22 agosto 2012

Festa da padroeira do Crato começa nesta quarta-feira, com grande carreata pela cidade


Participam da festa esse ano, mais de 70 mil pessoas. São 244 anos de paróquia e 98 como Catedral da Sé

Com a participação de cerca de 70 mil pessoas, será aberta nesta quarta-feira, às 18h30, na cidade do Crato, as comemorações da festa da padroeira do Município e da Diocese, Nossa Senhora da Penha. Uma grande carreata saindo do Estádio Mirandão, em direção ao centro da cidade, abre os festejos alusivos à santa, que começam hoje e vão até o dia 1º de setembro.  O tema da festa este ano é: “Com a Mãe da penha acolhemos Jesus, nossa Alegria”. O cortejo passará por várias paróquias da cidade, em direção à Sé Catedral, onde haverá hasteamento das bandeiras e palavra de abertura, com a presença do bispo diocesano, Dom Fernando Panico. O primeiro noitário será em louvor aos motoristas, mototaxistas e motoqueiros.

Uma grande programação será cumprida nos próximos dias em louvor à Nossa senhora da Penha. A festa, em sua abertura, coincide com o encerramento da Semana do Folclore, em comemoração ao Dia do Folclore, com grande cortejo dos grupos pela cidade, encerrando na praça da Sé, com as apresentações.

Este ano, a festa terá o espaço da praça da Sé disponibilizado para a população. Recentemente inaugurada, possibilitará o maior fluxo de pessoas pelo espaço. A parte social da festa é realizada de frente a paróquia.  Segundo o Padre Edmilson Neves, pároco da matriz de Nossa Senhora da Penha, todos os dias, a partir da 5h30, será iniciada a programação com a caminhada mariana, as missas diárias, ofício da Imaculada Conceição, novena e benção do santíssimo, às 19 horas.

De acordo com o padre Edmilson, este ano a passagem da imagem da Santa acontecerá pelas paróquias da cidade, começando pela igreja de São Francisco, no Pinto Madeira, e encerrando na Sagrada Família. No dia 25 será realizada carreata na Ponta de Serra. Ele afirma que ao longo do novenário, a busca será de refletir à luz da palavra de Deus e os acontecimentos que marcaram a vida de Maria no plano divino da salvação.

A grande procissão, segundo o pároco, acontece com a participação de cerca de 40 mil pessoas, pelas principais ruas da cidade, a partir das 17 horas, seguida da benção do santíssimo. Antes, haverá consagração à Nossa Senhora da Penha, com celebração da missa, às 16 horas. O roteiro este ano segue, saindo da praça da Sé, Dom Quintino, Avenida Pericentral, Maildes de Siqueira, José Marrocos, Monsenhor Esmeraldo, Ratisbona, Bárbara de Alencar, Miguel Limaverde e Sé Catedral. Durante a programação social, será realizada quermesse, com bingos e leilões, todos os dias.

DEVOÇÃO À NOSSA SENHORA DA PENHA

A devoção à Nossa Senhora da Penha começou a partir do momento em que os frades capuchinhos chegaram ao Cariri, no período da colonização, há mais de 300 anos.  A primeira imagem veio para o Crato da Basílica de Nossa Senhora da Penha, em Olinda-PE, e ainda existe preservada na paróquia. A justificativa para que viesse ao Crato é que imagem ficou pequena no altar construído na Basílica daquela localidade.  A imagem foi adquirida na França. O padre ressalta a devoção a Nossa Senhora da Penha na Região e no Brasil, a exemplo das cidades de Campos Sales, no Cariri, e paróquias da Penha em São Paulo e Rio de Janeiro. A santa é também padroeira da Diocese e a festa acontece dentro do triênio para o centenário. A Catedral da Sé completa 98 anos e 244 como paróquia.

Por: Elizângela Santos
Colaboradora do Blog do Crato e Portal Chapada do Araripe

Um comentário:

  1. Prezado Dhielson,

    Desde o ano de 1968, quando sai de Crato, não tive mais oportunidade de vivenciar a Festa da Padroeira.
    o texto abaixo faz parte de minhas reminiscências em “ O Crato que eu vivi” escritas em 2007, quando falo das festas religiosas nos anos 60. Resumidamente, refiro-me mais às diversões, o lado profano da festa, pois as missas, novenas, procissões sempre estavam presentes em todas as cerimônias realizadas na nossa paróquia.
    A nossa geração lembra-se do que digo, os nossos filhos e netos conhecerão, um pouco, a felicidade que experimentamos naqueles anos.

    Festa da Padroeira

    A Festa da Padroeira Nossa Senhora da Penha era outra maravilha, não só pelas celebrações cristãs, mas pela festa social. Começava com a chegada e o hasteamento do “pau da bandeira”, em frente à igreja, que era ponto de concentração dos jovens para ouvir a Banda de “seu” Azul apresentar-se às 5:00 horas da manhã e, sobretudo, ao meio dia, além das salvas de tiro.
    À noite, eram armadas mesas e cadeiras em frente à Sé Catedral, onde tínhamos as quermesses, os leilões das guloseimas preparadas pelas famílias encarregadas daquele dia. Toda sociedade, comércio, indústria, escolas, associações, participavam desse trabalho, arrecadando, assim, o dinheiro para manutenção da paróquia.
    As apresentações da banda de pífano dos Anicetos, dos bacamarteiros, do Maneiro-Pau, dos Reisados, das Pastorinhas com a disputa entre os partidos azul e encarnado e a Diana (com seu vestido confeccionado com as duas cores representando os dois partidos), para ver quem apurava mais donativos para a festa; a presença costumeira do Parque Maia, armado em torno da praça, com sua “Roda Gigante”, carrinhos, cavalinhos, canoas, aviões, a “Mulher Macaco”, as pescarias, os tiro ao alvo, brinquedos que ainda hoje temos, embora mais modernos, tudo isto nos transmitia uma alegria indefinível.
    Não dá para esquecer aquele cheiro exalado pelos temperos do gostoso cachorro quente, preparado naquele recipiente de alumínio e envolto no papel celofane, do óleo da fritura dos filhoses, o manzape, os roletes de cana e tantas outras delícias, vendidas nas barracas montadas ao redor da praça.
    Através de um amplificador de som, músicas de Anísio Silva, Silvinho, Valdick Soriano, Orlando Dias, Roberto Silva, Cláudia Barroso, Núbia Lafaiete, Moacir Franco, Altemar Dutra, Agnaldo Timóteo, os veteranos Cauby Peixoto e Nelson Gonçalves e tantos outros, eram oferecidas para as paqueras, que rodeavam o centro da praça, tornando-se um fato até descontraído e folclórico: “Esta música é dedicada a alguém que está sofrendo de amor”, “Esta música vai para um alguém que está com a blusa amarela” e, assim, por diante.
    Chegava o 1º de setembro, dia do encerramento da festa, com o gostinho de quero mais. O jeito era aguardar o próximo ano.

    O que é bom, não é para ser recordado?

    Parabéns pelo blog!

    Altina Mª Siebra P.Barreto

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