xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 08/05/2011 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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08 maio 2011

Reconhecimento de um filho – Por Carlos Eduardo Esmeraldo.

Neste “Dia das mães” me emocionei por demais ao ler esta mensagem de um filho à sua querida mãe: “Mamãe, devo muito do que sou a você, que com bondade, sensibilidade e senso de justiça, me ensinou a ser justo e ético com as pessoas e com o mundo. Obrigado e feliz dia das mães.
Como seria bom se todos os filhos tivessem esse nível de reconhecimento! Foi isso mesmo que senti com minha saudosa mamãe, mas não escrevi um texto tão bonito quanto esse e hoje já não mais a tenho para dizer algo semelhante!

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

O DOM DA VIDA - Homenagem a todas as Mães - Dihelson Mendonça


O HOMEM E A ILUSÃO DA POSSE


Se formos parar para refletir um pouco, veremos que nesta terra, nada nos pertence. Somos meros guardiães temporários de tesouros alheios. Estamos aqui por um breve período, e um objeto material que hoje nos pertence, já pertenceu a outros antes de nós, e pertencerá a tantos outros, depois que deixarmos essa existência. O que temos afinal nessa vida ?

Temos uma leve "ilusão de posse".

Se observarmos bem, veremos que um espaço de 70 anos, que é a vida média de um indivíduo, nada representa no contexto cósmico da existência, nada adiciona em termos de tempo do universo, que tem cerca de 15 Bilhões de anos. Somos mais uma entre 6 bilhões de pessoas iguais a nós, cada uma lutando por um lugar ao sol, com as mesmas dificuldades, com sonhos, com anseios, e que faz parte de uma dentre 3.000 outras espécies que convivem nesse pequeno pontinho de poeira cósmica chamado de planeta Terra, que gira em torno de uma diminuta estrela que é apenas uma entre 100 bilhões de outras, de uma galáxia que é mais uma entre outras 100 bilhões de galáxias do universo, e que está fadado a um dia desaparecer.

NADA SOMOS!

Nem nossa roupa nos pertence. Nada trouxemos, nada levaremos. Nem nosso corpo físico nos pertence! Nada podemos fazer para encurtar ou prolongar os nossos dias aqui na terra. A única coisa que temos de fato, é este sopro de vida, que veio de um útero, aonde todos fomos gerados.

Essa é a única verdade. Todo o resto é ilusão.

Nem propriedades, nem dinheiro, nem posse alguma deve ser motivo de orgulho a alguém na condição humana. Somos como outro bicho qualquer, como uma barata, por exemplo, que tem uma cabeça e patas. Quebrem uma das pernas e esse animal sairá se arrastando pelo chão. Quebrem-lhe o pescoço e se comportará igual a uma galinha morrendo asfixiada. Não somos diferentes, decerto! Temos o mesmo sangue vermelho correndo nas veias igual a qualquer animal. O que nos difere dos outros seres, é a consciência do estar vivo momentaneamente. É poder traçar o curso por onde queremos ir, muito embora nem sempre tenhamos o PODER de realizá-lo. A única coisa que temos de fato, é esta vida que nos foi dada como dom gratúito.

De fato, nossas mães deveriam ser as pessoas mais amadas e reverenciadas no centro de nossas vidas, pois elas nos proveram desse singular e relevante bem mais precioso: O de estar com os nossos colegas do planeta, pois em muito breve, ao pó retornaremos para sermos novamente o que éramos antes de aqui existirmos.

Minha amada mãe, eu te agradeço por me dares a chance de passar uns poucos dias aqui nesta terra, e que essa estada possa ser útil de alguma forma à humanidade.

