12 outubro 2012

Notas para leitura neste feriadão



Feriado de Nossa Senhora Aparecida

Que Nossa Senhora da Conceição Aparecida é a Padroeira do Brasil todo mundo sabe. Agora, o que quase ninguém sabe é que, ao lado de Nossa Senhora Aparecida, oficialmente está São Pedro de Alcântara, (foto ao lado) como primeiro padroeiro do Brasil.

Por que isso aconteceu?

Logo após a nossa Independência de Portugal, nosso primeiro imperador – Dom Pedro I – entendeu que o Brasil precisava ter um santo padroeiro oficialmente autorizado pelo Papa. Assim, solicitou ele ao Papa que fizesse de São Pedro de Alcântara o Padroeiro do Brasil. O Papa concordou, sem precisar, sequer,  fazer longa reflexão. No seu pedido ao Vaticano estava escrito: “Desde que Sua Majestade Real e Imperial recebeu, sob o nome de Pedro I,… a missão de governar e dirigir este povo… esteve convencido… e se persuadiu de que não poderia reger e administrar os negócios desta Nação, sem que antes se interessasse em ter um Padroeiro celestial que, por sua intercessão junto de Deus, lhe assegurasse os meios de bem agir, de bem dirigir e de bem administrar”.

Entretanto...

Com o golpe militar de 15 de novembro de 1889, (gravura ao lado) que implantou o regime republicano no Brasil, sem qualquer consulta ao povo, os golpistas fizeram de tudo para apagar a herança da monarquia, que vinha desde 1500 (foram 389 anos de regime monárquico na vida dos brasileiros). São Pedro de Alcântara foi sendo propositadamente e discretamente esquecido, porque seu nome lembrava o dos nossos imperadores (Pedro I e Pedro II, ambos tendo como segundo nome Alcântara) e, além disso, mostrava o quanto havia de ligação entre o Império do Brasil  e a Religião Católica. No entanto, São Pedro de Alcântara ainda continua oficialmente como o primeiro Padroeiro do Brasil. Muitas cidades e dioceses brasileiras o têm como padroeiro. É o caso de Petrópolis (RJ), Floriano (PI), Carolina (MA), dentre outras, cujas populações festejarão, no próximo 20 de outubro, o Dia de São Pedro de Alcântara.

Hoje também é o Dia da Criança

Antecedendo à venda de brinquedos do Natal, o  comércio visa ao lucro neste Dia da Criança, uma invenção da sociedade de consumo. A rigor todo dia deveria ser o Dia da Criança. No Brasil, o cenário infantil não é muito animador. E ao dizer isto não me arrimo na miséria que acompanhará milhões de crianças neste 12 de outubro, nas periferias das cidades e na zona rural. Valho-me de dados divulgados  por especialistas em medicina legal, nos quais consta que – no Brasil –  mais de 400 mil crianças com menos de 4 anos são agredidos por ano. Já para a  Organização Mundial de Saúde–OMS, 20% dos adolescentes e crianças, até mesmo bebês, sofrem de depressão em nosso país. Mesmo aqui no nosso Cariri é comum vermos crianças e adolescentes aos bandos aprendendo os caminhos da delinquência...

O falastrão

O ex-presidente Lula (aquele que prometeu ser discreto fora do poder,  para ensinar a FHC como deveria agir um “ex-presidente”) definiu como “hipocrisia” a condenação dos petistas no escândalo do mensalão. Lula, no início das denúncias do mensalão, chegou a dizer que fora traído e pediu perdão aos brasileiros, em pronunciamento na TV. Depois, voltou atrás e declarou que o mensalão nunca existiu. Haja falsidade! Dias atrás o falastrão disse à imprensa que  o povo brasileiro não estava interessado nesse julgamento, e que o povo estava mais interessado em  acompanhar se   o Palmeiras iria cair para a 2.ª divisão.

Por quem os sinos dobram

Li, enojado, a notícia de que o “cumpanhêro” senador Eduardo Suplicy chorou ao saber da condenação de José Genoíno, ex-presidente do PT, pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal federal. Falta de vergonha! Ele deveria ter chorado era pelo desvio de R$ 350 milhões de reais, dinheiro público surrupiado no mensalão. Essa vultosa importância – se fosse aplicada honestamente – teria evitado a falta de merenda escolar, o único alimento diário de crianças carentes e desnutridas;  das  mortes de inocentes nas estradas esburacadas; das mortes nas portas dos hospitais públicos sem condições de funcionamento. Ou, ainda, deveria ter espargido copiosas lágrimas pelos jovens que continuam analfabetos devido à  péssima qualidade das escolas públicas. O crime de corrupção é pior do que o de homicídio...

