08 outubro 2011

Continuam as Privatizações - CUT faz protesto contra privatização de aeroportos


CUT é contra a Privatização dos Aeroportos Brasileiros

São Paulo – A Central Única dos Trabalhadores (CUT) fez uma manifestação na tarde de hoje (7), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, contra a transferência parcial de parte dos aeroportos brasileiros à iniciativa privada. A privatização dos terminais de Guarulhos (SP), Viracopos (Campinas) e Brasília deve começar em dezembro. Em agosto deste ano, o Aeroporto de São Gonçalo do Amarente, na região metropolitana de Natal, foi privatizado. O governo também estuda transferir para o setor privado a exploração de outros aeroportos, como o Galeão, no Rio, e Confins, em Minas Gerais.

“Entendemos que isso vai encarecer as tarifas e piorar a qualidade dos serviços. Com certeza, poderíamos atrair o capital privado para expandir os aeroportos sem a necessidade de privatizar a Infraero [Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária]”, disse o presidente da CUT, Artur Henrique. Mais de 100 pessoas participaram da manifestação. Entre elas, delegados da CUT de quase todo o país, que estavam reunidos em uma plenária em Guarulhos, funcionários da Infraero e de sindicatos de aeroportuários e aeroviários.

De acordo com os sindicalistas, o governo precisa manter o controle acionário da Infraero, mesmo que decida abrir o capital da empresa estatal. O governo quer que a iniciativa privada fique com 51% de participação dos aeroportos privatizados. As entidades sindicais consideram alto esse percentual.

“O ganhador da licitação terceiriza ou quarteiriza e diminui a qualidade do serviço. Estamos vendo o que está acontecendo em várias obras do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]”, disse o presidente da CUT. Os manifestantes percorreram todos os terminais do aeroporto gritando palavras de ordem contra a privatização. Por alguns instantes, as duas faixas de acesso ao desembarque do aeroporto foram fechadas.

“A privatização vai trazer a elitização dos aeroportos e o aumento das tarifas. O que incomoda a elite do país é que os aeroportos começaram a ser frequentados pelo povão. Um governo eleito pelos trabalhadores com discurso contra a privatização não pode privatizar um patrimônio do país como é a Infraero”, disse o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (Fentac), Celso Klafke.

Edição: João Carlos Rodrigues
Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

4 comentários:

  1. -- 1 --
    Como sempre, os trogloditas da CUT escamoteiam a verdade dos fatos.

    Um deles: Um dos maiores problemas do setor aéreo no Brasil é o baixo nível dos investimentos. Nos cinco aeroportos que serão privatizados, dos R$ 656,9 milhões previstos em reformas e obras de ampliação para este ano, até agora, foram desembolsados apenas R$ 9,33 milhões, ou seja, 1,42% do total previsto.

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  2. -- 2 --

    Não tenho a mínima simpatia pelo governo de dona Dilma. Reconheço, no entanto, que a presidente da República está coberta de razão na privatização (demorada) dos aeroportos brasileiros.

    Não fosse essa iniciativa teríamos um caos generalizado nos aeroportos brasileiros na época da Copa do Mundo, daqui a 1 ano e meio.

    Uma medida sensata, embora a precariedade da infraestrutura aeroportuária brasileira não seja o único gargalo naquele setor. Também o Controle de tráfego aéreo – gerido pela FAB – é um problema que merece a mesma atenção.

    A FAB mostrou-se incompetente (como soe acontecer com as instituições estatais) ao não conseguir acompanhar o crescimento da aviação civil. Diga-se – de passagem – que o número de controladores de voos é o mesmo desde a crise aérea, há 5 anos. E o governo não tem dinheiro para melhorar o controle de voos.

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  3. -- 3 --

    Mas, pelo visto, o governo, parece, vai privatizar aeroportos brasileiros de modo "fatiado", ou seja, um aeroporto por vez. Se houvesse tempo (a copa é daqui a um ano e meio) poderia privatizar em blocos que incluiriam unidades lucrativas e deficitárias.

    Basta lembrar que para cada aeroporto lucrativo sob a gestão da Infraero, há outros cinco no vermelho. Ressalte-se, ainda, que não há empresas brasileiras com conhecimento suficiente para administrar nossos aeroportos.

    Por isso essas empresas precisam de sócios estrangeiros. E os estrangeiros não viriam para cá se a operação do negócio fosse ficar nas mãos do governo (leia-se da Infraero).

    Pelo menos é o que grandes empreiteiros e pessoas sensatas do BNDES disseram numa reunião com a presidente Dilma.

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  4. Pois é, "Seu" Armando...

    Mas não diziam que Privatização só existi no Brasil na época do FHC ? rs rs rs

    Abraços,
    Bom Domingo!

    DM

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