- Obrigado por me trazer do lodo, da pedra, do barro de que fui gerado.
- Obrigado pelo sopro de vida que fez meu coração bater pela primeira vez.
- Obrigado pelo primeiro movimento dos pulmões, que trouxe um outro e em seguida, mais um outro até hoje.
- Obrigado por me fazer enxergar a luz do mundo, em meio a tantas dores.
- Obrigado pelas noites de vigília, em que ficavas ao meu lado velando meu sono, e cuidando das minhas muitas enfermidades.
- Obrigado por me dar amigos a quem pude chamar de irmãos.
- Obrigado por tantas e tantas coisas que não posso aqui escrever, e que representam tudo o que sou e o que sei. Mas acima de tudo, obrigado pela chance única de viver, de poder contemplar o universo e de gritar no mais alto dos tons: "Estou vivo! Eu Existo!" ainda que seja por um breve, porém feliz tempo.

Hoje o universo ficou mais belo. Porque eu sei que tu existes, e que nada do que fizeste por mim será em vão. E que bom que vivi tempo suficiente para compreender todas essas coisas que uma criança ou um adolescente jamais compreenderia. Acima de tudo, obrigado por me concederes o dom da VIDA.

Dihelson Mendonça

Na Foto: A minha mãe, Haydée, em sua segunda Formatura após os 60 anos de idade. Exemplo de vida, de trabalho e de dedicação. Acorda todos os dias às 06 da manhã para o trabalho, e só sai às 18:00, fazendo isso há pelo menos 55 anos no serviço público. Nunca deixou de acreditar na força do trabalho e nas grandes virtudes do ser humano. A você, dedico este pequeno artigo.

Dia das Mães - Por: João Marni


Mulher, que há milhões de anos, no período cenozóico, uma vez Lucy, deixaste as impressões na lama vulcânica quando instintivamente olhaste para trás, temendo pela vida do teu rebento;

Tu, que uma vez Eva, foste castigada por não postergar a procriação, tal e qual adolescente de hoje;

Tu, que embalas o sonhos de ser mãe, que exultas e ficas radiante quando concebes e carregas no ventre a razão da tua vida, deixando de existir para ti... que passas a rir ou chorar com o que ao filho acontece;

És capaz de nadar em águas turbulentas para salvá-lo, mesmo não sabendo fazê-lo. És também obstinada e nunca perdes a fé, a exemplo do Ingrid Betencourt, suportando um cativeiro de seis anos em meio à selva, às humilhações e maus tratos, acesa apenas pela tênue luz da esperança em rever os filhos.
Mãe, jamais mentes quando dizes que teu filho é o mais bonito, inteligente, inocente e o melhor dos homens. És símbolo de coragem e de responsabilidade, como aconteceu com aquela vietnamita, encontrada num buraco com seus filhos, durante a guerra, tendo negado ao seu algoz sobre seu companheiro com vários “não sei”. Mas quando indagada de quem seriam aquelas crianças, disse-lhe: “São minhas!”
Mãe, cuja maior queixa no consultório do pediatra é que seu filho não quer comer... Adiante, na juventude dele, não dorme enquanto não chega;
Mãe, feito Nossa Senhora, que mesmo sabendo desde sempre do destino reservado ao seu filho, Jesus, não foi capaz de segurar as lágrimas.
Parabéns a todas as mães, ricas ou pobres, santas ou pecadoras. Até às que abandonam ou agridem os filhos, pois doentes que estão, perdoadas são.
Tu que és filho, se não puderes comprar-lhe um presente, prenda maior será beijá-la e abraçá-la entre palavras como: “eu te amo, mãe!”.
Se distante estás, manda-lhe uma mensagem e, se já a não tens mais, lembra-te dela com alegria.
Presto homenagem agora à minha própria mãe, Maria Olga, num texto que ouso e espero, venha refletir o sentimento de todos pela sua:

Mamãe,

Do sopro do amor, no encontro aleatório dos códigos, iniciei-me na vida.
Alimentado como fruto em teu ventre, chorei ao deixar o silêncio e o morno de tuas águas! Sorvi cada gota do teu néctar, enquanto maravilhava-me com teu olhar.

Nunca mais deixei de cair e de tentar novamente, desde que impelido a andar. Saí por aí e em lugar nenhum encontrei a paz, a entrega e a ternura como em ti, mamãe! Em momento algum lamentaste o que te reservou a vida. Teu espírito é de continuar... Os filhos estão sempre a pedir perdão. Então perdoa-me, mãe, 70 vezes 7, Uma vez mais, quando perturbo o teu sono. És muito rica, pois em tempos difíceis, vendeste tuas jóias, exceto as do coração!