Padre Argemiro


Foi publicado o livro Um coração para amar a Deus: Pe. Argemiro Rolim de Oliveira (foto ao lado),  escrito por Dra. Rose Moreira Rolim. Pe. Argemiro nasceu em Quitaiús (distrito de Lavras da Mangabeira) e foi virtuoso sacerdote da Diocese de Crato durante 36 anos. Morreu como vigário da Paróquia de São Francisco de Assis, de Crato, em 1986.  Os que com ele conviveram atestam ter sido o Pe. Argemiro uma pessoa cheia de compaixão, humildade, bondade e fé. Morreu com fama de santidade.

A batina

Lendo o livro citado, ficamos sabedores de um fato curioso. Pe. Argemiro nunca deixou de usar sua batina. Quando morreu foi sepultado no chão da igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Mauriti. Dezessete anos depois, em 2003, quando seus restos mortais foram exumados, a batina com que foi enterrado estava intacta. A terra, que tudo destrói, deixou somente os ossos do sacerdote. Mas, a batina não tinha manchas, nem mau cheiro e até os botões ainda estavam preservados. Essa batina encontra-se exposta, em Mauriti, para quem quiser comprovar...


O Ano da Fé

Dom Fernando Panico presidirá, no próximo dia 20, às 9 horas da manhã – na Sé Catedral de Nossa Senhora da Penha (foto ao lado) – a solenidade de abertura do Ano da Fé na Diocese de Crato. Segundo o Papa Bento XVI: "Alimentar a esperança de intensificar a ação evangelizadora em todo o mundo é o objetivo do Ano da Fé", que se estenderá até 30 de novembro de 2013.

Diocese em números

A abertura do Ano da Fé será mais um momento marcante para a Diocese de Crato, que tem uma extensão de cerca de 18 mil quilômetros quadrados, nos quais reside uma população com mais de um milhão de habitantes. A Diocese de Crato é composta por 32 municípios, que possuem 54 paróquias e 1 Santuário Eucarístico Diocesano. Nesse seu território estão espalhadas quase duas mil comunidades eclesiais.

Tem mais

A Diocese de Crato é uma das mais importantes dioceses do Nordeste brasileiro. No momento ela possui 107 padres diocesanos, 17 padres religiosos, um Seminário Menor, que também é Seminário Maior para a formação dos novos padres. A nossa diocese ainda possui uma basílica-menor, a de Nossa Senhora das Dores, localizada em Juazeiro do Norte.

Aliás

Atuam na Diocese de Crato cerca de 80 religiosas de diversas congregações, além de frades menores capuchinhos, padres salesianos, sulpicianos, dentre outros. A ação pastoral diocesana atua através de diversas instituições, como a Fundação Padre Ibiapina, e as diversas pastorais que se espalham pelos municípios que compõe a Diocese. Ressalte-se que ainda faz parte da ação diocesana a manutenção do Hospital São Francisco, da Faculdade Católica do Cariri, da Rádio Educadora do Cariri, dos Colégios Diocesano e Pequeno Príncipe, além de outro colégio mantido na cidade de Aurora.

Padre Edimilson, um batalhador!

Com o dinheiro que arrecadou na festa da Padroeira, Pe. Edimilson Neves Ferreira já iniciou a pintura externa da Catedral de Nossa Senhora da Penha. Faz gosto ver o dinamismo e o zelo que o Cura da Sé tem pela Igreja-Mãe do Cariri. Já prevendo a solenidade de consagração da Catedral (o que nunca foi feito, apesar da determinação do Vaticano, constante no Decreto de Criação da Diocese), Pe. Edmilson vai construir um altar de pedra que é uma exigência para todas as catedrais. No dia 20 de outubro de 2013 – daqui a um ano – haverá a solenidade dessa consagração.

Novas iniciativas

Pe. Edmilson vai mandar confeccionar um rico manto de veludo para ser colocado na imagem de Nossa Senhora da Penha, venerada no altar-mor da catedral. Esse manto será usado entre 20 de outubro de 2013 a 20 de outubro de 2014. Antes, o manto será levado por Dom Fernando Panico ao Vaticano onde será será bento pelo Papa. No dia da comemoração do centenário de criação da Diocese (20 de outubro de 2014) estará em Crato o enviado do Papa Bento XVI, o Núncio Apostólico Dom Giovanni d'Aniello.
(postado por Armando Lopes Rafael)

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