xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 03/01/2011 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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03 janeiro 2011

A leitura como finalidade - Por Emerson Monteiro


D
entre outros resultados da leitura como hábito saudável, ler com frequência ativa funções cerebrais necessárias para viver consciente e com maior durabilidade no tempo. Um conhecimento, que é de todos, repete os ditos da ciência de que o que não se usa atrofia. Em vista de serem os neurônios células vitais do sistema nervoso, à medida que se apagam, levam consigo a vitalidade essencial do bom andamento das demais atividades do corpo. Enquanto que a constância da leitura mantém a sobrevivência dessas células, e ocasionam saúde ao corpo inteiro.

Há um livro intitulado A arte de ler ou como resistir à adversidade, escrito pela pesquisadora francesa Michèle Petit, que desenvolve o tema da leitura do modo utilitário, sob o ponto de vista psicológico. Ela considera o ato de ler nos momentos críticos da vida, diante das desilusões amorosas, morte de pessoas da família, doenças, crises ou catástrofes coletivas, qual instrumento poderoso de restabelecimento dos aspectos pessoais positivos. Naquelas ocasiões, o livro apresenta sua fidelidade ao leitor, de modo a permitir energias suplementares para vencer os embates difíceis da existência.

Amigo incondicional, o livro conduz as pessoas a lugares mentais que lhes permitem chegar aos meios da calma, apaziguando distúrbios e conflitos ocasionais. Em todos os cantos, leitores utilizam o poder da leitura para reverter situações adversas, mostra a pesquisadora, desde a Europa à América Latina, Brasil, Argentina, México, Colômbia. Ela viajou pelas diversas localidades estudando experiências de professores, psicólogos, artistas, escritores, editores, trabalhadores sociais, considerando diferentes públicos, crianças, adolescentes, mulheres, homens, escolarizados, marginalizados, sempre com a visão essa interpretativa da leitura e sua utilidade revitalizadora.

Na concepção dessa estudiosa francesa, a leitura conduz ao esquecimento temporário da dor, do medo e da humilhação (...) para despertar a interioridade, colocar em movimento o pensamento, relançar a atividade de simbolização, de construção de sentido e incita trocas inéditas. Conclui, então, que o hábito de ler permite intercalar momentos de paz nas realidades dolorosas, ofertando uma sobrevida aos leitores. Invés de fuga do mundo real, ler permite uma pausa, um intervalo necessário para curar as feridas de uma realidade demasiado dolorosa, nas suas palavras.

Segundo Michèle Petit, apropriar-se dos livros é reencontrar o eco longínquo de uma voz amada na infância, a relembrança dos entres queridos e suas sonoridades em que as palavras são bebidas como se fossem leite ou mel. Resta a todos, também por isso, valorizar o hábito da boa leitura e o privilégio de se ser alfabetizado entre tantos que ainda não obtiveram esse direito.

BlogMúsica - "Pede à banda pra tocar o dobrado. Olha nós outra vez no picadeiro" - Ivan Lins e Vítor Martins



(I. Lins - V. Martins)

Somos todos iguais nessa noite
Na frieza de um riso pintado
Na certeza de um sonho acabado
É o circo de novo
Nós vivemos debaixo do pano
Entre espadas e rodas de fogo
Entre as luzes e a dança das cores
Onde estão os atores?

Pede à banda pra tocar um dobrado

Olha nós outra vez no picadeiro
Pede à banda pra tocar um dobrado
Vamos dançar mais uma vez

Somos todos iguais nessa noite

Pelo ensaio diário de um drama
Pelo medo da chuva e da lama
É o circo de novo

Nós vivemos debaixo do pano

Pelo truque mal feito dos magos
Pelo chicote dos domadores
E o rufar dos tambores...