Te amarei sempre!

UNHA-DE-GATO - Conto de Cacá Araújo


Uma leve garoa coloria de branco a paisagem esquecida daquela ruazinha de casas de taipa. Alguns pés de algaroba, outros de castanhola, e um de jasmim cheinho de lagartas-de-fogo na esquina que dava pra rodage. Era quase manhã e ainda se ouvia a fala embriagada do zarolho conhecido pela alcunha Besouro do Cão. Talvez por sua voz rouca enfeitada com beiços inchados, nariz apragatado, olhos vermelhos e cabelo pixãim feito arapuá. Um cangaceiro desgarrado do bando de Corisco, depois de estuprar e matar a filha de um coiteiro, assim diziam pela redondeza, sempre a se benzer, os mais informados. Ele estava sentado ao lado do chafariz de onde as moçoilas pegam água todos os começos de dia e as mães batem roupa nos finais de tarde. Copo de ágata descascado a esborrotar de cachaça, um litro pra baixo de meio e uma esquisita farofa de jacu posta numa rodilha encardida.

O bicho bebia e devorava e rosnava. Não fosse o coaxar de sapos, o cricrilar dos grilos, o agouro da rasga-mortalha e o terno soprar do vento frio, nada mais ousava se bulir ou entoar qualquer suspiro diante da assustadora figura, que quando em vez acariciava o cabo do punhal com intimidade e salivação, olhando para o nada como a desejar o sangue de qualquer desgraçado vivente.

Nem bem o primeiro trisco de luz anunciou o amanhecer, o rangido de uma porta deu conta de uma jovem donzela que alegre e graciosa se dirigia, com um balde, em busca de água para o café, o arroz, o feijão. Cabelos longos e encaracolados com a crespura e perfume das ninfas sertanejas, pele morena, olhos amendoados e marrons, lábios de carne macia e em desenho de sedução, peitos viçosos acompanhando a coreografia das passadas das pernas grossas que saiam de cintura delgada e atiçavam rebolado faceiro e delicado. Quando ela inocentemente se abaixou em direção da única torneira, deparou-se com o riso macabro do bandido. Antes de esboçar qualquer reação, ele a puxou vigorosamente, tapou sua boca com o pano velho que lhe servia de prato, atirou-a sobre a laje da lavanderia, rasgou suas roupas e a desonrou ali mesmo, ofegando e babando como um animal, fedendo como um porco. Lágrimas lavavam de dor o rosto da moça. Sangue escorreu pedra abaixo. Um último e mirrado gemido, braços estendidos, olhos arregalados, cabeça pendida para o lado. A morte se compadeceu e veio em auxílio da moça morena bonita. Levou-a...

Besouro do Cão avexou-se em sair do lugar e se escondeu por trás de uma mata de unha-de-gato quando ouviu o caminhar preocupado de uma senhora. Semblante doce de beleza madura, rugas a ilustrar o tempo de peleja, olhar de mãe a mirar, no terreiro, a fita vermelha que ornava os cabelos de sua filha amada. Tensão. Temor. Terá caído por descuido? Por que o vento a está entregando tão silenciosamente? Uma quentura lhe sobe dos pés à cabeça findando num súbito arrepio. O coração pulsa célere numa cadência nunca antes experimentada. O corpo inteiro treme. As pernas pensam em voltar e esperar no pé do fogão. Ansiedade. Medo. Um vim-vim canta por entre as árvores. Quem estará chegando? Delírio. Ela vem vindo? Dúvida. As lágrimas já não se contém e lhe salgam a boca e molham a terra. Algo se mexe atrás dos arbustos. É ela? Sempre gostou de brincar de se esconder, a traquina. Silêncio. Nada. Um impulso inexplicável empurra a mãe, que segue em sua pressa e aflição. Quando chega próximo do chafariz para repentinamente.

