25 agosto 2012

Federais do Ceará analisam pedido de reunião para discutir fim da greve


A Associação dos Docentes de Universidades Federais do Ceará (Adufc) afirmou na noite desta sexta-feira (24) que faz análise jurídica do pedido de professores que questionam a forma como a greve das universidades federais do Ceará chegou ao fim. O anúncio foi feito após três horas de reunião com a diretoria da Adufc, que analisava o pedido de nova assembleia.

Segundo o assessor jurídico da Adufc, Renato de Melo Cruz, a decisão sobre aceitar ou não o pedido de assembleia será definido na próxima semana. Caso seja aceito, a associação terá 48 horas para promover a convocação. Na quinta-feira, os professores contrário ao fim da greve coletaram 600 assinaturas em uma petição para agendar a nova assembleia. A assessoria jurídica da Adufc não afirmou se tem posição favorável ou contra a petição. “Isso é um objeto de análises. Só podemos nos manifestar de forma oficial, na próxima semana”, diz Renato de Melo.

Apesar de o fim da greve ter sido homologado na quinta-feira (23), ainda não há reunião sobre a reformulação do calendário escolar para repôr as aulas perdidas com a greve. Parte dos professores defende que a decisão que pôs fim à greve seja invalidada e que a paralisação continue na Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).

Assembleia polêmica
 
Os docentes que questionam o fim da greve estudam recursos jurídicos que possam invalidar a decisão, segundo o professor da UFC campus do Cariri Tiago Coutinho. A convocação feita pelo Sindicado dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (Adufc) previa assembleia nesta quarta-feira (22) para debater a contraproposta feita pelos professores a ser apresentada ao comando de greve nacional, que dialoga com o governo federal sobre a greve. Segundo Coutinho, o fim dagreve só poderia ser votado por meio de plebiscito. Durante a reunião, parte dos professores decidiram acrescentar na pauta a votação pelo fim da greve. “A gente estava em um cliclo de debate com a diretoria em assembleias, em todas assembleias ficou certo que a greve só sairia por meio de um plebiscito. Não poderia ter mudanças na pauta”, diz o professor.

Posição do governo
 
O governo federal encerrou a negociação com os grevistas. Pela última proposta do governo, um professor com doutorado e de dedicação exclusiva passará a ganhar nos próximos três anos dos atuais R$ 7.627,02 para R$ 8.639,50. Já o salário inicial dos professores iniciantes com mestrado e dedicação de 40 horas saltará de R$ 3.137,18 para R$ 3.799,70. A remuneração do professor titular com dedicação exclusiva – aqueles que estão no topo da carreira – passará de R$ 11,8 mil para R$ 17,1 mil. O governo propôs também diminuir a quantidade de níveis da carreira de professor universitário, de 17 para 13, alegando que assim facilitaria a progressão dentro da profissão. Até o dia 31, o governo enviará projeto de lei ao Congresso Nacional com os termos acordados no documento assinado nesta sexta e incluirá no Projeto da Lei Orçamentária Anual o valor que permitirá o pagamento, em 2013, da primeira parcela do reajuste proposto.

Do G1 CE

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