As três irmãs criadoras do mundo


De Ronaldo Correia de Brito

Havia três misteriosas senhoras no Crato, a linda cidadezinha que só existiu em minha infância e se transformou num feio aglomerado urbano. Os rios Granjeiro e Batateiras deixaram de ser rios e viraram canais, latrinas mal cheirosas onde despejam esgotos e lixo. E a floresta da serra do Araripe, tão longe e misteriosa, queima a cada ano. As onças, os veados, os tatus e as antas, seus antigos moradores, são animais que as crianças conhecem apenas nos desenhos dos livros.
Mas eu falava de três mulheres que sempre imaginei serem fadas, daquelas com varinha de condão, criando e transformando o mundo em volta delas. As três fadas possuíam nomes sem nenhum encanto. Todos na cidade se referiam a elas como as irmãs do alfaiate Zé de Rita. Simplesmente assim. O alfaiate não costurava bem, tinha o juízo alvoroçado e botava as roupas a perder. As pessoas deixavam os panos, ele tomava as medidas e na data de entregar as encomendas nunca estavam prontas e sempre ficavam frouxas ou apertadas.
Apesar da má fama do costureiro, eu teimava em fazer minhas roupas com ele, pelo encantamento de entrar na casa antiga de terraço e jardim laterais, no estilo árabe das mil e uma noites. Até as fruteiras evocavam o oriente de Sherazade: romãzeiras, laranjeiras e figueiras. As costuras eram pretexto para poder conversar com as três irmãs do alfaiate, perguntar como iam os trabalhos da lapinha, o presépio mais encantador e criativo de todos os que montavam no Crato. Elas se ocupavam o ano inteirinho criando anjos, pastores, pastoras, ciganas, borboletas, beija-flores, céus estrelados, desertos com oasis e camelos, lagos cheios de patinhos, cisnes e gansos, casinhas com terreiros de galos, galinhas, guinés, perus e pintinhos, cidade medieval que lembrava uma suposta Jerusalém, rios, pontes, igrejas, torres, florestas, moinhos e, em meio a todo esse esplendor, no lugar de maior destaque, o Menino Jesus deitado na manjedoura, ladeado pelo pai e pela mãe.
Eu suspirava todas as vezes que passava em frente à casa, ansioso para que chegasse o primeiro dia de dezembro, quando as portas se abririam e o mistério se revelaria aos meus olhos de criança. As três irmãs fadas sentavam em cadeiras e recebiam as pessoas, felizes em poder representar o milagre do nascimento de Cristo.
Curioso e inquieto, planejava minhas visitas diárias, querendo usufruir ao máximo o teatro imóvel, que se oferecia apenas até a festa de Reis. Num dia, me detinha nos lagos e pontes. Noutro, queria ver apenas os anjos, arcanjos, querubins e serafins, a corte celeste em adoração ao Menino Deus, arrumada contra um céu azul de pano, bordado com lua, estrelas, sol e cometa. Nunca vi cenário mais bonito em toda vida.
Com as três irmãs fadas aprendi o sentido da palavra dádiva. Durante onze meses elas se entregavam à construção da lapinha, que podia encher uma sala inteira. Nunca soube se ganhavam algum dinheiro com isso. Com certeza, não. O único pagamento era o brilho dos olhos das pessoas, o encantamento, os gritos de alegria. Bastava para compensar as noites sem dormir, os ferimentos nos dedos, as dores nas costas. As três irmãs do alfaiate Zé de Rita eram dadivosas como o próprio Cristo, me ensinava mamãe.
Nunca pagarei o que essas três mulheres fizeram por mim. Todo Natal imagino-as montando um grande presépio lá no céu, com anjos de verdade e o próprio cristo transformado em Menino, deitado nas palhas da manjedoura. Deve ser assim mesmo. E o compositor Bach, certamente prepara uma linda cantata natalina, que os anjos entoam com suas vozes de anjo. As três irmãs sentam em cadeiras sobre as nuvens, olham a criação de suas vidas e sentem-se divinas.

Ronaldo Correia de Brito é médico e escritor, cratense.
Escreveu Faca, Livro dos Homens e Galiléia.

BlogHumor - Censo 2010








Recebido por E-mail

NOTA DE AGRADECIMENTO - Por Maria Otilia

Ser grato é um dever de todo ser humano. E a EEF Dom Quintino agradeçe a Sra. Nizete (ex -secretária de saúde do Crato), pelo serviço prestado principalmente a parceria realizada com a nossa Escola, através do setor de mobilização social. Não sabemos o motivo pelo qual o Sr. Prefeito fez a substituição, mas sabemos que os cargos comissionados são passageiros e de confiança de quem indica.

Sabemos que a Secretaria de Saúde é um dos õrgaos mais importantes da Prefeitura, tendo em vista que se trata do bem estar do cidadão tanto na saúde preventiva como curativa. E a nossa escola desenvolvendo o Projeto SPE (Saúde e Prevenção na Escola) pode contar com o apoio da equipe da Secretaria de Saúde, coordenada pela então Secretária Nizete.

Desejamos ao Cícero França sucesso e principalmente que continue com as boas ações realizadas pela Secretaria de Saúde, administrando com competencia técnica e compromisso com a nossa comunidade escolar através dos diversos programas de prevenção e de melhoria da qualidade de vida.

Desejamos também que a Sra .Nizete tenha sucesso no seu novo trabalho e que continue a sua caminhada nesta área tão importante e carente de bons profissionais com habilidade e competencia técnica e imbuídos de fazer valer seu juramento em defesa da valorização do maior bem humano: a vida.

Um poema para cada gestor fazer uma reflexão:

" Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis"

(Bertold Brecht)

Texto postado por Maria Otilia

Neste ano, eu quero Guerra no meu Coração ! - Por: Dihelson Mendonça


Decidi. Neste ano, nada daquela cantilena chata de prometer a mim mesmo que irei ser um melhor ser humano que nos anos anteriores. Nada daquelas conjurações e listas intermináveis de coisas fictícias a serem realizadas, e que logo após alguns dias, já soam completamente defasadas, absurdas e impossíveis de se realizar na prática.

O abismo entre o querer e o realizar é sempre imenso, e essa é a primeira verdade imutável da natureza. Por isso, decidi que não mais irei assumir compromissos de que pretendo fazer melhor nem pior que nos anos anteriores, nem chorar e lamentar as quedas e fracassos, mas irei simplesmente recomeçar sempre a cada dia, com a força de um ariete, e fazer tudo o que tem que ser feito sem olhar para trás, rumo ao sucesso, e como a fábula da tartaruga surda, sem me importar com as críticas negativas daqueles que sempre desejaram me empurrar para trás.

Iniciei o ano com uma força de vontade que nunca me ocorreu antes, com a face daquilo que sempre fui: Um Leão enfurecido. De por em prática definitivamente, inúmeros projetos que estavam guardados. Mas como todos os anos, se não forem logo iniciados, terminarão novamente nas prateleiras poeirentas de sonhos para os anos seguintes. A nossa passagem aqui na terra é rápida e mortal. Como já disse alguém, é a única grande aventura da qual temos certeza de que não sairemos vivos. Por isso, após 44 anos de vida e métodos ineficazes e paliativos, eu terei que tomar atitudes mais drásticas. Por exemplo, encarar que a minha vida tem sido um verdadeiro CAOS. Por exemplo, encarar que eu tenho tido uma verdadeira aversão ao sucesso. Desnudar-me e sondar a origem de todos os medos, as análises dos fracassos, da indolência e da preguiça. Fazer o controle da mente em relaçao à ira e canalizar essa energia para a ação imediata e positiva, ao invés da mera lamentação e do aborrecimento.