Esboça uma oração em seus lábios cansados. Caminha lentamente. Para. Tenta gritar, chamar a filha, alguém, qualquer pessoa... Uma mão sem vida pende por detrás da lavanderia. Desespero. Reconhece o anelzinho de bijuteria que o pai dera à filha no dia anterior. Foi seu aniversário. O chão parece querer sumir de seus pés. Morde os lábios. Corre. Chega. Vê. Para. Não acredita. Olha para os céus, para os lados... É sua filha quem está ali, estendida na laje. Seu sangue tingiu o vestido branco, pedra e areia. Seus olhos parecem ainda ver a cara do diabo. A mãe grita e soluça. Abraça o corpo da filha. Choro comedido, depois com toda a força dos pulmões. Portas se abrem arranhando a luz do dia. Chegam vizinhos e vizinhas. O pai olha da janela. Vê apenas um amontoado de gente em torno do chafariz. Sai curioso. Magro, sobrancelhas largas, barba de três dias, roupas da roça, sandálias de couro e chapéu de palha, cigarro brabo no canto da boca. Passos lentos.

Ouve lamentos do povo e mais alto o choro triste de sua mulher. Cospe o cigarro e se apressa e corre. Abrem caminho. Chega. Vê. Para. Toca o rosto da menina. Uma lágrima despenca de seu olhar triste, depois revoltado, depois cheio de ódio. Sussurra, fala, depois grita questionando o céu e o inferno sobre que pecados teriam sido cometidos por aquela flor de inocência, que tão violentamente fora arrancada da vida, sem aviso, sem motivo, sem culpa...

Uma risada rouca e assombrosa interrompe a circunstância. É Besouro do Cão, no fim da pequena rua, punhal desembainhado, pedaço de roupa da vítima na mão, que a tudo assistira com prazer mórbido. Ao ser reconhecido, gera-se grande tumulto e todos entram em suas casas e batem as portas e janelas e as trancam com ferrolhos e traves e escoram todos os móveis possíveis. Restaram somente o casal desafortunado e a falecida. Silêncio. O pai respira com força e ofegação. Olhar fixo de ódio. Encara o assassino. Dirige-se resoluto ao seu encontro. A mãe teme, treme e soluça baixinho. Os dois se observam andando em círculo como galos a preparar uma botada de esporão. O pai se arremessa contra o homem, mas este habilmente se esquiva e com um murro lhe derruba sobre as unhas-de-gato. Rosto cortado, vira-se e vê seu adversário armar um golpe de punhal. Ferido, arranca uma touceira de espinhos com as próprias mãos e posta-se à espera. Olhares tensos. Tentativa de punhalada. Pulo. Queda. Chão. Poeira. Olhares tensos.

O pai usa os garranchos com um chicote. Cada investida lança também jorros de sangue que repingam no criminoso. Este consegue, num bote certeiro, furar a perna do desafiante. Mancando e cansado, é jogado ao chão com uma rasteira. Dor. Rangido de dentes. Urros. Besouro do Cão se joga em cima do roceiro, domina-o e, quando está prestes a cravar o punhal no seu peito, ele esfrega os espinhos em seu rosto, rasgando-lhe a pele e vazando os dois olhos. Rola para cima e, com a touceira de unha-de-gato esfola o pescoço do desgraçado torando-lhe as veias. Besouro do Cão agoniza até a morte... Está vingada a honra da jovem donzela. Os vizinhos saem aos poucos. Incrédulos. Atordoados. Depois satisfeitos. Depois condolentes. Dão graças e rezam. Cantam benditos e renovam a fé no inexplicável.

Crato-Cariri-Ceará-Brasil
07.05.2011, 13h18min.

