a Nossa Senhora de Fátima, no bairro barro Branco, foto do site Chapada do Araripe

E por falar no Barro Branco, aquela localidade, em curtíssimo prazo,  será um dos maiores bairros de Crato. Ali serão erguidas – já em 2013 –   seiscentas (600) casas populares do Programa Minha Casa, Minha vida. Já está tudo acertado para o empreendimento que custará mais de 30 milhões de reais.

Nova Agência da Caixa em Crato

Até que enfim, em 2013, a cidade de Crato ganhará sua segunda Agência da Caixa Econômica Federal. Com uma única, pequena e superada agência – no centro citadino – já era tempo de uma nova filial da CEF em Crato, a qual poderá ficar localizada no bairro São Miguel ou adjacências.




Ainda sobre os “postes”

Genial o artigo de José Roberto Guzzo (“O resto é resto”) sobre as declarações de alguns políticos do governo,  para quem, com  a eleição do novo prefeito de São Paulo, “o povo” apagou as acusações contra Lula no episódio do mensalão. Diz o jornalista: “Está na cara que o resultado não apagou nem acendeu nada, pois eleição não é feita para separar o certo do errado, nem para decidir se houve ou não um crime – serve unicamente para escolher quem vai governar”.

Justitia quae sera tamem

E continua José Roberto Guzzo: “Dizer o que está certo ou errado é tarefa exclusiva da  Justiça: no caso, o STF já decidiu que foi cometida no governo Lula uma catarata de crimes, sobretudo de corrupção. Não há, simplesmente,  como mudar isso. A Justiça pode funcionar muito mal no Brasil, mas é o único meio que se conhece para resolver quem tem razão – assim como eleição é o único meio que se conhece para escolher governos”.

Fim da CPI

É atribuída a um  presidente francês, general  Charles de Gaulle,  a frase: “O Brasil não é um país sério”. De Gaulle tinha razão. O editorial do jornal “Estado de S.Paulo”, deste domingo, dia 4, comprova sua assertiva. A conferir: “Acabou em farsa, como se esperava, a CPI do Cachoeira, criada "oficialmente" para apurar os negócios do bicheiro Carlos Augusto Ramos com políticos, autoridades e empresários. A maioria governista de deputados e senadores bloqueou a tentativa da oposição de prorrogar a investigação por seis meses para dar tempo à eventual aprovação de pelo menos 500 pedidos de convocação de depoentes e de quebras de sigilos bancário, telefônico e fiscal”.

Pura verdade

Diz mais o editorial do Estadão: “Para os petistas que insistiram na abertura do inquérito, só interessava levar ao pelourinho o governador goiano Marconi Perillo, do PSDB. O ex-presidente Lula nunca o perdoou por ter revelado que certa vez o advertira dos rumores sobre o suborno de deputados federais que entraria para a história como mensalão. E, de fato, o tucano e membros do seu governo mantinham relações promíscuas com o contraventor – a quem Perillo, numa operação até agora mal contada, chegou a vender uma casa”.

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