Seria isto possível ? Uma nova abordagem de mundo, de conceitos até então misteriosos, de submissão a uma disciplina rígida que inclui o uso racional do tempo ( o maior de todos os recursos ), do dinheiro, e outros em prol das grandes causas ? No fim do ano saberemos. Afinal, o que tenho a perder ? Se as outras abordagens não foram tão eficientes, que tal lançar uma guerra total contra essa inércia, contra todas as amarras e as âncoras que me impediram de zarpar ao infinito ?

Acho que durante a vida, teorizei demais. Preparei-me durante anos e anos para uma batalha colossal, sem perceber que não importa os meios empregados, tudo isso seria em vão, pois a maior delas será travada dentro de mim mesmo. Contra tudo aquilo que tem me impedido de ver o mundo de forma mais realística. De assumir a alma o controle definitivo sobre um corpo tão falho em decidir e realizar. Que eu possa permitir que meu espírito e não o corpo, esteja no controle todo o tempo no ano que se inicia, sem mais promessas, sem mais conjurações, sem superstições, sem tolas listas de sonhos ilusórios.

Neste ano, ao contrário de outros tantos, eu quero guerra no meu coração. Quero Fogo e quero Ações. Quero entrar o ano de roupa Preta, quero ir ao inferno e voltar vitorioso, e chegar pisando firme e forte em qualquer lugar. Quero aniquilar todos os trastes que sempre impediram minha alma de ser tudo o que quer e pode. Internas e externas. Quero enfim, tirar a máscara vazia de uma educação falha que me ensinou que 2+2 só pode ser 4 quando pode ser qualquer coisa, menos 4. Quero ir à luta com as armas de um exército inteiro, coeso e eficaz.

Mas vendo por um certo prisma de visão, a única grande coisa que quero mesmo, é ser finalmente aquilo para que nasci: O Eu absoluto.

Por: Dihelson Mendonça

Esperança de dias melhores- Por Magali de Figueiredo Esmeraldo


A passagem do ano gera nas pessoas uma alegria, uma vontade de mudar do velho para o novo. A virada do ano é comemorada com festas reunindo familiares e amigos. As cidades ficam coloridas com a explosão de fogos de artifícios. Há sempre uma esperança que dias melhores virão com muita saúde, emprego e felicidade. Também é um momento para refletirmos sobre a nossa mudança interior. Assim como é tempo de arrumarmos a casa, os guarda-roupas nos desfazendo do supérfluo, roupas de que nem precisamos e lotam os armários e poderiam ser aproveitadas por pessoas necessitadas. Participando de uma missa há alguns anos, nunca me esqueci das palavras do padre: “quando esvaziamos os nossos armários para doar roupas que não precisamos mais aos pobres, eles é que estão nos fazendo a caridade, pois queremos desocupar os armários”. O padre queria nos mostrar que em vez de acumular devemos partilhar o que temos de melhor. Assim é também com nosso espírito. Este é um momento para mudar nossa vida e iniciar o ano praticando mais o amor. Como conseqüência teremos um ano melhor para nós e para os outros. O primeiro passo para sermos melhores e nos doar mais é nos livrarmos do egoísmo, da falta de amor e da indiferença. É muito importante abrirmos o nosso coração a vivência do amor e da solidariedade.

O Evangelista João diz em suas cartas, que devemos amar uns aos outros, “pois o amor vem de Deus e quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”. O amor aos irmãos nos leva a praticar o bem fazendo os outros felizes e promovendo a nossa própria felicidade. A felicidade está nas pequenas coisas: na união da família, na alegria de ter amigos, na doação aos outros. Saindo da indiferença e fazendo a nossa pequena parte, quem sabe ajudaremos um pouco mais na construção de um mundo sem violência, com mais paz e justiça. Não podemos perder as esperanças.
Desejo a todos os leitores e colaboradores desse blog um Ano Novo cheio de paz, amor e felicidade.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

Centenário de um cratense ilustre: Dr. Ferreira de Assis


Pesquisa feita por Armando Lopes Rafael


No próximo dia 28, se vivo fosse, o advogado Dr. Francisco Ferreira de Assis completaria cem anos de existência. Por solicitação do Administrador deste Blog, Dihelson Mendonça, conseguimos junto ao serviço de documentação da Assembléia Legislativa do Ceará, os dados abaixo relacionados ao ex-deputado Ferreira de Assis.

Carta ao Armando Rafael. Por Alessandra Bandeira

Museu Nacional na Quinta da Boa Vista
Exposição Um Tiranassauro no Museu Nacional

Busto de Dom Pedro II

Dom João VI

Entrada do Museu Nacional


Caro mestre,

Estando eu em terras cariocas, tenho seguido um roteiro museológico intenso, numa dessas minhas andanças fui questionada por meu filho de 10 anos sobre o por quê dessas obras feitas pela monarquia terem uma durabilidade maior, totalmente diferente das atuais obras, tendo em vista que hoje a facilidade de se construir prédios e maior do que no período monárquico, sinceramente me encontrei sem resposta, mas comecei a ver que tens razão a monarquia só trouxe muitas beneficies a nossa sociedade. Em sua homenagem tirei essas fotos do Museu da Quinta da Boa Vista, uma herança maravilhosa deixada pelos nossos monarcas.