MÃE - Por: Cacá Araújo

Dona de toda a ternura,
armada de amor
enfrenta o sol,
a chuva,
a dor...
Traz em si
a dádiva da vida,
o coração da natureza,
a beleza do gesto de carinho...
Se o tempo é camarada,
desata-se em festa
e com magia no olhar
a todos contagia e envolve
Sabe sorrir
sem perder o prumo
Se o tempo é adverso,
ergue-se com a força
de uma deusa,
enfrenta-o
num desafio desigual,
amamenta os seus com a seiva da fé,
é a coragem em flor
ou espinho, se preciso for
Chora
sem perder o encanto,
espanta o pranto
e exala esperança...
Mãe não nasce nem morre...
...existe!

Cacá Araújo
Crato-Cariri-Ceará-Brasil

Mensagem do Dia das Mães - Samuel e Mônica Araripe


Hoje é um dia muito especial. Dia de homenagearmos a pessoa mais importante de nossas vidas. Hoje é o dia da minha, da sua, de todas as mães. E observando atentamente, poderíamos pensar que quase nada há mais para ser dito de bom, de belo, de justo e de exaltação, que alguém com muito mais habilidade na arte da escrita do que nós, já não tenha feito de forma muito mais perfeita, coerente e sincera.

Mas dentro daquilo que sentimos todos os dias em nossa alma, poderíamos encher livros e mais livros com mensagens poéticas, que falam do que é ser mãe, que revelam as coisas que estão guardadas lá no fundo do nosso coração, que salvamos para dizer na hora mais precisa de nossas vidas. Alguém disse que ser mãe é padecer no paraíso. Com todas as dores, com todas as agruras de uma vida breve, na verdade, o amor de uma mãe por seu filho é diferente de qualquer outra coisa no mundo. Ele não obedece lei ou piedade, ele ousa todas as coisas e extermina sem remorsos tudo o que ficar em seu caminho. O amor de mãe, é o combustível que capacita um ser humano comum a realizar o impossível.

E o coração das mães é um abismo no fundo do qual encontramos sempre o perdão, o refúgio, e a paz verdadeira. Que as nossas mães possam ser sempre respeitadas, amadas e reverenciadas, nao apenas nesse dia simbólico, pois tudo, absolutamente tudo aquilo que temos de real neste mundo, que independe dos bens materiais, é a nossa própria vida. É o único bem supremo que todo ser humano recebe da própria divindade através de uma mãe. Neste dia sublime, de carinho, queremos compartilhar esse sentimento de gratidão, de ternura e de reconhecimento para com todas as mães Cratenses. Dizer-lhes o quanto são importantes para a nossa vida. Reverenciarmos aquela que nos concedeu o dom divino, no mais puro dos sentimentos de paz, de plenitude, de graça e de amor.

Saudamos todas as mães pela passagem do seu dia, pois elas representam tudo aquilo que temos de melhor em nossas vidas, e em nossos corações."

Esta é a mensagem de Samuel e Mônica Araripe

Os Discípulos de Emaús – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Em todas as missas celebradas neste domingo é proclamada uma das passagens mais bonita do Evangelho. Nele o Evangelista Lucas nos revela, que após a morte de Jesus, dois de seus discípulos, andavam de Jerusalém para o povoado de Emaús, distante 11 km desta cidade, quando Jesus se achegou perto e começou a caminhar ao lado deles, sem ser reconhecido. Perguntou o que eles iam conversando pelo caminho. Os discípulos com o rosto muito triste, indagaram: “Por acaso és o único forasteiro em Jerusalém que não soubeste o que aconteceu a Jesus de Nazaré, um profeta poderoso em palavras e ações? Já faz três dias que os nossos chefes sacerdotes o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram. Nós esperávamos que ele fosse o libertador de Israel.” Os discípulos lhe contaram ainda, que algumas mulheres do grupo haviam visto o túmulo vazio, e que dois anjos disseram a elas que o Mestre havia ressuscitado. Mas ninguém o tinha visto. Jesus, até então um desconhecido peregrino para eles, começou a lhes explicar o que dizia as Sagradas Escrituras a seu respeito. E quando eles chegaram ao povoado de Emaús, Jesus fez de conta que ia continuar a caminhada. Os discípulos disseram: “Fica conosco, já é tarde e a noite já vem.” Naturalmente, eles sabiam que era perigoso andar por aquelas estradas à noite. Jesus aceitou o convite, e durante a ceia, ao partir o pão, foi reconhecido pelos discípulos. Como por encanto, Jesus desapareceu. Os discípulos olharam um para o outro e perguntaram: “Não estava o nosso coração a arder quando ele nos falava pelo caminho?” E de repente, encheram-se de coragem e voltaram a Jerusalém para contar o que tinha acontecido aos onze apóstolos, que estavam reunidos. Receberam desses a afirmação de que o mestre havia realmente ressuscitado e encontrara-se com Pedro.

