10 abril 2012

Rotatividade de Professores nas Escolas Públicas - Por Maria Otilia

Nos últimos anos temos vivenciado uma situação crítica nas escolas públicas: a alta taxa de rotatividade de professores.Mesmo com a realização de concursos públicos para atender a demanda, não reduzimos esta rotatividade.Gerando assim uma precarização do serviço educacional, não somente em escolas da educação básica, mas também nas universidades.
Posto aqui uma reportagem da revista abril que fala da rotatividade de professores, para que possamos fazer uma reflexão a cerca deste assunto.

Como Lidar com a Rotatividades dos Professores

O ano letivo está em curso, e ainda mal chegou ao segundo semestre. O professor de uma escola muda-se de cidade, adoece, ou simplesmente pára de trabalhar. Essa vaga precisa ser reposta, então um novo profissional é chamado para ocupá-la. Acontece que ele também estava trabalhando, mas, como a nova escola oferece melhores condições de trabalho, resolve fazer a troca.
Essa situação não é das mais raras nas escolas atualmente. Aliás, o Brasil, comparado com países desenvolvidos sob o ponto de vista educacional, apresenta índices altíssimos de rotatividade de professores. Mas isso pode ser prejudicial? Em que sentido? Maria Marcia Malavasi, professora da Faculdade de Educação da Unicamp e coordenadora associada do curso de Pedagogia da mesma universidade, está certa de que sim. A alta rotatividade de professores pode prejudicar o ensino, a escola, seu projeto político-pedagógico e os estudantes, que são a razão maior da existência da escola, comenta. Para ela, o que pode definir uma alta rotatividade é o tempo de permanência de profissionais na escola, sendo dois anos o tempo mínimo que ele precisaria se estabelecer nela, a fim de se consolidar naquele ambiente, desenvolver projetos afinados à proposta pedagógica e se fixar como profissional.
A boa notícia é que, sim, é possível reduzir o alto fluxo de saída de professores. Para Heloísa Lück, diretora educacional do Centro de Desenvolvimento Humano Aplicado (CEDHAP), com sede em Curitiba, PR, e autora de livros pela Editora Vozes (sendo o mais recente Liderança em Gestão Escolar), o correto é buscar essa redução com o apoio dos Sistemas de Ensino, a partir de pesquisas. Precisa-se chegar às escolas e descobrir por que existe a rotatividade? Quando existe? Como diminuir? E, então, propor ações bem informadas que solucionem o problema com base na realidade, defende a também consultora.
Partindo-se do princípio de que a rotatividade se deve à liberdade de ação das pessoas, ela nunca vai deixar de existir. O que é bom, pois nem sempre ela é negativa. O que precisa é mantê-la num nível adequado, que não represente perdas para a escola e, sobretudo, para a vida estudantil, acredita Heloísa.

Algumas sugestões para minimizar os problemas gerados pela rotatividade dos professores:

1. Apresentar e acolher bem o novo professor;
2. Compartilhe com ele o Projeto Político da Escola;
3.Chame sempre o recém-chegado para participar das reuniões de planejamento e formação;
4.Socialize as práticas pedagógicas que a escola desenvolve;
5.Sugira um trabalho aos pares(professores antigos trabalhando com os novos);
6. Fornecer documentos, registros e outros para que os novos professores possam conhecer a rotina da escola,etc.

Concluimos portanto que a única saída para diminuir a rotatividade de professores é implantar carreiras com regime de 40 horas e dedicação exclusiva. Professores fixos numa mesma escola têm tempo para fazer a formação em serviço, atender os alunos fora da sala de aula, desenvolver projetos pedagógicos consistentes, discutir com os pares e conhecer melhor os pais e toda a comunidade.

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