Postado por Alessandra Bandeira
Fotos Alessandra Bandeira

Mascarados de Potengi enriquecem folguedo - Reportagem: Elizângela Santos


O Reisado do Sassaré usa máscaras ou caretas, mas numa produção diferenciada. Encanta pelo amor à cultura


O Reisado do Sassaré ou os Caretas do Sassaré, em Potengi, resistem ao tempo.
FOTO: ELIZÂNGELA SANTOS


Juazeiro do Norte. Outro grupo raro no Cariri se encontra no Município de Potengi, no Sítio Sassaré, a 3 quilômetros da cidade. É o Reisado do Sassaré. O grupo também usa máscaras ou caretas, mas numa produção diferenciada. Confeccionada em madeira e couro, os antepassados resistem ao tempo, por amor à cultura e a preservação de uma arte. Quando vem o chamado para o grupo se apresentar, começa todo um ritual de organização do material para seguir viagem, que resulta mesmo num grande divertimento. É a brincadeira se transferindo para outro terreiro.

São seis agricultores do Sítio Sassaré, mais os músicos e os personagens. Ao todo, são 12 personagens que eles conseguem formar. No entanto, conforme o formato anterior, seriam 12 caretas, além dos outros integrantes. A preocupação é pela permanência do grupo, mesmo com o número reduzido dos personagens. Mestre Antônio Luiz de Sousa, de pequeno, que há mais de 23 anos conduz o grupo, deixava muitas vezes de dançar para escutar os chamamentos do mestre Raimundo Maximiniano. As músicas soavam ao seu ouvido como um aviso do destino. O menino só não aprendeu a fazer as máscaras.

A sua preocupação constante é de como fará para dar continuidade a um trabalho. A arte que atravessou décadas e, segundo o mestre, desde o seu bisavô tem notícia do envolvimento da família com o que ele chama de brincadeira. A tradição nasceu no Município, na comunidade do Sítio Rosário. Lá se realizavam grandes espetáculos aos olhos dos visitantes até de outras cidades da região. Junto com o grupo, a lapinha da comunidade também chamava a atenção.

No grupo, personagens como o jaraguá, guriabá e a margarida estão ausentes, além dos caboclinhos. Há a presença do violeiro, que tem um papel importante nas apresentações.

Seu Francisco José de Amorim, um dos mais antigos na brincadeira, junto com o mestre, também tem a preocupação de juntar as roupas e incrementar os chapéus. Até para comprar os papéis coloridos para enfeitar as indumentárias é preciso buscar ajuda da comunidade. Todo esse movimento dá um tom especial e comunitário às brincadeiras. Chico percebe a importância de se valorizar os grupos de tradição. (ES)

MAIS INFORMAÇÕES
Prefeitura de Potengi
Diretoria de Cultura
culturapotengi@gmail.com
Telefone: (88) 3538.1225

CRATO E JUAZEIRO

Cortejo de grupos acontece até dia 6

Juazeiro do Norte. O cortejo dos grupos de tradição popular acontece tradicionalmente de 25 de dezembro até 6 de janeiro, Dia de Reis, um dos raros momentos de encontro dos integrantes nas ruas das cidades caririenses. Os brincantes mostram, no passo da resistência, a história que atravessa séculos.

Em Juazeiro do Norte, são cerca de 70 grupos que saem de bairros como o João Cabral, Pio XII e do Frei Damião. A maioria deles urbano. O encontrão acontece na Rua São Pedro, no Centro, mas um dos problemas ainda está relacionado a violência reservada a alguns grupos rivais. Os mestres estão sendo chamados à responsabilidade. O importante é ter uma festa bonita. Segundo a Secretaria de Cultura deste Município, dentro desse caldeirão cultural, com lapinhas, bandas caçais, entre outros, são pelo menos 20 grupos de reisados. O bailado dos reis também recebe a cadência dos toques das bandas cabaçais. As ruas se transformam num grande festejo. O gerente de tradição de cultura popular da Secretaria, André de Andrade, aguarda uma confirmação da Secretaria de Cultura do Estado sobre verba para subsidiar a apresentação dos grupos, para ajudar na compra de vestimentas, lanches e transporte, apoio necessário e incentivador.

Mas a reverência ao Dia de Reis é o mais importante dentro do projeto natural. A religiosidade popular da terra do Padre Cícero é o grande incentivo e esse fator se estende também para outras cidades da região, que cumprem o ritual de festa, entre o sagrado e o profano, pois nos grupos existem personagens que dão esse tom, mas dentro de uma dramatização que enfoca o sagrado como principal fundamento.

No Crato, os desfiles dos grupos começam no início da tarde, com trajetos pelas ruas e o encontro no fim da tarde na Praça da Sé. Segundo o folclorista Cacá Araújo, o Crato e o Cariri constituem território de resistência cultural em todas as frentes. Os mestres de reisado Aldenir de Aguiar e Mazé Luna são exemplos de dedicação e liderança na preservação e desenvolvimento das tradições.