Que lições poderemos tirar dessa mensagem? Em primeiro lugar, aquele que caminha com Jesus pelas estradas da vida não pode ter medo. Quem tem o Filho de Deus ao seu lado nada deve temer. Em seguida, sabemos que o Cristo ressuscitado poderá a qualquer momento ser encontrado na Bíblia Sagrada, na partilha fraterna do pão e no meio da comunidade reunida. O projeto de vida que Jesus nos deixou engloba todas essas características próprias de seus seguidores.
Vivemos numa sociedade voltada para os bens materiais e por isto se tornou profundamente individualista. Como seguidores de Cristo temos como dever trabalhar no sentido de transformar essa sociedade, tornando-a mais justa e solidária. Não será tarefa fácil, mas caminhando ao lado de Jesus, tudo será possível.
“Fica conosco Senhor! É tarde a noite já vem, fica conosco Senhor! Somos teus seguidores também.” (Refrão da música “Os discípulos de Emaús” do Pe. João Carlos. SDB)

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Jesus presente na partilha – Por Pe. Nilo Luza ssp

O belo trecho de Lucas nos revela a caminhada dos discípulos de Emaús com o Ressuscitado. É uma demonstração de que Jesus – ainda que não seja reconhecido à primeira vista – caminha conosco. A narrativa mostra também que ele aproveita a ocasião para fazer uma catequese sobre a partilha.

O povo brasileiro tem convicção de que Deus caminha com ele, em tudo o acompanha. Essa presença, porém, nem sempre é “dinâmica”, isto é, capaz de provocar a transformação dos momentos difíceis da vida. A fé em Cristo, companheiro no cotidiano da existência, pode iluminar nossa vida e mudá-la de rumo, a exemplo dos discípulos que, após perceberem a presença do Ressuscitado, retornaram à Jerusalém e anunciaram a boa notícia aos irmãos.

Assim como acompanhou os discípulos de Emaús, Jesus nos acompanha em nossa trajetória, e com sua palavra, nos ilumina e vai mudando nossa maneira de encarar as coisas e os acontecimentos.

O caminho de Emaús é o caminho da nossa fé. Ela nos dá a certeza de que Cristo, embora não de forma física, continua presente e nunca nos abandona. Essa certeza será sempre maior à medida que nos deixamos iluminar com sua presença e nos alimentamos pela eucaristia, sinal por excelência de partilha e solidariedade.

E é justamente na hora da partilha do pão os discípulos o reconhecem (os olhos deles “se abriram e eles reconheceram Jesus”), pois esse foi o gesto repetido por ele ao longo de sua vida. A sociedade de hoje reconhece Cristo à medida que os cristãos forem capazes de partir o pão. Isso significa compromisso com a justiça, com a solidariedade, com a defesa daqueles aos quais é roubado o pão cotidiano. Sem partilha e solidariedade, estamos caminhando no rumo que nos afasta de Jesus.

Por Pe. Nilo Luza, ssp

“Transcrito do jornal “O Domingo” Edição de 08.05.2011”.

Parabéns a todas as Mães - Dihelson Mendonça


Flor 07


Parabenizo todas as mães pelo seu dia. Elas são as verdadeiras guardiãs da civilização. Devemos amar nossas mães com todo o nosso entendimento, pois elas nos deram de graça, a única e verdadeira coisa que temos: A nossa própria vida.

