10 novembro 2011

FEDERALIZAÇÃO DA URCA DIVIDE OPINIÕES ENTRE A COMUNIDADE ACADAMICA E A SOCIEDADE - Por: Wilson Rodrigues


A federalização da Universidade Regional do Cariri, pela primeira vez, saiu dos bastidores e se tornou publica e foi um dos assuntos discutidos no primeiro encontro dos docentes, realizado no salão de atos da URCA como parte da programação alusiva ao dia do professor, transcorrido no ultimo dia 15 de outubro. A decisão de levar o tema para a mesa dos debates foi do Sindicato dos Docentes da Universidade Regional do Cariri SINDURCA que ainda não tem uma posição formada sobre a questão. A professora de direito, Oderlania Leite, esclareceu que só a partir de uma coleta de dados e informações precisas, através de troca de experiências com colegas de outras Universidades, é que a classe se posicionará contra ou a favor da idéia.

A professora Neila Nunes de Sousa, da Universidade Federal de Tocantins, que até então era estadual e foi federalizada, foi uma das palestrantes do encontro. Ela disse que a federalização da unidade de seu Estado nasceu a partir da mobilização de alunos e professores, diferentemente do que está acontecendo na URCA, onde docentes e discentes estão inseguros e ainda não se manifestaram e que a discussão está sendo posta pelo governo do Estado. Na opinião de Neila, precisamos defender a universalização do ensino para todos, porem, primeiramente, segundo ela, é preciso saber qual é o ganho real que a comunidade acadêmica e a sociedade em geral vão ter. Ou se o processo de federalizá-la é meramente político. A professora alertou os colegas de que a URCA é uma Universidade consolidada e por esta razão não se sabe até que ponto é benéfico ela sair do âmbito estadual para o federal onde já existe uma rede de 59 universidades totalmente precarizadas pela falta de dinheiro e de infra estrutura.

Para o ex-presidente do Sindicato dos Docentes da Universidade Regional do Cariri, Augusto Nobre, em nenhum momento o governo do Estado dialogou com os professores e nem com a reitoria da URCA sobre federalização que não é um processo muito simples assim. Para ele, a questão do governo querer federalizar a URCA não é porque ele ache que vai ser melhor para os alunos, os professores e o Cariri, sua intenção é se livrar do ônus que o Estado tem para com a instituição. Segundo Augusto, o governo deveria esquecer a federalização e investir mais dinheiro na URCA com a contratação de professores, equipamentos e torná-la mais forte em prol do desenvolvimento do Cariri. A expansão das Universidades Federais, disse ele, tem sido feita pelo governo federal sem aumento de recursos, passando a falsa idéia de está investindo alto nas unidades. Augusto explicou que o percentual do Produto Interno Bruto PIB destinado ao setor continua o mesmo de 11 anos atrás. Sendo assim, argumentou Augusto, não é interessante para a URCA, sair do âmbito estadual para o federal.

Wilson Rodrigues - Repórter e Colaborador do Blog do Crato


3 comentários:

  1. E aí, Armando Rafael, parece que sua profecia vai mesmo se concretizar ?

    A URCA será encampada pela universidade federal que ficará em juazeiro ?

    Abraço,

    DM

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  2. Dihelson:

    Nem chega a ser profecia.

    O futuro se apresenta límpido e cristalino.

    O governador Cid foi claro -- em 2010—quando declarou ter conseguido o compromisso da futura presidente Dilma de criar a futura Universidade Federal do Cariri. Ele adiantou: o Ceará não podia manter 3 universidades estaduais e a URCA seria a primeira a ser federalizada;

    Estranho somente que alguns professores da URCA fiquem a imitar o avestruz, ave que esconde a cabeça na areia, pensando fugir do que acontece em volta!

    Alguns desses mestres chegam a dizer que a fusão entre a Federal e a URCA é muito difícil de acontecer.
    Santa ingenuidade!

    Difícil por quê? Porque, dizem eles, são universidades com realidades diferentes. Ora ambas têm um único objetivo: prestar ensino de 3º grau.

    Mais difícil foi a fusão do Banco Itaú com o Unibanco, com um mega bilionário negócio, que juntou um bilionário patrimônio.
    E essa fusão (Itaú/Unibanco) aconteceu – na prática – em cerca de 20 dias.

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  3. É difícil de acontecer, hein ?

    Imagino o pessoal olhando o Mar vermelho se abrir, ante o cajado de Moisés, sem acreditar no que estariam vendo. E aqui é bem mais fácil que isso. Milagres ? Nem tanto...

    Essa é mais uma das coisas que os incrédulos irão ter que engolir ( a sêco ).

    Abraço,

    DM

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