Congo

O Reisado Decolores Dedé de Luna do Muriti (Mestra Mazé Luna) e o Reisado do Mestre Aldenir são reisados de Congo. Esses dois tradicionalmente fazem suas apresentações tanto nas localidades de origem e também nas ruas. Têm sua estrutura baseada na hierarquia social de uma corte, com Rei, Mestre e Contramestre ao centro, ladeados por duas fileiras de brincantes, compostas de Embaixador, Guia, Contraguia, Coice, Contracoice e Bandeirinhas (representados pelas crianças). Portam espadas e se vestem como guerreiros medievais. No Reis de Congo, o Boi é a principal figura. Com tudo isso, o Cariri reverencia o Dia de Reis. (ES)

Distinção
"O reisado se apresenta com estrutura ou elementos distintos em todo o Estado do Ceará"
Cacá Araújo
Professor e folclorista


ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter do Diário do Nordeste
Colaboradora do Blog do Crato e Chapada do Araripe OnLine

Reisado de Couro é raridade no Nordeste - Reportagem: Elizângela Santos


Mestre Zé Gonçalo do Reisado de Couro, do Barro Vermelho, localizado no Município de Barbalha.
FOTO: ELIZÂNGELA SANTOS


A tradição do Reisado de Couro remonta mais de 100 anos no Município de Barbalha, no Cariri, e o costume resiste

Barbalha. Um dos mais raros tipos de reisado do Nordeste se encontra no Barro Vermelho, neste Município. É o Reisado de Couro. O grupo foi resgatado há mais de três décadas e resiste ao tempo com os seus brincantes. O Mestre José Pedro de Oliveira, Mestre Gonçalo ou Mestre Pedro, com 81 anos, luta pela permanência da tradição e sai no comando das ordens com o seu pandeiro.

Final de tarde no Sítio Barro Vermelho, e está lá, sentado na varanda de casa no seu sítio, o receptivo brincante Zé Gonçalo, que já foi líder dos penitentes, o decurião, e Mateu de reisado. Desde cedo, mesmo sem o apoio do pai, decidiu levar a brincadeira de reisado com muito respeito. Chegava a fugir de casa, aos 14 anos, para brincar. E deixava a rede montada como se tivesse gente lá dentro dormindo.

O personagem do Mateu ficou só na lembrança. O Mestre fala da sua destreza na juventude e de um erro do adversário na dança. Isso resultou em sangue, já que um corte acima do olho fez o companheiro ir para o hospital. O nervosismo do Mestre Zé Gonçalo fez com que ele não quisesse mais encarar o personagem. Foi a única vez que tirou sangue de alguém, mesmo sem querer.

A tradição do Reisado de Couro remonta mais de 100 anos em Barbalha, segundo o Mestre, que recebeu o título de Mestre da Cultura Popular no Estado, em 2005. Zé Gonçalo agora busca incentivar os novos brincantes, o que não é uma tarefa fácil. O medo é que a tradição fique sem continuidade.

As apresentações do grupo aconteciam na sede dos agricultores do bairro e depois nas ruas da cidade de Barbalha. Na principal festa da cidade, no dia 13 de junho, é de lei o grupo se apresentar. Na data também se comemora o aniversário do líder do grupo.

"Estou perto de viajar e o importante é que fique a cultura", diz. Ele afirma que sempre procura estar nas apresentações para dar o comando com o seu pandeiro. Para o Mestre, os brincantes fazem as apresentações, mas nunca é como se o mesmo estivesse presente. O velho agricultor se empolga quando o assunto é reisado. "A cultura popular não pode acabar porque vem do começo do mundo. Se acaba se o mestre não se interessar de passar para as próximas gerações", ressalta.

Criação
Zé Gonçalo teve a preocupação de aprender com os outros. Foi decorando os passos e as letras de cabeça com outros mestres. Quando decidiu montar o Reisado de Couro, foi criando com os outros colegas, como Chiquinho Bernardo. As vestimentas e as máscaras de couro foram sendo confeccionadas aos poucos.

O grupo foi assumindo uma identidade e alegria. "A diferença do reisado do couro é que os caretas entram gritando", diz Zé Gonçalo. As vestimentas do grupo foram sendo criadas aos poucos, e também as máscaras de couro de boi.

Além do Mestre, tem os caretas, um babau (cavalo) e uma burrinha, o boi careta, o urubu e o jaraguá. São personagens que contam a história de uma tradição rara. É uma dança diferente. "Só de animação", completa o Mestre.

No comando da batida do pandeiro, no ritmado da sanfona e do bumba, os personagens entram em cena. É a entrada da chegada na casa: "Ô de casa, ô de fora, menina vem ver quem é...". Tem também a chegada do boi.

Elementos distintos
De acordo com o folclorista Cacá Araújo, o reisado se apresenta com estrutura ou elementos distintos nas várias regiões do Estado. No Cariri, a presença do negro na cultura da cana-de-açúcar faz aparecer o reisado como Reis de Congo. No sertão, a cultura do gado o transforma no Reis de Couro ou Reis de Careta. No litoral, surgem novas figuras como os "papangus" e o "folharal".

As dificuldades de manutenção das tradições desses grupos, segundo Cacá, tem como vilão e um dos principais entraves ao desenvolvimento de qualquer folguedo a carga midiática. "Difundindo saberes e costumes estranhos à nossa cultura, muitos deles carregados de futilidade consumista e pornografia", constata ele.

Idade
81 anos tem o mestre José Pedro de Oliveira, conhecido como mestre Gonçalo ou mestre Pedro. Ele luta pela permanência da tradição e sai no comando das ordens com o seu pandeiro

MAIS INFORMAÇÕES
Secretaria de Cultura do Município de Barbalha
Região do Cariri - Estado do Ceará
Telefone: (88) 3532.1708

ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter do Diário do Nordeste
Colaboradora do Blog do Crato e Chapada do Araripe

Uma nova via, um novo feito - Postado por Tânia Peixoto


Na herança de Lula, destacam-se os números. Nunca antes na história deste País, o aumento do emprego com carteira assinada, das reservas, do salário mínimo e das bolsas de assistência social foi tão relevante. Nunca antes na história deste País, diminuiu o gap entre pobres e a classe média, venderam-se tantos carros e produtos da linha branca. Graças ao crédito fácil, a classe C adquiriu TV de tela plana, celular, notebook, DVD, micro-ondas, e teve a chance de ir ao trabalho num "pois é" flex.