Dihelson Mendonça

A arrogância de um judiciário que esnoba a sociedade - Por: D. Henrique Soares - Bispo de Aracaju


NE - A Igreja começa a se pronunciar sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal, que aprovou a união marital entre homossexuais.

Caro Internauta, ontem o Supremo Tribunal Federal, num flagrante ato de arrogância, desmoralizou o Poder Legislativo e o povo brasileiro, aprovando por ideológica unanimidade o reconhecimento civil das uniões homossexuais. Tal decisão é grave por vários motivos:

1. Pelo reto ordenamento, a alteração da Constituição compete somente ao Poder Legislativo. Ao Judiciário cabe vigiar pela aplicação plena das leis, sobretudo da Constituição Federal. Ontem, passando por cima do artigo 226 da nossa Carta, o STF jogou na lata do lixo o texto que ele tem por precípua competência salvaguardar! Não se constrói democracia enfraquecendo instituições ou extrapolando competências. Ontem, vergonhosamente, o STF julgou-se no direito de legislar...

2. Quem poderia introduzir mudanças no artigo 226 da Constituição, alterando a definição de família? Somente o Congresso Nacional, que representa o pensar do povo brasileiro. É importante compreender isto: o Legislativo representa o povo e delibera em seu nome (de modo ainda mais específico: os deputados representam o povo brasileiro e os senadores representam os estados da Federação). A confecção e alteração das leis dependem, portanto, do querer da sociedade, da vontade do povo, de quem emana todo poder numa democracia verdadeiramente madura. O Judiciário não representa o povo nem tem compromisso direto com o povo: seu compromisso é com a salvaguarda de lei, sobretudo dos preceitos constitucionais. Com a aberração de ontem, o Supremo passou por cima do sentir do povo brasileiro e de seus legítimos representantes. Sem legitimidade alguma, de modo autoritário e arrogante, a Corte Maior, sem ouvir o povo brasileiro – que não é sua competência – julgando-se iluminada por um saber vindo de preconceitos laicistas e de uma visão imanentista totalmente estranha à imensa maioria do nosso povo, arvorou-se no direito de ser luz para os ignorantes congressistas e para o obtuso povo brasileiro. O ato de ontem merece todo o repúdio de quem ama a liberdade e a democracia. Os togados de Brasília julgaramm-se acima da sociedade, do povo, do bem e do mal e de Deus! Numa corte suprema agindo assim, nossa democracia torna-se menor. Já foi tutelada pelos militares truculentos, por um Executivo ditatorial e, agora, por um Judiciário autossuficiente, que se julga luz da sociedade!

3. Agora, entremos no mérito da questão da união homossexual reconhecida como família. A Igreja não é contra os homossexuais. Também não é contra o direito de duas pessoas do mesmo sexo viverem maritalmente. Cada um faz o que deseja da sua própria vida. Mas a Igreja tem o direito e o dever de afirmar claramente aos seus fieis o que é segundo a vontade de Deus e o que é contrário ao seu desígnio. Segundo a revelação divina, somente a relação marital entre homem e mulher faz parte do plano de Deus e é segundo a sua vontade. A vivência marital entre duas pessoas do mesmo sexo é pecado. A Igreja orienta; cada um faça como deseja... Por que, então, a Igreja se opõe à legalização da união homossexual como família? Porque isto destrói o conceito de família: se tudo é família, nada mais é família; seu conceito, sua realidade, ficam totalmente diluídos! Há muitos modos corretos e aceitáveis de promover os legítimos direitos das pessoas homossexuais! A decisão do STF não é motivada pela serena busca do respeito aos direitos humanos, mas pelos cânones ideológicos do politicamente correto. É só. E isto é muito grave!

Dom Henrique Soares – bispo de Aracajú

Texto enviado por Geraldinho da Missão Resgate

POEMA PARA AS MÃES - Por: João Nicodemos



POEMA PARA AS MÃES

O Bebê, quando nasce é miudinho
Não caminha, não conversa, não tem dente
O seu corpo é pequeno e fraquinho...
Da mamãe, em quase tudo é dependente.