Nunca antes na história deste País, pagou-se a dívida externa, e o investimento externo e o mercado interno garantiram imunidades num cenário de recessão mundial catastrófico. Nunca antes na história deste País, um presidente operário fora eleito e ainda se deu ao luxo de sair com um índice de aprovação elevado. Sem contar o prestígio internacional, que só foi abalado quando "o cara", num erro estratégico e pretensioso, chocou o Ocidente ao apoiar regimes considerados problemáticos e perigosos para a paz mundial, e a sobrevida das democracias. Talvez seus erros tenham sido prejudiciais às pretensões de ser premiado com um Nobel da Paz (dizem que estava perto de ganhar, até apoiar o Irã, e arrumaram um Barack Obama em cima da hora) ou chegar à presidência da Assembleia Geral da ONU (se é verdade que postulou).

Sua postura aparentemente inerte diante dos casos escandalosos protagonizados por seus companheiros mais íntimos (Zé Dirceu, Genoino, Palocci, Gushiken), e a roubalheira do Mensalão, pode ter manchado a imagem de fundador de um partido que propôs, em sua fundação, fazer política sem abrir mão dos ideais, e de moralizá-la.

Mas, pensando bem, todos os envolvidos foram imediatamente afastados do governo. Lula não empurrou com a barriga ou escondeu atrás de si aqueles que foram pegos com o abuso de autoridade nos dedos. E até órgãos da imprensa que o combateram durante oito anos admitem no apagar das luzes: sim, foi um grande estadista. Conseguiu governar sem traumas institucionais, o que é algo nunca antes conquistado na história deste País.

Porém, não vi um analista citar o seu maior feito, o de respeitar as regras do jogo. Pois nunca antes na história deste País um presidente cumpriu o seu mandato seguindo o que manda a Constituição. E olha que a pressão para que Lula criasse as bases para um terceiro mandato foram lançadas. Poderia enviar ao Congresso uma lei facilmente aprovada. Havia apoio popular para um "fica companheiro". Movimentos sociais chegaram a promover a ideia, que mancharia a Carta e a história da nossa democracia esquizoide.

No entanto, foi ele, Lula, quem os demoveu da proposta, diferentemente do seu antecessor, FHC, que inventou uma reeleição que não estava escrita e manipulou o Legislativo para mudar as regras do jogo, num período em que se suspeitou que houve barganha e compra de votos. Como o anterior havia feito, Lula poderia também ficar mais quarto anos. Mas não. Afirmou em bom tom: se a lei me oferece a chance de ter dois mandatos, por que eu teria três? Arriscou tudo, plantou a semente de uma candidatura em que poucos acreditavam e ganhou a eleição democraticamente, elegendo sua sucessora. Nunca antes na história deste País, as regras eleitorais foram enfim cumpridas. Collor não completou o seu mandato. Sarney estendeu o seu. Assim como o ditador da "abertura", general Figueiredo. Jango não concluiu o seu. Nem Jânio. Nem JK, que foi bombardeado por uma tentativa de golpe, nem Getúlio, que desabou com uma bala no peito.

Lula inaugurou uma nova era no País. A de que, independente da popularidade, existem limites para o Poder, e de que a democracia exige alternância, pois só assim ela sobrevive.

***
Na chegada de Dilma, destacam-se as surpresas.

Sua candidatura sofreu altos e baixos - como a revelação dos escândalos da quebra de sigilo de dados da Receita e, especialmente, da Casa Civil, cuja sucessora e família foram acusadas de praticar tráfico de influência, a metros do gabinete do cara. O governo, ao invés de defender a transparência, acusou a imprensa e a oposição de tumultuarem a campanha. Para, semanas depois, exigir um controle maior dos dados da Receita e demitir a ministra.

A repercussão se deu nas pesquisas. Serra subiu. Marina mais ainda. O eleitor mais progressista se chocou com as declarações antiaborto e casamento gay de Dilma, tática para abocanhar o voto religioso. Dilma caiu em todas as regiões e especialmente em estratos sociais mais altos. Não levou no primeiro turno, irritando o seu mentor. O que antes parecia uma barbada, tornou-se uma emocionante corrida cabeça a cabeça na reta final. Até ela disparar nos últimos metros.

No dia seguinte da vitória, apareceu outra Dilma numa entrevista ao vivo no Jornal Nacional. Sem a máscara criada por marqueteiros. Sem o discurso controlado e tenso da véspera. Dona do cargo e legitimada pelo voto, Dilma passou a ser Dilma, não mais a criatura moldada para ganhar a eleição e reconduzir um projeto a todo custo. Já de cara mostrou que mudaria os rumos da política externa, a micose do governo Lula, ao demitir Celso Amorim e nomear um diplomata para despolitizar a pasta. Reconduziu Palocci para o cargo de superministro, quadro idolatrado pelo mercado. Tirou as manguinhas do seu tailleur de fora e nomeou Iriny Lopes titular da Secretaria de Políticas para as Mulheres, que declarou, provando que vivemos, sim, num Estado laico, que o aborto é uma decisão pessoal: "Não vejo como obrigar alguém a ter um filho que ela não se sente em condições de ter."

Dilma, eleita, prova ser diferente de Dilma candidata. Então, sim, os meios justificaram o fim: ganhar a eleição, mesmo que, para isso, sejam defendidas propostas que fujam de suas convicções. Muito está por vir. A violência urbana é uma epidemia que não combina com o sucesso econômico, cuja marca é a distribuição de renda, e o crack é a doença que não pode ser varrida para debaixo do tapete. Ainda temos o juro mais alto do mundo, a telefonia mais cara e ineficiente, uma reforma política e tributária a serem feitas, uma Previdência falida, uma infraestrutura inoperante que atravanca o crescimento, aeroportos lotados, estradas federais esburacadas, transporte público medíocre, déficit habitacional, Código Penal anacrônico, um sistema penitenciário que não recupera, problemas que em 16 anos não foram resolvidos. Quem sabe, agora rola? Afinal, o otimismo é como um carro zero: todos gostam de ter, com a esperança de se livrarem dos mecânicos.

FONTE: www.estadao.com.br/cultura

POSTADO POR TÂNIA PEIXOTO

Agora vai: Dilma vai privatizar novos terminais de aeroportos

Fonte: Folha de S.Paulo, 03-01-2011
VALDO CRUZ , DE BRASÍLIA / ANA FLOR , ENVIADA ESPECIAL A BRASÍLIA
A presidente Dilma Rousseff decidiu entregar à iniciativa privada a construção e a operação dos novos terminais dos aeroportos paulistas de Guarulhos e de Viracopos, dois dos principais do país. A medida faz parte de pacote que será baixado por meio de medida provisória,talvez ainda neste mês. O texto inclui também a abertura do capital da Infraero (estatal responsável pela administração do setor aeroportuário) e a criação de uma secretaria ligada à Presidência da República para cuidar da aviação civil --como a Folha antecipou em 2010.
A equipe de Dilma já conversou com empresas como a TAM e Gol, que manifestaram interesse na construção e operação de novos terminais. O prazo da concessão deve ser de 20 anos. O objetivo oficial do pacote é desafogar aeroportos que serão vitais para a Copa do Mundo de 2014. Assessores da presidente disseram à Folha que ela deu prazo de 15 dias para finalizar o texto. Segundo a Infraero, o governo federal precisa investir R$ 5,5 bilhões nos aeroportos ligados às 12 sedes da Copa. A avaliação dentro do governo é que a estatal não terá condições técnicas para, sozinha, bancar esses projetos. Durante o governo Lula, o ministro Nelson Jobim (Defesa) chegou a defender que a administração de todos os aeroportos fossem concedidas à iniciativa privada.
A ideia foi rejeitada por Lula e pela então ministra Dilma (Casa Civil). Ambos temiam o rótulo de privatizantes --o mesmo rótulo que o PT procurava impingir ao principal adversário na eleição, José Serra (PSDB). Na Casa Civil, Dilma sempre dizia preferir abrir o capital da Infraero, para que esta pudesse captar recursos e aumentar a capacidade de investimentos. No aeroporto de Guarulhos, o maior do país e principal centro de chegada de voos internacionais, o projeto da Infraero prevê R$ 1,2 bilhão de investimentos. A obra mais cara é a construção do terceiro terminal, orçada em R$ 700 milhões. Em Viracopos (Campinas), os investimentos previstos são de R$ 742 milhões. O novo terminal deve consumir R$ 690 milhões.
BRASÍLIA
A Folha apurou que um novo terminal para o aeroporto de Brasília também poderá entrar no pacote. A concessão dos terminais esvazia o plano de construtoras de construir um terceiro aeroporto nos arredores de São Paulo, em sociedade com as companhias aéreas. Havia o temor no Planalto de que um terceiro aeroporto roubasse potenciais passageiros do trem-bala. Já a nova Secretaria de Aviação Civil, ideia discutida na montagem da equipe de Dilma, vai retirar do Ministério da Defesa o controle sobre o setor, o que já está combinado com Jobim.

Postado por Armando Lopes Rafael
Comentário do postador: uma coisa é discurso de palanque para enganar os trouxas. Outro é quando existe decisão política do administrador para resolver o mau funcionamento de um serviço público.

Cid Gomes vai convidar Ciro para governo do Ceará


O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), vai convidar o irmão Ciro Gomes (PSB) para assumir um cargo executivo no governo do Estado. Durante a composição do quadro ministerial, Ciro foi convidado pela presidente Dilma Rousseff para assumir a Integração Nacional, cargo que ocupou no governo Lula. O deputado federal, no entanto, preferia a pasta da Saúde, e acabou ficando fora do governo federal. De acordo com a assessoria do governador cearense, Ciro será convidado a ocupar a chefia da ZPE (Zona de Processamento de Exportação) do Pecém. A ZPE será uma empresa de economia mista e seu modelo de gestão ainda está sendo elaborado. O convite deve ser feito, segundo a assessoria, na terça-feira, quando o governador retorna de Brasília, onde acompanhou a posse da presidente Dilma.

A ZPE de Pecém será instalada em uma área de 4.271 hectares, no município de São Gonçalo do Amarante, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, a cerca de 60 km de Fortaleza. As ZPEs são distritos industriais voltados para o mercado externo, onde as empresas operam com isenção de impostos e liberdade cambial.

LUIZA BANDEIRA DE SÃO PAULO ( Folha.com )

Ministra promete 'para logo' reajuste do Bolsa Família


A nova ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, disse que não há "solução mágica" para erradicar a extrema pobreza no País e anunciou para breve o reajuste dos benefícios do Bolsa Família. "O reajuste sai logo, estamos terminando os estudos", disse a ministra, que só aceitou o convite da presidente Dilma Rousseff (PT) depois de submeter a decisão a uma junta médica: Tereza começa na semana que vem tratamento de quimioterapia, após retirar um novo tumor na mama.