Tem a pele tão fina e delicada,
Tem carência de amor e alimento
Sua Mãe, atenciosa e dedicada
Cuida e trata do Bebê todo momento.

Engatinha, se levanta e logo corre,
pula e grita, não rejeita diversão.
Se machuca, vem a Mãe e lhe socorre
Sempre pronta, dá conforto e atenção.

O mundo todo serena, se adormece:
Pois dormindo, é sinônimo de Paz.
Quem tem Mãe, neste mundo não padece:
Seu amor, do sofrimento nos refaz.

Quando à noite, já bem tarde, ele desperta
Com seu choro acordando os vizinhos,
Sua Mãe corre pronta e sempre alerta,
alimenta e logo troca os seus paninhos.

Quando vive em ambiente de harmonia
O amor em seu peito resplandece
Brinca e cresce transmitindo alegria
Quem tem Mãe neste mundo, não padece.

A criança é banhada de carinho,
de amor, de ternura e atenção.
A mamãe lhe ensinando direitinho
como ser um bom filho e bom irmão.

Quando chega a idade de escola
Diminui o tempo de brincadeira,
De correr, de boneca ou de bola,
De gritar e pular a tarde inteira.

Sendo jovem, já é Mãe experiente,
Logo aprende como deve proceder...
A Natureza lhe ensina o expediente:
Com sua vida, a da criança defender.

Independe da idade que ela tenha
Mãe é Mãe, seja qual for sua idade,
Não há força neste mundo que a detenha
Quando busca, pros filhos, felicidade...

Se um filho se desgarra, se desvia,
É pra ela, grande dor e sofrimento:
Vive sempre na esperança que um dia
Ele volte, pelo arrependimento.

Quando um dia ele voltar arrependido
Pelas dores e tormentos que sofreu
Dessa Mãe, no seu colo, tem abrigo,
Pois o Amor em seu peito não morreu.

A minha Mãe também quero enaltecer:
É um presente que dos céus eu recebi:
Em minha vida sempre hei de agradecer
Os valores que com ela aprendi:

Ser bom filho,bom amigo e bom cristão,
Ser honesto, ser leal, ser caridoso,
ser correto, ser fiel no coração,
prestativo, conpreensivo e carinhoso.

Meu respeito e minha admiração
Neste canto de amor, fé e franqueza,
Canto agora em formato de oração,
Louvo a obra da Divina Natureza:

Bela Mãe que a todos nós nos deu à Luz...
E com amor, com ternura nos ensina,
Orienta, nos guarnece e nos conduz
Ao amor da Natureza Divina.

Câmara dos Deputados aprova plebiscito: Brasil poderá ter mais dois novos Estados



(Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo)

Novas unidades da federação, Carajás e Tapajós, surgiriam a partir do desmembramento do Estado do Pará, caso a população local aprove tal medida; só o PSOL votou contra o decreto

BRASÍLIA - Com o aval do governo e da oposição, a Câmara aprovou nesta quinta-feira, 5, a realização de plebiscitos no Pará para a criação de dois novos Estados: Carajás e Tapajós. Se a população paraense concordar, as duas novas unidades da federação serão desmembradas do Pará. A realização do plebiscito sobre a criação de Carajás será promulgada nos próximos dias. Já a consulta sobre Tapajós depende ainda de aprovação no Senado. Apenas o PSOL votou contra as duas propostas.
"A ideia é fazer junto o plebiscito sobre a criação dos dois estados", disse o deputado Giovanni Queiróz (PDT-PA), autor da proposta de criação de Carajás. Segundo ele, o Orçamento Geral da União deste ano já prevê recursos de R$ 8,6 milhões para a realização do plebiscito.
Pelo projeto de decreto legislativo aprovado ontem, a consulta à população tem de ser feita no prazo de seis meses. Ou seja, até novembro deste ano. O plebiscito será feito pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará.
O decreto com o plebiscito sobre Tapajós terá de voltar ao Senado porque foi modificado na Câmara para incorporar municípios criados ao longo dos últimos 20 anos - o projeto original é do ano 1991.

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