Entre as primeiras tarefas no cargo, Tereza está encarregada de definir detalhes de um plano de erradicação da pobreza extrema no país, principal promessa de campanha da presidente Dilma. "Não haverá solução mágica nem um único caminho", adiantou. O plano apresentará uma contabilidade oficial dos brasileiros miseráveis. Os números variam de acordo com o valor usado para definir a pobreza e a pobreza extrema. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fala em 13,5 milhões de miseráveis, mas usa um valor diferente daquele que dá acesso ao Bolsa Família. O programa considera extremamente pobres as famílias com renda mensal de até R$ 70 por pessoa.

O reajuste do valor do benefício é parte da estratégia de erradicação da pobreza extrema. Desde meados de 2009, o Bolsa Família paga entre R$ 22 e R$ 200 mensais. A ajuda não foi suficiente para que 5,3 milhões de famílias beneficiárias superassem a extrema pobreza. Mais de 40% dos beneficiários do Bolsa Família ainda são miseráveis. Para reduzir o porcentual de extrema pobreza no programa, o governo estuda reajuste do benefício acima inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de cerca de 9%, conforme adiantou o jornal O Estado de S. Paulo.

No discurso, Tereza Campello destacou que a erradicação da pobreza extrema é "crível e possível", mas exigirá "inovação" do governo. O discurso apontou pelo menos uma grande diferença na visão sobre o Bolsa Família, ao definir como principal desafio do programa a "inclusão produtiva".

Fonte: Yahoo Notícias

Terremoto de magnitude 7,1 atinge sul do Chile e lembra tragédia do ano passado


Um terremoto de magnitude 7,1 chacoalhou o sul do Chile neste domingo, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). O tremor levou milhares de moradores a saírem correndo para áreas mais altas, com medo de um possível tsunami, semelhante ao que devastou a costa do país no ano passado. Os serviços de emergência do Chile falaram que o tremor teve magnitude de 6,5. O terremoto aconteceu às 17h20 no horário local (18h20 em Brasília), na mesma região atingida por um forte tremor no ano passado.

Em 27 de fevereiro de 2010, um terremoto de magnitude 8,8 gerou um tsunami, que devastou cidades litorâneas, matou cerca de 500 pessoas, desabrigou 200 mil e destruiu a infraestrutura em boa parte do centro-sul do Chile. Não houve registros imediatos de mortes ou estragos graves neste domingo. Não foi divulgado alerta de tsunami, segundo Vicente Núñez, chefe da Agência Nacional de Emergência. "Não houve danos às pessoas nem danos às propriedades", disse Núñez. "Vamos continuar monitorando." "Dissemos às pessoas para voltarem às suas casas porque não há alerta de tsunami", disse Núñez.

O Centro de Alerta para Tsunamis no Pacífico com base no Havaí também disse que não era esperado um tsunami destrutivo ao longo do oceano Pacífico. Houve quedas na rede de energia e sobrecarga das redes de celulares na região de Araucania, epicentro do tremor, cerca de 600 km a sudoeste da capital, Santiago. Segundo o USGS, o epicentro foi a cerca de 70 km da capital da província de Temuco, que tem uma população de cerca de 250 mil pessoas. O tremor aconteceu a cerca de 17 quilômetros de profundidade, segundo o centro, e houve ao menos um tremor subsequente, de magnitude 5,0.

PÂNICO

Quando houve o primeiro tremor neste domingo, moradores de várias cidades litorâneas saíram correndo para longe do oceano, abandonando completamente lojas e centros de compra. Nas comunidades de La Araucania, Puerto Saavedra, Tolten e Teodoro Smith, estima-se que 50 mil pessoas fugiram para locais mais altos, segundo Núñez. Centenas de turistas passando o feriado de Ano-Novo nos resorts de Villarica e Pucon decidiram reduzir a viagem e seguir para o norte, enchendo estradas e postos de pedágios. O tremor foi sentido em várias cidades andinas do norte da Patagônia argentina, sem provocar vítimas ou danos, segundo a imprensa local.

As operações estavam normais na divisão andina da mina de cobre chilena Codelco, segundo um porta-voz. Um porta-voz da empresa estatal de energia ENAP disse que as operações também funcionavam normalmente após o tremor na refinaria de Bio Bio, que foi fortemente danificada pelo terremoto do ano passado.

DE SÃO PAULO
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS ( Folha.com )

Bom Dia, Crato ! - 03 de janeiro de 2010 - Madrugada de Chuva em Crato


Madrugada de chuva, trovões e relâmpagos!

Bom Dia!

Hoje começamos oficialmente 2011, com a primeira segunda-feira do ano, de muito trabalho a fazer. E começamos bem: Com chuva! Na verdade, eram 02:10 da manhã, quando uma chuva de média intensidade começou a cair sobre a cidade do Crato e foi crescendo lentamente até se tornar algo bastante significativo. Serviu para abaixar as altas temperaturas dos últimos dias, quando atingíamos marcas de 32 a 33 graus.

Mudanças no Secretariado deo prefeito Samuel Araripe

Hoje às 15:00, haverá uma reunião no Paço Municipal, quando o prefeito Samuel Araripe comunicará oficialmente mudanças no seu secretáriado. Dr. Cícero França sairá da Chefia de gabinete para assumir a Secretaria de Saúde, que hoje é ocupada por Nizete Tavares, enquanto o Radialista Wilson Rodrigues assumirá a chefia da Assessoria de Imprensa do Município. Outras alterações ainda poderão ser confirmadas.

Previsão do Tempo

Como disse antes, a madrugada foi de chuva. Entretanto, a previsão segundo os institutos de meteorologia e o site climatempo, indicam que hoje será um dia de sol com algumas núvens e não choverá durante o dia ( !! ). Temperatura máxima de 31 e mínima de 22 graus. veja o mapa. Bom Dia!

Dihelson Mendonça

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